Arquivo da Categoria ‘Distribuição’

O QUE VOU GUARDAR DO LACTE 2012

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Um evento intenso como este LACTE 2012 nos deixa uma impressão de que passou uma semana em 2 dias…

São tantas informações, contatos, oportunidades, trocas e network puro, que costumo relacionar aquilo que, acredito, ficará guardado em minha memória:

1 – O prazer de ouvir o Gustavo Syllos e família dando um show musical.

2 – A Viviânne Martins mais segura, mais sorridente e mais à vontade do que nunca…

3 – A objetividade do Stevan Stein, do HSBC, sobre como implantar uma política de viagens: “just blame the name…”

4 – A justa reclamação da Julia Brito, da Cargill, sobre hotéis que, na alta temporada, não carregam disponibilidade nem tarifas acordo no sistema.

5 – A campanha lançada pela Solange no twitter @Solvabo, para ser criada uma identificação única para os empreendimentos hoteleiros, similar às cias. aéreas, como forma de viabilizar a integração de variados sistemas de consolidação de hotéis.

6 – A analogia do Luppa, da Trend, a respeito da distribuição no turismo brasileiro: “a Nestlé produz leite Ninho, mas quem vende são os supermercados…”

7 – A resposta do André Carvalhal, da CWT, sobre garantia de conteúdo: “quem escolhe o sistema é o cliente”.

8 – A opinião curta e direta do Eduardo Murad, da IBM: “as cias. aéreas são responsáveis pela distribuição caótica”.

9 – A Network Expo bombando de gente, que nem notou a falta de energia em alguns estandes, no primeiro dia.

10 – A certeza de sermos capazes de produzir um evento desta envergadura, com apoio de patrocinadores interessados somente no mercado brasileiro e latinoamericano.

11 – A alegria de encontrar velhos amigos e fazer novos.

12 – O sentimento de ser latinoamericano.

13 – O orgulho de ser brasileiro.

14 – A satisfação de participar de mais um desafio superado.

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O QUE SÓ EU VI NO 1o. DIA DO LACTE

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

O título deste post cumpriu o seu propósito: trazer você até aqui.

A rigor, não posso garantir que só eu percebi, durante o 1o. dia do LACTE que:

- os estandes do Network Expo, embora com poucas empresas de tecnologia, bombaram como em todos os anos

- o painel “Gestão sem Fronteiras” lançou um olhar “fora da caixa” para o tema em relação à regionalização de programas de viagens

- a ABGEV mandou um belo recado com a brasileiríssima música “É” de Gonzaguinha

- prevaleceu a tese (e a prática) do voluntariado sobre a busca do “lucro associativo”

- mais vale uma entidade livre, leve, solta, criativa e participativa, do que regras e regulamentos engessados

- perdeu quem duvidou que o LACTE repetiria o mega sucesso das edições anteriores

- vencerá quem apostar que a ABGEV expandirá seu conceito associativo para a América Latina

O fato é que, com muito trabalho sério e capacidade de aglutinar boas pessoas, a ABGEV reproduziu no LACTE 2012, aquilo que provavelmente será sua essência daqui para frente: menos EUA e mais LATAM…

Que venha a ALAGEV…!!

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EU NÃO TOCO UM INSTRUMENTO…

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Ao assistir ao show da banda Tudo em Casa, com o Gustavo Syllos e família, na abertura do LACTE 2012 ontem no Bar des Arts, eu pensei: feliz de quem tem talento para tocar um instrumento musical !

Bem diferente de inveja, o que eu sentia era incontida admiração por quem executava, com simplicidade e, ao mesmo tempo, maestria, uma atividade que, para mim, é impossível realizar.

Tocar um instrumento é uma daquelas realizações que, diferentemente de plantar uma árvore, escrever um livro ou ter um filho, carece disciplina (para aprender) e talento (para encantar) na realização.

E tudo isso aconteceu no coquetel de abertura do LAC7E, num domingo à noite…, como ambientação para um encontro de boa parte daqueles que farão o evento acontecer, nesta 2a. e 3a. feiras, no Grand Hyatt São Paulo.

Dois dias cheios de palestras, debates, exposição de produtos e lançamento de novas ferramentas tecnológicas, além do melhor network para os profissionais do mercado de viagens corporativas.

