Pôr do sol Arpoador Fasano Rio

Retrospectiva: melhores hotéis do meu 2018

Feliz Ano Novo! Hotel Inspectors entramos em 2019 na contagem regressiva para comemorar nosso primeiro aniversário, em março. Ano 1 do blog, enquanto o Instagram Hotel Inspectors já vai para o seu segundo ano (ainda não segue?!?). Ao longo destes dez últimos meses, publicamos 52 posts sobre temas variados (novidades no mercado hoteleiro, bares e restaurantes concorridos, curiosidades de propriedades históricas e até endereços de fantasmas), além de resenhas sobre hotéis recém-inaugurados ou não.

Viajamos pelo Brasil, pelas Américas, por Europa, África e Oceania. Mostramos os hotéis nos quais se hospedaram as seleções que disputaram a Copa do Mundo, defendemos o fim da cobrança das cápsulas de café expresso nos hotéis de luxo e estivemos entre os primeiros a conhecer novas propriedades, inclusive no Brasil. Participamos de três ILTMs, a mais importante feira de viagens de luxo. E este foi apenas o começo!

Os melhores hotéis do (meu) mundo em 2018

Já eu dou início a 2019 relembrando meus melhores hotéis de 2018. A lista é dos primeiros meses. Os outros melhores hotéis do meu 2018 estão no próximo post, que você pode ler clicando aqui.

Janeiro. O verão começou no Rio, onde tenho o privilégio de morar. Visitei (e aproveitei) os hotéis cariocas e destaco quatro, aos quais voltei ao longo do ano e que estão em ótima forma para 2019: Belmond Copacabana Palace, Emiliano Rio (também na Praia de Copacabana, no Posto 5, perto de Ipanema), Fasano Rio (no Arpoador) e Santa Teresa MGallery by Sofitel. Todos têm ótimos bares e restaurantes. O Fasano, por exemplo, acaba de inaugurar o quiosque Marea, no calçadão de Ipanema, com bons drinques e umas das melhores vistas para o pôr do sol carioca (foto no alto). Agora é aguardar o Fairmont Rio, a mais importante abertura hoteleira no Brasil em 2019, marcada para 2 de abril. Conto mais sobre este e outros novos hotéis de luxo em 2019 na reportagem de capa da Panrotas, páginas 20 a 29.

Mick Jagger Trafalgar St James
O jovem Mick Jagger no meu quarto no Trafalgar St James | Foto de Carla Lencastre

Fevereiro. Depois do carnaval, meu verão virou alto inverno e desembarquei em Londres debaixo de uma das maiores nevascas que a cidade já viu. A neve não chegou a atrapalhar muito o programa, graças à perfeita localização do Trafalgar St. James, hotel na época recém-inaugurado da Curio Collection. Esta é uma das bandeiras mais interessantes da Hilton, da qual já conheci alguns hotéis e sou fã. Gosto muito da ideia de reunir sob um mesmo guarda-chuva hotéis independentes que têm como denominador comum o interesse pela arte. Cada propriedade demonstra isso de uma maneira. No Trafalgar St. James é através de uma espetacular coleção de fotos em preto e branco de ícones pop, de David Bowie e Mick Jagger a William & Kate, feitas ao longo de quatro décadas pelo britânico David Hogan.

Leia mais sobre hotéis assombrados no Reino Unido.

Leia mais sobre o melhor bar de hotel do mundo, em Londres.

Leia mais sobre outro melhor bar de hotel do mundo, também em Londres.

Leia mais sobre o H Hotel, da Curio Collection, no Aeroporto de Los Angeles.

Bungalow ovewater Le Taha'a
O amanhecer visto da cama do meu bangalô em Taha’a | Foto de Carla Lencastre

Março. O grande destaque do mês, e do meu ano viajante, foi finalmente conhecer o verão eterno da Polinésia Francesa. Acordar em um bangalô sobre a água azul-turquesa de Bora Bora foi, sem dúvida, a experiência mais incrível do ano. Mas Bora Bora me deixou com uma conjunção adversativa quando o assunto é hotelaria de luxo, sobre a qual escrevi no meu post de estreia deste Hotel Inspectors. O hotel da Polinésia Francesa que entra na minha lista de melhores é o delicioso Le Taha’a, um Relais & Châteaux com jardim de corais praticamente privativo, na ilha homônima de Taha’a.

