O que ninguém te contou sobre o Palácio Tangará

Hotel Boutique, 6 estrelas, suíte de R$ 38 mil…

Esqueça esses rótulos! Nada disso se aproxima da essência do Palácio Tangará. Expressões tão distantes, superficiais, e até injustas, mediante o incrível posicionamento da marca Oetker Collection. Sim, é preciso começar por ela para entender o DNA do hotel.

Em um mundo onde a própria palavra ‘luxo’ vem perdendo o sentido, tudo é ainda mais sutil, sensorial, autêntico, e com a simplicidade marcante da verdadeira sofisticação.

Após um convite do hotel para conhecer sua linda estrutura, trago uma análise um pouco diferente e algumas curiosidades para você.

Estamos falando de uma história que começa em 1870, com uma marca conhecida até hoje como uma das mais exigentes do mundo na escolha de novas unidades em sua ‘coleção’. É preciso que os valores se assemelhem, e a discrição, característica marcante da Oetker, esteja presente em cada detalhe.

E esse colar de pérolas representa exatamente os hotéis da coleção, todos únicos, unificados pelo fio (administradora), e pelo desejo de entregar o melhor da vida aos seus hóspedes. Ao longo da estadia, os hóspedes descobrem a ‘paixão por viver’, com a apreciação pela cultura, gastronomia e os prazeres da natureza.

Atualmente são 09 hotéis com almas individuais, e que se unem por conceitos bem fundamentados, como o high-touch ser mais importante que o high-tech.

Abaixo a imagem que explica o logotipo, e seu CEO, Frank Marrenbach, que está na empresa desde 1997, assumindo essa posição em 2008.

       

Agora estamos prontos para o Palácio Tangará, uma exaltação à natureza, com alma genuinamente brasileira. E tudo começa nos arredores da propriedade, no incrível Parque Burle Marx, que está presente em todos os ambientes do hotel.

Pelo caminho do portão principal até o lobby, você já sente que está entrando em um refúgio, e a agitação de São Paulo fica cada vez mais distante. Sabe quando nossa respiração se acalma, e temos uma sensação instantânea e inexplicável de bem estar?

Ao contemplar o lado bom da vida, nos sentimos assim. Ao chegar no Palácio Tangará, também.

E quando o primeiro sorriso é de uma ex aluna? O orgulho da Juliana na Recepção do hotel é um exemplo do clima que a empresa faz questão de cultivar desde sua implantação.

        

Fazia tempo que você não via escaninhos de chaves em uma Recepção? Pois aqui está um dos tantos segredos da Oetker Collection. As chaves são grandes para incentivar os hóspedes a deixá-las no Concierge e interagirem com os colaboradores. A proposta é que esses pequenos ‘encontros’ sejam constantes e sempre especiais.

O que ninguém havia lhe contado:

  • Logotipo – composto por 2 pássaros ‘saíra 7 cores’ (nome popular do Tangará Seledon) que, de costas, formam uma borboleta. Afinal, Panamby, bairro do hotel, significa ‘pequena borboleta’ em tupi-guarani.

    

  • Fotos – Os quadros são fotografias de Rômulo Fialdini, com ícones de São Paulo. E as imagens dos corredores são de Dani Tranchesi, que retratam o Brasil de diferentes formas.
    A aquarela de Jean-Baptiste Debret serviu como inspiração para a arquiteta Patrícia Anastassiadis para a cartela de cores do hotel. Deu vontade de fotografar todas as imagens, mas não caberiam no post.

     

  • Cores – A paleta de cores do hotel é: cinza, dourado, azuis e verdes acinzentados.
  • Quadro de Funcionários – o hotel com 141 aptos. Conta hoje com 280 funcionários (1,98 func./apto), mas ainda não tem seu quadro completo.
  • Wi-fi – nem precisa dizer, não é? Free (sem senha) em TODO o hotel, claro!
  • Flores – Em breve o hotel contará com um ‘flower office’, e um florista exclusivo. A concepção das flores naturais nos aptos., por exemplo, é que você pense: “Que gentil, alguém passou por aqui e pensou em mim!”

  

  • Lobby – foi pensado para ser um ‘all day dining’, onde haverão exposições, festivais de inverno no terraço, piano, e outras atrações.
  • Bar – único espaço sem luz natural de todo o hotel, mas a iluminação incrível no lugar das molduras traz a vegetação de volta ao ambiente. As fotos são de artistas renomados como Cristian Cravo e Araquém Alcantara, com a natureza como tema. Aliás, por todo o hotel, as fotos são ‘lifestyle’, cheias de vida.

