Arquivo de março de 2011

FRASES OUVIDAS NO FÓRUM PANROTAS QUE FICARÃO NA MEMÓRIA

quinta-feira, 31 de março de 2011

O Alex Souza fez um belo trabalho no Fórum Panrotas, ao twittar freneticamente todos os acontecimentos, frases e fatos do evento, em tempo real.

Mas preferi não consultar o twitter do Panrotas, para fazer este apanhado de frases que ouvi durante o Fórum, pois minha ideia é mostrar, daquilo que ouvi e percebi, algumas das frases que efetivamente ficarão registradas.

Como memória não é meu forte, peço que considere uma boa folga entre os textos aqui escritos e as falas originais, as quais, no entanto, me transmitiram exatamente as mensagens abaixo:

“Ignorar as inovações tecnológicas é o caminho mais rápido para acabar com seu negócio.”
Philip Wolf, no início de sua exposição, tão simples quanto brilhante.

“Gostaria de agradecer o meu amigo Guilherme…”
Pedro Novais, saudando o anfitrião Guillermo Alcorta.

“At the end of the day, we spend a huge amount of money, but it’s very complex…”
Kyle Moore, tentando explicar o inexplicável e misturando serviços acessórios com controle da distribuição.

“Buenos Aires es el líder mundial en eventos.”
Leonardo Boto, mostrando a autêntica humildade argentina.

“Acho que a agência tem que nascer na internet. Não dá para adaptar…”
Mór, esquecendo das mais de 100 agências de viagens corporativas brasileiras, que nasceram antes da web e já operam mais de 50% de suas vendas online na internet.

“Mais de 90% das vendas da Gol são online via web.”
Claudia Pagnano, surpreendendo a plateia, que imaginava que fosse 100%.

“Esses caras são meus ídolos.”
Luiz Vieira, encantado com a presença de seus gurus, o presidente do Groupon Brasil e um sócio do Peixe Urbano.

“Não sei se a Totvs está neste painel como fornecedor ou como cliente”.
Sidney Alonso, tentando entender o papel da gigante do software num painel sobre viagens corporativas.

“Na dúvida, eu estava quase fazendo uma pré-venda aqui.”
Gilsinei Hanses, descontraído após usar o espaço para divulgar seus produtos.

“Luppa, a Trend está à venda?”
Sidney Alonso, provocando o presidente da operadora.

“Somos compradores. O segredo do bom vendedor é saber comprar.”
Luppa, mostrando que também é Comprador Pit-Bull.

“O agente de viagens é absolutamente indispensável na nossa estratégia.”
Luppa, reafirmando o que todo o trade já sabia.

“Parabéns, Luppa. O agente de viagens adora ouvir isso.”
Sidney Alonso, ironizando o lado show-man do painelista.

“As entidades precisam conciliar as agendas.”
Ricardo Ferreira, ignorando as iniciativas da Abgev com Abracorp, Abgev com GBTA, Abracorp com Abav/SP, Sindetur/SP e Aviesp, entre outras unificações de agendas e de ações entre entidades.

“A Abracorp é uma entidade aberta.”
Faustino Pereira, confirmando que toda entidade deve ser aberta, senão seria um clube.

“Vocês não precisam acreditar em previsões de economistas como eu.”
Ilan Goldfajn, recomendando aquilo que todo mundo já pratica.

“Chamamos todos os nossos colaboradores de tripulantes, são os embaixadores da nossa marca.”
David Neeleman, jogando para a plateia e para sua equipe, ao mesmo tempo.

“Precisamos começar a pensar o setor aéreo…”
Rubens Carlos Vieira, do órgão do governo responsável por isso, “tranquilizando” a plateia, faltando apenas 3 anos para a Copa do Mundo.

“Sim, somos ouvidos pelo governo.”
Líbano Barroso, convincente, sobre o governo escutar as cias. aéreas sobre infraestrutura aeroportuária.

“O Junior é um rapaz muito elegante.”
William Waack, sobre a maestria de Constantino Junior ao (não) responder questões polêmicas.