Canguru The Louise Barossa Valley
Companhia para o café da manhã no Louise, no Barossa Valley | Foto de Carla Lencastre

Abril. Mês de voltar ao Pacífico Sul e à Austrália. Além de Sydney, onde retornei ao sempre moderno e divertido QT (ainda que não seja para todo tipo de viajante), fui também a Melbourne (fiquei no clássico e bom Langham) e conheci a região de South Australia, onde estão Adelaide e o Barossa Valley, uma das principais regiões vinícolas do mundo. O destaque vai para mais um Relais & Châteaux, The Louise, no Barossa, onde você escolhe entre tomar café da manhã vendo cangurus ou admirando vinhedos.

Leia mais sobre grandes marcas de luxo no cenário da hotelaria australiana.

Restaurante The Art, a Hotel Denver
Rochosas ao fundo (e o “oceano”) no restaurante do Art, em Denver | Foto de Carla Lencastre

Maio. Em Denver, fiquei hospedada no correto Hilton City Center e visitei outros hotéis novos ou renovados, sobre os quais você pode ler nesta reportagem para a Panrotas. Chamo a atenção, excepcionalmente, para um hotel no qual não me hospedei, mas fui conquistada pelo serviço: The Art. Levei um tombo espetacular quase na entrada do hotel, onde cheguei com sangue escorrendo em uma das pernas. Imediatamente o segurança me mostrou o elevador que levava ao lobby. Lá, fui rapidamente encaminhada para o banheiro, onde recuperei um pouco da dignidade.

Enquanto esperava a dor diminuir, aproveitei para o conhecer o bar. O drinque veio acompanhado de gelo para o joelho, que realmente não estava em seu melhor momento. Durante todo o tempo em que estive no Art, os funcionários (portaria, lobby, bar e restaurante) foram extremamente atenciosos, perguntando o tempo todo se eu estava confortável, se precisava de médico, de remédio, de mais gelo, de outro drinque… Deixando de lado a experiência pessoal (e subjetiva), o hotel é dos mais bonitos da cidade. Fica ao lado do Denver Art Museum, projetado pelo star architect Daniel Libeskind, e é decorado com diversas obras de arte contemporânea.

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Vista aérea do Kudadoo Maldives, nas Maldivas

Os novos hotéis de luxo mais esperados para 2019

A International Luxury Travel Market (ILTM) North America cresceu, triplicou de tamanho em relação ao seu formato original e chegou aos 7 anos sem sinais de crise. Realizada no fim de setembro na Riviera Maya, esta foi a primeira edição da feira de viagens de luxo inteiramente voltada para o mercado de compradores da América do Norte, um dos mais consistentes do mundo. Propriedades independentes, pequenos grupos de hotelaria e grandes redes apresentaram muitas aberturas e projetos de hotéis de luxo para até 2021. Escolhi quatro de estilos bem diferentes, dois para o finalzinho deste ano e dois para a primeira metade de 2019.

Uma seleção de novos hotéis de luxo para ficar de olho

Kudadoo, Maldivas. Já estava acompanhando este hotel pelo Instagram. O que primeiro me chamou a atenção foi seu alto comprometimento com sustentabilidade (melhor, o que primeiro me chamou a atenção foi a vista aérea que está no alto deste post). Não dá mais para chamar compromisso com meio ambiente de tendência, mas depois de ido a todas às ILTMs no México, com exceção da primeira, sem dúvida este foi o ano em que a maioria dos hotéis, pequenos e grandes, fez questão de falar claramente sobre sustentabilidade.

