Arquivo de julho de 2011

BRASIL x EUA

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Não tenho a menor pretensão de levar à sério o título deste post e, por isso, sugiro que você também não o faça.

Mas que os recentes acontecimentos no planeta, e no Brasil e EUA, estão estranhos demais, ah isso estão…!

Já há aquela conhecida mensagenzinha sem vergonha sobre os dois países, que relaciona constatações de fatos atuais que seriam impensáveis há 10 anos atrás, aos quais eu acrescento alguns mais recentes.

Nos anos 90, dizia-se que a virada do milênio traria profundas alterações na humanidade, na atitude das pessoas, no equilíbrio da natureza e, mesmo, no comportamento dos povos.

Naturalmente muitas pessoas, ou quase todas, não levaram nada disso à sério e a virada do milênio começou com uma previsão científica, alardeada com estardalhaço durante uma década, se mostrando um estrondoso fracasso de futurologia: o bug do milênio não ocorreu…!

Hoje, quando convivemos com os fatos, acabamos nos habituando com eles e perdemos a capacidade de nos surpreender, esquecemos do estranhamento inicial.

De qualquer forma, quem poderia imaginar no ano 2000, que hoje, em meados de 2011:

- o Brasil teria uma mulher na presidência

- os EUA teriam um presidente negro, com nome árabe e sobrenome Hussein

- Michael Jackson estaria morto

- Oscar Niemeyer estaria vivo (e trabalhando)

- o Brasil sediaria a Copa de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016

- os EUA encerrariam melancolicamente seu programa espacial

- o Banco Central atuaria para desvalorizar o Real frente ao Dollar

- o Dollar baixaria a R$ 1,50

- o nadador mais rápido do mundo seria brasileiro

- o “dream team” imbatível não seria de basquete americano, mas de volley brasileiro

- o Brasil seria credor do FMI

- os EUA estariam prestes a declarar moratória

- o Brasil estaria entre os 5 maiores recebedores de investimentos internacionais

- os EUA teriam que fazer cortes profundos em seu orçamento para equilibrar suas contas

Apesar de tudo isso, é óbvio que ainda estamos longe de igualar os principais índices econômicos, sociais, científicos e de qualidade de vida de uma nação desenvolvida, mas esses “indicadores” acima eram inimagináveis há dez anos atrás.

Antes que me chamem de “nacionalista”, relembro uma vez mais o texto que postei sobre as incoerências do povo brasileiro, o que torna ainda mais surpreendente a evolução de nosso país neste iniciozinho de milênio, apesar e acima de tudo.

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Conselho de Clientes

terça-feira, 26 de julho de 2011

Na estruturação da governança corporativa de uma determinada empresa, podem ser criados diversos tipos de conselhos, como o de administração, o consultivo, o fiscal, o de gestão estratégica, entre outros.

Geralmente, os conselhos não têm função executiva, mas são referência para as grandes decisões estratégicas da empresa e, apesar de não reunirem poder de decisão, acabam por agregar maior poder de análise e experiência à sua diretoria executiva.

O que dizer então de um conselho de clientes?

É desafiador reunir clientes de uma mesma empresa, em torno de uma agenda única, mesmos objetivos e, ao mesmo tempo, evitar que assuntos operacionais dominem a pauta, mantendo-a focada nos temas estratégicos.

Analisar o mercado, as tendências, os desafios e as oportunidades, para antever soluções para problemas que mal surgiram no cenário, bem como investir em novos produtos e serviços, parece-me uma boa ideia, em especial se considerarmos o somatório de experiências de toda uma carteira de clientes.

Por isso, pense nesta possibilidade.

Aproveite o interesse permanente da turma que usa seu serviço com fidelidade e, por isso, quer vê-lo melhorando a cada dia.

Ninguém poderá aconselhar melhor a sua empresa do que quem usa seu produto ou serviço, pois sabe exatamente o que sua empresa deve fazer para manter e ampliar seu interesse.

Ouça seus clientes, todos juntos, reunidos para analisar seu ambiente de negócios, incluindo o seu negócio, num evento organizado pela sua empresa…

Parece estranho?

Eu recomendo.

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40 TM EM BUSCA DA ARTE EM POA

quinta-feira, 21 de julho de 2011

A Arte de Gerenciar Viagens, evento sobre gestão de viagens corporativas promovido pela Porto Brasil, no Sheraton Porto Alegre, ontem a noite, recebeu 40 travel managers de empresas gaúchas, em sua maioria.