     

  • Térreo – Os apartamentos no térreo são raros em hotéis como esse, mas o tamanho das sacadas e os detalhes aqui são irresistíveis. E os corredores, o que dizer deles? Se você gosta de detalhes como eu, aproveite as imagens abaixo:

    

Importante: as janelas e portas dos corredores abrem e te conectam com a natureza de Burle Marx instantaneamente, mesmo que não esteja hospedado no hotel.

   

  • Adega – Com 4 programas de degustação que já fazem muito sucesso, sua adega conta com 40% dos seus produtos nacionais. Adorei o nome de um dos programas: ‘Bubbles in the Cellar’.

  • Restaurante – Antes de entrar no restaurante é preciso ver essa foto da esquerda, pois toda a decoração foi baseada nela. Não é incrível?

    

Abaixo o detalhe nas mesas do almoço e uma das 4 ágatas maravilhosas, que são os puxadores da porta de entrada do restaurante. Elas são enormes e lindas!

    

  • Chef – ninguém menos que Jean-Georges Vongerichten, 3 estrelas Michelin, com mais de 30 restaurantes no mundo, incluindo o Trump Tower Hotel em NYC, assina o menu. Para preparar seu primeiro restaurante na América Latina, passou 20 dias em São Paulo treinando a equipe, e o chef responsável pelo hotel, Pascal Valero, ex KAA e ex Restaurante Valero, do Jockey Club de SP.

  • Lista de Espera – O restaurante está indo melhor que o esperado, lotado todos os dias desde 10 de Maio, e com lista de espera de 10 à 15 clientes às Sextas e Sábados. O hotel já pensa em um pacote gastronômico. Obs.: não consegui colocar em palavras o sabor dos pratos. Sorry!
  • Chef’s Table – um ambiente ‘à parte’, genial, com forno à lenha, bate papo descontraído com os chefs, e o conceito ‘life cooking’. Vários encontros de altos empresários, celebridades e políticos já aconteceram ali, com toda privacidade exigida.

     

  • Governança – Queridas Camareiras e Governantas, o paraíso na terra existe e fica aqui. Em cada andar há um espaço amplo com:
    • Rouparia para roupa suja
    • Cozinha com micro ondas
    • Copa de Room Service
    • Copa de Governança
    • Depósito de roupa limpa
    • Banheiro
    • Estoques completíssimos
  • Suíte Royal – gostaria de contar tudo o que vi e postar as fotos que tirei, mas ela ainda não está pronta, e será surpresa. Mas posso dizer que é simplesmente encantadora.
  • Detalhes nos aptos.

   Em pouco tempo, essas lindas almofadas (abaixo à direita) com o logotipo do hotel receberão as iniciais de alguns hóspedes e serão oferecidas como um mimo. Quem não gostaria de uma lembrança assim?

       

        

  • Eventos – indescritível o efeito da luz natural em todas as salas, e ainda com pé direito de 9,2 m. O hotel já conta com mais de 20 casamentos agendados. Além disso, são 9 salas com capacidade para até 600 em auditório e 380 pessoas em banquete. Me encantei com a Chapelaria, que o hotel oferece sempre gratuitamente. E ainda tem a sala de conferências ‘plug & play’, com sistema de som bluetooth .

    

E lá, mais uma boa surpresa, outro ex aluno orgulhoso e ‘feliz da vida’ recebendo os clientes de eventos. Pedro é hoje o Gerente de Eventos do hotel.

     

  • Academia – incrível, mas a tela nas esteiras com Netflix foram além. Sensacional!

  

  • Flora Spa by Sisley – Além dos produtos, as terapeutas aqui são treinadas pela Sisley. São 6 salas, sendo 1 para casal. O spa ainda terá muitas novidades que não posso contar agora.

O mármore do ambiente já existia no prédio antigo, e o pêndulo no final da piscina se enche de luz às 11hs, funcionando como um relógio de luz.

     

  • Kid’s Club – Nada de eletrônicos, tudo lúdico, com brinquedos que a criança teria na sua casa. Confesso que foi um dos meus ambientes favoritos, tamanha a sensibilidade do designer.

