Arquivo de julho de 2010

Distribuindo Viagens, Tendências e Tecnologia

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Logo na 2ª feira, procurei abrir a semana com um assunto relacionado à distribuição, que veio a ser o tema mais comentado (26 comentários no post GDS: a volta dos que não foram…), tema mais reportado (pelo menos 11 notas no Portal Panrotas e, certamente, matéria de capa da edição 922 do Jornal Panrotas), tema mais abordado (não houve conversa em que o assunto não fosse citado) da semana: o retorno da TAM ao GDS.

Para completar, recebemos hoje no Reserve a visita do Paulo Salvador, amigo blogueiro especialista em Tendências e Tecnologia e, para não fugir à regra, o retorno da TAM ao GDS também foi analisado.

Paulo Salvador

Paulo Salvador no Reserve com Luís Vabo

Mas tratamos também de hotelaria, online travel agencies, mestrados na França, sistemas integradores, modelos de negócios, oportunidades de negócios, empreendedorismo, estratégia corporativa, carreira, Rio de Janeiro, São Paulo, Paris, Lyon, filhos, esposas, casamento, família, futuro, distribuição, tecnologia e tendências…

Muito boa a conversa com o Paulo…

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GDS: a volta dos que não foram…

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Usualmente é difícil encontrar um título para um artigo, que resuma o sentido ou o espírito de um texto, mas hoje diversos títulos me vieram à cabeça:

GDS: o renascimento (cabe bem para este post)

GDS: inovando com o passado (também cabe para este post, mas não soa bem)

GDS: novos entrantes no Brasil (este é quase perfeito)

É estimulante acompanhar a evolução da distribuição em nossa indústria e, em especial, o esforço dos GDSs em manter o status quo do seu negócio no Brasil, durante os últimos anos.

Desde 2004 sem distribuir a íntegra de seu conteúdo através de GDS, a TAM finalmente retornará ao modelo de distribuição “lock in”, que ainda é padrão mundial.

Vitória do GDS? Sim… e não.

O fato é que nenhuma empresa de tecnologia conseguiria manter-se, durante mais de 6 anos, em um mercado em que sua participação caiu, abruptamente, de 100% para cerca de 17% neste período.

Os GDSs conseguiram.

E conseguiram graças ao seu rentável modelo de negócio, que sobrevive no mundo inteiro, e que subsidiou a operação no Brasil, como fazem em qualquer região considerada estratégica, mesmo que não remunere sua operação localmente.

No Brasil, é provável que os GDSs tiveram que ceder no preço da segmentação, mas ganharam em sobrevivência no mercado nacional, exatamente num momento em que este mercado só tende a crescer, com previsão de triplicar nos próximos 20 anos.

A TAM também venceu.

Conseguiu estabelecer sua própria plataforma de distribuição, que permanecerá totalmente operacional e instalada nas agências de viagens, cabendo ao mercado optar por continuar utilizando-a ou retornar ao GDS, cujo preço de segmentação, como disse, certamente foi reduzido.

Mas agora a TAM detem o controle estratégico sobre a sua distribuição.

Os GDSs que oferecerão o “full content” da TAM já iniciaram a disputa comercial para demarcar seu pedaço no latifúndio, que são as agências de viagens, mesmo antes de saber se o latifúndio deseja ser demarcado…

Trata-se de um novo velho filme, algo como “A Reconquista dos Agentes – Reloaded”.

É um legítimo processo de conquista comercial, como em qualquer concorrência, mas que utiliza as mesmas armas utilizadas no passado e que levaram as cias. aéreas a questionar seu modelo.

“O incentivo que o GDS paga ao agente de viagens sai do meu bolso”, afirmavam as cias. aéreas antes de 2004, quando se rebelaram contra isso, por perceberem que pagavam um sobrepreço pela segmentação, que acabava por financiar o controle estratégico sobre a distribuição de seu produto, pelo GDS.

Hoje, por receberem um valor menor pela segmentação, haverá espaço para o GDS pagar incentivo à agência?

E se pagarem incentivo agora, para ganhar mercado um do outro, será até quando?

No final das contas, penso que todos concordam que o retorno do GDS ao mercado de distribuição de voos nacionais é muito bem-vindo:

- para as agências de viagens, como alternativa de sistema de reserva de baixo custo.