Gestores de viagens da Renner, Olvebra, Florestal, Ecofrotas, Radio Gaucha, AGCO, Yara Fertilizantes, BHG, entre outras, estavam interessados em conhecer o que a tecnologia pode proporcionar em otimização de processos, controle e redução de custos de viagens.

Um encontro focado, bem estruturado, uma fórmula diferente do Forum de BHZ e de CPQ, em POA foi mais enxuto, mais curto, mais direto ao ponto e também funcionou bem.

Numa 4a. feira chuvosa, com os termômetros abaixo de 10 graus, o interesse da galera surpreendeu, com boas perguntas e bom debate nas respostas.

Eles agora ouvirão, no final de agosto, a Beth Wada sobre gestão de eventos, depois a Helô sobre hotelaria no início de outubro e o Julio Verna, em novembro, sobre contratação de agência de viagens.

Taí um tema que nunca é demais: capacitação, treinamento e disseminação do conhecimento.

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PARA GUTO, LEO E VABO JR, COM CARINHO

terça-feira, 19 de julho de 2011

Acho que estou entrando no tema-provocação do post do Artur meio atrasado, mas como tudo na web é muito veloz, ele já ficou velho (o post, não necessariamente o Artur) e, por isso, comento aqui pra esticar a conversa.

Pelo contexto do post e da maioria dos comentários, me pareceu que o tema foi tratado mais como publicidade digital do que como marketing digital.

Afinal, como nos ensina o professor Syllos, essencialmente o marketing (digital, direto, social, de relacionamento, de guerrilha, político, viral ou qualquer outro rótulo) é o conjunto de estratégias comerciais que abrange uma série de atividades, desde o estudo de mercado, promoção, publicidade, vendas até a assistência pós-venda, viabilizando (ou estimulando) um fluxo de bens e serviços do produtor para o consumidor.

De qualquer forma, após ler o post do Artur e seus 45 comentários, achei curioso que ainda estejamos tratando o marketing digital como algo novo, ou que estejamos (ainda) comparando folheto com pen drive, quando, apesar da convivência de ambos (e ainda vão durar) penso que todos concordamos que estão em franca obsolescência (os dois).

Não tenho dúvida de que tudo isso coexistirá somente enquanto estivermos nesta fase de transição entre gerações (me refiro aos consumidores, não aos marketeiros) habituadas a consumir das mídias tradicionais (papel, rádio e TV) e das mídias atuais (web, mobile e TV) ao mesmo tempo.

Como sou, ao lado de Cassio, Sidney, Gustavo e Artur (os que sei a idade) um pouquinho mais velho que a garotada que chega, quando Guto, Leo e Vabo Jr completavam 10 anos de idade, eu registrava nosso primeiro domínio na internet – solid.com.br – algo inovador para uma agência de viagens brasileira na época.

Como nosso objetivo sempre foi o e-commerce (mesmo antes dessa expressão ser criada), investimos em publicidade digital desde 1997, como anunciantes de turismo do Cadê?, depois Starmedia, mas sempre no escopo de uma estudada estratégia de marketing.

Hoje isso soa nostálgico e chato, mas é interessante observar, como disse o Rui, que os conceitos do marketing digital em nada diferem do bom marketing de sempre, em que a construção de uma marca leva tempo, demanda estratégia e custa dinheiro.

Sem isso, pode-se criar um factóide ou uma bolha, ou ainda ganhar algum dinheiro por algum tempo e talvez seja este o objetivo de muitas novas empresas (e não as recrimino por isso).

Também vejo que pode-se até mesmo ganhar uma montanha de dinheiro ou simplesmente admirar os talentosos que conseguem e, de certa forma, sentir-se um deles.

Em nossa empresa, acreditamos e investimos em pessoas, tanto em profissionais da geração Y quanto da X, sem qualquer tipo de preconceito, basta entregar o que promete.

Coincidentemente, estamos contratando para o MKT e já tem aparecido candidatos representantes da geração Z, aquela que não está nem aí para comparar o ontem com o hoje, pois está focada no amanhã, que no fundo, é o que importa.

Pois é, a fila andou, de novo…

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GESTÃO É ARTE EM POA

quinta-feira, 14 de julho de 2011

No ano passado, o 1o. Forum Mineiro de Gestão de Viagens Corporativas, que inaugurou um novo modelo de evento sobre gestão de viagens, recebeu cerca de 80 gestores de empresas mineiras e de outros estados.