“Recomendo que a TAM atualize seu estudo, que está completamente caduco.”
Respício do Espírito Santo, explicando que o tal estudo da TAM desconsidera alterações relevantes no cenário da aviação brasileira, ocorridas nos últimos 4 a 5 anos.

“Preferimos aguardar os acontecimentos e acreditar que os investimentos serão feitos.”
Constantino Junior, em cima do muro em relação à participaçãp da Gol nos investimentos em infraestrutura aerportuária.

“Basta tirar a Infraero do governo.”
David Neeleman, simplificando a solução para a infraestrutura aeroportuária.

Estas são algumas das frases intrigantes, esclarecedoras ou nenhuma coisa nem outra, que colhi durante o Fórum.

Por aí, pode-se ter uma ideia de como o evento bombou…

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DUAS DECEPÇÕES: FALTOU BOM SENSO OU ERRARAM FEIO?

segunda-feira, 28 de março de 2011

Frustrante este fim de semana, em que tomamos conhecimento dos detalhes de dois episódios, envolvendo instituições nacionais, que redundaram em decisões no mínimo questionáveis do ponto de vista do interesse público.

Digo “questionáveis”, porque nos dois casos, há fortes argumentos contra e também a favor das decisões tomadas.

Caso 1
Um juiz toma uma decisão que desempata os votos de um tribunal, favorecendo políticos famosos, acusados de corrupção, que respondem a um ou mais processos (por fraude, suborno, improbidade, roubo, assassinato, entre outros), sob a alegação de que os crimes foram praticados antes da vigência da lei aprovada.

Ok, o argumento é forte, encontra respaldo na constituição, garante o amplo direito à defesa, preserva a presunção de inocência etc, etc, mas ignora solenemente o interesse público, não enxerga a moralidade no exercício da politíca, não entende que a inelegibilidade não é uma pena em si, mas um estado político do cidadão e, principalmente, desconsidera o fato de que os ficha-sujas desrespeitam sistematicamente a constituição desde antes da aprovação da lei da Ficha Limpa.

Caso 2
Uma empresa privada, que cresceu por dez vezes o faturamento e o lucro após ter sido privatizada, recebe ingerência política diretamente da presidência da república, para substituição de seu principal executivo, sob a alegação de não priorizar os programas do governo em seu plano de investimentos privados…!

Neste caso, argumenta-se que a empresa é privada, mas o governo tem participação majoritária através de uma instituição federal de fomento e de um fundo de pensão de funcionários de empresa estatal, mas passam por cima do fato de que a citada participação, apesar de majoritária, é insuficiente para apear o executivo de seu cargo, segundo o acordo de acionistas.

Sem considerar aspectos menores das duas situações, preocupa-me como cidadão, de um lado, a insensibilidade da corte suprema em relação à frustração popular e as inevitáveis consequências da vitória da corrupção sobre o inconsciente coletivo, e de outro, a falta de isenção na postura do governo ao pressionar pela saída de um executivo de uma empresa privada, apesar dos altos investimentos, da crescente oferta de empregos e do extraordinário resultado econômico ocorridos sob sua gestão.

No final das contas, resulta um sentimento duplamente negativo, da sociedade brasileira sob um estado de insegurança jurídica e da virtual instabilidade do ambiente econômico.

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SELEÇÃO DE CRAQUES

quinta-feira, 24 de março de 2011

É bem legal assistir o crescimento de um empreendimento ao longo dos anos, seja uma empresa, uma entidade ou mesmo um evento, e gosto de abordar este assunto…

Penso que é a união de esforços, ideias, talentos, conhecimentos, experiências e, principalmente, de opiniões diferentes, que faz o sucesso de um empreendimento do tamanho e da complexidade do Fórum Panrotas.

Na próxima semana, uma seleção de craques, no palco, nos bastidores, na organização e na plateia, entrará em campo para tratar de assuntos do interesse de todos os segmentos do mercado de viagens e turismo.

