Serviço entre diversas cidades brasileiras e francesas da TAP

Enquanto a tocha dá a volta no Brasil…

Enquanto a tocha dá a volta no Brasil, as atenções na França parecem voltadas unicamente para a UEFA 2016, o campeonato da União de Associações Européias de Futebol que ocorrerá aqui em junho 2016.

Duas vezes acreditei ter visto algo na televisão sobre as Olimpíadas 2016, mas qual não foi minha surpresa ao constatar que nossas cores e tão querido samba estavam de fato promovendo um sabão em pó com cheiro de maracujá e uma famosa marca de batatas fritas, patrocinadora do campeonato  UEFA 2016. Com exceção destes falsos alarmes e a especulação mediática sobre o término das obras, não vi nem ouvi quase nada que me tenha lembrado as Olimpíadas 2016.

Foi justamente o que me confirmou Bruno Rogani, amigo e comercial do Le Quotidien du Tourisme  o “homólogo” francês do Panrotas.  Enfim, ele disse não ter visto absolutamente nada referente às Olimpíadas brasileiras. Eu escrevi acima mais precisamente “quase nada”, pois tive a felicidade de ser convidada pela embaixada brasileira para participar a um evento promocional das Olimpíadas junto ao mercado de turismo francês, ocorrido neste último mês de marco.

Em uma manhã cinzenta, o Exmo. Sr. Embaixador Paulo Cesar de Oliveira Campos abriu a pequena reunião de aproximadamente 40 pessoas lembrando que em torno de 300 mil franceses visitam o Brasil cada ano. Ressaltou a nossa vocação turística, o grande leque de opções, a rica cultura, o clima e o calor humano entre outras de nossas qualidades. Discurso bonito e pertinente.

Apresentação de filmes promocionais seguidos de Power Point foi a fórmula escolhida para mostrar um pouco do Brasil pela Embratur, mas sobretudo pelo Rio de Janeiro, por Foz do Iguaçu e seus representantes vindos do Brasil para a ocasião. As apresentações do Rio Convention Bureau por Eric Boulanger e do Convention Visitors Bureau Iguassu por Alexandre Jung foram ótimas, pareciam bem “rodadas”e dinâmicas, passando o recado sobre as qualidades de ambos os destinos. A cidade do Rio de Janeiro foi também apresentada pela senhora Marcia Paula Migliacci, falando perfeitamente francês.

Não podiam deixar de estar presentes as duas companhias aéreas LATAM e TAP, sempre muito ativas no trade local apesar da escassa oferta. Não há dúvida, para uma platéia composta de agentes de viagens é sempre muito útil rever rotas, possibilidades de vôos e sobretudo encontrar pessoalmente os diretores e representantes comerciais destas empresas. Eu fiquei bastante feliz em matar as saudades destas pessoas com quem trabalhei quando fiz emissivo para o Brasil. Que gente simpática! Foi também mencionada timidamente a presença de alguém da Gol, tão timidamente que não pude captar quem era.

Após as apresentações de cada ofício de turismo e empresas aéreas fomos convidados ao esperado cocktail de encerramento. O excelente serviço de buffet brasileiro Les Delices de Fá, os sorteios de viagens pelas companhias aéreas, o encanto do salão da embaixada proporcionaram um momento ideal para trocas de informações e encontros entre os agentes de viagens e interlocutores presentes. Se a ocasião foi boa para as Olimpíadas e para o Brasil como todo, eu não sei. Prefiro não me posicionar a esse respeito.

Acredito, no entanto que os organizadores tenham logrado, apesar da pouca originalidade e do curto lapso de tempo, deixar  todos os participantes felizes e impregnados com um pouco de nossas qualidades como país tropical, exótico e hospitaleiro. A meu ver, faltam alguns outros ingredientes para emplacarmos como destino, mas esse é assunto para outro post e outra blogueira.

 

 

 

 

 

 

 

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Silvia Helena

Após breves passagens pela Faculdade Metodista de São Bernardo e Belas Artes de São Paulo, aos 18 anos fui estudar no Canadá, onde vivi durante 23 anos. Lá me formei em História da Arte pela Universidade de Montréal, estudei turismo no Collège Lasalle de Montréal e no Institut de Tourisme et Hôtellerie du Québec. Comecei minha carreira na área trabalhando em Cuba. Durante os anos vividos no Canadá, entre outras coisas, fui guia de circuitos pela costa leste e abri minha primeira agência de receptivo para brasileiros. Há 18 anos um vento forte bateu nas velas da minha vida me conduzindo até França. Atualmente escrevo de Paris, onde vivo e trabalho dirigindo a empresa de receptivo, LA BELLE VIE.

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