Maquete do novo TWA Hotel at JFK

Cinco razões para dormir no TWA, novo hotel do aeroporto JFK, em NYC

A NYC & Company, responsável pela promoção turística de Nova York, apresenta 2019 como um “ano monumental”. Estão previstas novas atrações culturais e gastronômicas, como o Hudson Yards; a cidade vai sediar a WorldPride, que marca os 50 anos de Stonewall, em junho, e há novos hotéis, afinal é de Nova York que estamos falando. Um deles mexe com a imaginação de fãs de hotelaria, de arquitetura e, principalmente, de aviação.

É o TWA Hotel at JFK, na área ocupada pela companhia americana Trans World Airlines no John F. Kennedy International Airport. O TWA Flight Center, projetado pelo arquiteto finlandês Eero Saarinen, estava vazio desde 2001, quando a empresa aérea interrompeu suas operações. O grupo americano MCR Morse Development começou as obras do hotel em 2016, prometendo recuperar o glamour da era dos jatos em um ambiente único.

TWA Flight Center TWA Hotel at JKF
As linhas arrojadas do TWA Flight Center (foto de divulgação/Max Touhey) | Na imagem em destaque no alto, o esboço do projeto com os dois prédios erguidos para abrigar o hotel

O TWA Hotel entrou na lista de inaugurações mais esperadas de 2019 de publicações tão diferentes como Forbes e Vogue. Mês passado, até o britânico The Guardian, jornal diário de grande prestígio, fez uma extensa reportagem para anunciar o início das reservas, três meses antes da abertura. O primeiro check-in será no dia 15 de maio.

Quarto com janelas à prova de som no novo TWA Hotel at JFK
Quarto com janelas à prova de som no novo TWA Hotel at JFK | Foto de divulgação

Listamos aqui cinco razões pelas quais vale a pena considerar o TWA como um hotel destino e abrir mão de uma noite em Manhattan ou no Brooklyn para dormir no aeroporto.

TWA Hotel at JFK

Todos os quartos tem bar em madeira feito por comunidades amish | Foto de divulgação

1 Obra-prima da arquitetura. O terminal da TWA, inaugurado em 1962, foi desenhado pelo arquiteto finlandês Eero Saarinen (1910-1961), considerado um dos pais da arquitetura moderna (quem gosta de design provavelmente conhece a mesa Saarinen, hoje comercializada no mundo todo). O prédio, de meados do século 20, abrigará o imenso lobby do novo hotel. Com 18,5 mil m², é sério concorrente ao título de maior lobby de hotel do mundo.

Womb Chair Saarinen TWA Hotel at JFK

Telefone da década de 1950 e a Womb Chair, desenhada por Saarinen | Foto de divulgação

2 Décor à la Mad Men. A decoração dos 512 quartos (os menores com 30 m²), distribuídos em dois novos prédios de seis andares cada, erguidos atrás do terminal, segue o estilo retrô, com paredes brancas e pisos em madeira escura. Quem assistiu à série de televisão Mad Men pode ter uma boa ideia. Algumas peças do mobiliário são clássicos assinados por Saarinen. A maioria dos quartos terá janelas envidraçadas de alto a baixo com vista para o terminal da TWA e o aeroporto. Sem barulho, garante o hotel. Os telefones serão de disco. Foram comprados modelos originais dos aparelhos, pela internet, e adaptados para a tecnologia atual. Talvez os mais jovens precisem de manual de instrução de como usar…

Amenities TWA Hotel at JFK

Amenities originais da TWA, que inspiraram os produtos do hotel | Foto de divulgação

Os minibares, com bebidas alcoólicas, foram feitos em nogueira por comunidades amish de Ohio com zero desperdício de material. Os copos de água serão iguais aos que eram usados nos voos da TWA. As amenities terão o logotipo da companhia e virão em nécessaire como as de bordo, em estilo vintage, que o hotel espera que os hóspedes levem para casa. As roupas dos funcionários seguem a temática e são inspiradas nos uniformes dos comissários. Cartazes antigos de propaganda da companhia estarão nos quartos e nas áreas comuns.

Lockheed Constellation  “Connie” TWA Hotel at JFK

“Connie” rumo ao JFK e a uma nova vida | Foto de divulgação/Aaron Flacke

3 Bons drinques. Do lado de fora, já está estacionado desde o final do ano passado um restaurado Lockheed Constellation. “Connie” pertenceu à frota da companhia e agora vai abrigar um bar de drinques, um dos oito do hotel. O avião estava aposentado no Maine, a 482 quilômetros de distância, e foi levado por terra até o JFK. Para quem saber mais sobre a movimentada vida pregressa de “Connie”, há muitas informações no site do TWA Hotel.

Sunken Lounge TWA Hotel at JFK

Sunken Lounge: cenário perfeito para um martini | Foto de divulgação/Max Touhey

Outro bar que tem tudo para chamar a atenção é o Sunken, no restaurado lounge do terminal, com assentos “encravados” no chão e carpete no tom de vermelho original. Com carta de drinques clássicos da década de 1960 e mexedores iguais aos que eram usados nas bebidas servidas a bordo, parece lugar perfeito para pedir um old fashioned ou um martini.

Sunken Lounge TWA Hotel at JFK
Queremos um destes misturadores de drinque: sim ou com certeza? | Foto de divulgação

4 Grife à mesa. Um dos seis restaurantes, o Paris Café, é uma versão do que existia no terminal. O design do café, que foi mantido, é assinado por Raymond Loewy, autor da contour bottle da Coca-Cola. O cardápio será assinado pelo estrelado celebrity chef Jean-Georges Vongerichten, do Palácio Tangará, em São Paulo, e de mais de três dezenas de outros restaurantes mundo afora. Os pratos serão inspirados nos menus servidos pela TWA (abaixo, as capas originais de alguns dos cardápios de bordo).

5 Voo de madrugada. Bem, neste caso nem precisava de todas as razões anteriores. É sempre melhor dormir perto do aeroporto. No TWA Hotel at JFK será possível transformar a noite geralmente estressante que antecede um voo de madrugada em uma experiência ímpar e divertida. O hotel, o único dentro do aeroporto que recebe quase 60 milhões de passageiros por ano, fica atrás do Terminal 5, usado atualmente pela JetBlue. Terá acesso a todos os outros terminais através do AirTrain. O TWA Hotel também parece uma boa opção para uma conexão longa, que deve justificar a função de sair do terminal e passar pela segurança.

