Não me venham com flores…

Este post não tem nada de original.

Não se trata, entretanto, de algo copiado – para que fique claro. Em dias de conscientização, o que se deve fazer é repetir à exaustão os motivos que nos levam a levantar a voz. Talvez pelo cansaço, ou pela internalização, mais gente decida fazer algo com efeito prático para que se chegue a uma realidade islandesa – igualdade de gênero.

E, para ser bem simplista, já que nem todo mundo gosta de pensar, comecemos com igualdade nos salários. E nas oportunidades.

Foi no Facebook que eu vi, em postagens diferentes, e trago para cá. Se você é o responsável “criativo” por alguma ação que demonstre o interesse de sua empresa ou organização em criar um ambiente igualitário, comece divulgando:

  • a porcentagem de cargos ocupados por homens e por mulheres;
  • o número de mulheres nas posições de decisão;
  • a política de ajuste de salários para que homens e mulheres, na mesma função, ganhem o mesmo;
  • a estratégia para contratação de mais mulheres até que os números sejam equivalentes;
  • a política de retenção de profissionais que engravidam ou deram à luz recentemente.

Quer dar flores, bombons, ou outros presentes? Faça-o, mas como complemento às ações acima.

E se você trabalha em uma empresa onde o máximo de valorização é um presentinho bem idiota, talvez seja o momento de reunir as colegas e fazer um pouco mais de barulho, mostrando a todos que sim, existe assédio, desrespeito, tratamento desigual. E que já passou da hora de mudar.

 

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Published by

Mariana Aldrigui

Professora e pesquisadora de Turismo na Universidade de São Paulo (USP)

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