Villa com piscina do Kudadoo Maldives, nas Maldivas
Kudaddo, um dos novos e mais esperados hotéis de luxo. Todas as villas têm piscina privativa / Foto de divulgação

Além de painéis de captação de energia solar dispostos em forma de obra de arte no teto da única construção na ilha (entre outras medidas sustentáveis), o Kudadoo Maldives Private Island by Hurawalhí, seu nome completo, tem apenas 15 villas overwater, todas com piscina. Tudo está incluído: refeições, bebidas alcoólicas e atividades aquáticas. As diárias têm preços equivalentes aos do Brando, na Polinésia Francesa (leia aqui sobre hotéis de luxo em Bora Bora). Os hóspedes do Kudadoo podem aproveitar as facilidades do Hurawalhí, a cinco minutos de lancha, inclusive o famoso restaurante envidraçado debaixo d’água (cobrado à parte) deste resort vizinho. A abertura do Kudadoo está programada para 1º de dezembro deste ano. Kudadoo e Hurawalhí fazem parte do pequeno grupo local Crown & Champa, com dez hotéis nas Maldivas.

Fachada Hotel Omm, Barcelona
Fachada do Hotel Omm, no Passeig de Gracià, Barcelona: novo Sir Hotel / Foto de divulgação/Rafael Vargas

Hotel Omm, Barcelona. Outro pequena rede hoteleira, a EHPC, baseada em Amsterdã, comprou o Omm, um símbolo do Passeig de Graciá que foi também a casa barcelonesa dos irmãos Roca, do premiado restaurante El Celler de Can Roca, em Girona. O hotel reabrirá em 2019 repaginado, sob a nova administração e com um novo nome. A Europe Hotels Private Collection tem três marcas e 12 hotéis em seis cidades: Amsterdã, Barcelona, Berlim, Haia, Hamburgo e Ibiza.

As duas novidades são os hotéis na Espanha. Sir Joan abriu em Ibiza no verão europeu deste ano, e já foi descoberto pelos brasileiros. Mais ou menos na mesma época, o grupo comprou o Hotel Omm, instalado há 15 anos em um dos prédios mais conhecidos do Paseig de Graciá, no Centro de Barcelona, com vistas para construções de Gaudí como Casa Milà (La Pedrera) e Sagrada Família. Tudo será renovado: 91 quartos, terraço com piscina, spa, bar e restaurante. Um novo ciclo começa quando o hotel reabrir na primeira metade de 2019 sob a marca Sir Hotel. O nome ainda não foi anunciado. Nos próximos dois anos a EHPC pretende chegar também a Viena e Milão.

Belmond Cadogan Hotel London, Londres
Lobby do Belmond Cadogan Hotel, em um prédio histórico de Londres / Foto de divulgação

Belmond Cadogan, Londres. Para quem procura um cheiro de quarto novo na Europa no início de 2019, Londres é o destino. Na Sloane Street, o Cadogan Hotel consumiu o equivalente a mais de US$ 48 milhões de dólares em obras, que a Belmond prefere classificar como de restauração, e não de renovação. O prédio de 54 quartos é de 1887, e já teve Oscar Wilde como um de seus residentes. O restaurante será comandado pelo chef Adam Handling, escocês baseado em Londres que busca o desperdício zero. Mais um ponto a favor.

Leia mais sobre o Lutetia, hotel de luxo em Paris reaberto em julho de 2018.

Leia mais sobre os melhores bares de hotel em Londres aqui e aqui.

Fachada Raffles Singapore, Singapura
Raffles, ícone de Singapura que reabre em 2019 / Foto de divulgação

Raffles, Singapura. A reabertura deste hotel que já era incrível está prevista para meados de 2019. O Raffles Singapore entrou obras ano passado, quando completou 130 anos. O Long Bar, ícone local e casa do clássico drinque Singapore Sling, já foi reaberto, com o famoso balcão restaurado. Entre as muitas novidades gastronômicas, o tradicional Bar & Billiard Room terá agora a assinatura do multiestrelado chef francês Alain Ducasse. Anne-Sophie Pic, outra chef francesa com três estrelas Michelin, estreia na Ásia com seu La Dame de Pic. Os dois chefs remetem à história do hotel, que foi o primeiro a levar a cozinha francesa à Singapura, no final do século XIX.