Com palestrantes e debatedores especialistas em suas áreas de atuação, mais o especial reforço de 4 de nossos blogueiros, os brilhantes Gustavo, Paulo, Respicio e Sidney, o Fórum Panrotas deste ano tem tudo para superar as melhores espectativas sobre o evento.

Quer saber para onde o mercado de viagens corporativas está indo? Ou se a compra coletiva de turismo é a bolha da vez? Ou está curioso sobre o que planejam as cias. aéreas para os próximos anos? Ou seu interesse é a promoção de destinos? Distribuição, segmentação, fragmentação de serviços, novos canais de vendas…

Indiscutivelmente, é presença obrigatória para todos do “trade”.

Nos veremos lá…

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QUE PAÍS É ESSE? QUE MUNDO É ESSE?

segunda-feira, 21 de março de 2011

Que país é esse, onde um presidente visitante convidado é obrigado a discursar a portas fechadas, porque o partido político da presidente anfitriã ameaça-o com manifestações hostis?

Que mundo é esse, onde a terra treme, o mar avança, o ar é contaminado, podendo dizimar centenas de milhares de vidas, enquanto outros países estão preocupados se faltarão peças para seus carros ou se os eletroeletrônicos ficarão mais caros?

Que pais é esse, onde cidadãos viajam ao exterior para fazer compras, encontram tudo mais barato, compram tudo o que jamais precisam e, somente por isso, já sentem-se integrantes do 1o. mundo?

Que mundo é esse, onde um país se julga no direito de invadir outros países, para defender a democracia e os direitos humanos, desde que haja petróleo em seu subsolo, enquanto outros países que necessitam de urgente intervenção humanitária, são ignorados?

Que pais é esse, onde políticos, juízes, promotores e policiais se julgam acima da lei, e quando cometem crimes, respondem em liberdade e a sociedade aceita passivamente esta injustiça?

Que mundo é esse, onde as pessoas chamam de amizade um relacionamento entre 600 milhões de desconhecidos, em que não há contato pessoal, conversa, carinho, admiração e respeito?

Que país é esse, onde os carros tem prioridade sobre os pedestres, as pessoas urinam nas ruas, os idosos não são respeitados, os adolescentes são adulados pelos pais e o trabalho vale 33% mais quando o trabalhador está de férias?

Que mundo é esse, onde fabricantes de aviões de guerra de dois países disputam o direito de usar o território de um terceiro, como vitrine para exposição dos atributos de seus produtos, visando vencer concorrência de um quarto país?

Não tenho as respostas, mas vou continuar fazendo as perguntas…

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ENTIDADES UNIDAS? ALGUNS PRIMEIROS PASSOS…

segunda-feira, 14 de março de 2011

Alguns movimentos de empresas privadas, como parcerias, participação conjunta, aquisições etc. vem demonstrando o quanto é necessário e vantajoso unir forças, aptidões e talentos, em prol de objetivos comuns.

Na esfera associativa de nosso mercado, algumas iniciativas nas últimas semanas soaram positivas e deixam seus associados com boa expectativa do que poderá resultar a sua evolução nos próximos meses:

Aviestur se transforma em feira estadual, publicada no Portal Panrotas 6ª feira, 04/03, é uma delas. Afinal, há muito tempo espera-se que entidades que defendem os interesses associativos de um mesmo grupo econômico, com objetivos similares e, neste caso, na mesma região, consigam trabalhar juntas. Parabéns Abav/SP, Aviesp, Abracorp e Sindetur/SP.

Abracorp cria dois novos comitês estratégicos, também publicada no Portal Panrotas em 23/02, apresenta o Comitê de Relacionamento com Clientes, criado para estreitar o relacionamento com associações de clientes, visando alinhar as melhores práticas, manter processos transparentes e aumentar a percepção de valor sobre os serviços. Por esses objetivos, teremos muito trabalho pela frente…

Comitês de Tecnologia da Abgev e Abracorp atuarão em conjunto, anunciado pela presidente da Abgev durante Sessão Geral do 6º LACTTE, 21/02, em São Paulo, é uma semente de como poderão se multiplicar os benefícios dos debates e dos trabalhos de comitês similares, de associações que visam a evolução da indústria de viagens.