    

     

  • Área Interna – Sim, conheci todo o famoso back do hotel, desde o refeitório super descolado, com equipe exclusiva, até o local onde as cadeiras de eventos ficam empilhadas. Você sabe bem o que estou falando, certo? Não posso mostrar aqui, mas acredite, tudo segue o mesmo nível das áreas públicas. Impecável o cuidado que o hotel tem com o colaborador. Merece parabéns extra por isso.
  • Mesa de Trabalho nos Aptos. – Não há cadeiras nas mesas de trabalho dentro dos aptos., pois a pessoa pode usar as cadeiras da mesa de jantar. Novamente o cuidado com um ambiente conectado com o dia a dia dos hóspedes, sem formalidades desnecessárias.
  • Dica do Revenue Manager – Após muita conversa sobre a estratégia do hotel, Ricardo Souza, ex Pestana, e atualmente responsável pela precificação e distribuição das 13 categorias (siiiim, vou leu certo, TREZE categorias) do Tangará, deu sua dica para escolha do apto.: “Opte pela Suíte Deluxe, pois além do contato direto com a natureza, tem uma mesa de refeição redonda, e um closet com luz natural.”

Obs.: Nem pense em pedir desconto para um RM, ainda mais do período de opening do Palácio Tangará!

    

E para finalizar, um exemplo claro que o luxo é simples e autêntico. Estava sentada no lobby (naquela cadeira da direita na foto abaixo) aguardando o táxi, e uma das atendentes do lobby se aproximou dizendo: “Nossa, que lindo seu colar! Vi você sentada aqui e pensei, ela pode apreciar um chá ou café. O que posso te trazer para deixar tua espera mais agradável?”

O Palácio Tangará é a essência da hospitalidade!

De todos os luxos que vi, nada superou a felicidade e a simplicidade das pessoas. Hotelaria de raiz, puro calor humano.

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RevPAR alto e GOP baixo tem solução!

Todo gestor hoteleiro já sabe que precisa gerenciar proativamente a distribuição para lidar com dezenas de novos parceiros e canais, e para que os custos não comprometeram os lucros.

Mas por causa dos variados modelos de comissão, muitos gestores não tem a verdadeira visão do quanto esses custos impactam seu status financeiro. Resultado? o RevPAR até pode subir, mas o GOP (Lucro Operacional Bruto) não.

E 2 são os motivos:

  1. Custos operacionais mal gerenciados.
  2. Gestão deficiente das despesas de aquisição de cliente (vendas, marketing, distribuição, etc).

Partindo do pressuposto que você tenha um bom gerenciamento do item 1, vamos ampliar a análise para o item 2.

A verdade é que muitos hotéis ainda não tem a definição de objetivos para um mix de canais ideal, descobrindo o lucro de cada um, e gerenciando essas metas.

Mas quanto custa realmente adquirir um cliente?

Existem 3 tipos de custos, com objetivos diferentes:

Lembra do Funil de Vendas?

     1. Atrair o cliente (‘Namoro‘) – É preciso desenvolver uma relação, fazer com que o cliente prefira sua marca sobre a outra.

Ações: branding, publicidade, esforços de vendas, programas de parceria, redes sociais, visibilidade nacional (e até internacional), etc.

   2. Conseguir a reserva (‘Noivado’) – É o momento em que o cliente já decidiu ficar com você, mas pode fazer a reserva de várias maneiras.

Ações: otimização do site, treinamento do Depto. de Reservas, boas parcerias com OTAs e outros intermediários, ótimo motor de reservas, excelente channel manager, Recepção preparada para a venda ao telefone, upselling e walk-ins, etc. A maioria dessas transações inclui um componente tecnológico e todas tem algum custo associado. A gestão desse custo, que inclui comissões, taxas por transação, etc, é importante para o hoteleiro saber qual o custo da venda direta x indireta, conseguindo tomar decisões bem mais assertivas.

     3. Levá-lo a comprar novamente (‘Casamento’) – Também conhecidos como ‘esforços de retenção’.  Item ainda desprezado por muitos hoteleiros, a Retenção de Clientes deve ser uma das prioridades estratégicas da empresa.

Ações: email marketing, promoções exclusivas para quem retorna, links especiais, presentes, etc. A tendência é (ou deveria ser) que o cliente volte ao hotel através de um canal direto. Isso pode minimizar custos de reservas, mas sempre haverá algum custo em qualquer método de reserva.

Obs.: Todos os 3 itens fazem parte do budget de vendas & marketing, e dividi-los vai te possibilitar uma gestão bem mais assertiva.

Dicas Finais:

  1. Saiba os custos exatos de cada canal (comissões, taxas de transação, etc)
  2. Estabeleça o melhor mix de canais com base na Diária Média Líquida.
  3. Determine a eficiência das suas estratégias de Marketing e Vendas. É preciso saber responder: Quanto tenho de retorno a cada R$ 1 gasto em vendas e marketing?

Resumo

Gerir de forma assertiva os custos de distribuição significa direcionar seu orçamento de aquisição de cliente em ações que valorizem sua Diária Média Líquida. Seu GOP agradece!

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