- para as cias. aéreas, pelas funcionalidades para voos internacionais e entre cias. aéreas diferentes.

- para os sistemas integradores, como o Reserve, pois simplificará a integração para uma quantidade menor de fornecedores de conteúdo, substituindo os atuais mais de 20 sistemas diferentes, gerando economia de desenvolvimento, manutenção e suporte.

- para a indústria de viagens, pela indiscutível importância do GDS como player em nosso mercado.

Embora os GDSs não tenham mudado seu modelo de remuneração, certamente se ajustaram a este novo tempo, representado pelas novas tecnologias disponíveis, pelas menores margens de rentabilidade das cias. aérea e do mercado e pelo maior poder de escolha dos clientes e dos agentes de viagens.

Sejam bem-vindos de volta para o futuro !

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Operador ou Consolidador de Hotéis?

terça-feira, 20 de julho de 2010

(Peço licença a meu amigo Cássio, profundo conhecedor do tema Consolidação)

Penso que o negócio da consolidação de bilhetes aéreos tem, entre seus principais pilares, o crédito concedido pela agência consolidadora ao pequeno agente (às vezes nem tão pequeno), a qual, na maioria das vezes, não consegue crédito diretamente com a cia. aérea.

Obviamente, nada impede que uma agência que tenha crédito em determinada cia. aérea, emita bilhetes através de um consolidador, desde que a condição comercial oferecida seja melhor que a da cia. aérea, configurando assim uma prática largamente utilizada, apesar de ferir a lógica da distribuição comercial (mas este é outro assunto).

Já na hotelaria, os consolidadores atendem mais pelo nome de operadores e, com o uso intensificado das novas tecnologias, que permitem reservas online via internet, estão se multiplicando rapidamente…

Além das consolidadoras online mais focados na hotelaria nacional (como a Trend, Hoteisnet, e-HTL etc. etc.) existe hoje uma quantidade bastante expressiva de consolidadores de hotéis internacionais, já operando no Brasil: Transhotel, Hoteldo, Tourico, Travco, Hotelbeds, GTA, Miki, Pluralis, CTN, apenas para citar alguns…

Ocorre que todas estas empresas disponibilizam interfaces XML para integrar seu conteúdo a operadores nacionais, que desejam comercializar, de forma prática e segura, hospedagem de hotéis em todo o mundo, para agências de viagens que necessitam de crédito, serviço e/ou tecnologia, para atender seus clientes.

A facilidade das novas tecnologias permite que alguns destes portais ofereçam o conteúdo de outros portais, que por sua vez, oferecem o conteúdo de outros, num “samba do crioulo doido” sem fim, que acaba por gerar o risco de encontrar-se num determinado portal, um hotel duplicado ou triplicado, com tarifas diferentes, para o mesmo período… Mas até isto a tecnologia já consegue evitar, desde que bem aplicada.

O fato é que o mercado de consolidação de hotelaria está em ebulição e, até o momento, não ficou claro quem vencerá esta batalha, se poucos grandes consolidadores ou muitos médios operadores hoteleiros…

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Mudei de assunto: NBTA Houston 2010

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Quando escrevi sobre liderança em 18/04, associando o tema ao técnico Joel Santana do Botafogo, campeão carioca de futebol de 2010, os muitos comentários recebidos confirmaram que o futebol é um tema da preferência dos brasileiros.

Mas não esperava que o post de 05/07/10 Mudei meu voto para presidente fosse gerar tanto interesse e polêmica em quase 50 comentários…!!!

De qualquer forma, a Copa do Mundo acabou, ainda faltam 83 dias para as eleições e temos muito trabalho pela frente, para que o ano não fique resumido a eventos que pouco ou nada tem a ver com o negócio de agenciamento de viagens em 2010.

Em agosto, mais precisamente de 08 a 11 de agosto, participaremos, Solange e eu, do NBTA International Convention & Exposition 2010, em Houston/USA, super evento focado exclusivamente em gestão de viagens corporativas, onde renomados especialistas de todo o mundo debatem e compartilham experiências a respeito dos melhores processos e das mais modernas tecnologias aplicadas ao setor.

Sempre participando da delegação brasileira organizada pela ABGEV, marcamos presença neste evento desde 2005, e afirmo que isso tem feito diferença em nosso negócio, pois ali estão reunidos os mais importantes players de serviços e de tecnologia para gestão de viagens corporativas.