Leia mais sobre o H Hotel, ao lado do aeroporto de Los Angeles.

Sunken Lounge TWA Hotel at JFK
O Sunken Lounge e o lobby do TWA Hotel at JFK | Foto de divulgação/Max Touhey

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O novo 9Confidentiel Paris e o peso de Philippe Starck na hotelaria

É inegável que Philippe Starck seja uma espécie de mago no design da hotelaria contemporânea. Foram os projetos de Starck que alçaram à fama imediata hotéis como o red&hot Faena de Buenos Aires ou mesmo o Fasano Rio com sua indefectível piscina. 

O nome mais intimamente ligado ao eclético mundo do design hoteleiro desde os anos 80, Starck agrega valor imediato a qualquer projeto do qual faça parte, de Nova York à Singapura. Craque em mesclar em seus ambientes conforto e excitação, espaços cheios de enigmas com surpresas emocionais, Starck sempre apostou na harmonia entre o funcional e o emocional. Aos 69 anos, o francês foi o responsável por duas das mais esperadas inaugurações hoteleiras de Paris do último ano: os geniais 9Confidentiel e Brach Paris.

Participei do soft opening do 9Confidentiel Paris dias antes de sua abertura oficial em dezembro útlimo. Apesar das opulentas portas do lado de fora, o ambiente interno é pequeno, discreto e extremamente aconchegante. Parte da coleção L.V.X da Preferred Hotels, o hotel fica localizado no artsy Marais, rodeado por galerias, boutiques e infinitas opções para comer e beber. 

São apenas 29 exclusivos quartos decorados com cores pastéis e os inconfundíveis jogos de espelhos de Starck por toda parte – muito rosa e bronze e oscilações entre o neoclassicismo e a modernidade. Segundo ele, cada quarto e suíte foi desenhado como uma “candy box para cortesãos”, inspirado na elegância dos anos 20, 30 e 40 e fazendo uma verdadeira ode ao charme parisiense e sua atmosfera romântica. Os quartos são pequenos, mas incluem belíssimas vistas para os inconfundíveis telhados de Paris – e os jogos de espelhos conferem ótimo senso de amplitude ao banheiro. 

Apesar de em uma das noites ter sido literalmente a única hóspede do hotel todo, pude constatar que a excelência em serviço foi uma constante durante toda minha hospedagem – incluindo staff que fala português fluentemente.  Vale ficar ao menos um dia para o simpático café da manhã à la carte do pequeno restaurante do hotel e para um drink no discreto (porém vibrante) bar com menu exclusivo do premiado mixologista Nico de Soto. 

O discreto bar com menu by Nico de Soto do 9Confidentiel. Foto: Divulgação

Mais Starck em Paris

Inaugurado alguns meses antes, o Brach Hotel fica no 16o arrondissement e, apesar de afastado do circuito turístico da cidade, tem em seu delicioso restaurante ao menos um indiscutível pretexto para se explorar seus arredores (aposte sem medo no brunch dominical da brasserie). 

Parte da Evok Hotels Collection, no Brach o design de Starck foi pontuado pelo romantismo modernista com influências multiculturais da África, da Ásia e da América do Sul. Com muito concreto e vidro, o edifício foi originalmente uma das sedes do serviço postal parisiense nos anos 70. Os 52 quartos trazem muita luz natural com impressões dadaístas misturadas a imagens em preto e branco, máscaras e cerâmicas de diferentes estilos.“É o encontro do modernismo Bahaus com as maravilhas africanas”, diz Starck. O hotel tem ainda um rooftop garden exclusivo de seu restaurante, com vista panorâmica para Paris.

Para 2020, Philippe Starck abre também em Paris a esperada Maison Heler Metz, parte da Curio Collection by Hilton, e o Rosewood São Paulo, que promete ser um verdadeiro “parque vertical” em sua fachada. A conferir.

Arcos da Lapa Selina Rio

Como é o Selina Rio, o primeiro hotel da rede no Brasil

A rede panamenha Selina chegou ao Brasil pelo Rio de Janeiro. Assumiu o hotel 55 Rio, na Lapa, bairro histórico e boêmio no Centro da cidade. Poderia ser apenas uma mudança de administração, mas chama a atenção o modelo de negócio da Selina. A plataforma de mídia americana Skift, voltada para viagens, disse no final de 2018 que esta é a rede na qual você deve ficar de olho se quiser entender um pouco mais sobre como os millennials viajam.

Um dos quartos do Selina Lapa Rio
Um dos quartos do Selina Lapa Rio, novidade na hotelaria carioca | Foto de Carla Lencastre

Criada em 2015, a marca geralmente aluga um hotel que já existe, como era o caso do 55, inaugurado às vésperas das Olimpíadas do Rio, e faz ajustes na decoração e na distribuição dos espaços e suas ocupações. As 39 propriedades administradas pela rede em 12 países da América Latina e em Portugal oferecem quartos privativos, camas avulsas em quartos compartilhados, áreas comuns abertas aos moradores da cidade, como bares e restaurantes, e espaço de coworking.

Mural no Selina Lapa Rio
Mural na área ao ar livre que separa os dois prédios do Selina | Foto de Carla Lencastre

Em 2018, o até agora bem-sucedido modelo multiuso da rede, tendência na hotelaria mundial, chamou a atenção de investidores e recebeu dois aportes milionários, um de US$ 95 milhões, no início do ano, e outro de US$ 150 milhões, em dezembro. Os planos de expansão são ambiciosos. Segundo a revista americana Forbes, a marca pretende alcançar 350 endereços e um total de cem mil camas nos próximos anos.

Ainda neste 2019, há uma unidade prevista para São Paulo, na Vila Madalena, e outra para Florianópolis, na Praia Mole, onde o bar já está funcionando. Os primeiros hotéis nos Estados Unidos também devem ser inaugurados este ano, com Miami (Little Havana) e Nova York (Lower Manhattan) liderando a lista. Já com data marcada de abertura, entre março e maio, e aceitando reservas, há o segundo e o terceiro hotel em Portugal e o quarto no Peru.