A cobertura da ILTM North America, na Riviera Maya, pode ser lida na edição impressa desta semana da Panrotas e também na versão digital no Portal Panrotas. O texto começa na página 20.

Leia mais sobre hotéis de luxo em Tulum .

Leia mais sobre hotéis de luxo em Cancún e na Riviera Maya.

Leia mais sobre outros hotéis de luxo em 2018.

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O melhor bar de hotel do mundo

A fundação Tales of the Cocktail acaba de anunciar seus eleitos de 2018. A festejada organização americana sem fins lucrativos, que apoia, incentiva e premia bares, elegeu um bar de hotel como melhor do mundo. Não por acaso, são também bares de hotéis que ocupam os quatro primeiros lugares da edição atual da lista britânica The World’s 50 Best Bars. Os dois rankings têm endereços em comum, a começar pelo do campeão. O melhor do mundo em ambas as seleções é o American Bar, do Savoy Hotel, em Londres.

Os prêmios em lugar de destaque no bar do melhor bar do mundo / Foto de Carla Lencastre

Um dos primeiros hotéis de luxo de Londres, entre a movimentada Strand e o Rio Tâmisa, o Savoy passou por uma reforma de 220 milhões de libras. Reabriu em 2010 sem perder suas características originais. O ambiente elegante com poltronas forradas em couro escuro, luzes indiretas, fotografias em preto e branco e espelhos, e uma carta impecável com clássicos e inovações justificam o merecido sucesso do American Bar, no térreo do hotel. Foi ali que Harry Craddock, lendário bartender da casa, reuniu uma centena de receitas de drinques para o “Savoy cocktail book”, em 1930. Reeditado até hoje, o livro é um ícone da coquetelaria. No American Bar, drinques convive bem com a carta de vinhos, que ostenta o Pol Roger Cuvée Sir Winston Churchill, champanhe criado em homenagem ao primeiro-ministro britânico.

Negronis no American Bar, no Savoy / Foto de Carla Lencastre

O Spirited Awards, nome do prêmio da TOTC, foi entregue no fim de julho na festeira Nova Orleans. O American Bar recebeu também os prêmios de melhor equipe de bar fora dos Estados Unidos e de melhor bar de hotel fora dos EUA. E ainda foi finalista de melhor carta de drinques em todo o mundo. O primeiro lugar na categoria melhor menu ficou com o Dandelyan, outro bar de hotel. No térreo do moderno Mondrian London, com vista para o Tâmisa, o concorrido Dandelyan é o segundo melhor do mundo na lista do World’s 50 Best Bars (a relação é uma versão etílica do ranking mais famoso, The World’s 50 Best Restaurants).

(O Savoy é considerado um dos hotéis mais mal assombrados da Inglaterra.)

Para mulheres viajando sozinha, bar de hotel é a quase certeza de poder tomar um drinque com o mesmo atendimento dedicado aos homens e sem ser importunada (programa testado e aprovado de Nova York a Tóquio, de Helsinki a Cidade do Cabo, incluindo cidades no Oriente Médio, como Dubai e Doha). Se a ideia for puxar papo, bar de hotel também é ótimo para isso. No Brasil, parte da hotelaria sabe que um bom bar atrai visitantes que estão em outros hotéis, e acabam conhecendo a sua propriedade. E, principalmente, conquistam moradores e ajudam a manter o movimento mesmo quando a taxa de ocupação está baixa.

Spencer Amereno Jr, head bartender do Frank Bar / Foto de Carla Lencastre

O campeão brasileiro nesta área é o ótimo Frank Bar, no lobby do Maksoud Plaza, em São Paulo, comandado por Spencer Amereno Jr. e equipe. Inaugurado há três anos, o Frank estreou em 2017 na 66º posição na lista dos World’s Best Bars (é o brasileiro mais bem colocado). Está também no recém-anunciado ranking dos dez melhores bares das Américas (fora dos EUA) do Tales of the Cocktail. O outro bar de hotel no Brasil que faz parte do top ten Américas do TOTC é o do Belmond Copacabana Palace, no Rio de Janeiro (leia aqui sobre um dos restaurantes do hotel carioca).