Ainda há tempo de você participar, mas antes leia os posts da Viviânne e do Artur, sobre o que será o LACTE 2012 e as opiniões do Cássio e do Guto, sobre o evento de abertura ontem à noite.

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ERREI ESTA PREVISÃO…

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Na altura do campeonato, o Supremo Tribunal Federal decidir, por unanimidade ainda por cima, que o Conselho Nacional de Justiça pode e deve investigar atos de magistrados de todas as instâncias do judiciário (incluindo o próprio STF), resulta numa espécie de redenção do direito brasileiro.

Há muito tempo uma decisão do STF não me surpreende tanto.

Sim, eu não levava a menor fé que o STF fosse decidir o tema nesse sentido.

Bem ao contrário, tinha como certo que a decisão dos juízes supremos da federação fosse em benefício de sua própria proteção e em defesa de seu “inquestionável” poder, numa atitude corporativa típica de nossas instituições.

Meus amigos dizem que eu tenho o (mal) hábito de (tentar) antever o futuro e de opinar sobre tudo um pouco (ou um muito) e isso é a mais pura verdade…

Neste caso, não cheguei a registrar aqui a minha previsão, mas previ, errei e ganhei como cidadão.

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A INTERNET E A DIVULGAÇÃO CULTURAL

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

O recente fenômeno de músicas populares do Brasil (não confundir com MPB) sendo difundidas pelo mundo de forma explosiva e, de certa forma, inexplicável, só se tornou possível graças à internet.

A cultura popular brasileira tem muito a se beneficiar desta nova forma de distribuição, que independe (até agora) de gravadoras, verbas de marketing e outros investimentos típicos da disseminação cultural do século passado, muito concentrada em “hubs” poderosos.

Tendo Michel Teló como caso mais conhecido, outros cantores brasileiros (como Gustavo Lima)  estão seguindo a mesma receita e conseguindo, uns mais, outros menos, algum espaço nos mercados internacionais, mesmo que de forma ainda efêmera e pouco consistente.

Da Argentina (onde escutei “Ai se eu te pego” no interior de Tupungato) até Israel (onde até soldados do exército foram flagrados dançando e acabaram no You Tube), as músicas brasileiras puxam o interesse por nossa cultura, idioma, moda, novelas e filmes, entre outros.

Este fenômeno, associado à explosão de consumo dos turistas brasileiros no exterior, atrai a atenção do mundo para o nosso país, gerando curiosidade e interesse, condição inicial para a exploração do turismo nacional.

Trata-se de mais um fator positivo à atual corrente favorável à nossa economia, no geral, e ao turismo, em especial, que não deve ser desconsiderado.

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LUPPA, CARVALHAL, ROSSATO E MURAD DEBATEM DISTRIBUIÇÃO

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Cias. aéreas, hotéis e demais fornecedores de serviços de viagens tem buscado diversas alternativas para a venda de seus serviços.

Num cenário de distribuição fragmentada entre GDSs, “direct connect” e sistemas integradores, a segmentação de mercados entre corporativo, lazer, B2B ou B2C também deixou de existir.

Sempre antenados, os gestores e compradores de viagens das empresas buscam garantias de que o conteúdo oferecido por sua agência de gestão de viagens corporativas (TMC) inclui as menores tarifas, entre as promocionais, de oportunidade e tarifa acordo.

Este é o tema que será debatido pelo Luppa da Trend, André Carvalhal da CWT, Bob Rossato do Viajanet e Eduardo Murad da IBM.

Será na Sessão Geral do LACTE 2012, na 3a. feira, 07/02, no Grand Hyatt São Paulo, das 13:30h às 15:30h, e terei o prazer de moderar este debate, que promete boas discussões.

Não é sempre que se junta essa turma para debater um assunto como este, que pode ser interessante, espinhoso ou polêmico, dependendo do ponto de vista, mas que você não pode deixar de participar…

Aguardamos você lá: LACTE 2012

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30 ANOS…

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Você pode achar este post um tanto piegas mas, francamente, mesmo considerando esta possibidade, eu não poderia deixar de registrar este momento.

Estamos em Mendoza, Argentina, fazendo um passeio recomendado pelo querido Guillermo (que tentou vir conosco, mas o compromisso profissional na Fitur o impediu), visitando e saboreando as melhores vinícolas da região, para comemorar uma data muito importante para nós.