Produzido pela Terra Viagens de BH, o conceito, que parecia arriscado pelo fato de não ser promovido por uma entidade neutra, acabou revelando-se um sucesso, comprovando que quando o assunto é capacitação, profissionalização e disseminação do conhecimento, haverá sempre um grande contingente de interessados.

O 2o. Forum Mineiro de Gestão Viagens Corporativas já tem data marcada, em 27 de setembro de 2011, com previsão de receber o triplo de participantes.

No início deste ano, a Costa Brava, agência corporativa de Campinas, realizou o 1o. Forum Costa Brava de Gestão de Viagens Corporativas, outro sucesso, em que o interior de São Paulo mostrou outra vez a sua força, tanto na presença expressiva de mais de 150 gestores de viagens, quanto na organização impecável do evento.

Na próxima 4a. feira, 20/07, será a vez da Porto Brasil, agência corporativa de Porto Alegre, promover o curso “A Arte de Gerenciar Viagens Corporativas”, um modelo de evento com estrutura similar e mesmos objetivos dos foruns de Belo Horizonte e Campinas.

Em Porto Alegre, serão quatro encontros, ministrados por profissionais do nosso mercado, como Elizabeth Wada que falará, em 31/08, sobre o cálculo de ROI em eventos, Heloisa Prass que abordará as tarifas dinâmicas na hotelaria, em 05/10, e Julio Verna, cuja palestra, em 23/11, terá como tema os processos para escolha de uma agência de gestão de viagens corportivas.

Também estarei em POA, apresentando, em 20/07, a importância e o resultado da gestão de viagens corporativas, através da utilização de tecnologia de auto-reserva.

Os encontros acontecerão no Sheraton Porto Alegre e, para maiores informações, acesse: A Arte de Gerenciar

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FAÇAM SUAS APOSTAS

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Como todos sabem, desde 2004 convivemos no Brasil com uma realidade distinta do resto do mundo, com relação à distribuição de serviços de viagens.

A TAM tomou a decisão em 2002, de desenvolver plataforma própria de distribuição, a qual permanece operacional e ainda responsável pela maioria de suas reservas, apesar de seu retorno aos GDSs provocado por sua estratégia de expansão internacional e entrada na Star Alliance.

A GOL nasceu ignorando a distribuição nacional via GDSs e assim permanece até hoje.

Todas as demais, Azul, Trip, Avianca, Webjet, NHT, Puma Air, Passaredo, Pantanal, Noar, Team etc, aderiram ao conceito “direct connect” e, a partir da tecnologia XML, desenvolveram uma capilar rede de conexões via webservices com sistemas integradores, operadoras, consolidadores e outros “players” da indústria.

Quando este movimento começou a dar os primeiros sinais de arrefecimento no Brasil, com a TAM e, mais recentemente, com a Trip, eis que a American Airlines inicia, nos EUA, um confronto aberto com os GDSs (que o Sidney Alonso chamou de algo parecido com “negociação pré-renovação de contrato”), tentando reaver o controle estratégico da distribuição de seu produto.

Numa disputa que já deu o que falar, dentro e fora da internet e dos tribunais americanos, ambos apresentam fortes argumentos, mas tudo indica que a musculatura financeira de cada lado será determinante para o desfecho final.

O contrato da AA com o Sabre termina em agosto de 2011 e, a partir de então, se continuar o impasse, para fazer reserva desta cia. aérea, os agentes de viagens terão que usar integrações via “direct connect”, ou outro GDS cujo contrato com a AA ainda esteja vigente (estima-se que o contrato da AA com o Amadeus vai até março de 2012).

Independentemente do final desta novela, em que ainda acredito em um desfecho próximo da previsão do Sidney, o fato é que  o modelo de distribuição via “hub” dos GDSs nunca foi tão fortemente questionado.

Uma coisa são cias. aéreas brasileiras, mexicanas ou irlandesas distribuirem seu conteúdo, nacional ou regional, por conta própria, outra coisa é uma cia. aérea americana, tão grande e emblemática quanto a AA, decidir desafiar o “status quo” mundial da distribuição, tanto para voos nacionais, regionais e, principalmente, internacionais.