Dandelyan, o premiado bar do Mondrian London / Foto de Carla Lencastre

Como os Inspectors são fãs de bons drinques, este é um assunto ao qual voltaremos outras vezes. Inclusive para contar como é o maior concorrente do American Bar. O Dandelyan, no Mondrian London, é em tudo diferente do bar do Savoy. E ainda assim com as mesmas características que fazem um bom bar em hotel ou não: clássicos perfeitos, receitas originais, equipe afinada, atmosfera envolvente… Passe por aqui de vez em quando para conferir.

Leia aqui sobre o novo Belmond Cadogan, hotel de luxo em Londres.

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Restaurante de hotel no Rio de Janeiro

Três novidades em restaurantes de hotéis no Rio de Janeiro

Com um céu azul profundo e baixa umidade relativa que fazem com que as silhuetas de prédios e montanhas pareçam traçadas a bico de pena, o Rio de Janeiro de inverno nos oferece sua versão mais gentil, calorosa sem ser calorenta. Se no verão o que você quer são bares e restaurantes climatizados, agora é hora de apreciar o Rio onde ele é mais Rio, na rua. Agora reserve tempo para conferir três boas novidades gastronômicas na categoria restaurante de hotel no Rio de Janeiro.

Restaurante de hotel no Rio de Janeiro
O Térèze, restaurante do Hotel Santa Teresa no Rio de Janeiro, tem um novo chef / Foto de Carla Lencastre

Restaurante de hotel no Rio de Janeiro: Santa Teresa, Emiliano e Copacabana Palace

O Térèze, no Hotel Santa Teresa Rio MGallery, tem no comando da cozinha o uruguaio Esteban Mateu, que trabalhou no premiado Pujol, na Cidade do México, e no D.O.M., em São Paulo. Seus sabores passeiam entre as cozinhas brasileira e latino-americana. As louças foram feitas especialmente para o restaurante por artistas dos muitos ateliês do bairro histórico de Santa Teresa. Os pães frescos e quentes do couvert, por exemplo, são servidos em um suporte inspirado nos trilhos do bonde que percorre o bairro. A manteiga acompanhada de flor de sal vem em uma pedra que lembra os paralelepípedos que calçam as ruas. O salão do Térèze tem mesas e cadeiras em madeira e é decorado com materiais de demolição e obras de arte. Amplas janelas dão vista para o Centro do Rio e a Baía de Guanabara.

Restaurante de hotel no Rio de Janeiro
Entrada do Emile, o restaurante do Emiliano Rio aberto ano passado / Foto de Carla Lencastre

Enquanto isso, Damien Montecer, ex-chef do Térèze, assumiu a cozinha do Emile, inaugurado há um ano no Hotel Emiliano Rio, na Praia de Copacabana. O restaurante não tem a vista do terraço (foto no alto do post), aberto somente para hóspedes, mas o design brasileiro moderno é sedutor. O Emile fica no térreo, instalado em um jardim de inverno com pé-direito alto e parede coberta por plantas tropicais. Há um bom e bonito bar no lobby decorado com móveis de designers brasileiros. O menu contemporâneo prioriza ingredientes frescos, principalmente peixes e frutos do mar.

Restaurante de hotel no Rio de Janeiro
Detalhe do novo Pérgula, um dos três restaurantes do Copacabana Palace / Foto de Carla Lencastre

Na outra ponta da praia, o Belmond Copacabana Palace remodelou inteiramente um dos seus três restaurantes no fim do ano passado para as comemorações de seus 95 anos. Cardápio, chef, décor, tudo mudou no Pérgula, ao lado da piscina mais famosa do Brasil. A primeira coisa que chama atenção é a decoração contemporânea e vibrante, com sofás estofados em amarelo e azul, e, ao fundo, um painel colorido com uma paisagem do Rio por Dominique Jardy. O teto espelhado reflete os pratos criados pelo chef Filipe Rizzato, como vieiras grelhadas com salada de feijões e polvo com batatas ao murro. Para encerrar, peça o imbatível chocolate em forma de cacau recheado com sorvete de cupuaçu.

Leia aqui sobre o novo Belmond Cadogan Hotel, em Londres.