Ednilda e Marco Heggendorn nos acompanham, amigos-irmãos que estiveram conosco no Tahiti e Sidney, em 2010, além de algumas outras andanças pela Itália, onde vasculhamos a Via Chiantigiana, caminho de todos os vinhos da Toscana, e pela França, onde rastreamos juntos as regiões do Rhône, Hermitage, Châteauneuf, Beaujolais, Borgonha, Chablis, Bordeaux, Cognac, Loire e Champagne, sempre buscando o melhor de todos os vinhos (imagino que os nomes dos lugares já denunciam nosso interesse pelo tema).

O motivo desta nossa viagem (numa semana roubada no meio do primeiro mês de um ano que começa agitado), aconteceu há exatos 30 anos, quando Solange e eu nos casamos em 23 de janeiro de 1982, às 17:00h, na Igreja N. S. da Medalha Milagrosa, na Tijuca, Rio de Janeiro.

Embora pareça que foi ontem, são 3 décadas de um feliz casamento, metade dos quais trabalhando juntos, tanto na Solid quanto no Reserve, de forma harmoniosa, contrariando todas as estatísticas, em especial para quem casa-se aos 20 anos de idade…

A respeito de trabalharmos há tantos anos sempre na mesma sala, lado a lado, costumamos brincar com os casais amigos, em especial aqueles mais jovens ou recém-casados, a quem aconselhamos: “não repita isso em casa”…

A quem tem dificuldade em compreender como pode dar certo um casal dividir o comando dos negócios sem comprometer o casamento, a família ou as empresas, explico que, naturalmente, cada caso é um caso e, para nós, a principal motivação é estarmos sempre juntos, em casa, no lazer e no trabalho, antes, hoje e, sDq, pelos próximos 30 anos…

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A AVIANCA É CARIOCA

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Legal receber o Tarcisio Gargioni no Rio de Janeiro, no Marina Palace, Leblon, para apresentar os planos da Avianca para 2012.

Em especial quando ele destacou os diferenciais entre seu atual produto, focado no conforto do passageiro, visando ampliar sua participação no mercado, e o produto anterior, cuja proposta era abrir o mercado de aviação às novas classes consumidoras brasileiras, ajudando a ampliar o tamanho da base de clientes.

“Como pai da barrinha de cereais” Tarcisio estava à vontade para analisar o que chamou de “diferentes momentos do mercado”, hoje demandando mais qualidade e não somente preço.

Com 147 voos diários para 22 cidades brasileiras, a Avianca tem pressa e, por isso, também vai focar no Rio de Janeiro, mais especificamente no Galeão e isso é bom para o Rio, para o aeroporto, para a Avianca e para o passageiro.

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LIDERANÇA EM TECNOLOGIA

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

A exigência de pensar adiante, analisar cenários ainda em formação, arriscar nas previsões (e assumir esse risco) é o grande investimento das empresas líderes em tecnologia em qualquer segmento.

Puxar a fila e ser referência de mercado carrega o ônus da pesquisa, desenvolvimento e inovação, que além de gerar grande expectativa dos clientes, fornecedores e até dos concorrentes, pode significar muito esforço, tempo e dinheiro.

Mas nada disso terá valor se o resultado deste empenho, o produto final, não tiver aderência junto ao seu mercado consumidor, a variável mais imprevisível entre todas as que compõem o risco do empreendimento.

Ensaiando o que muitos especialistas consideram o primeiro movimento pela mobilidade, os fabricantes de desktops tornaram-se montadores de notebooks, sucesso inquestionável durante uma década.

Poucos anos depois, numa tentativa de continuar na frente, lançaram os netbooks, cuja proposta de leveza e tamanho reduzido foi literalmente engolida pelos “tablets”, criados quase simultaneamente pela Apple.

Agora, os mesmos fabricantes de notebooks, e dos natimortos netbooks, tentam reinventar um outro produto criado pela Apple (o MacBook Air), rebatizando-o ultrabook, um computador portátil ultrafino, ultraleve e ultrapoderoso, para tentar competir com os tablets.

Se dará certo ou não, somente o tempo e o consumidor dirão, a despeito de toda a pesquisa e investimento realizados em seu desenvolvimento.

Da mesma forma, a TV de plasma foi superada pela LCD (embora muitos prefiram o plasma), que foi superada pela LCD com 3D (que micou pela 2a. vez na história), que foi superada pela OLED e que, agora, está sendo superada pela TV UD (ultra definition), com tecnologia 4K, que significa resolução 4 vezes melhor do que as Full HD “convencionais”.