O novo Selina Rio fica ao lado dos Arcos da Lapa

Fundada em 2015, a rede Selina se promove como um hotel para nômades digitais, que teoricamente podem morar e trabalhar em qualquer lugar. Quando visitei o hotel carioca, mês passado, a convite da marca, ainda não existiam o espaço de coworking nem a cozinha comunitária (outra característica da rede). Ambos estavam previstos para breve.

Um dos quartos compartilhados do Selina Lapa Rio
Um dos quartos compartilhados do Selina carioca | Foto de Carla Lencastre

O Selina Lapa Rio ocupa dois prédios no Largo da Lapa, um histórico, onde no início do século passado funcionou o Grande Hotel Bragança, e outro de 2016, construído nos fundos do terreno para abrigar parte do 55 Rio. O hostel está concentrado nesta construção mais nova, de oito andares. O Selina aproveita toda a infraestrutura do 55, inclusive nas acomodações que foram transformadas em dormitórios, com banheiro dentro do quarto.

Banheiro do Selina Lapa Rio
O banheiro é sempre assim. Só muda o tamanho | Foto de Carla Lencastre

Os dormitórios têm quatro, seis ou oito camas, com decoração clean, bem simples. Os banheiros são iguais em todo o hotel, apenas com variação de tamanho. Todos são em preto, branco e cinza, inclusive nos quartos mais caprichados do prédio histórico. O prédio novo tem ainda quartos privativos, com decoração minimalista, alguns com vista para Santa Teresa.

Quarto para casal no prédio novo do Selina Lapa Rio
Um dos quartos para casal no prédio novo | Foto de Carla Lencastre

No edifício histórico de três andares e terraço, o tom é outro. Não há dois quartos iguais, nem em tamanho nem em decoração, já que todos se adaptam à estrutura original do prédio. Toda a cor que falta no hostel está nesta parte da propriedade (com exceção dos banheiros monocromáticos). Os quartos mantêm o design do 55 Rio, que preservou elementos da construção, como paredes em pedra, e têm pisos em madeira e cores fortes nas paredes. Portas e janelas em madeira do prédio original também foram aproveitados na decoração.

Quarto do Selina Lapa Rio
Porta do antigo Grande Hotel Bragança usada como biombo | Foto de Carla Lencastre

O Selina Lapa Rio tem capacidade para 406 pessoas. Nas áreas comuns, todo mundo se encontra. O terraço fica entre as duas cúpulas do topo do prédio. Tem vista para os Arcos, logo ao lado, e também para o Aterro do Flamengo, um pouco mais distante. A ideia é que, a partir de março, seja endereço de festas noturnas. No térreo ficam o restaurante e o bar, que já abriga happy hours com DJs. Alguns hotéis da rede têm piscina, mas não é o caso aqui.

As duas cúpulas no terraço. Ao fundo, o Aterro do Flamengo | Foto de Carla Lencastre

O hostel, com 100% de ocupação neste carnaval, atende ao jovem viajando sozinho, a grupos de amigos, jovens casais e até famílias com filhos adolescentes (há quartos com cama de casal e beliches). O hotel é bom para quem já conhece o Rio e quer investir em uma programação cultural pelo Centro e nas noites da Lapa com algum conforto. O Selina fica pertíssimo de todos os bares e restaurantes da região e do Circo Voador e da Fundição Progresso, dois dos principais endereços de shows no Rio. Além do Teatro Municipal, do Museu Nacional de Belas Artes, das ruas do Rio Antigo… A estação Cinelândia do metrô está perto e dali se vai para as praias de Copacabana, Ipanema e Leblon. O VLT leva até o Aeroporto Santos Dumont.

O Selina não é a única novidade na hotelaria carioca. Acabou de reabrir o Hotel Arpoador, em um dos endereços mais privilegiados do Rio, na Praia de Ipanema. Em abril, vem aí o Fairmont, na Praia de Copacabana, a grande abertura do Brasil este ano. E no final do ano passado, foi inaugurado o Janeiro, de Oskar Metsavaht, no prédio do antigo Marina All Suites, na Praia do Leblon. Já o Hotel Marina continua em obras. Dizem que o Four Seasons está de olho, mas, por enquanto, são apenas rumores.

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ILTM Cannes 2018 apresenta as mais esperadas aberturas hoteleiras para 2019

Na semana passada, aconteceu no sul da França a ILTM Cannes 2018, o maior e mais importante evento de turismo de luxo do mundo. Durante quatro dias bastante intensos da feira, os principais players da indústria de viagens de luxo se reuniram em Cannes para discutir as principais novidades e tendências do mercado e os novos rumos do setor para 2019. Levada pela Air France, fiz parte do seleto grupo de imprensa convidado para acompanhar as discussões.

O turismo de bem-estar foi tema campeão, já que segundo estudo da Global Wellness Summit (ligada à rede de hotéis Six Senses), dos 4,2 trilhões de dólares movimentados anualmente pela indústria do bem-estar, 639 milhões vêm do turismo. O estudo revelou também que os gastos no turismo de bem-estar crescem duas vezes mais rápido que os do turismo em geral e que aproximadamente 25% dos turistas já busca de conforto e bem-estar em suas viagens. 

Hoteleiros, operadores, agentes e jornalistas discutem as novidades e tendências do turismo de luxo. Foto: Mari Campos

 

Nada mais natural, portanto, que a hotelaria queira também uma fatia deste mercado, seja focando na qualidade de sono de seus hóspedes, na alimentação ou até na minimização dos efeitos do jetlag. Redes como Four Seasons levam tão a sério a ideia do sono restaurador durante uma viagem que desenvolveram sua própria versão da “cama ideal”. Há tempos focando em sustentabilidade, bem-estar e menus balanceados, a Six Senses está lançando até um aplicativo gratuito que promete ajudar a combater os efeitos do jet-lag nos viajantes, o TimeShifter.

Mas a ILTM Cannes 2018 foi também terreno fértil para anúncios de aberturas, parcerias e expansões hoteleiras.  A IHG, que já conta com 200 hotéis, confirmou que está em franco processo de expansão: levou a marca Kimpton para 14 países diferentes e quer expandir e consagrar a marca The Regent como “timeless brand”, inaugurando novas propriedades em Phy Quoc, Jakarta, Hong Kong e Kuala Lumpur.

