Hyatt Centric Brickell Miami

O novo hotel Hyatt Centric Brickell em Miami

Aberto há apenas seis meses, o novo Hyatt Centric Brickell Miami é boa opção para quem pretende dedicar mais tempo a explorar a Brickell Avenue e arredores, uma das áreas mais interessantes da cidade atualmente. Entre as tantas novidades que não param de surgir na região, o novo Hyatt se destaca pela localização (característica da marca de lifestyle Centric) e pelas vistas panorâmicas. Todos os 208 quartos são voltados para a cidade e a Baía de Biscayne.

Baía de Biscayne, vista do novo Hyatt Centric Brickell Miami
Baía de Biscayne vista da varanda de um dos quartos do novo Hyatt Centric Brickell Miami | Foto de Carla Lencastre

O novo Hyatt Centric em Miami fica perto do Brickell City Centre

Estive hospedada no hotel no fim do mês passado, a convite da Hyatt. Dá para fazer bastante coisa a pé, como ir ao Brickell City Centre, aos muitos bons restaurantes da área ou simplesmente caminhar ao entardecer pela margem da baía. Ou ao amanhecer. Vale a pena acordar para ver o nascer do sol (em torno das 7h da manhã nos meses de inverno).

Nascer do sol Baía de Biscayne Miami
O amanhecer na Baía de Biscayne, em Miami, visto da varanda do quarto | Foto de Carla Lencastre

O Metromover, trem elevado gratuito que circula no Centro de Miami, tem uma estação perto do hotel. A partir dali é possível chegar rapidamente ao Museum Park, onde ficam o Perez Art Museum Miami (PAMM), ótimo museu de arte contemporânea latina, e o Frost Museum of Science, com planetário e aquário, bom programa para famílias. Wynwood e Little Havana estão a cerca de 15 minutos de carro. Para South Beach, conte com 20 ou 30 minutos.

Lobby Hyatt Centric Brickell Miami
Cenas de Havana nos quadros do lobby do novo Hyatt Centric Brickell Miami | Foto Carla Lencastre

A área do Hyatt Centric concentra novos empreendimentos hoteleiros. Nos últimos anos, foram inaugurados o East Miami (junto ao Brickell City Centre), o SLS Brickell e, mais recentemente, o SLS Lux Brickell, entre outras aberturas e renovações. Em uma ilhota em frente ao Hyatt Centric fica o Mandarin Oriental Miami, um dos pioneiros na região, aberto no ano 2000.

Panorama Tower Hyatt Centric Brickell Miami
A Panorama Tower e, à esquerda, o novo Hyatt Centric em Miami

O Hyatt Centric Brickell faz parte da Panorama Tower, o novo arranha-céu mais alto da cidade. A torre de 83 andares está em fase final de acabamento, mas já recebe seus primeiros moradores, que dividem com os hóspedes a ampla piscina climatizada e a hidromassagem. Ambas ficam em um espaçoso terraço no 19º andar, que tem ainda um pequeno bar e dezenas de espreguiçadeiras ao sol, com vista para os prédios da Brickell e para a baía.

Restaurante Caña Hyatt Centric Brickell Miami
Cores fortes no bom bar e restaurante cubano Caña | Foto de Carla Lencastre

Para a decoração contemporânea e a gastronomia, a inspiração veio de Cuba. Bonitas fotos e pinturas com a ilha como tema estão no lobby e nos quartos. O bom bar e restaurante Caña, no segundo andar, oferece cardápio cubano com toques contemporâneos e serve café da manhã, almoço e jantar, sempre à la carte. Na carta de drinques, destaca-se o Smoked Old Fashion. Feito com rum, tem uma bela (e esfumaçada) apresentação.

Quarto Hyatt Centric Brickell Miami
Um dos quartos do novo Hyatt na área da Brickell Avenue | Foto de Carla Lencastre

Os quartos com piso em madeira são amplos, confortáveis e modernos, todos com varanda, muita luz natural, sofá e mesa de centro, mesa alta (que funciona como mesa de trabalho) com cadeiras e tomadas, armário de duas portas, estante com bar bem abastecido e máquina de café. Os espaçosos banheiros não têm banheiras, mas o chuveiro é ótimo, assim como os roupões. O secador de cabelo é famosa marca americana Drybar.

Fachada Hyatt Centric South Beach Miami
O primeiro Hyatt Centric em Miami, em South Beach | Foto de Carla Lencastre

Este é o segundo Hyatt Centric em Miami. O primeiro fica em South Beach. Foi inaugurado em 2015 na 16th Street com a Collins Avenue, entre a Lincoln Road e a praia.