Mal foram lançadas pelas coreanas  LG e Samsung, durante a CES (Consumer Electronic Show) em Las Vegas, essas TVs 4K já tem data marcada para serem superadas, já que a NHK e a Sharp já anunciaram a TV 8K, com previsão de comercialização a partir de 2016…

Do ponto de vista da aceitação do cliente, penso que Full HD, UD 4K ou UD 8k não farão muita diferença, em função da limitada capacidade do olho humano em perceber a melhor resolução, mas o comando de voz, em substituição ao controle remoto, disponível nos aparelhos top da LG, poderão fazer enorme diferença na hora do consumidor escolher sua TV nova.

Neste caso, a funcionalidade que poderá tornar o produto um sucesso de vendas, tem menos a ver com altos investimentos em P&D, já que a tecnologia de comando de voz existe há pelo menos 10 anos para uso comercial, mas poderá significar o retorno do investimento na altíssima resolução das telas, realizado para manter as empresas à frente da concorrência.

No final das contas, manter um produto tecnológico na liderança do mercado é uma decisão do consumidor, que a toma baseado em sua percepção individual da qualidade experimentada com o produto, associado a fatores como benchmark e capacidade inovadora.

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OPINIÃO SOBRE (QUASE) TUDO…

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Escrever num Blog com a visibilidade dos Blogs do Panrotas é um permanente compromisso com a informação e com a criatividade.

Manter um equilíbrio entre o tema do Blog, as notícias do nosso mercado, os grandes temas da atualidade, as inovações tecnológicas, as tendências visíveis e as invisíveis, os assuntos técnicos e os comportamentais, os negócios e os grupos de negócios, buscando filtrar aquilo que possa interessar ao leitor, é tarefa árdua e, ao mesmo tempo, imensamente gratificante.

Como já postei aqui, por ser um voluntário, o blogueiro não tem o mesmo compromisso do jornalista com o fato, com a matéria ou com a notícia em si.

Esta independência faz com que o blogueiro, tal e qual um articulista ou colunista, sinta-se mais à vontade para opinar sobre os assuntos que aborda nos textos e estas opiniões devem ser encaradas como pessoal, nunca do site que a publicou.

Este preâmbulo se aplica aos assuntos sobre os quais emitirei a minha opinião, simples e direta, sem intenção de maiores análises, pelo menos neste momento:

BRASIL: continuará sendo a bola da vez na economia mundial, pelo menos até 2020, fruto do imenso esforço, bem sucedido, de nossa geração e da irresponsabilidade fiscal da Europa e EUA no mesmo período (1980 a 2010).

EUA: iniciará em 2012 uma lenta recuperação, mas levará este mesmo tempo (até 2020) para se reerguer da crise provocada pelas sucessivas guerras no Oriente Médio, mas até lá, sua liderança econômica provavelmente já terá sido batida pela China.

EUROPA: tem um legado de desrespeito fiscal e desequilíbrio econômico bem mais complicado de ser resolvido, fruto da união de países gastadores, com populações com alta qualidade de vida, mas indisposta a equilibrar as contas com países ainda não preparados para alinhar no mercado comum europeu.

ABAV: tem a oportunidade histórica de consolidar as diversas entidades de agentes de viagens, em uma única bandeira, sob um mesmo estatuto, após o belo trabalho de unificação de endereços-sede, que gerou redução de custos e aumento de sinergia entre as associações.

ABGEV: livre do acordo com uma associação com fins lucrativos, também está diante de uma oportunidade única para crescer e, com a ALAGEV, expandir suas fronteiras para a América Latina, consolidando o conceito do voluntariado, aplicado intensivamente no Brasil, como mola mestra do associativismo.

ABRACORP: o novo conselho, a ser eleito em fevereiro, terá o desafio de decidir entre uma agenda antiga, herdada do FAVECC, ou olhar para o futuro, buscando novos associados e colocando-se no seu papel de referência de gestão de viagens corporativas no Brasil.

LATAM: a empresa resultante da fusão da Lan com a TAM alçará voos cada vez mais altos, aproveitando os ventos favoráveis ao crescimento econômico da região, em contraponto às dificuldades das cias. aéreas norteamericanas e europeias.

