SERVIÇO DE BORDO RESPONSÁVEL…!?

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Sempre recebi o serviço de bordo na ponte aérea com um certo questionamento interior sobre a real necessidade de sermos “alimentados” pela cia. aérea num voo de 45 minutos…

Eu consigo passar 45 minutos (ou 90 minutos, contando embarque e desembarque), sem sentir fome ou mesmo sem querer me distrair comendo alguma coisa e acredito que a grande maioria das pessoas não come, necessariamente, de hora em hora, a não ser por recomendação médica.

Então pra quê o lanchinho?

Não sou especialista no assunto, mas não consigo imaginar que o lanchinho seja considerado um “diferencial” no serviço, ao ponto do passageiro escolher uma cia. aérea, baseado no que vai comer durante o curto voo.

Voando para São Paulo na semana passada, fiquei especialmente incomodado com o serviço de bordo, pelo fato do total desprezo pelo meio ambiente contido na bandeja.

Além da toalha de papel, do guardanapo e do copo plástico, uma rápida análise do conteúdo indicava:
- 1 bandeja plástica
- 1 embalagem metálica com 8 snacks
- 1 embalagem metálica com 2 biscoitos
- 1 embalagem metálica com 1 queijinho
- 1 invólucro metálico para todo o lanche

Assusta a discrepância entre o que se come efetivamente (8 minisnacks, 2 minibiscoitos e 1 queijinho) e o que é usado como embalagem não degradável, quando tentamos imaginar para onde vai tanto lixo…!?

Independentemente do desperdício de oferecer um lanche para um tempo de voo inferior a 1 hora, fico pensando se a despreocupação com o meio ambiente num serviço de bordo reflete na percepção do passageiro ou se sou eu o único incomodado (ou chato) com isso…

Em nome do bom senso e do meio ambiente, já não está passando da hora de rever estes conceitos?

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21 comentários para “SERVIÇO DE BORDO RESPONSÁVEL…!?”

  1. Augusto Rocha disse:

    Vabo,

    não és o único.

    Chega a me embrulhar o estômago quando vejo essa cena. E é cada vez mais presente. Seja em voos curtos ou um pouco mais longos. As vezes pego um voo saindo da Bahia por exemplo e paro em São Paulo, ou no Rio, ou em Brasília, que nesse caso voltarei a parar nas primeiras duas cidades para depois chegar em Porto Alegre, e recebo dezenas e dezenas de embalagens inúteis. O McDonald´s depois de muitos protestos acabou com a embalagem plástica dos guardanapos, mas nossas companhias, principalmente a Tam, parecem ter um apreço enorme por embalagens de papel.

    Costumo me perguntar, se entregar a mini torradinha, com a mini margarina, já pronta não custaria menos ao retirarmos as embalagens todas?

    Fica a pergunta, os produtos ali oferecidos são comprados ou fazem parte de estratégia de lançamento de algumas marcas?

    Abs

    • Luís Vabo disse:

      Guto,

      Continuo achando que bastaria uma bebida num voo com menos de 60 minutos.

      Para os demais voos, uma reconceituação do serviço de bordo é necessária, independentemente da cia. aérea, pois percebo que falta a consciência ambiental aos profissionais que atuam neste serviço, tanto nas empresas aéreas quanto nas empresas de catering.

      Repensar o assunto e achar uma solução mais sustentável.

      É o que sugiro.

      []‘s

      Luís Vabo

  2. vivianne disse:

    APOIADO!
    Acho que algo líquido e/ou um café/chá seria ótimo! bjos,

  3. Fernando disse:

    Estimado Vabo,

    Nao sei se o lanchinho seja a causa de todo o caos reinante……
    Bagagens roubadas ou extraviadas, atrasos inconsequentes, máfia dos Taxistas, valor abusivo das taxas de embarque ou mesmo das passagens aéreas….. se o lanchinho fosse a causa seria minimo nao ?
    Concordo entratanto com a preocupaçao do meio ambiente, mais ai entrariamos em uma outra seara…. o combustivel utilizado, o local em que os aeroportos foram construidos e hj são utilizados…e mais uma serie de coisas…….
    Que venha o lanchinho principalmente se formos cedo para Sao Paulo ou vice versa ou mesmo apos uma reuniao estafante.
    Entendo seu post e preocupaçao, alias seus posts sao 10 !!