A Accor também abrirá diversas propriedades no ano que vem em diferentes bandeiras, incluindo Raffles Maldives, Fairmont Rio, Fairmont Century Plaza LA, Sofitel Wafi City Dubai e SO/ Havana. Sua marca SO/, aliás, passa a ser completamente independente da marca Sofitel; e a 21c Museum Hotels se junta à coleção MGallery. 

A The Doyle Collection concluiu o programa multimilionário de “redesign” em oito propriedades europeias (iniciado há cinco anos) e passa a focar cada vez mais em restaurantes e bares que sejam destinos por si sós, esperando atrair público externo cada vez maior em hotéis como The Bloomsbury e The Marylebone . 

A Minor Hotels, que já conta com 164 hotéis em 26 países, traz os novos Anantara Quy Nhom Villas no Vietnã, o Anantara Tozeur Resort na Tunísia, o Anantara Maraú Bahia (antigo Kiaroa) e o Tivoli Evora Eco Resort em Portugal, dentre outros. A empresa também está investindo pesado no seu programa Anantara Private Jet e nos cruzeiros fluviais asiáticos Mekong Kingdom Cruises. 

Os pratos caprichados do chef Marco Colagreco darão a tônica também no esperado Capella Bangkok. Foto: Mari Campos

O grupo Capella confirmou que finalmente abrirá no primeiro semestre do ano que vem sua esperada unidade Capella Bangkok, um projeto que já leva dez anos em execução, com apenas 100 quartos, em uma área pouco convencional para a hotelaria na cidade. O novo hotel contará com diferentes restaurantes (incluindo um sob comando do badalado chef Marco Colagreco) e as experiências ali serão totalmente customizadas para os hóspedes.  Os novos Capella Ubud e Capella Sanya, assim como o Capella Maldives (já em desenvolvimento e que deve abrir em dois anos), também foram assunto recorrente na feira. 

Independente, o Caldera House abre suas portas em Jackson Hole com apenas oito suítes de 2 e 4 quartos cada, focando em experiências customizadas no inverno e no verão – e assumidamente de olho no público brasileiro que frequenta o destino. 

A rede de hotéis boutique Evoke comemorou a evolução da marca e o sucesso de seu mais novo hotel em Paris, o belo Brach Paris, no 16ème arrondissement, que conta com design de Philippe Starck e um delicioso e badalado restaurante.

A Rosewood confirmou a abertura de nada menos que 21 hotéis nos próximos cinco anos, o que a levará a quase dobrar seu portfólio (atualmente em 24 propriedades mundo afora).  Durante a ILTM, foi dada a largada também ao sistema de reservas do Rosewood Hong Kong, cuja dada de abertura foi oficialmente estabelecida em 17 de março. E a rede passa também a investir pesado no público feminino, com o lançamento da campanha #RosewoodGirlfriends, que criou experiências e promoções para incentivar o público feminino a se hospedar em pequenos grupos nos hotéis da rede.

A One&Only Hotels and Resorts comemorou na ILTM o sucesso da recente abertura em Ruanda e também confirmou a inauguração em 2019 de sua propriedade em Montenegro – o esperado primeiro One&Only em solo europeu.

Outras esperadas reaberturas, como dos hotéis Le Sereno St Barth e do Cheval Blanc St Barth na ilha francesa homônima (completamente reconstruídos após a passagem do furacão Irma no ano passado) também foram grandiosamente celebradas durante os dias do evento.

O anúncio mais polêmico durante a feira foi sobre a parceria firmada entre a SLH (Small Luxury Hotels) e o programa The World of Hyatt.  A partir de agora, a SLH passa a ter acesso aos quase 10 milhões de membros do programa de fidelidade da Hyatt e as “qualifying nights” em propriedades SLH passam a contar para a evolução de status no programa. Com o slogan “a perfect match”, a curiosa parceria foi lançada com a justificativa de que a SLH complementaria perfeitamente o portfólio da Hyatt hotéis – mas representantes de ambas bandeiras acabaram não respondendo as perguntas dos jornalistas sobre quais as relações comerciais que estariam por trás disso. 

Confira em breve outras novidades apresentadas na ILTM Cannes 2018 por aqui.

 

 

 

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Hyatt Centric Brickell Miami

O novo hotel Hyatt Centric Brickell em Miami

Aberto há apenas seis meses, o novo Hyatt Centric Brickell Miami é boa opção para quem pretende dedicar mais tempo a explorar a Brickell Avenue e arredores, uma das áreas mais interessantes da cidade atualmente. Entre as tantas novidades que não param de surgir na região, o novo Hyatt se destaca pela localização (característica da marca de lifestyle Centric) e pelas vistas panorâmicas. Todos os 208 quartos são voltados para a cidade e a Baía de Biscayne.

Baía de Biscayne, vista do novo Hyatt Centric Brickell Miami
Baía de Biscayne vista da varanda de um dos quartos do novo Hyatt Centric Brickell Miami | Foto de Carla Lencastre

O novo Hyatt Centric em Miami fica perto do Brickell City Centre

Estive hospedada no hotel no fim do mês passado, a convite da Hyatt. Dá para fazer bastante coisa a pé, como ir ao Brickell City Centre, aos muitos bons restaurantes da área ou simplesmente caminhar ao entardecer pela margem da baía. Ou ao amanhecer. Vale a pena acordar para ver o nascer do sol (em torno das 7h da manhã nos meses de inverno).

Nascer do sol Baía de Biscayne Miami
O amanhecer na Baía de Biscayne, em Miami, visto da varanda do quarto | Foto de Carla Lencastre

O Metromover, trem elevado gratuito que circula no Centro de Miami, tem uma estação perto do hotel. A partir dali é possível chegar rapidamente ao Museum Park, onde ficam o Perez Art Museum Miami (PAMM), ótimo museu de arte contemporânea latina, e o Frost Museum of Science, com planetário e aquário, bom programa para famílias. Wynwood e Little Havana estão a cerca de 15 minutos de carro. Para South Beach, conte com 20 ou 30 minutos.