Leia aqui sobre o Belmond Grand Hotel Europe, em São Petersburgo.

Leia aqui sobre os melhores bares de hotel do mundo.

E o Rio de Janeiro continua lindo… / Foto de Carla Lencastre

E já é hora de voltar para a rua e aproveitar os bonitos e amenos dias do inverno carioca. Na edição desta semana da Panrotas tem estas dicas de restaurante de hotel no Rio de Janeiro e muitas outras além da hotelaria. O texto começa a página 16 da versão digital.

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Copa do Mundo: quatro hotéis de luxo em São Petersburgo

“Era uma noite prodigiosa, uma dessas noites que talvez só vejamos quando somos novos, querido leitor. Estava um céu tão fundo e tão claro que ao olhá-lo uma pessoa era forçosamente levada a perguntar se seria possível que debaixo de um céu daquele pudessem viver criaturas más e tenebrosas. Questão esta que, para dizer a verdade, só é costume levantar quando somos novos, mesmo muito novos, querido leitor.” Assim começa “Noites brancas” (em tradução de Nivaldo dos Santos para a Editora 34), romance de Fiódor Dostoiévski passado em São Petersburgo. A pergunta pueril talvez só se faça mesmo muito novo. Mas não há idade para se encantar com o céu das noites de verão (como o da foto acima) em uma das mais impressionantes cidades da Rússia.

Durante a Copa do Mundo, com um novo estádio para quase 70 mil pessoas, São Petersburgo sedia sete jogos, entre eles Brasil x Costa Rica no dia 22 e uma semifinal. A seleção brasileira se hospeda no Corinthia St. Petersburg, um dos principais hotéis da cidade.

A fachada principal do Corinthia, hotel que hospeda a seleção brasileira em São Petersburgo / Foto de divulgação

O Corinthia fica na Nevsky, a mais importante e movimentada avenida de São Petersburgo. Integrante do grupo hoteleiro de mesmo nome, baseado em Malta, é um hotel grande, com 388 quartos, que nos últimos meses deu uma repaginada nas acomodações. Foi uma das minhas opções de hospedagem quando estive na cidade, mas não foi a preferida. Lá no final eu explico o porquê. Por hora, voltemos às noites brancas.

O bar Hi So, ainda na fase W, e a Catedral sob o céu das 22h de uma noite de verão / Foto de Carla Lencastre

Um dos hotéis com melhor vista para noites que não anoitecem é o So Sofitel. Até o início do ano, era um W Hotel, parte do portfólio da Marriott Internacional. Em meados de fevereiro passou a ser administrado pela AccorHotels sob a a nova bandeira de lifestyle So Sofitel. O bar no terraço é dos melhores para aproveitar uma noite branca. Renovado e rebatizado de Hi So Terrace, reabriu no fim de maio (fecha quando terminar o verão) e fica ao lado da imensa cúpula dourada da imponente Catedral de Santo Isaac, erguida na primeira metade do século 19. Reserve uma mesa ao ar livre e aproveite a claridade. Só escurece lá pela meia-noite. Ou um pouco antes no início e no fim da estação. Ou um pouco depois no auge do verão.

Leões de mármore estão há quase dois séculos na entrada do Lion Palace / Foto de Carla Lencastre

Este foi meu primeiro programa quando desembarquei na cidade em uma noite branca. Quando afinal escureceu, foi só atravessar a rua para chegar aos dois leões em mármore de quase 200 anos que sobreviveram à Segunda Guerra Mundial, sempre no mesmo lugar. Hoje a dupla restaurada marca a entrada do Four Seasons Lion Palace, onde estava hospedada. Com 157 quartos, o hotel fica em um palácio do início do século 19 recuperado em toda a sua grandeza. Foi originalmente uma residência imperial e, depois, o Ministério da Guerra. Há cinco anos faz parte dos hotéis históricos da rede Four Seasons, como os de Florença, Milão, Budapeste e Istambul.

