Pôr do sol Arpoador Fasano Rio

Retrospectiva: melhores hotéis do meu 2018

Feliz Ano Novo! Hotel Inspectors entramos em 2019 na contagem regressiva para comemorar nosso primeiro aniversário, em março. Ano 1 do blog, enquanto o Instagram Hotel Inspectors já vai para o seu segundo ano (ainda não segue?!?). Ao longo destes dez últimos meses, publicamos 52 posts sobre temas variados (novidades no mercado hoteleiro, bares e restaurantes concorridos, curiosidades de propriedades históricas e até endereços de fantasmas), além de resenhas sobre hotéis recém-inaugurados ou não.

Viajamos pelo Brasil, pelas Américas, por Europa, África e Oceania. Mostramos os hotéis nos quais se hospedaram as seleções que disputaram a Copa do Mundo, defendemos o fim da cobrança das cápsulas de café expresso nos hotéis de luxo e estivemos entre os primeiros a conhecer novas propriedades, inclusive no Brasil. Participamos de três ILTMs, a mais importante feira de viagens de luxo. E este foi apenas o começo!

Os melhores hotéis do (meu) mundo em 2018

Já eu dou início a 2019 relembrando meus melhores hotéis de 2018. A lista é dos primeiros meses. Os outros melhores hotéis do meu 2018 estão no próximo post, que você pode ler clicando aqui.

Janeiro. O verão começou no Rio, onde tenho o privilégio de morar. Visitei (e aproveitei) os hotéis cariocas e destaco quatro, aos quais voltei ao longo do ano e que estão em ótima forma para 2019: Belmond Copacabana Palace, Emiliano Rio (também na Praia de Copacabana, no Posto 5, perto de Ipanema), Fasano Rio (no Arpoador) e Santa Teresa MGallery by Sofitel. Todos têm ótimos bares e restaurantes. O Fasano, por exemplo, acaba de inaugurar o quiosque Marea, no calçadão de Ipanema, com bons drinques e umas das melhores vistas para o pôr do sol carioca (foto no alto). Agora é aguardar o Fairmont Rio, a mais importante abertura hoteleira no Brasil em 2019, marcada para 2 de abril. Conto mais sobre este e outros novos hotéis de luxo em 2019 na reportagem de capa da Panrotas, páginas 20 a 29.

Mick Jagger Trafalgar St James
O jovem Mick Jagger no meu quarto no Trafalgar St James | Foto de Carla Lencastre

Fevereiro. Depois do carnaval, meu verão virou alto inverno e desembarquei em Londres debaixo de uma das maiores nevascas que a cidade já viu. A neve não chegou a atrapalhar muito o programa, graças à perfeita localização do Trafalgar St. James, hotel na época recém-inaugurado da Curio Collection. Esta é uma das bandeiras mais interessantes da Hilton, da qual já conheci alguns hotéis e sou fã. Gosto muito da ideia de reunir sob um mesmo guarda-chuva hotéis independentes que têm como denominador comum o interesse pela arte. Cada propriedade demonstra isso de uma maneira. No Trafalgar St. James é através de uma espetacular coleção de fotos em preto e branco de ícones pop, de David Bowie e Mick Jagger a William & Kate, feitas ao longo de quatro décadas pelo britânico David Hogan.

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Bungalow ovewater Le Taha'a
O amanhecer visto da cama do meu bangalô em Taha’a | Foto de Carla Lencastre

Março. O grande destaque do mês, e do meu ano viajante, foi finalmente conhecer o verão eterno da Polinésia Francesa. Acordar em um bangalô sobre a água azul-turquesa de Bora Bora foi, sem dúvida, a experiência mais incrível do ano. Mas Bora Bora me deixou com uma conjunção adversativa quando o assunto é hotelaria de luxo, sobre a qual escrevi no meu post de estreia deste Hotel Inspectors. O hotel da Polinésia Francesa que entra na minha lista de melhores é o delicioso Le Taha’a, um Relais & Châteaux com jardim de corais praticamente privativo, na ilha homônima de Taha’a.