Lobby Hyatt Centric Brickell Miami
Cenas de Havana nos quadros do lobby do novo Hyatt Centric Brickell Miami | Foto Carla Lencastre

A área do Hyatt Centric concentra novos empreendimentos hoteleiros. Nos últimos anos, foram inaugurados o East Miami (junto ao Brickell City Centre), o SLS Brickell e, mais recentemente, o SLS Lux Brickell, entre outras aberturas e renovações. Em uma ilhota em frente ao Hyatt Centric fica o Mandarin Oriental Miami, um dos pioneiros na região, aberto no ano 2000.

Panorama Tower Hyatt Centric Brickell Miami
A Panorama Tower e, à esquerda, o novo Hyatt Centric em Miami

O Hyatt Centric Brickell faz parte da Panorama Tower, o novo arranha-céu mais alto da cidade. A torre de 83 andares está em fase final de acabamento, mas já recebe seus primeiros moradores, que dividem com os hóspedes a ampla piscina climatizada e a hidromassagem. Ambas ficam em um espaçoso terraço no 19º andar, que tem ainda um pequeno bar e dezenas de espreguiçadeiras ao sol, com vista para os prédios da Brickell e para a baía.

Restaurante Caña Hyatt Centric Brickell Miami
Cores fortes no bom bar e restaurante cubano Caña | Foto de Carla Lencastre

Para a decoração contemporânea e a gastronomia, a inspiração veio de Cuba. Bonitas fotos e pinturas com a ilha como tema estão no lobby e nos quartos. O bom bar e restaurante Caña, no segundo andar, oferece cardápio cubano com toques contemporâneos e serve café da manhã, almoço e jantar, sempre à la carte. Na carta de drinques, destaca-se o Smoked Old Fashion. Feito com rum, tem uma bela (e esfumaçada) apresentação.

Quarto Hyatt Centric Brickell Miami
Um dos quartos do novo Hyatt na área da Brickell Avenue | Foto de Carla Lencastre

Os quartos com piso em madeira são amplos, confortáveis e modernos, todos com varanda, muita luz natural, sofá e mesa de centro, mesa alta (que funciona como mesa de trabalho) com cadeiras e tomadas, armário de duas portas, estante com bar bem abastecido e máquina de café. Os espaçosos banheiros não têm banheiras, mas o chuveiro é ótimo, assim como os roupões. O secador de cabelo é famosa marca americana Drybar.

Fachada Hyatt Centric South Beach Miami
O primeiro Hyatt Centric em Miami, em South Beach | Foto de Carla Lencastre

Este é o segundo Hyatt Centric em Miami. O primeiro fica em South Beach. Foi inaugurado em 2015 na 16th Street com a Collins Avenue, entre a Lincoln Road e a praia.

No perfil do Instagram @HotelInspectors tem um destaque com várias outras imagens do novo Hyatt Centric Brickell Miami. Confere lá!

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Leia mais sobre o Grand Brizo, novo hotel no Centro de Buenos Aires.

Leia mais sobre o Lutetia, hotel de luxo reaberto em Paris.

Leia mais sobre um hotel novo da Curio Collection, do grupo Hilton, ao lado do aeroporto de Los Angeles e perto de Venice Beach e de Santa Monica.

 

Obelisco Buenos Aires vista hotel Grand Brizo

Grand Brizo Buenos Aires, novo hotel no Centro da cidade

Buenos Aires está de volta ao jogo, com o câmbio favorável para quem vive em real. Os preços nos bares e restaurantes, de um modo geral, estão mais baixos do que em grandes cidades como São Paulo e Rio de Janeiro. Ou seja, voltou a valer a pena inclusive para uma escapada rápida de fim de semana, como a inspector Mari Campos conta aqui.

Estive em Buenos Aires no início do mês a convite do Destino Argentina, junto com operadores e agentes de viagem, influenciadores digitais e outros jornalistas. O grupo foi dividido em quatro diferentes hotéis da capital: Loi Suites Recoleta; Club Francés, também na Recoleta; o novíssimo Palladio MGallery by Sofitel, e o novo Grand Brizo Buenos Aires, onde fiquei.

Quarto hotel Grand Brizo Buenos Aires
Um dos quartos do Grand Brizo, hotel novo no Centro de Buenos Aires / Foto de Carla Lencastre

O novo hotel no Centro de Buenos Aires fica perto do Obelisco

Aberto este ano e inaugurado oficialmente em outubro, o Grand Brizo está na Cerrito, junto à Avenida 9 de Julio. É uma região muito procurada por brasileiros, principalmente os de primeira viagem, por conta do fácil acesso aos principais pontos turísticos da cidade. O hotel fica a 10 minutos de caminhada do belo Teatro Colón e do Tortoni, um dos cafés notables mais importantes da cidade. A Plaza de Mayo e a Casa Rosada estão a 15 minutos a pé.

O Grand Brizo não é um hotel de luxo, mas é bonito, confortável e ainda com cheiro de novo. Os 192 quartos são amplos (entre 30 e 52 metros quadrados), com piso em madeira, armário de quatro portas, janelas com isolamento acústico, minibar, duas poltronas e mesa de trabalho. Os tons são sóbrios, com elegantes toques de cor na cabeceira da cama e nas almofadas. Os banheiros também são espaçosos, com um ótimo chuveiro. Entre os quartos das categorias confort e superior, a diferença é o tamanho (30m² x 37m²).

Pia banheiro quarto Grand Brizo Buenos Aires
Detalhe do banheiro dos quartos do Grand Brizo / Foto de Carla Lencastre

O terraço ainda está em obras. Ali já estão abertas uma pequena academia, com equipamentos modernos, sauna e jacuzzi em área coberta. No verão deve ser inaugurada a piscina ao ar livre e um bar, com panoramas vertiginosos da 9 de Julio, incluindo o Obelisco, bem perto do hotel. Os quartos de frente, nos andares mais altos, têm a mesma vista.

Grand Brizo Hotel Centro Buenos Aires
A Avenida 9 de Julio vista do terraço onde será inaugurada a piscina do hotel / Foto de Carla Lencastre

No lobby, há um outro bar, este já em funcionamento. No primeiro andar, fica o salão de café da manhã, servido em sistema de bufê. A máquina de café expresso não está à vista, mas é só pedir. Uma bonita escada liga o primeiro andar ao lobby, em tons claros e bem iluminado. O Wi-Fi funciona bem em toda a propriedade. E o atendimento atencioso foi um dos destaques dos meus dias por lá, com pessoas sempre gentis na recepção, no café da manhã e no bar.