Apesar de existir uma chance, mesmo remota, de que a conclusão deste imbróglio possa vir a impactar seriamente a indústria de viagens e turismo em todo o mundo, é fascinante acompanhar essa disputa e tentar antever se o resultado final confirmará a velha máxima de que a criatura vence o criador ou se, “at the end of the day”, eles farão as pazes e retornarão, juntos, à mesa de jogo, como se nada houvesse acontecido…

Apostar no acordo AA/Sabre é fácil, mas a mesa paga pouco… Já apostar no caminho independente da AA é para poucos, mas a mesa paga muito…

Faça a sua aposta e veja o resultado aqui no Panrotas, talvez antes de setembro de 2011…

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VIRTUDES DO POVO BRASILEIRO

sábado, 9 de julho de 2011

Estamos começando a nos acostumar com as boas notícias sobre a economia, com as boas referências externas ao nome Brasil, com a recuperação de nosso passivo social, com a gradual melhora nos indicadores educacionais, com a conscientização com o meio ambiente, entre outros.

Tudo isso é muito bom e é resultado de um momento especial da história do país, que associado a algumas características pessoais, típicas do povo brasileiro, tornam este o melhor país do mundo para viver.

Apesar de todas as nossas incoerências, reunimos virtudes que também nos diferenciam positivamente da média de comportamento da população mundial.

Somos acolhedores e fraternos

- Somos simpáticos, recebemos bem outros povos, nos esforçamos para falar ou entender o idioma estrangeiro, somos cordatos.

- Transformamos recém-conhecidos em amigos de infância, desde que “o espírito bata com o do outro”, somos camaradas.

Somos humanos e solidários

- Privilegiamos o ser humano sobre regras e regulamentos, somos flexíveis e ajudamos as pessoas.

- Apoiamos causas importantes, emprestamos esforços a soluções coletivas para emergências coletivas, nos empenhamos pelo bem comum.

Somos alegres e autênticos

- Independentemente da real situação, nossa, do próximo ou de toda a nação, buscamos a felicidade como ninguém, manifestamos bem estar, mesmo quando nem tanto, divulgamos e nos orgulhamos da alegria de nossa gente.

- Expressamos o que sentimos, choramos em público sem o menor pudor, não temos vergonha de nossos sentimentos, odiamos hipocrisia.

Somos criativos e sonhadores

- Somos inventivos, pensamos “fora da caixa”, percebemos oportunidades, investimos nelas, melhoramos coisas boas.

- Imaginamos coisas, temos devaneios, tornamos verdade simples ideias, nadamos contra a maré, inventamos moda.

Somos esperançosos e intensos

- Torcemos, acreditamos, apoiamos, temos fé, rezamos, esperamos, acreditamos em Deus e “não desistimos nunca”.

- Quando gostamos, é pra valer. Quando não gostamos, é mais ainda.

Somos bonitos e românticos

- Nossa missigenação nos fez diferentes, com tipos físicos variados e harmoniosos, apesar das francesas e italianas, nós temos as mulheres mais lindas do mundo.

- Cortejamos, acarinhamos e adulamos a pessoa amada, fazemos gentilezas, damos flores e atenção, acreditamos no casamento.

Somos resistentes

- Sobrevivemos à hiperinflação, a diversos planos econômicos, a Fernando Collor, PC Farias, Marcos Valério, Delúbio Soares e ao mensalão…

- Emprestando frase de Euclides da Cunha, penso que “todo brasileiro é, antes de tudo, um forte”.

Lembro que este texto está prometido desde maio, quando postei aqui sobre algumas incoerências do povo brasileiro.

Penso que não podemos deixar de reconhecer nossos erros (qual povo não tem?), mas temos que rejeitar de uma vez por todas o que Nelson Rodrigues definiu como “complexo de vira-lata”…

Como parte inseparável de nossas incoerências, também temos nossas virtudes, e essas são apenas algumas delas…

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QUAL ERA MESMO O SEU NEGÓCIO?

quinta-feira, 7 de julho de 2011

É interessante observar a evolução do mercado de viagens e turismo no Brasil, onde ocorre uma rápida transformação dos modelos de negócios, à reboque dessa evolução.

Considere as chamadas “verdades absolutas” do nosso mercado, em relação ao papel de cada segmento:

- Agente de viagens vende produtos e serviços turísticos ao consumidor final.

- Operador turístico vende produtos turísticos ao agente de viagens e ao consumidor final.

- Consolidador vende reservas aéreas ao agente de viagens.

