Arquivo de agosto de 2011

SERVIÇOS, HOTELARIA E FREE WIFI

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Fiz algumas anotações sobre o que observei em Denver, como o ônibus turístico grátis em Downtown e o fato do taxista enaltecer a cidade, sua limpeza, segurança e qualidade de vida, como estratégias interessantes de promoção turística.

Como a Janine é a especialista no assunto (eu não sou), não me aprofundo na análise de prós e contras ou do custo x benefício de iniciativas simplistas como essas, mas que pareceram-me eficazes, como turista naquela cidade.

Mas nada se comparou ao Free WiFi nas ruas de Denver, como estratégia de oferecer informação ao visitante.

Como bem ressaltou o Marcelo Cohen, no Blog Viagens Corporativas, estar numa cidade no exterior e depender de “roaming” internacional, com qualidade sofrível e tarifas absurdas, para acessar endereços, locais, informações etc, torna-se um dificultador para o deslocamento (=consumo) do viajante, turista ou não.

O curioso é que tínhamos “free internet” na calçada e, ao entrarmos no lobby do castigado Sheraton Denver Downtown, o acesso só era possível com a cobrança do hotel…!

Um passo pra fora = free WiFi, um passo pra dentro do estabelecimento para o qual estava sendo paga a diária de USD 250,00, absurda em relação à (falta de) qualidade que o hotel oferecia = USD 15,00 por dia de acesso.

Incrível como os hotéis, no Brasil e no exterior, ainda cobram o acesso à internet. Ok, muitos oferecem embutido na diária, mas exclusivamente para hóspedes.

Quando o Starbuck’s lançou o serviço Free WiFi em todas as lojas, para todos os que se aproximassem delas, muitos acharam loucura oferecer um serviço para um “não consumidor”…

Hoje, quando um turista ou o próprio residente da cidade deseja acessar a web sem custo, o Starbuck’s é o primeiro lugar que vem à cabeça e, já que está por ali, por que não um café pra acompanhar?

Muitos associam o serviço de acesso a internet como o serviço telefônico, que apesar de barato, é cobrado por todos os hotéis, quando na verdade o acesso à internet, em breve, será como energia elétrica e água potável.

Uma loja ou hotel não cobra a luz usada na recepção por quem não se hospeda ou mesmo a água utilizada nos banheiros das áreas comuns…

Estou pedindo muito? Talvez…, mas não custa tentar.

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VEGAS: “LOVE” NÃO É CIRCO

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Já que estávamos em Denver para o GBTA Convention, na semana passada, resolvemos dar uma rápida esticada em Las Vegas, no fim de semana.

Por que Las Vegas?

Afinal é a cidade mais cenográfica, “fake”, perdulária e sem identidade do mundo (mas que não está nem aí pra isso) e, pela alta ocupação hoteleira, consumidores do mundo inteiro adoram a overdose de luxo, o limite da cafonice e do consumo sem culpa que Vegas oferece.

Em Denver, nossa delegação latinoamericana, liderada pela ALAGEV, foi calorosamente acolhida pelo Las Vegas Tourism Office durante um “brunch” dedicado ao grupo e, segundo a apresentação de seu diretor de marketing, Las Vegas tinha muitas novidades em relação à última vez que lá estivemos, há uns 5 anos.

A Heloisa também nos recomendou muito o show “Love”, do Cirque du Soleil, qualificando-o como um espetáculo incrível, no qual ela se emocionou em diversos momentos.

Nada mal para um conjunto de músicos que encerrou a carreira há 40 anos, influenciou gerações e continua a encantar as pessoas em todo o mundo, segundo 3 tipos de referências musicais e comportamentais:

1 – Existem pessoas que ouviram falar deles, mas mal conhecem suas músicas e os tem apenas como referência histórica.

2 – Também tem quem conhece suas músicas, mas não foi influenciado por elas (ou acha que não foi).

3 – E, por fim, há aqueles que tiveram suas vidas influenciadas, de alguma forma, por suas músicas e atitudes.

Acho que estou no tipo 3, ao ponto de conhecer de memória a letra de algumas de suas músicas, em especial as que foram tocadas na cerimônia de meu casamento, em 1982: “Yesterday”, “Hey Jude” e “Let It Be”.

Assistimos “Love” na 5a. feira, 25/07, no “The Mirage” e confirmo passagens realmente emocionantes, para quem teve essa relação sentimental com o conjunto de Liverpool.

As soluções cenográficas do Cirque du Soleil são sempre espetaculares, como nos shows “Kà”, “Mystère”, “O” e “Alegría” (os que eu já havia assistido), mas no caso de “Love”, não sei se devido justamente às tais “referências sentimentais”, achei espetaculares o figurino e o cenário, além do teatro em si, especialmente construído para este show.

As poltronas com caixas de som stereo individuais, o palco dinâmico, a luz perfeita, a infraestrutura, etc, tudo compactua para o mega sucesso de “Love”, cujas músicas foram resmasterizadas, com consultoria pessoal dos Beatles vivos (casos de Paul e Ringo) e dos herdeiros de John e George.

“Lucy in The Sky” voando sobre nossas cabeças, “Help” tocada em volume altíssimo, com esportistas evoluindo com patins em rampas radicais, “Yesterday” ambientando lembranças pessoais dos 4 cantores, “Sgt. Pepper’s” como pano de fundo para o “le parkour” da polícia londrina perseguindo jovens adeptos do “paz e amor”, entre outras (Strawberry Fields Forever, Back in the USSR, While My Guitar Gently Weeps, Penny Lane, All You Need is Love etc etc), numa sucessão frenética de verdadeiros hinos musicais produzidos ao longo de toda a carreira dos Beatles…

Ocorre que o espetáculo “Love” foge do lugar comum dos shows do Cirque du Soleil, justamente por aproximar-se mais de um grande musical da Broadway do que das estripulias típicas do picadeiro, geralmente relacionadas tão somente com a distração, o susto e o riso.

Quem tiver a chance de assistir, não deve desperdiçá-la, pois trata-se do show que levou o Cirque du Soleil a reaproximar-se do público a partir de coreografias típicas dos melhores dançarinos, mais do que de trapezistas, palhaços, malabaristas e afins, que também estão lá…

A Helô estava certa, mas fique tranquilo que o que comentei aqui não chega perto das surpresas e da emoção que “Love” pode causar, também a você.

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