Lobby hotel Grand Brizo Buenos Aires
O lobby do hotel Grand Brizo, novidade da Avenida 9 de Julio / Foto de Carla Lencastre

O Grand Brizo Buenos Aires faz parte de um grupo familiar argentino, comandado por mãe e filha. O Alvarez Argüelles Hoteles reúne 13 hotéis sob seis diferentes marcas em seis cidades do país. O mais conhecido é o Costa Galana, hotel de luxo em Mar del Plata. Grand Brizo é a bandeira premium, e o hotel de Buenos Aires é o primeiro deste segmento.

Leia mais sobre o Lutetia, hotel de luxo reaberto em Paris.

Leia mais sobre um hotel novo da Curio Collection, do grupo Hilton, ao lado do aeroporto de Los Angeles e perto de Venice Beach e de Santa Monica.

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Novo Palladio MGallery Buenos Aires

Depois de períodos consecutivos de queda no número de visitantes brasileiros, Buenos Aires deve entrar de novo no nosso radar, inclusive para escapadas de final de semana de viajantes do eixo sul-sudeste. O câmbio está novamente favorável para nós (com um real comprando entre 9 e 10 pesos e preços mais uma vez bastante tentadores principalmente para comer e beber bem) e a cidade está mais bonita, limpa e agradável que nos últimos dois anos. E felizmente a boa onda está vindo também com novos hotéis abrindo suas portas por lá. 

Acabo de passar alguns dias em Buenos Aires a convite do Destino Argentina para testar uma das mais esperadas novidades da hotelaria na capital porteña: seu primeiro hotel da bandeira MGallery by Sofitel, da Accor, o Palladio Hotel Buenos Aires MGallery by Sofitel.   

Foto: Mari Campos

Novinho em folha (o hotel ainda está operando em sistema soft opening apenas para convidados, mas já aceita reservas para estadias a partir da segunda quinzena deste mês), fica no centro, já quase Recoleta, com direito a metrô ao lado.  

O design contemporâneo já chama a atenção de cara no lobby, com a própria recepção integrada ao bar do hotel, e o restaurante Negresco Bistrô (que não testamos, mas deve servir pratos da cozinha mediterrânea) logo ao lado. Para o lazer, spa, fitness center e uma gostosa piscina climatizada ao ar livre, exclusiva para hóspedes. 

Foto: Mari Campos

Como toda propriedade que leva o selo MGallery, o Palladio já chega cheio de história. Seu nome é uma homenagem ao arquiteto italiano Andrea Palladio, um dos grandes mestres para os arquitetos europeus que deixaram sua marca em diversos edifícios porteños do século XVIII. O hotel ocupa o local da antiga casa onde nasceu Rodríguez Peña, que serviu de sede de reuniões que culminaram na Revolução de Maio. Um século depois, o imóvel deu lugar a uma residência ao estilo hôtel particulier francês, e a boisserie de carvalho que revestia as paredes dos salões principais da residência foi conservada com maestria pelo hotel. 

No total, são 113 quartos, todos muito espaçosos e com muita luz natural, wifi de excelente qualidade e Nespresso cortesia. Tomadas, adaptadores e entradas USB em abundância, inclusive ao lado da cama – uma necessidade da vida contemporânea que infelizmente ainda não é regra nem para novos hotéis. Os banheiros também são enormes, com muito mármore e banheira e chuveiro separados. Destaque para o fato de que 3 das 4 categorias têm enormes balcões privativos com interessantíssimos jogos de espelhos externos. O hotel conta ainda com uma “suíte presidencial” em estilo loft, com decoração bastante contemporânea e 89 metros quadrados de área. 

Foto: Mari Campos

Fiquei hospedada em uma “suíte deluxe”, a terceira categoria do hotel, com 57 metros quadrados muitíssimo bem distribuídos entre banheiro, quarto, living e um balcão enorme, com vista desobstruída para a Plaza Rodriguez Peña/Jardin de los Maestros, com o belíssimo Palacio Pizzurno do Ministério de Educação logo em frente. 

O café da manhã em sistema buffet também é completíssimo, bastante variado e com ótimos pratos quentes feitos na hora e horário bastante amplo (e com certa flexibilidade para quem parte muito cedo). Mas o destaque ficou mesmo por conta do serviço atencioso e prestativo, dos doormen ao staff do café da manhã. Excelente novidade para a hotelaria da cidade. 

 

 

 

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Hôtel Lutetia, em Paris, e um ‘grand tour’ pela Europa

São 11 os hotéis em Paris com a designação oficial de palácio. O Rosewood Hôtel de Crillon, reaberto há um ano, acaba de receber a distinção. O Ritz Paris, renovado e reaberto há dois anos, ainda está na fila. Além dele, a cidade pode vir a ter mais um em breve, o primeiro na margem esquerda do Rio Sena. O Hôtel Lutetia, reinaugurado em 12 de julho de 2018, depois de quatro anos de obras e vários adiamentos, também já se candidatou à distinção, concedida pelo Ministério do Turismo francês para hotéis que vão além das cinco estrelas.

Pelas fotos e os relatos de quem se hospedou lá nestes primeiros meses, a espera valeu a pena. Vamos conferir a reforma em breve. Enquanto isso, durante a ILTM North America, feira de viagens de luxo realizada há um mês na Riviera Maya, no México, conversamos com Marie-Christine Bittencourt, brasileira que faz parte do departamento de Vendas, e James Baker, diretor de Vendas e Marketing para as Américas da Set Hotels.

A reabertura (e a abertura) do Hôtel Lutetia, em Paris

Os dois representantes do hotel fizeram questão de destacar que o Lutetia é aberto para a cidade. Para seus moradores, que sempre frequentaram o elegante hotel no Boulevard Raspail, em Saint-Germain-des-Prés, e também para visitantes que não necessariamente estão hospedados ali. Este princípio orientou o perfil do restaurante principal do hotel, que optou por manter a Brasserie Lutetia. O menu será assinado pelo chef Gérald Passedat, com três estrelas Michelin em seu restaurante Le Petit Nice, em Marselha.