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Volta ao passado em hotéis fazenda no Brasil

Ao longo dos séculos 18 e 19, tropeiros e mineradores cruzavam às matas brasileiras de ponta a ponta, deixando atrás deles rastros de civilização – e uma grande vocação turística. É que a casa-grande das antigas fazendas se transformou em hotel, com piso, paredes e móveis da mesma época em que foram erguidas. Tudo regado à histórica hospitalidade do interior: café passado na hora, licor de jabuticaba e comidas típicas.

Fazenda Fonte Limpa, em Santana dos Montes (MG), de 1742: tombamento histórico | Foto: Fernando Torres

Minas Gerais é uma das campeãs em fazendas históricas. Só o pacato vilarejo Santana dos Montes tem 14 delas, sendo que algumas já descobriram o filão turístico. A Fazenda Fonte Limpa saiu na frente: datada de 1742, foi restaurada nos anos 1990 e abriu as portas para hóspedes em 1997. A casa e a senzala originais, tombadas pelo Patrimônio Histórico, servem comida mineira preparada no fogão à lenha e abrigam boate, biblioteca, capela e um museu da centenária família Nogueira, com vestidos de festa, fotos e documentos. O complexo ainda possui piscinas, sauna, ofurô, salões de jogos, academia e promove cavalgadas pelos arredores nas noites de lua cheia.

Fazenda da Chácara, em Santana dos Montes (MG): casarão de 1741 é porta de entrada para acomodações modernas | Foto: Fernando Torres

Também no município, a Fazenda da Chácara fica em uma área de 126 hectares. Conserva o casarão principal, de 1741, como área de lazer e convivência, mas investe em 28 acomodações modernas e uma taberna para jantares e serestas. Imperdível mesmo é a visita à vizinha Fazenda do Guarará, do mesmo proprietário. Embalado pela cachaça produzida no alambique da fazenda, o fazendeiro Aloísio Pereira gosta de perambular pessoalmente com os visitantes pelos vinhedos de uvas Cabernet, Merlot e Syrah, as plantações de patchouli, o estábulo de criação de gado para leite, o lago de pesca esportiva e, finalmente, a área de produção da cerveja artesanal Loba e da cachaça Itaverense.

Outra dos meus hotéis fazenda preferidos fica em Itu, a Fazenda Capoava, a cerca de 100 km de São Paulo. Erguida em 1750, a casa bandeirista e era um dos maiores engenhos de cana-de-açúcar do século 18; de plantação de café, no século 19; e de gado, nos anos 1930. Só em 2000, a Capoava virou hotel, mantendo a sede principal de taipa e pilão, a capela anexa ao alpendre e as edificações construídas pelos imigrantes italianos, logo após a Abolição.

Restaurante da Fazenda Capoava, em Itu (SP): delícias da culinária caipira | Foto: Fernando Torres

A infraestrutura atual inclui novos chalés, piscina, sauna, quadras de tênis, massoterapia e stand up paddle em um dos cinco lagos que circundam a propriedade. Vale ainda conhecer os arredores, como a Ilha dos Macacos, habitat de macacos-prego, tucanos-toco, araras-canindé e outros animais silvestres, e percorrer a cavalo a trilha de 14 quilômetros que leva ao Armazém do Limoeiro da Concórdia, antiga mercearia que vendia de tudo no século 19. Depois de se empanturrar com as velhas delícias da culinária brasileira, como leitão assado à pururuca, vaca atolada, pão de abobrinha e bolo de milho, a viola caipira anima a noite com o ritmo repentista cururu.

Não é fácil competir com as piscinas naturais e as barreiras de corais de Maragogi, no litoral norte alagoano. Mas a Fazenda Marrecas consegue se sair muito bem. A viagem pelo tempo começa a partir do casarão principal, datado de 1780, que mescla as arquiteturas árabe e portuguesa, na época do governo do português Marquês de Pombal – as paredes são erguidas em torno de armação parecida com uma gaiola de madeira. Outro atrativo histórico é o Engenho Marrecas, cujos registros mais antigos são de 1849. Embora seja uma construção recente, a capela também tem apelo histórico: foi inspirada nas igrejas coloniais de Ouro Preto (MG) e na capela do Forte Brum, em Recife (PE), com peças sacras adquiridas em Roma, sino fabricado em Portugal e altar trazido de Olinda (PE).

Capela da Fazenda Marrecas, com o casarão ao fundo, em Maragogi (AL): cenografia de cinema e novela | Foto: divulgação

Cenográfica, a fazenda serviu de locação para a novela global A Indomada, em 1997 (alô, Canal Viva!), e também do longa Joana Francesa, de Cacá Diegues, de 1973. Só depois dessa fama midiática é que os proprietários decidiam transformá-la em pousada rural, em 2002. Um dos pontos altos dessa fase é a gastronomia, com pratos típicos da culinária nordestina. É o caso das geleias de caju, jaca e banana, bem como a tradicional cachaça envelhecida, ainda produzida no antigo engenho de cana-de-açúcar.