Canguru The Louise Barossa Valley
Companhia para o café da manhã no Louise, no Barossa Valley | Foto de Carla Lencastre

Abril. Mês de voltar ao Pacífico Sul e à Austrália. Além de Sydney, onde retornei ao sempre moderno e divertido QT (ainda que não seja para todo tipo de viajante), fui também a Melbourne (fiquei no clássico e bom Langham) e conheci a região de South Australia, onde estão Adelaide e o Barossa Valley, uma das principais regiões vinícolas do mundo. O destaque vai para mais um Relais & Châteaux, The Louise, no Barossa, onde você escolhe entre tomar café da manhã vendo cangurus ou admirando vinhedos.

Leia mais sobre grandes marcas de luxo no cenário da hotelaria australiana.

Restaurante The Art, a Hotel Denver
Rochosas ao fundo (e o “oceano”) no restaurante do Art, em Denver | Foto de Carla Lencastre

Maio. Em Denver, fiquei hospedada no correto Hilton City Center e visitei outros hotéis novos ou renovados, sobre os quais você pode ler nesta reportagem para a Panrotas. Chamo a atenção, excepcionalmente, para um hotel no qual não me hospedei, mas fui conquistada pelo serviço: The Art. Levei um tombo espetacular quase na entrada do hotel, onde cheguei com sangue escorrendo em uma das pernas. Imediatamente o segurança me mostrou o elevador que levava ao lobby. Lá, fui rapidamente encaminhada para o banheiro, onde recuperei um pouco da dignidade.

Enquanto esperava a dor diminuir, aproveitei para o conhecer o bar. O drinque veio acompanhado de gelo para o joelho, que realmente não estava em seu melhor momento. Durante todo o tempo em que estive no Art, os funcionários (portaria, lobby, bar e restaurante) foram extremamente atenciosos, perguntando o tempo todo se eu estava confortável, se precisava de médico, de remédio, de mais gelo, de outro drinque… Deixando de lado a experiência pessoal (e subjetiva), o hotel é dos mais bonitos da cidade. Fica ao lado do Denver Art Museum, projetado pelo star architect Daniel Libeskind, e é decorado com diversas obras de arte contemporânea.

Obrigada pela companhia em 2018! Continue com a gente que tem mais

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Hotéis subterrâneos na Capadócia

Piscina de pedra dependurada sobre o Vale Vermelho. Foto: Fernando Torres

Habitada há pelo menos quatro milênios, a  região da Capadócia é atualmente lembrada pelos fotogênicos voos de balão ao amanhecer. Mas, para além do colorido turístico que se estende pelo céu, a paisagem do deserto turco guarda impressionantes vilas subterrâneas, esculpidas em rochas calcárias formadas por ação vulcânica. Algumas delas são tombadas como patrimônio mundial da Unesco; outras, porém, se transformaram em hotéis-butique, que recriam, com estilo, a sensação de dormir na caverna.

É o caso do Museum Hotel, único representante do país na disputada lista Relais & Châteaux, e que tive a oportunidade de conhecer em uma viagem de oito dias ao país. O hotel fica localizado no povoado de Uçhisar, com vista para o deslumbrante Vale Vermelho, onde os balões voam todas as manhãs – o melhor ponto de observação é a piscina de pedra, que simula a sensação de borda infinita.

Como se fosse um castelo encravado na rocha de uma colina, a área possuía originalmente cerca de 60 cavernas, que abrigaram antigas comunidades nômades e os famosos e raros cavalos da raça Akhal-Tek. Após quatro anos de restauro, as ruínas deram lugar a 30 quartos e suítes esculpidos à mão, preservando a estrutura da rocha. Cada espaço é decorado individualmente com tapeçarias, sofás em estilo otomano, obras de arte e antiguidades, como cerâmicas e tapeçarias.

A suíte Harém, por exemplo, tem lareira e surpreendentes torneiras onde jorra vinho tinto – não fiquei nesta suíte por motivos óbvios de precaução, mas, sim, na Gülistan (tradução para jardim de rosas, em referência ao jardim particular), com teto de pedra abobado e jacuzzi com vista para o vale salpicado de “chaminés de bruxas”. A suíte Sultan é ainda mais impressionante, com teto solar, adega tandoor (forno tipicamente asiático subterrâneo) e um tear para a tecelagem de tapetes, todos pensados para momentos totalmente privados.