Bar Josephine Hotel Lutetia Paris
O Bar Josephine no Hotel Lutetia, em Paris, projetado pelo arquiteto Jean-Michel Wilmotte  / Foto de divulgação

Outra aposta no mesmo sentido é o Bar Josephine, em homenagem a Josephine Baker, frequentadora do Lutetia no passado. O bar já foi inaugurado (a brasserie ainda não tem data de reabertura marcada) e o novo design tem a assinatura do francês Jean-Michel Wilmotte, mesmo arquiteto do Mandarin Oriental Paris. Além de uma interessante carta de drinques, tendência que alcançou Paris e seus bares de vinho, o Josephine tem jazz ao vivo sete noites por semana.

Piscina Spa Hotel Lutetia Paris
A piscina do novo spa do Lutetia fica no subsolo, mas recebe luz natural através de uma claraboia / Foto de divulgação

Os brasileiros já redescobriram o hotel nestes três primeiros meses e estão entre os três maiores públicos, junto com os americanos e os próprios franceses.

“Esperamos ainda mais brasileiros, inclusive no bar e no restaurante, que oferecem uma experiência local, por mais clichê que pareça a frase. A ideia é fazer uma releitura da efervescência etílica-cultural que marcou o passado do Lutetia. E hoje o hotel está bem mais aberto para a cidade, mais iluminado. Até o spa, que não existia e foi instalado no subsolo, também recebe luz natural vinda da rua”, conta Marie-Christine.

Banheiro suíte Hotel Lutetia Paris
Banheiro com banheira em mármore e vista em uma das suítes do hotel na Rive Gauche / Foto de divulgação

Se dinheiro não for problema, vale esperar até 2019 para se hospedar no Lutetia, que faz parte da Leading Hotels of the World. As suítes que ficam nos andares mais altos do prédio do início do século 20 estão com a inauguração prevista para dezembro. Durantes as obras, as 230 acomodações originais foram reduzidas para 184. São os maiores quartos da Rive Gauche, com dimensões a partir de 28 metros quadrados e piso em madeira. Alguns dos banheiros têm banheiras em mármores que foram esculpidas no próprio hotel: a pedra veio em blocos direto de Carrara, na Itália. E 95% dos banheiros têm janela com vista.

Sala Living Room Suite Hotel Lutetia Paris
Sala de estar de uma das novas suítes do Lutetia. Todos os quartos têm piso em madeira / Foto de divulgação

O ‘Grand tour’ pela Europa organizado pelo Hôtel Lutetia, em Paris

O Lutetia agora faz parte do grupo The Set Hotels, junto com o Hotel Café Royal, em Londres, e o Conservatorium Hotel, em Amsterdã. Assim como a propriedade francesa, os outros dois hotéis ficam em belíssimos prédios históricos cheios de histórias para contar e com ambientes contemporâneos. Para promovê-los, a Set lançou uma versão século 21 do clássico “Grand tour” pela Europa, com hospedagem nos três hotéis e experiências exclusivas.

“O hóspede faz os percursos entre as três cidades de trem, como era originalmente. E os concierges cuidam de toda a bagagem”, conta James.

O “Grand tour” em sua versão na África

Fairmont Kenya The Norfolk Bar
O bar do Norfolk, na cosmopolita Nairóbi: primeira escala de um “grand tour” pelo Quênia / Foto de divulgação

A ideia de um “Grand tour” contemporâneo inspirou também outra rede de hotel presente na ILTM North America, a francesa AccorHotels, em outro continente, a África. Um roteiro pelo Quênia sugere um itinerário de oito dias com hospedagem nos três hotéis da marca Fairmont no país: o tradicional The Norfolk, na capital, Nairóbi; o Mount Kenya Safari Club, e o Mara Safari Club.

Fairmont Mount Kenya Safari Club - pool with mountain background
Piscina com vista para as montanhas no Fairmont Mount Kenya / Foto de divulgação

Aqui não há ligação de trem entre as cidades, mas a Fairmont cuida das passagens aéreas internas, dos transfers de ida e volta para o aeroporto e de organizar alguns programas, como visitas a orfanatos de animais selvagens.

Mount Kenya animal orphanage bongo
Visita a um orfanato de antílopes na região do Mount Kenya / Foto de divulgação

“Com este nosso roteiro, o hóspede tem experiências diferentes: lifestyle, com arte e gastronomia, em Nairóbi, uma cidade cosmopolita; a paisagem da região montanhosa do Monte Quênia, e, claro, safári na reserva de Maasai Mara”, diz Guillaume Durand, diretor de Vendas e Marketing da Fairmont no Quênia.

Fairmont Mara Safari Club tent
Uma das tendas do Fairmont Mara Safari Club / Foto de divulgação

Leia mais sobre a Shamwari Game Reserve, na África do Sul, alternativa ao Kruger Park.

Leia mais sobre a excelência dos lodges de safári na África do Sul.

Leia mais sobre outros hotéis de luxo apresentados na ILTM North America.

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O novo Elora Mill no Canadá

Às vezes, pequenas maravilhas da hotelaria se localizam em destinos que não estão na wish-list generalizada de viajantes. Sou fã de cidades grandes assumida, mas sempre adorei encontrar , por exemplo, esses pequenos hotéis de charme localizados em diminutos vilarejos franceses e italianos, que parecem quase escondidos, tão longe das hordas de turistas.

A boa surpresa da vez foi encontrar agora uma dessas pérolas na minúscula Elora, uma cidadezinha de Ontário, Canadá, a cerca de 1h30 de carro de Toronto.  Pouco conhecida dos viajantes brasileiros, tem jeito de cidade cenográfica, com casinhas de madeira colorida, igrejas de pedra, charmosos cafés, restaurantes com jardins beira-rio. Mas o que sempre levou turistas para lá foram seus impressionantes cânions debruçados sobre os rios Grand e Irvine e suas pequenas piscinas naturais. 

O prédio do spa debruçado sobre o cânion. Foto: Mari Campos

Neste verão canadense, Elora ganhou uma verdadeira jóia da hotelaria: o Elora Mill & Spa, hotel boutique construído no local do antigo edifício do moinho da cidade, em pleno centro. Mantendo o edifício original de 175 anos, o hotel soube mesclar a propriedade histórica com um design elegante e contemporâneo e todas as facilidades dos viajantes do século XXI (incluindo muitas tomadas e entradas usb em toda parte).