    Abraços!

    • Luís Vabo disse:

      Fernando,

      Com certeza o lanchinho não é a causa do caos reinante.

      Aliás, cada um dos itens que você citou daria um post, apesar de que os responsáveis, na maioria desses casos, não são as cias. aéreas…

      Mas, no caso do lanchinho poluente, a decisão de como resolver o problema está com elas, somente com elas…

      []‘s

      Luís Vabo

  4. Fábio Braga disse:

    Olá Luis, claro que vc não é o chato, é tão óbvio né ?!?
    Acho inclusive que serviço de bordo com alimentação deveria ser a partir de 2 hs de voo, apenas bebidas como água e refri a disposição dos pax a qualquer momento. Abraços

  5. Mauricio disse:

    Mais uma indústria acabando…

  6. Rui Carvalho disse:

    Luis,

    A maior parte das pessoas que conheço almoça entre 12h00 e 14h00 e só volta a comer no jantar, depois das 20h00. Por isso sou até mais radical: não vejo razão para servir comida em voos com menos de 4 ou 5 horas, desde que a economia com o serviço de bordo se traduza no preço da passagem. Assim, além de contribuirmos para o bem do planeta (luta justíssima) ainda conseguiríamos pagar menos pelas viagens. Avião deveria servir para nos levar de um ponto a outro com rapidez e segurança. Quem quer comer bem deve procurar um restaurante. Acho que a indústria precisa mesmo repensar suas estratégias, e olhe que não é só para ajudar a salvar o planeta.

    Um abraço

    • Luís Vabo disse:

      Rui,

      Entendo seu ponto de vista, mas acho que para ter um efeito concreto sobre a maioria das pessoas, bastaria que voos com 60 ou até 90 minutos oferecessem somente bebidas à bordo.

      Já seria uma ótima etapa de transição.

      Quanto à respectiva redução de custo na passagem aérea, dependeria de diversas outras variáveis, que são as efetivas definidoras de preço, especialmente o comportamento da concorrência…

      []‘s

      Luís Vabo

  7. Eduardo Vezzetti disse:

    Bom dia Luis

    Polemico mesmo esse assunto, mas em vez de acabar com o serviço, não seria mais coerente que a pessoa que tem conciência sobre o assunto sustentabilidade recusasse o serviço?
    Sei que o serviço de bordo é um diferencial para muitos passageiros, e se todos os que são contra não aceitarem, ja estariam fazendo a sua parte.

    Abs

    Eduardo Vezzetti

    • Luís Vabo disse:

      Eduardo,

      Não sugeri o fim do serviço de bordo…

      Apenas propus a reanálise do tema:
      - voos com menos de 90 minutos: somente bebidas
      - voos com mais de 90 minutos: serviço de bordo ambientalmente responsável, sem tantas embalagens plásticas, de isopor ou metalizadas etc.

      Muitos passageiros já recusam o serviço na ponte aérea, mas isso não é suficiente.

      A conscientização deve ser do passageiro também, mas fundamentalmente deveria vir das cias. aéreas…

      []‘s

      Luís Vabo

      • Os alimentos não utilizados no serviço de bordo tem prazo mínimo de consumo e irão para o lixo mesmo assim, polindo o meio ambiente. A causa tem que ser em unidade empresas e clientes. É complexo e difícil, pois estamos acostumados com práticas nocivas e a mudança, que precisaria ser rápida, talvez não seja tão fácil assim, por diversos aspectos.
        Sds.
        Gilka Mendes.

        • Luís Vabo disse:

          Gilka,

          Não há dúvida que o problema não é de simples resolução.

          Mas certamente existem meios menos poluentes de oferecer um serviço de bordo, do que os atualmente praticados.