Suíte Gülistan, encravada na pedra, com jardim particular. Foto: Fernando Torres

Nas áreas comuns, o restaurante Lila’s serve a tradicional comida turca em um ambiente à moda clássica do Oriente. O cardápio tem a consultoria do chef Murat Bozok, um dos mais renomados da Turquia, com destaque para entradas e pratos à base de cordeiro, queijo e iogurte de ovelha e especiarias. Com frequência, os túneis e cavernas ainda sediam vernissages e galerias de arte temporárias, com artistas locais e internacionais. Tudo observado de perto pelo fundador e proprietário, o o visionário Ömer Tosun.

As redondezas têm ainda outras opções de luxo. Na mesma viagem, jantei no Argos Hotel, em uma caverna que já abrigou um mosteiro. Reformado há três anos, a propriedade tem suítes luxuosas, a exemplo da categoria Splendid, com piscinas internas privativas. A adega subterrânea guarda uma formidável variedade de vinhos.  A propriedade tem ainda jardins e terraços de onde se podem observar o céu estrelado da Capadócia.

Suíte Splendid do Argos Hotel, em um antigo mosteiro. Foto: Fernando Torres

 

 

 

 

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Hotel não é apenas para dormir

Preview da nova propriedade Four Seasons que abrirá suas portas em breve em São Paulo. Foto de Four Seasons Divulgação

Bem-vindo ao nosso novo blog. O Hotel Inspectors é um projeto assinado por três jornalistas apaixonados por turismo, hotelaria e bares e restaurantes de hotéis: Carla Lencastre, Fernando Torres e Mari Campos. Juntos, temos quase seis décadas de experiência profissional, fora muitos anos de viagens por paixão e por prazer antes disso. Percorremos o mundo atrás de hospedagens interessantes e dormimos em mais de uma centena de propriedades diferentes ao longo de um ano – fora inúmeras visitas técnicas em outros hotéis.

O mercado hoteleiro se desenvolveu muito nos últimos anos. A Marriott comprou a Starwood. A InterContinental adicionou a Kimpton ao seu portfólio e está em busca de uma nova bandeira de luxo. A Hilton inovou seu padrão mais clássico com a Curio Collection, de hotéis independentes e com ênfase em arte. Surgiram numerosos hotéis boutique (embora até hoje se faça tanta confusão com este termo). Brasileiros passaram a valorizar associações e selos, como Relais&Châteaux, Leading Hotels of the World, Virtuoso e Traveller Made.

Todas as semanas vamos falar por aqui sobre tudo isso e muito mais, sempre com base em nossa própria experiência com hotelaria, seja durante viagens a trabalho ou de férias (porque sim, jornalistas de viagem também viajam nas férias).

O artsy The Darcy, da Curio Collection, em Washington DC. Foto de Mari Campos

Em nossas estadas e avaliações, priorizamos o bom serviço e temos olhos treinados principalmente para reconhecer um design bom e funcional, fundamental em um bom hotel de qualquer faixa de preço. Buscamos lugares bacanas, ainda que nem sempre luxuosos, até porque a vida é boa, bonita e hi-lo – e isso não nos impede de contar histórias curiosas sobres hotéis mais simples e nem por isso menos interessantes. Também não temos problema nenhum em chamar a atenção para pontos negativos, seja qual for o hotel ou bandeira em questão. Tentamos sempre ter um olhar imparcial em nossas visitas técnicas, hospedagens e análises de propriedades e do mercado hoteleiro em si.

Não acreditamos de forma alguma que “hotel é só para dormir”. Nem pensar! Para nós, descansar bem depois de um dia intenso na rua é fundamental para seguir qualquer viagem. Afinal, o quarto pode até ser básico e pequeno, mas nunca feio ou sujo. E se tiver uma cama dos sonhos e banheira com vista, fica melhor ainda, não?

Será um prazer ter a sua companhia conosco por aqui.

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