Arquivo de fevereiro de 2012

“DISTRIBUIÇÃO DIRETA É O SONHO DE TODO FORNECEDOR, MAS…

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

…CUSTA: TECNOLOGIA, EQUIPE BEM PREPARADA, BOOKING ENGINE E MÍDIAS SOCIAIS FUNCIONAIS”

Sim, trata-se do tweet do Gustavo Syllos, um amigo inspirador, em plena 5a. feira pós-carnaval…

Ou seja, GS passou o carnaval pensando no assunto.

Não conversei com ele e nem pedi autorização para blogar sobre seu microtexto, mas tentarei aqui comentar cada um dos itens citados, em espaço mais generoso do que 140 caracteres…

Distribuição direta é o sonho de todo fornecedor: não é segredo pra ninguém que todas as cias. aéreas e todos os hotéis adorariam eliminar o que chamam “custo de distribuição”, que inclui agências de viagens, operadoras, consolidadores, GDSs, sistemas integradores e outras formas de dar capilaridade ao seu produto.

Mas custa tecnologia: para substituir os “players” da distribuição, as cias. aéreas e hotéis teriam que investir naquilo que esses distribuidores fazem, desenvolvimento, operação e manutenção de sistemas em escala e qualidade que comportem os seus negócios.

Equipe bem preparada: distribuição direta não envolve somente tecnologia, mas pessoal capacitado a operar venda e pós-venda sem o “intermediário”, esse mal necessário…

Booking engine: atualmente existem variadas opções prontas, mas uma customização aqui, outra ali, são sempre necessárias a tornar o sistema aderente ao produto e ao mercado alvo, o que impacta seu custo final de aquisição, operação e manutenção.

Mídias sociais funcionais: aqui trata-se de tornar visível o novo canal de distribuição direta, o que inclui estabelecer a estratégia de marketing adequada e contratar pessoal qualificado para esta nova abordagem ao consumidor e com criatividade necessária a não repetir fórmulas surradas, pois o consumidor direto é cruel com a mesmice.

Ou seja, apesar de todo o foco e especialização das empresas distribuidoras, sempre existirão iniciativas de distribuição direta dos fornecedores de serviços de viagens, em sua busca incessante por redução de custos, mesmo com o risco de aumentar esses mesmos custos e, pior, perder o foco na prestação do serviço em si.

É como disse o meu amigo Luppa: a Nestlé produz o leite Ninho, mas é o supermercado que distribui…

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EMPREGO

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Agora que o carnaval acabou, voltemos aos assuntos da vida real…

Mais de 1/4 dos jovens italianos, num país que é um dos motores da economia européia, está desempregado.

Em Portugal, o índice de desemprego entre os jovens, aproxima-se de 1/3.

Mas é na Grécia e na Espanha que quase a metade (mais de 45%) da força econômica jovem está sem ocupação, buscando alternativas de colocação numa região onde somente a Alemanha parece um oásis em meio à crise generalizada (até quando?).

Enquanto isso, no Brasil, aquele mesmo país que há pouco mais de 15 anos sofria com inflação, pobreza, violência e desemprego, o atual índice de desemprego está na casa dos 5%, sendo 13% entre os jovens e somente 2% entre profissionais acima dos 50 anos…

“Isso caracteriza pleno emprego”, segundo o professor do Instituto de Economia da UFRJ, João Sabóia, afirmou em entrevista ao jornal O Globo.

Naturalmente, isso é ótimo para o país, mas não resolve o problema da capacitação do trabalhador brasileiro, que continua muito abaixo da média dos países europeus e até de alguns latinoamericanos.

A deficiência de capacitação profissional de uma nação carece estratégia de longo prazo e investimentos maciços e perenes, através de uma política educacional que independa do partido político que esteja no poder e sobreviva a, pelo menos, uma ou duas gerações.

E é aí que reside o problema: as empresas brasileiras têm pressa e, por precisarem surfar a boa onda agora, estão encontrando no profissional espanhol, português, argentino e mexicano, a experiência, preparo e formação que faltam ao trabalhador brasileiro.

Você não está preocupado com isso?

Penso que deveria estar…

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CHEGA !

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Como bem escreveu o Cássio, êta ano pra começar agitado…!!

