Tudo sobre o novo Wood Hotel, em Gramado

Com mais de 80% da economia voltada ao turismo*, Gramado é modelo nacional em gestão e infraestrutura hoteleira. E a cidade gaúcha acaba de ganhar outra propriedade digna de nota. Aberto em outubro, em uma rua perpendicular à avenida Borges de Medeiros, o Wood Hotel pertence ao grupo Casa da Montanha, que detém mais duas opções de hospedagem no município e o glamping Parador Casa da Montanha, em Cambará do Sul. A inauguração veio em hora estratégica, dias antes da abertura do Natal Luz, a temporada mais concorrida do ano atualmente.

A madeira dá as ordens no design, a começar da fachada em estilo bávaro | Foto: Fernando Torres

O Hotel Inspectors foi convidado para conhecer e “inspecionar” a novidade. Saímos de lá bem impressionados. Com apenas 23 aposentos, o Wood é o que se pode chamar de hotel design, repleto de detalhes e de uma atmosfera que expira entre referências locais e universais.

Como o próprio nome sugere, é a madeira (wood) em estado bruto que dá as ordens. A começar da fachada em estilo bávaro, característica da serra gaúcha. No lobby, boto reparo no caprichado teto sobre a área do bar, rebaixado com blocos irregulares de madeira, o que proporciona efeito de profundidade. Mas há outros pontos de atenção, type o painel Topomorfose, da artista Heloisa Crocco, que envolve a lareira; o teto de ripas, também desniveladas, logo na entrada; a mesa de tronco, no living; a tapeçaria de lã de ovelha da slow designer Ines Schertel; a árvore de Natal de madeira, toda clean, sem bolas e firulas.

Teto do lounge rebaixado com blocos e ripas desnivelados de madeira | Foto: Fernando Torres

Elevador acima, também revestido em madeira, o hotel detém apenas duas suítes, com banheira de porcelana e um painel que se transforma em beliche. Essas unidades são pensadas para acomodar famílias de até quatro pessoas – mas, a meu ver, a jacuzzi propicia um clima beeeem romântico para casais que privilegiam o estilo que se convencionou chamar de “lifestyle”.

Que tal nós dois, nesta banheira de espuma? | Foto: Fernando Torres

Como estava solito, hospedei-me na categoria Room, com uma bela varanda de frente para a rua. Embora não muito grande, o quarto tem detalhes fofos e se esmera em tornar a hospedagem agradável. A começar do cupcake de boas-vindas, disposto em uma tábua feita com exclusividade pela Monã, da vizinha Canela. O frigobar e o minibar de nuts e frutas secas são inclusos na diária e repostos diariamente, bem como as cápsulas de café espresso (alô, alô, Mari Campos!). O ambiente exala o energizante aromatizador de canela, e frases espirituosas dão o tom às amenidades, como a da embalagem do secador de cabelo (“Seu bad hair day termina aqui”).  Os produtos de banho são da L’Occitane.

À noite, na abertura de cama, bombons e uma garrafa de água filtrada recebem o hóspede com pantufas e lençóis Trussardi. Destaque ainda para as minúcias high-tech. Sensores de luz instalados no piso acendem com o movimento de passos, para que ninguém se preocupe em acender a luz. Tomadas mil e saídas USB também proliferam, tanto na cabeceira da cama, quanto em toda a extensão do bar.

É ali, aliás, que está o coração do Wood Hotel. Sob as rédeas do chef Rodrigo Bellora, do premiado Valle Rústico, de Garibaldi (RS), a cozinha do Wood Restaurante & Lounge Bar envereda pelo conceito farm to table, com valorização de ingredientes frescos de produtores locais. O cardápio privilegia pratos regionais com releituras globais, como costela laqueada com demi-glace de butiá (fruta típica da região), capeletti in brodo de aves e polenta na chapa com ragu de bochecha bovina.

Café depois das 11h? Que comam brioches (com ovo mollet e toucinho, pf)! | Foto: Fernando Torres

O esmero também se vê no café da manhã, em sistema de bufê, mas com uma disposição elegante, sem a excessiva quantidade erroneamente confundida com fartura. Para quem gosta de acordar tarde, boa notícia: o desjejum à la carte se estende até 17h, com itens como brioche + ovo mollet  + toucinho ou focaccia com cogumelos.

Para 2019, está prevista a inauguração das unidades do Wood Residences, que terão serviço de camareira do hotel e acesso privilegiado ao restaurante. Senti falta de uma área de lazer. Os hóspedes podem utilizar a piscina e a jacuzzi cobertas do hotel Casa da Montanha, a exatos 180 metros, e uma academia parceira, também na vizinhança. Mas embora as instalações do hotel-irmão sejam boas, não é prático – pense em um dia de chuva, por exemplo – e o deslocamento não condiz com o alto nível das acomodações do Wood. Veredito: um ofurô e/ou uma pequena piscina cairiam muito bem.

*dados da Gramadotur

O jornalista viajou a convite do grupo Casa da Montanha e da Avianca Brasil

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Fernando Torres

Fernando Torres é jornalista e apaixonado por hotéis e viagens de topos os tipos. Gosta, sim, dos highlights e de desbravar as urbanidades, mas também é vidrado em destinos Lado B – adora as lonjuras da Barra da Tijuca e do Recreio, por exemplo –, onde a hospedagem se justifica por si só. É especializado no segmento de wellness e não resiste a uma massagem no spa.

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