- Integrador vende tecnologia ao agente de viagens, ao operador, ao consolidador e ao consumidor final.

Pela busca permanente de competitividade e eficiência, num ambiente de liberdade de mercado, é compreensível que estes atores desempenhem mais de um desses papéis (e não há a menor necessidade de camuflar esta ou aquela participação)…

Assim como tem operador que atende conta corporativa, consolidador que vira operador, agente que se transforma em integrador, operador que passa a consolidar e consolidador que resolve diversificar e virar integrador, considero natural que importantes “players” destes variados segmentos estejam formalizando parcerias e acordos comerciais de todo tipo.

Afinal, num cenário de mudanças, quem ocupa importante espaço trata de defender sua posição e suas conquistas, para não perder negócios, de preferência abrindo a possibilidade de ampliar ainda mais sua posição no mercado, mesmo que para isso, tenha que arriscar o que já conquistou.

Inteligentes e sagazes são as empresas que, com desprendimento e visão de futuro, associam-se a concorrentes, fornecedores, parceiros e clientes, pois assim reforçam sua base, renovam sua marca e preparam-se para enfrentar um mercado que não conhecem: aquele que existirá nos próximos anos e que, seguramente, será bem diferente do atual.

Antecipar o futuro e imaginar qual será o papel de cada um desses segmentos no mercado de viagens e turismo é tarefa complexa, tantas são as variáveis envolvidas.

Mas olhar o que acontece no exterior e observar as movimentações de empresas e profissionais entre esses diferentes segmentos no mercado brasileiro, pode nos dar um mapa antecipado de como será a participação (e a distribuição de forças), em cada uma dessas áreas nos próximos anos, tornando possível perceber este futuro de uma forma bem razoável.

Embora interpretar esse mapa seja tarefa pessoal e intransferível…

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USD 1,00 = R$ 1,50 ??

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Os arautos dos bons negócios defendem, baseados na cartilha da macroeconomia, um Real menos valorizado.

Real valorizado demais dificulta as exportações brasileiras, pois encarece nossos produtos e serviços em relação aos dos concorrentes internacionais.

Como explicar então o Real caminhando rapidamente para a cotação do título, enquanto o Brasil bate recordes de exportação e, mesmo com as importações também em franco crescimento, nossa balança comercial não estar fazendo feio?

Claro, os economistas terão as repostas para isso, pródigos em antever o passado, mas alertarão (economista não prevê, mas alerta) que se isso ou aquilo não for realizado, o cenário mudará substancialmente amanhã…

A realidade parece mesmo ser outra e, a cada dia, surgem mais sinais de que a recuperação da economia brasileira está ainda no início, devendo manter este ritmo por mais uma ou duas décadas.

Ou não…?

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CONVERSANDO COM UM “HERMANO”

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Seguindo nosso desafio de exportar tecnologia brasileira para gestão de viagens corporativas, tenho feito interessantes contatos com profissionais da área, no México, Chile, Colômbia e Argentina.

Nesses contatos, sempre de cunho profissional, acabamos por nos relacionar com diferentes culturas corporativas, variadas formas de pensar o mundo e peculiares visões de outros povos sobre o nosso país.

Semana passada, em reunião com um nosso parceiro argentino, abordamos o excepcional momento econômico que o Brasil está passando, em contraponto com demais países da região, incluindo a Argentina, quase todos mergulhados em crises econômicas e políticas.

Nosso “hermano”, que também tem negócios no Brasil, comentou: “Nós também já tivemos bons momentos, mas eles passam… Esse é o momento do Brasil aproveitar a onda positiva”.

Perguntei: “Você acha que quem não surfar bem essa onda, pode tomar um tombo mais adiante?”

Com uma mistura de experiência em crises (isso também temos), espírito latinoamericano (temos menos) e ar nostálgico (eles são imbatíveis), ele foi categórico: “Difícil o Brasil cair agora, porque o país é muito grande… China e Brasil são os dois países que puxarão a economia mundial neste século.”

E continuou o vaticínio: “A Europa está quebrada. Os EUA só olham para seus problemas internos. A Ásia tem altos e baixos. O Oriente Médio é uma bomba relógio. O Brasil será cada vez mais o propulsor da economia da América Latina. O mundo inteiro já percebeu isso.”

Pensei: “Temos ouvido muito isso, mas será que o empresariado brasileiro realmente acredita nisso?”…

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