Nestes 47 dias de 2012, aconteceu de tudo um muito em nosso mercado de viagens e turismo.

Inclusive o fato de que a expressão “nosso mercado” transformou-se em “toda a América Latina”, e como antecipei em 2009, parece que todo mundo está expandindo fronteiras para os demais países do continente.

Mas hoje chega !

Afinal hoje é 6a. feira, e ainda por cima é véspera de carnaval, uns poucos dias em que as fantasias pessoais, e até empresariais, podem ser liberadas…

Portanto, relaxe, descanse, curta e, se gostar, pule o carnaval, aproveitando o que alguns especialistas chamam de “ócio criativo”, pois na 4a. feira de cinzas o ano recomeça e, do jeito que os negócios (solos e em grupos) estão aquecidos, a América Latina logo, logo, também será pequena para os empreendedores brasileiros.

Bom feriado a todos !

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PODER x CAPITAL x TRABALHO

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Para discorrer sobre este assunto, à luz dos recentes acontecimentos, lançarei mão de dois recursos autorais:

1 – Contar uma história real (neste caso sobre como surge uma agência de viagens no Brasil).

2 – Fazer uma autorreferência (a história real que eu melhor conheço e não preciso da autorização dos protagonistas para publicá-la), pelo que me desculpo desde já.

Quando iniciei no mercado de turismo, em 1995, trabalhava na época como engenheiro especializado em logística de transporte intermodal na RFFSA, empresa estatal com todos os predicados (os negativos e os positivos) que se atribuem às empresas estatais até hoje.

Ou seja, apesar das mazelas de uma empresa do governo, era um emprego estável, razoavelmente bem remunerado (graças ao cargo que ocupava), um belo plano de carreira e programa de previdência que me garantia 100% da remuneração da ativa, quando eu viesse a aposentar.

Mas eu tinha também 3 outras características, uma delas exclusiva, que me fizeram desistir de tudo isso para dedicar-me ao mercado de viagens e turismo: eu tinha 34 anos de idade, espírito empreendedor e Solange Vabo.

Fundamos a Solid Corporate Travel em 05/05/95 e trabalhamos duro (em ambos os sentidos: arduamente e com pouco dinheiro) para chegar ao chamado “break even point” ao final do ano seguinte, quase 2 anos depois.

Dalí em diante, não houve um ano sequer que não tenhamos progredido, sempre crescendo, sem grandes saltos ornamentais, mas também sem endividamento, o que nos coloca hoja na categoria de agência de viagens familiar, especializada, pequena, séria e lucrativa, como tantas outras existentes em nosso mercado.

Você há de perguntar: o que todo esse “tré-lé-lé” tem a ver com a relação poder x capital x trabalho?

Eu peço sua atenção e paciência para o restante do post, pois como bem explicou o professor Gustavo Syllos, não sou da geração Y, que escreve por hieroglifos, nem da geração BB, que não precisa escrever, pois tem alguém pra escrever em seu lugar.

Quando descobrimos a internet, num congresso do Sabre em Dallas, em 1996 (o Syllos e a Izabel da Continental estavam lá), imediatamente “abraçamos a causa” (sim, internet era uma causa nesta época) e dedicamos todos os nossos esforços a desenvolver um sistema de reserva aérea na internet, brasileiro e 100% em português.

Tivemos o apoio do Sabre em todas as etapas deste nosso empreendimento solo, seja através do Douglas Domingues, “country manager” na época, quanto do Luiz Ambar, nosso parceiro até hoje.

De lá pra cá, muita coisa aconteceu em nossa trajetória de empresários do mercado de viagens e turismo (o Reserve é uma delas), e muitas pessoas fizeram parte dessa história, como o Dilson Verçosa, gerente da AA em 95, que acreditou na Solid (ok, na Solange) antes mesmo de termos o CNPJ da agência, o Adalcy Santos, nosso padrinho para a Solid entrar no antigo FAVECC, o Henrique Sérgio Abreu, primeiríssimo demandante de um sistema integrador de gestão de viagens corporativas, que nos estimulou a separar o Reserve da Solid em 2004, o Goiaci Guimarães, que indicou o Reserve ao troféu Partnership em seu primeiro ano de operação, o Artur Andrade e o Guillermo Alcorta, que acreditam na tecnologia e na inovação como fatores indutores da evolução do mercado e o Edmar Bull, que abraçou a ideia desde o início e tornou-se o maior “benchmark” do sucesso do Reserve.