Como sou um incorrigível otimista e acredito na força do trabalho de profissionais que atuam em jornada dupla (em sua empresa e na entidade que participam), convido os leitores a acompanharem, neste Blog e no Portal Panrotas, os futuros resultados destas ações.

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VAMOS (RE)COMEÇAR A TRABALHAR?

quarta-feira, 9 de março de 2011

Este convite é dirigido somente a quem ainda não percebeu que este é o ano do crescimento econômico, do vigor no turismo e da retomada das viagens corporativas, no Brasil e no mundo.

Apesar da velha máxima de que o Brasil só começa a trabalhar após o carnaval, nosso mercado esteve bastante aquecido em janeiro e fevereiro, e quem se preparou, já colhe os bons resultados.

A despeito da alta na taxa de juros, estabelecida justamente para frear um pouco o ímpeto consumista do povo brasileiro (em especial das classes C e D), o pessoal continua comprando, e muito…

É por isso que, de cada 10 publicidades comerciais na TV brasileira, apenas 1 refere-se a lançamento de um produto ou serviço e as outras 9 referem-se à ofertas, promoções ou liquidação de qualquer tipo.

Ou seja, atualmemte o consumidor está preferindo comparar preços e aproveitar as ofertas de produtos conhecidos, do que experimentar os lançamentos ou as novidades do mercado.

E isto é ótima notícia para quem, no mercado de turismo, tem uma marca bem divulgada, um produto bem promovido e um serviço bem realizado, diferentemente do segmento corporativo (em que pese a relevância dessas 3 variáveis), que demanda constantes inovações tecnológicas, como fator preponderante para o crescimento de novos negócios e fidelização dos atuais.

De qualquer forma, vale o alerta: as férias e o carnaval acabaram e se queremos crescer aproveitando a boa maré, é hora de retomar o batente !

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TUDO PELO SOCIAL

quinta-feira, 3 de março de 2011

Os governos federais dos últimos 20 anos bem que tentaram, alguns com mais e outros com menos empenho, mas pouca ou nenhuma evolução fizemos nas tão faladas reformas política, tributária e trabalhista.

Outras reformas não foram completas, mas foram suficientes, se não para resolver, ao menos para amenizar as questões de que tratam, como as reformas previdenciária, ambiental e, principalmente, a reforma social.

Não me refiro, no terceiro caso, ao Bolsa Família ou a outros planos assistencialistas do governo, apesar de reconhecer sua profundidade e importância na distribuição de renda às camadas mais pobres da população.

Acredito que a principal revolução com impacto social deu-se no inconsciente coletivo, na mentalidade e na atitude das pessoas em relação ao tema social.

Fato semelhante ocorre com o tema sustentabilidade, codinome da responsabilidade ambiental, conceito já existente em 8 de 10 objetivos, missão ou visão das empresas.

Já a questão social é ainda mais complexa, pois se o planeta precisa de ajuda nos próximos 50 anos, seus habitantes precisam de ajuda hoje, agora, já…

Penso que o compromisso social é, portanto, tão ou mais importante do que a responsabilidade ambiental, devido à sua urgência e, sobretudo, à seu carater irrecuperável.

Para ter-se uma ideia da carência absoluta de bons projetos nesta área, basta observar o extraordinário resultado nas populações onde o Bolsa Família foi implantado: melhora o IDH, reduz a evasão e a repetência escolar, aumenta o consumo de proteínas, aumenta a expectativa de vida, reduz o analfabetismo e cria oportunidades de trabalho.

Um plano com todas essas “virtudes” só não é unanimidade devido à impossibilidade de ser mantido eternamente e aos detratores do comportamento paternalista do Estado sobre o cidadão.

De qualquer forma, entre as reformas faltantes, a trabalhista parece-me a de maior impacto sobre a empregabilidade e, portanto, sobre a vida das famílias, o que, por si só, bastará  para ajudar ainda mais o crescente desenvolvimento da economia brasileira.

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