Quarto com vista para a Catedral no Four Seasons Lion Palace / Foto de Carla Lencastre

O quarto confortável tinha vista para a Catedral de Santo Isaac. O serviço foi impecável. As áreas comuns chamam a atenção pelo esplendor da Rússia imperial. Em um terraço estão grandes estátuas de figuras femininas também restauradas. Há um spa, dois restaurantes e um bar. É um hotel que vale a visita para quem não está hospedado. Fica perto do fabuloso Museu Hermitage.

Uma das estátuas representando figura feminina no restaurado Lion Palace / Foto de Carla Lencastre

Depois de duas noites brancas bem dormidas no Lion Palace, me mudei para o Corinthia, no final da Nevsky. A ideia era ter uma perspectiva diferente de São Petersburgo e conhecer um de seus hotéis de luxo mais famosos. Ao chegar, recebi um quarto no qual o ar-condicionado não funcionava. O serviço foi eficiente. Fui acomodada no bar do lobby, com champanhe, enquanto outro quarto era preparado. O que me coube era maior, refrigerado e com vista para uma obra que me fez madrugar nas duas manhãs seguintes.

Uma suíte parecida com a que fiquei, agora em cores novas / Foto de divulgação

A sobriedade da decoração também não me conquistou. O lobby, por exemplo, não lembrava em nada a elegância do moderno Corinthia London. O hotel passou por uma renovação para a Copa e para marcar seus 15 anos. Pelas fotos novas, os quartos parecem seguir uma paleta mais leve.

O bar em estilo art nouveau do Grand Hotel Europe / Foto de divulgação

Já localização do Corinthia na Nevsky cumpriu a sua função. Dali foi fácil visitar a pé os pontos turísticos que não tinha visto no início da viagem, como a bela Catedral do Sangue Derramado. Aproveitei também para tomar um drinque no bonito bar art nouveau no lobby do Belmond Grand Hotel Europe, uma joia histórica da cidade em excelente estado de conservação. Durante a Copa do Mundo, é o hotel que está hospedando a seleção da Arábia Saudita. Falamos mais dele no post que fizemos sobre os endereços de algumas equipes na Rússia. É só clicar neste link aqui.

O Four Seasons Lion Palace e o So Sofitel ficam a uns dez minutos de caminhada do início da Nevsky, na ponta oposta ao Corinthia. Na mesma região está também o Lotte, onde a inspector Mari Campos se hospedou recentemente. Teremos post em breve. Fique de olho.

Ao longo da Copa do Mundo, estamos mostrando detalhes dos hotéis que abrigam as seleções no Instagram @HotelInspectors, no facebook @HotelInspectorsBlog e, olha a novidade, no Twitter @InspectorsHotel. Vai ser uma beleza ter companhia nas redes sociais.

 

Copa do Mundo: a seleção no hotel mais luxuoso vai embora cedo

A Arábia Saudita estreou na Copa do Mundo 2018 levando uma goleada de 5×0 do time da casa no estádio Luzhniki, em Moscou. Hospedados em São Petersburgo, os sauditas esfriaram a cabeça em um dos melhores hotéis da cidade. Que é também a base mais luxuosa e bem localizada, do ponto de vista turístico, entre as escolhidas pelas 32 seleções da fase de grupos.

Um dos quartos do Belmond Grand Hotel Europe, base da seleção saudita / Foto de divulgação

O Belmond Grand Hotel Europe fica na esquina da Nevsky Prospekt, a principal avenida de São Petersburgo. Está perto de diversas atrações turísticas. Vários dos 266 quartos deste hotel histórico oferecem vista para a Catedral do Sangue Derramado, um dos muitos cartões-postais de uma das mais bonitas e importantes cidades russas.

Leia mais aqui sobre outros três hotéis de luxo em São Petersburgo.

O histórico Grand Hotel Europe em seus primeiros anos, na principal avenida de São Petersburgo / Foto de divulgação

Há 140 anos na avenida aberta por Pedro, o Grande, o glamouroso Grande Hotel Europe conquista já pelo lado de fora, por conta da sua arquitetura art nouveau. Dentro, nas áreas comuns, mármores e vitrais causam as melhores segundas impressões.