Toda esta história serve de preâmbulo para eu afirmar que a vitória de um negócio, no turismo ou fora dele, é feita de criatividade, esforço e… pessoas.

O que motiva um negócio são as pessoas que estão à frente de sua direção, quanta criatividade e esforço colocarão no empreendimento, que nível de qualidade de serviço prestarão, quanto conseguirão entregar do que prometem, o que pensam e onde querem chegar.

Por tudo isso, eu continuo acreditando no conceito da consolidação de boas empresas, exatamente pela qualidade das pessoas participantes do negócio.

Afinal, para quem é do mercado, como ter dúvida sobre o futuro de um negócio que envolve os sobrenomes Abreu, Bull, Costa, Linares, Santos, Schwartzmann e Strauss (os que conheço bem), entre outros, cuja capacidade e seriedade aprendemos a respeitar ao longo dos anos?

Estes nomes é que são o principal ativo da Brasil Travel, que darão ao investidor mais bem informado, as garantias de que criatividade e esforço se juntarão à experiência, correção e conhecimento do mercado, em prol dos resultados da nova companhia.

No lugar do modelo do poder em busca do capital, estes profissionais representam o trabalho em busca do resultado, exatamente o que todo investidor deseja.

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O QUE VOU GUARDAR DO LACTE 2012

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Um evento intenso como este LACTE 2012 nos deixa uma impressão de que passou uma semana em 2 dias…

São tantas informações, contatos, oportunidades, trocas e network puro, que costumo relacionar aquilo que, acredito, ficará guardado em minha memória:

1 – O prazer de ouvir o Gustavo Syllos e família dando um show musical.

2 – A Viviânne Martins mais segura, mais sorridente e mais à vontade do que nunca…

3 – A objetividade do Stevan Stein, do HSBC, sobre como implantar uma política de viagens: “just blame the name…”

4 – A justa reclamação da Julia Brito, da Cargill, sobre hotéis que, na alta temporada, não carregam disponibilidade nem tarifas acordo no sistema.

5 – A campanha lançada pela Solange no twitter @Solvabo, para ser criada uma identificação única para os empreendimentos hoteleiros, similar às cias. aéreas, como forma de viabilizar a integração de variados sistemas de consolidação de hotéis.

6 – A analogia do Luppa, da Trend, a respeito da distribuição no turismo brasileiro: “a Nestlé produz leite Ninho, mas quem vende são os supermercados…”

7 – A resposta do André Carvalhal, da CWT, sobre garantia de conteúdo: “quem escolhe o sistema é o cliente”.

8 – A opinião curta e direta do Eduardo Murad, da IBM: “as cias. aéreas são responsáveis pela distribuição caótica”.

9 – A Network Expo bombando de gente, que nem notou a falta de energia em alguns estandes, no primeiro dia.

10 – A certeza de sermos capazes de produzir um evento desta envergadura, com apoio de patrocinadores interessados somente no mercado brasileiro e latinoamericano.

11 – A alegria de encontrar velhos amigos e fazer novos.

12 – O sentimento de ser latinoamericano.

13 – O orgulho de ser brasileiro.

14 – A satisfação de participar de mais um desafio superado.

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O QUE SÓ EU VI NO 1o. DIA DO LACTE

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

O título deste post cumpriu o seu propósito: trazer você até aqui.

A rigor, não posso garantir que só eu percebi, durante o 1o. dia do LACTE que:

- os estandes do Network Expo, embora com poucas empresas de tecnologia, bombaram como em todos os anos

- o painel “Gestão sem Fronteiras” lançou um olhar “fora da caixa” para o tema em relação à regionalização de programas de viagens

- a ABGEV mandou um belo recado com a brasileiríssima música “É” de Gonzaguinha

- prevaleceu a tese (e a prática) do voluntariado sobre a busca do “lucro associativo”

- mais vale uma entidade livre, leve, solta, criativa e participativa, do que regras e regulamentos engessados

- perdeu quem duvidou que o LACTE repetiria o mega sucesso das edições anteriores

- vencerá quem apostar que a ABGEV expandirá seu conceito associativo para a América Latina

O fato é que, com muito trabalho sério e capacidade de aglutinar boas pessoas, a ABGEV reproduziu no LACTE 2012, aquilo que provavelmente será sua essência daqui para frente: menos EUA e mais LATAM…

Que venha a ALAGEV…!!