Como a propriedade está localizada em um penhasco, debruçada sobre o rio e de frente para os cânions, quartos, bar, restaurante e áreas comuns ganharam imensos janelões do chão ao teto para que a espetacular paisagem que rodeia o hotel estivesse sempre à vista. No edifício anexo, as salas de tratamento do spa e a deliciosa piscina contemplam vista semelhante. 

Janelas do chão ao teto nos quartos para ninguém perder a vista. Foto: Mari Campos

Os quartos, aliás, têm ainda mais atrativos que esse: são muito espaçosos e contam com imensos banheiros com banheiras tipo soak-in e amenidades de luxo, desde Nespresso e San Pellegrino cortesia aos espetaculares secadores de cabelo Dyson Supersonic. Como o foco do hotel são as escapadas românticas (e também o mercado de destination wedding), os quartos são cheios de detalhes nessa vibe, incluindo charmosas lareiras para o inverno. 

Detalhe do banheiro. Foto: Mari Campos

O café da manhã é servido em modo à la carte diariamente no único restaurante da propriedade – que, aliás, aberto todos os dias também para não hóspedes, é a melhor pedida também para a refeição de quem faz apenas um day tour de Toronto a Elora. Ingredientes fresquíssimos e pratos inspirados na culinária local, com atendimento de primeira. Tem tudo para colocar Elora no mapa de muito mais gente. 

Dá pra ler mais sobre aberturas recentes de hotéis que visitamos aqui e aqui e dá pra ler mais sobre meus pitacos a respeito de Elora e do Elora Mill aqui. 

 

 

 

 

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O novo Four Seasons São Paulo

O bar aberto para o lobby. Foto: Mari Campos

O mercado hoteleiro de luxo no Brasil anda de vento em popa. Depois da abertura do esperado Fasano BH, a contagem regressiva para a abertura do primeiro hotel da rede Four Seasons no Brasil (parte do crescente portfólio do grupo na América Latina) está finalmente terminando: no próximo dia 15 de outubro, segunda-feira, a esperada propriedade brasileira do grupo abrirá oficialmente suas portas, quase às margens do rio Pinheiros. Mas nós já fomos conhecer em primeira mão o que o Four Seasons Hotel São Paulo at Nações Unidas tem de especial.

Parte do Parque da Cidade, o hotel conta com 258 quartos e suítes e 84 residências distribuídos em um edifício de 29 andares em plena Avenida das Nações Unidas.  Por fora, o imponente arranha-céus parece apenas mais um do emaranhado de edifícios da zona financeira em que se encontra. Mas basta cruzar a discreta porta de entrada para ver que o grupo conseguiu, e com esmero, dar uma alma brasileiríssima ao hotel. Projetado pelo escritório norte americano HKS Architects em parceria com os brasileiros Afalo e Gasperini Arquitetos, e com design do norte-americano BAMO, o novo hotel do grupo Four Seasons tem sotaque definitivamente paulistano. 

Linhas curvas por toda parte. Foto: Mari Campos

Elegância nos banheiros. Foto: Mari Campos

O projeto logrou conciliar harmonicamente a estética internacional do luxo contemporâneo com os estilos de grandes nomes brasileiros das artes e da arquitetura, incluindo obras de Francisco Brennand, Burle Marx e Paulo Mendes da Rocha espalhadas pela propriedade. Matérias-primas brasileiras estão também por toda parte, do mármore das áreas comuns aos revestimentos e móveis dos quartos – com direito a muita madeira, janelas que isolam completamente os ruídos externos, linhas sinuosas que lembram Niemeyer e até carpetes cujo design homenageia o vizinho rio Pinheiros. O Brasil só não aparece nas amenidades dos quartos, que utilizam produtos Christian Lacroix. 

Apreço pela matéria-prima brasileira em cada detalhe. Foto: Mari Campos

Os carpetes que homenageiam o Pinheiros. Foto: Mari Campos

Embora a localização seja afastada das principais atrações turísticas da cidade, é visível a tentativa de criar uma importante conexão com o público local nas áreas comuns. Além disso, o hotel criou uma série de experiências exclusivas para hóspedes que queiram ir a fundo no destino – e diversas opções de compras, gastronomia e entretenimento estão a curta distância.

O segundo andar do hotel foi projetado para ser um oásis em meio à selva de pedra, com direito a jardins internos, spa BAMO, fitness center e uma piscina inovadora entre os hotéis paulistanos, com áreas interna e externa divididas por um vidro retrátil. 

Detalhe da piscina do spa. Foto: Mari Campos

Mas a melhor sacada do hotel parece ser sua investida gastronômica, com o botequim-chic CajuSP e o restaurante Neto, ambos colados ao lobby – e separados por uma escadaria que sem dúvidas será uma das imagens mais icônicas da propriedade. Ambos testados e aprovados! 

O CajuSP seguramente movimentará a cena local na happy hour, incluindo no cardápio versões gourmet de clássicos paulistanos como bolinho de bacalhau, asa de frango etc e, é claro, uma série de signature drinks exclusivos. O design sinuoso bar foge do modelo tradicional dos bares de lobby e cria bons espaços de circulação e interação, sem intimidar de forma nenhuma o visitante que não esteja hospedado no hotel. 

Gastronomia ítalo-brasileira no restaurante Neto. Foto: Mari Campos

A cozinha do restaurante Neto (cujo nome homenageia os descendentes de imigrantes italianos em São Paulo) ficou a cargo do sempre excelente Paolo Lavezzini, ex- Fasano Rio, que supervisionará também o botequim e o room service. Para o Neto, ele criou um menu tradicional italiano cheio de toques e releituras brasileiros, utilizando somente produtos locais – e em um ambiente que, apesar do serviço impecável do padrão Four Seasons, é absolutamente informal, incluindo grandes mesas comunais e alguns pratos do cardápio propositalmente criados para serem compartilhados. 

Aproveitar a época de abertura para conhecer o hotel pode ter suas vantagens, já que eles estão anunciando diversas ofertas de inauguração. Para paulistanos que buscam uma staycation ou breve escapada, o Summer Love Romance Package pode ser boa pedida para um final de semana romântico.  A conferir. 

 

 

 

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