O Mezzanine Café pronto para transmitir todos os jogos da Copa do Mundo / Foto de divulgação

Um de seus restaurantes, L’Europe, é dos mais antigos da cidade e considerado um dos melhores do país. E o Grande Hotel Europe entrou no clima de #VaiTerCopa. Seu Mezzanine Café virou campo de futebol e terá transmissão ao vivo de todos os jogos. Nenhuma equipe escolheu endereço tão fascinante na Rússia quanto a da Arábia Saudita.

Uma das piscinas do resort Kamelia, que hospeda a seleção brasileira em Sochi / Foto de divulgação

O Brasil optou por um resort de praia no balneário de Sochi, no Sudoeste do país. A seleção está no Swissôtel Kamelia. O hotel de 203 quartos no Mar Negro combina design suíço com praia particular (com pedras em vez de areia), piscinas, spa, bares e restaurantes.

O Mar Negro visto do hotel que abriga a equipe polonesa / Foto de divulgação

A Polônia é vizinha do time brasileiro e hospeda-se no novo Hyatt Regency Sochi, também em frente ao mar. Mas sem praia privativa como o Kamelia.

O hotel na Baía de Gelendzhik, onde está a seleção sueca / Foto de divulgação

A Suécia é outro time às margens do Mar Negro, mais ao Norte, no Kempinski Grand Hotel Gelendzhik. O resort de luxo tem 379 quartos na entrada da Baía de Gelendzhik.

A seleção do Peru está ao lado do aeroporto internacional de Moscou / Foto de divulgação

Os arredores de Moscou foram a região escolhida pelos alemães para defender seu título mundial. Os atuais campeões estão no bucólico Vatutinki Hotel, às margens do Rio Desna. Na mesma região, a Tunísia fica no Imperial Park Hotel and Spa. A França se hospedada no novo Hilton Garden Inn New Riga, também nos arredores da capital russa. Les Bleus estão cercados de verde fora do Centro da cidade. A seleção do Peru é outra distante do Centro de Moscou. Os peruanos optaram pela vizinhança do aeroporto internacional, no caso o novo Sheraton Sheremetyevo.

Outras quatro equipes, Inglaterra, Coreia do Sul, Costa Rica e Croácia, ficam em São Petersburgo e arredores, porém em endereços menos interessantes para o visitante a lazer do que o Grand Hotel Europe que abriga os sauditas. A Costa Rica, por exemplo, adversária do Brasil no dia 22, está no Hilton ExpoForum, inaugurado ano passado ao lado do Centro de Convenções, fora do Centro. A Croácia escolheu um resort de praia (na realidade, de lago) cerca de uma hora de São Petersburgo, o Woodland Rhapsody. Há quem prefira as montanhas. O Senegal foi para um dos resorts de ski mais premiados do país, o SK Royal Hotel Kaluga. A Colômbia está no Ski Resort Kazan.

Moscow Country Club, base da Bélgica nos arredores da capital russa / Foto de divulgação

Não há consenso sobre qual é a melhor base para o sucesso na Copa. Clubes, hotéis históricos em grandes cidades, resorts de montanha cercados por florestas onde a paisagem é a única distração, resorts de praias… Um terço das equipes optou por ficar em centros de treinamento ou em clubes, onde há mais privacidade. E menos pretexto para comentarmos aqui.

A bandeira da Bélgica na entrada do clube de golfe de Moscou / Foto de divulgação

É o caso da dona da casa, a Rússia, de Portugal, do Irã, do México e da Bélgica, por exemplo. Estas cinco seleções estão baseadas nos arredores de Moscou em centros de treinamento ou clubes, como o elegante Moscow Country Club, que tem um hotel. O country club, que hospeda a Bélgica, é de golfe. É o primeiro campo de 18 buracos do país, aberto no início da década de 1990. Este ano foi também o escolhido pela organização do concurso Miss Rússia.

Durante a Copa do Mundo, vamos mostrar outros detalhes dos hotéis que abrigam as seleções no Instagram @HotelInspectors e no facebook @HotelInspectorsBlog. Vai ser show de bola ter a companhia de vocês também nas redes sociais!