GOL: para fazer frente à Latam, permanecerá na luta para consolidar-se como cia. aérea de bandeira e, assim como fez com a Varig e Webjet, poderá buscar outros “players” menores ou até fundir-se também com algum gigante internacional, se e quando a legislação brasileira permitir.

AZUL: a cia. aérea de David Neeleman continuará conquistando os brasileiros, que gostam de avião novo, conforto e cortesia, típicos de uma empresa que tem na motivação dos colaboradores, a estratégia chave de sua prestação de serviços.

AVIANCA: disputará a ponte aérea, com preço baixo e foco na pontualidade, também com aviões novos, aumentando gradativamente seu market share na mais disputada rota aérea do Brasil.

AEROPORTOS: a anunciada privatização da operação de alguns terminais aeroportuários confirmará, em poucos anos, o que devemos fazer com (quase) todos os demais aeroportos em todo o país.

HOTELARIA: continuará “nadando de braçada”, cobrando o que quiser, num mercado em que a quantidade de hóspedes cresce a uma velocidade 3 vezes maior do que a construção de novos hotéis, nas grandes cidades brasileiras (e em algumas nem tão grandes assim.

ESTÁDIOS E OBRAS DE INFRA: todos os estádios previstos de terem jogos da Copa do Mundo ficarão prontos em tempo hábil, mas o mesmo não ocorrerá com algumas importantes obras de infraestrutura, como metrô, aeroportos e despoluição da lagoa e da Baía de Guanabara.

BRASIL TRAVEL: a surpresa de 2011 continuará sendo surpresa em 2012, pois ninguém pode imaginar o que vai acontecer após o IPO de uma corporação que nasce com o gigantismo típico do mercado financeiro e o desafio de gerir 35 “presidentes” sob um mesmo chapéu.

FLYTOUR: o grupo da mais tradicional entre as grandes agências de viagens brasileiras, apostará muitas fichas (mas não todas) no mercado de turismo, mantendo um olho na consolidadora e outro no corporativo, forças da empresa e base de seu plano de expansão pela América Latina.

CVC: continuará buscando novos meios de atingir o consumidor, em especial os das classes C e parte da D, diversificando e criando novos canais de distribuição, sem operar com exclusividade em nenhum deles, e continuará com dificuldade de dissociar seu produto da imagem de turismo popular.

TREND: permanecerá estrategicamente focada no agente de viagens, por perceber que este é seu importante diferencial, já que a maioria de seus concorrentes opera venda direta, e assim, buscará manter a seu lado um exército de mais de 10 mil vendedores em todo o país.

CONSOLIDADORES: modelo de negócio em fase de transformação, buscando alternativas, diversificando ou unindo-se a operadoras, tentando o mercado corporativo e até mesmo insinuando-se como empresas de tecnologia.

OPERADORAS: a bola da vez, já alavancada pelo crescimento econômico e distribuição de renda, será catapultada pela aproximação dos mega eventos esportivo de 2014 e 2016, associados a uma política eficiente (isso é mais um desejo do que uma opinião) de divulgação turística no exterior, promovida por uma Embratur dedicada somente a isto.

CORPORATIVO: pelo mesmo motivo das operadoras, as empresas viajarão cada vez mais, em busca de atender ao crescimento da demanda em (quase) todos os setores da economia e a tão alardeada consolidação do mercado em poucos grandes grupos não acontecerá, a despeito de algumas fusões importantes, devido à fácil disponibilidade de tecnologia e conhecimento, que dificulta a criação de barreiras de entrada a este mercado.

TECNOLOGIA: o mercado brasileiro de desenvolvimento, licenciamento e operação de tecnologia para empresas, operadoras turísticas e agências de viagens continuará crescendo, no mesmo ritmo da expansão destes mercados, abrindo oportunidades para sistemas de hotelaria, meios de pagamento e aplicativos acessórios para cias. aéreas, além de inovações nos sistemas de gestão de viagens corporativas e sistemas integradores de conteúdo.

Apesar de não abordar todos os assuntos (o que é virtualmente impossível), está registrada aqui a minha opinião sobre alguns dos temas que dominarão o mercado de viagens e de turismo no Brasil e América Latina em 2012.

Podemos debater agora, apenas analisar, ou somente considerar no planejamento estratégico, ou ainda simplesmente deixar para reler e cobrar no final do ano.

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