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EU NÃO TOCO UM INSTRUMENTO…

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Ao assistir ao show da banda Tudo em Casa, com o Gustavo Syllos e família, na abertura do LACTE 2012 ontem no Bar des Arts, eu pensei: feliz de quem tem talento para tocar um instrumento musical !

Bem diferente de inveja, o que eu sentia era incontida admiração por quem executava, com simplicidade e, ao mesmo tempo, maestria, uma atividade que, para mim, é impossível realizar.

Tocar um instrumento é uma daquelas realizações que, diferentemente de plantar uma árvore, escrever um livro ou ter um filho, carece disciplina (para aprender) e talento (para encantar) na realização.

E tudo isso aconteceu no coquetel de abertura do LAC7E, num domingo à noite…, como ambientação para um encontro de boa parte daqueles que farão o evento acontecer, nesta 2a. e 3a. feiras, no Grand Hyatt São Paulo.

Dois dias cheios de palestras, debates, exposição de produtos e lançamento de novas ferramentas tecnológicas, além do melhor network para os profissionais do mercado de viagens corporativas.

Ainda há tempo de você participar, mas antes leia os posts da Viviânne e do Artur, sobre o que será o LACTE 2012 e as opiniões do Cássio e do Guto, sobre o evento de abertura ontem à noite.

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ERREI ESTA PREVISÃO…

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Na altura do campeonato, o Supremo Tribunal Federal decidir, por unanimidade ainda por cima, que o Conselho Nacional de Justiça pode e deve investigar atos de magistrados de todas as instâncias do judiciário (incluindo o próprio STF), resulta numa espécie de redenção do direito brasileiro.

Há muito tempo uma decisão do STF não me surpreende tanto.

Sim, eu não levava a menor fé que o STF fosse decidir o tema nesse sentido.

Bem ao contrário, tinha como certo que a decisão dos juízes supremos da federação fosse em benefício de sua própria proteção e em defesa de seu “inquestionável” poder, numa atitude corporativa típica de nossas instituições.

Meus amigos dizem que eu tenho o (mal) hábito de (tentar) antever o futuro e de opinar sobre tudo um pouco (ou um muito) e isso é a mais pura verdade…

Neste caso, não cheguei a registrar aqui a minha previsão, mas previ, errei e ganhei como cidadão.

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A INTERNET E A DIVULGAÇÃO CULTURAL

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

O recente fenômeno de músicas populares do Brasil (não confundir com MPB) sendo difundidas pelo mundo de forma explosiva e, de certa forma, inexplicável, só se tornou possível graças à internet.

A cultura popular brasileira tem muito a se beneficiar desta nova forma de distribuição, que independe (até agora) de gravadoras, verbas de marketing e outros investimentos típicos da disseminação cultural do século passado, muito concentrada em “hubs” poderosos.

Tendo Michel Teló como caso mais conhecido, outros cantores brasileiros (como Gustavo Lima)  estão seguindo a mesma receita e conseguindo, uns mais, outros menos, algum espaço nos mercados internacionais, mesmo que de forma ainda efêmera e pouco consistente.

Da Argentina (onde escutei “Ai se eu te pego” no interior de Tupungato) até Israel (onde até soldados do exército foram flagrados dançando e acabaram no You Tube), as músicas brasileiras puxam o interesse por nossa cultura, idioma, moda, novelas e filmes, entre outros.

Este fenômeno, associado à explosão de consumo dos turistas brasileiros no exterior, atrai a atenção do mundo para o nosso país, gerando curiosidade e interesse, condição inicial para a exploração do turismo nacional.

Trata-se de mais um fator positivo à atual corrente favorável à nossa economia, no geral, e ao turismo, em especial, que não deve ser desconsiderado.

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