          []‘s

          Luís Vabo

      • Dérik disse:

        Prezado Vabo,

        Como sempre despertando a atenção e promovendo bons debates.
        Eu concordo em partes com o Vezzetti quando diz que também podemos fazer a nossa parte e recusar o serviço. Com o tempo me parece que as cias aéreas entenderiam que não há a necessidade e poderão definir a qtde de horas de voo necessárias para que este serviço seja oferecido.
        Mas também entendo que a tecnologia pode nos auxiliar nestes momentos. Quem sabe se tivéssemos a opção de recusar a alimentação no ato da compra da passagem, poderíamos antecipar a demanda e as cias poderiam se organizar.

        Um abraço,
        Dérik Lobo

  8. Perfeita a análise sobre o desperdício e a falta de controle na utilização de materiais que poluem o meio ambiente com mais intensidade.
    Que todos levantem a bandeira em praticar ações mais comprometidas com o meio ambiente e a sociedade. Parabéns!

  9. Marcos Estevao Vajas Hernandez disse:

    Prezado Vabo,

    Muito pode-se esticar no assunto: produtos, servicos, materiais reciclaveis etc. E complexo, como tudo hoje em dia, quando se mira no meio ambiente e as suas consequencias futuras.

    Como servico de bordo, reclamei da ultima visita ao Brasil no voo de volta, BSB-GIG, para a cnx europeia (LHR, CDG, FRA etc): um par de biscoitos + agua e/ou refri. Muito pouco para ser lider!

    Fora as tradicionais europeias, que dao algum petisco nos sempre curtos voos internos, a pratica das low cost parece a mais adequada: pagar o que se consumir a bordo; agrada a gregos e baianos!

    Bencaos do Senhor e meu abraco,

    Marcos Estevao Vajas Hernandez
    Manchester-UK, + 44 79 7973.3380

    • Luís Vabo disse:

      Prezado MEVH,

      Interessante seu ponto de vista, pois certamente é o mesmo de parcela importante dos passageiros.

      Estamos aqui para debater e, neste caso, permita-me discordar e apimentar a discussão.

      Vincular o lanchinho num voo de 60 minutos à posição de liderança de uma cia. aérea equivale a dizer que as boas cias. aéreas só chegarão à liderança se oferecerem um bom lanche à bordo, mesmo num voo de curtíssima duração…

      Eu pergunto: o voo BSB/GIG foi agradável, pontual, seguro, confortável e a um preço justo ou razoável?

      Penso que essas são características dos voos de cias. aéreas líderes…!

      Comida boa (e de avião nunca é boa, nem na Executiva), eu espero de restaurantes.

      []‘s

      Luís Vabo

  10. Marcos Estevao Vajas Hernandez disse:

    Prezado Vabo,

    Quando fiz a ‘reclamacao’ na epoca e dei como exemplo no debate deste espaco, foi com a unica intencao de mostrar que, entre os motivos principais de uma viagem, esse item e importante tambem.

    Como era um voo para cnx internacional e de horario ‘nobre’ (pelas 19 hs), sempre foi ofertado algo mais substancial do que os dois biscoitinhos que informei no primeiro comentario.

    Notou-se a reacao de surpresa e espanto dos paxs em minha volta, alguns gringos, com oferta tao simples, o que gerou alguns comentarios a bordo em relacao a esse fato e a posicao da cia no mercado.

    Concordo que, nos voos curtos, sirvam-se apenas liquidos e/ou algo tao simples como os dois biscoitinhos, ou pague-se por algo mais — embora o que voce declara tem maior valor no custo-beneficio do voo.

    Falar nisso, no fim do mes vou direto para BSB, sem voo de cnx GIG ou GRU, e com certeza esse sera ‘um problema a menos’… Receba sempre meu abraco e as Bencaos do Senhor.

    Marcos Hernandez, again

  11. sheila reis disse:

    eu como religiosamente de tres em tres hoas. daí pego um voo em sp, que normalmente atrasa, levo duas hoas voando, mais meia hora entre desembarque e pegar a bagagem. Daí pego um voo que nao tem NADA gratuito e preços extorsivos no cardapio, que so pode ser pago em dinheiro vivo. As companhias não estão preocupadas com meio ambiente e sim em como lucrar mais. O correto é voce poder optar na compra de sua passagem se deseja alimentação ou não. e não ser pego de surpresa durante o voo

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