Para nós do Reserve, todo NBTA Convention oferece referências importantes, ideias relevantes e estímulos à inovação, nos levando a adaptar conceitos para o mercado latinoamericano, a melhorar o que geralmente é desenvolvido para os EUA e até a evitar o que não deu certo ou que teria pouca aderência em nossa realidade.

Este ano, certamente, não será diferente.

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Mudei meu voto para presidente

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Agora que a Copa do Mundo acabou para nós e Dunga já está fora da seleção, as atenções da mídia estarão voltadas para as eleições presidenciais.

Não é minha intenção fazer apologia de qualquer candidato, em especial nesta eleição em que temos 3 boas alternativas para o Planalto, mas como sempre, desejo estimular o debate, mesmo não sendo a política o tema principal deste Blog.

Devo confessar que gostei muito do governo Lula. Como empresário, profissional, pai de família e eleitor, afirmo com tranquilidade que vivemos 8 anos de avanços no país.

Não consigo recordar um outro período semelhante, em que o Brasil tenha avançado tanto, em tantas áreas, e beneficiado tantas pessoas, de todas as classes sociais.

Não pretendo relacionar os pontos positivos, e tampouco os negativos, do governo que termina em 2010. Isso é tarefa para a imprensa e os cientistas políticos.

Mas vou declarar meu voto, desde já: votarei no Serra.

E minhas razões são simples:

- Não acho que Dilma repita o feito de Lula, nem interna e nem externamente.

- Serra, assim como Lula, está se preparando há mais tempo para ser presidente.

- Acredito na alternância do poder para o aprimoramento do processo democrático.

- O PSDB é a bola da vez e poderá melhorar tudo o que o PT fez de bom.

Apesar de todos esses motivos, até a semana passada eu ainda cogitava as eventuais vantagens da continuidade do governo Lula.

Por incrível que pareça, a cartada decisiva para conquistar o meu voto, foi a comparação entre os 2 candidatos a vice-presidente, das chapas com mais chances de vencer: Michel Temer e Índio da Costa.

O Serra conseguiu, para vice na chapa, um político jovem (39 anos), sem vícios (primeiro mandato de deputado federal), com a ficha limpa (além de relator do projeto Ficha Limpa, que virou lei), especialista em administração (2 vezes secretário de administração da prefeitura do Rio), antenado (domina novas tecnologias, redes sociais, twitter, blogs etc.), inovador em gestão pública (economizou milhões com redução de processos na prefeitura do Rio) e visão de longo prazo (criador do INIRIO – Instituto de Novas Ideias para o Rio).

A sociedade tem reclamado da necessidade de renovação na política brasileira, como forma de aprimorar as práticas da representatividade, de dar sangue novo à democracia e de excluir os velhos e viciados atores do cenário político nacional.

Apesar do vice do Serra representar a resposta a este anseio da sociedade, logo vem alguém dizer que Índio é um político “desconhecido e inexperiente”…!!!

Ora, a Dilma não foi eleita nem a síndico do prédio e é candidata a presidente, não à vice-presidente…

Por isso, para facilitar a minha escolha, comparei as 3 chapas:

Chapa 1 – Serra e Índio
Presidente: O Serra tem larga experiência política e em cargos executivos (dispensa apresentações ou maiores análises).
Vice: Índio da Costa tem boa experiência política e administrativa (venceu 4 eleições e ocupou cargos executivos).

Chapa 2 – Dilma e Temer
Presidente: A Dilma tem inegável experiência administrativa, mas nenhuma experiência política (nunca foi eleita a nada).
Vice: Michel Temer é um político muito, muito experiente, que sintetiza o conceito de velha raposa da política nacional.

Chapa 3 – Marina e Guilherme
Presidente: A Marina tem grande experiência política e administrativa, com uma bela história de vida e forte apelo junto ao eleitorado.
Vice: Guilherme Leal tem capacidade administrativa (na iniciativa privada) e pretende copiar a dobradinha de José Alencar com Lula.

Não tenho mais dúvida: a visão do Serra em escolher o Índio da Costa, entre as alternativas apresentadas, convenceu-me definitivamente que ele (Serra) é o mais preparado para um cargo em que terá que fazer as mais difíceis escolhas.

Vou com Serra.

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