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Gastronomia e day-use nos hotéis Sol Ipanema e Praia Ipanema

Dia desses, em uma escapada ao Rio de Janeiro, fui convidado a conhecer dois restaurantes em hotéis na avenida Vieira Souto: o Masserini Osteria di Mare, no hotel Sol Ipanema, e o Espaço 7zero6, no hotel Praia Ipanema. Quem conhece o Rio de outros carnavais sabe que os edifícios são praticamente duas instituições cariocas, da era em que os espigões disputavam a melhor vista do morro Dois Irmãos – mesmo quando eles resolvem se esconder, caso da foto acima.

Descobri durante a visita que eles estão entrelaçados não apenas pelo CEP. Foram também construídos pelos mesmos empresários, os irmãos Jorge, Nicolau e Ésper Chami, descendentes de sírios fugidos da Primeira Guerra, e até hoje são administrados por membros da família. O Sol Ipanema, mais sisudo, foi fundado em 1973, na altura do posto 9, sendo o primeiro hotel da orla Ipanema-Leblon, com 90 apartamentos distribuídos em 17 andares. A propriedade já viveu dias de glória: nos anos 1970, era ponto de encontro da turma de Sônia Braga, no intervalo das gravações de Gabriela e Dancin’ Days – hoje, pede uma reforma, especialmente no acanhado rooftop, que desperdiça o potencial da vista escandalosa. Já o Praia Ipanema, quase na divisa com o Leblon, é de 1981 e fez a cabeça de gente como Clodovil e as escritoras Ruth Rocha e Lya Luft. Mais ensolarado, mais bem conservado e de arquitetura mais privilegiada, ainda acena com o louro de ter todos os cem aposentos, bem confortáveis, com vista para o mar.

Polvo, foccacia, vinho branco e Ipanema: quer combinação mais perfeita? | Foto: Fernando Torres

Mas vamos à gastronomia. Com a assinatura do chef Rafael Marmelo (ex-Pici), o Masserini Osteria di Mare foi inaugurado há pouco menos de um ano no primeiro andar do Sol Ipanema, em substituição à filial do Gabbiano, da Barra. A culinária, como o próprio nome diz, envereda pela Itália marítima, o que já se espreita na bela decoração em azul, com temas navais, e pela vista das ilhas Cagarras e da praia lotada, separadas pelo janelão envidraçado e pelo ar-condicionado. (A propósito, Lulu Santos estava por lá e parece ter curtido.)

Um olho no mar e outro no pescado, escolhemos como antipasti o polvo marinado, acompanhado de focaccia. Serve muito bem duas pessoas, mas o anfitrião insistiu para que experimentássemos a cesta de pães artesanais, servidos com sardela, presunto de Parma, azeitonas marinadas, parmesão e geleia de pimenta-dedo-de-moça. Duas entradas irretocáveis, que reduzem a chance de pedir primi piatti e secondi piatti, como mandam os italianos.

Agora com vinho rosé, Gamberoni al Jorge (no destaque) e risoto de moqueca: entre o clássico e o arretado | Foto: Fernando Torres

Torci o nariz para a escolha de prato do meu companheiro de viagem: risoto de moqueca, com leite de coco, dendê e camarões. Paguei a língua. A arriscada invenção apresentava frescor no paladar e uma surpreendente leveza, como se fizesse apenas uma citação bibliográfica ao ardor baiano. Meu pedido foi o Gamberoni al Jorge, criação do fundador do hotel: camarões salteados na manteiga, flambados no uísque e servidos com arroz puxado no próprio molho. Com quase 45 anos de história, pode soar um pouco fora de moda, mas, ao invés disso, mantém a elegância da cozinha clássica, além de ser muito saboroso.

O Espaço 7zero6, por sua vez, fica no rooftop do hotel Praia Ipanema. A área, inclusive, foi renovada há alguns anos, com piscina de borda infinita e vista de 360 graus, sem concorrência, para o mar, a lagoa Rodrigo de Freitas, o Corcovado. Com cara de lounge, tem sofás espalhados entre as mesas, bar e cadeiras ao ar livre. O sorridente chef Kadu Soares comanda a cozinha e exibe no currículo passagem pelo Le Jules Verne, de Alain Ducasse, no segundo andar da torre Eiffel.

Linguine com camarões do Espaço 7zero6: sabores equilibrados com vista panorâmica | Foto: Fernando Torres

O cardápio é enxuto, com duas opções de saladas, dois sanduíches e sete pratos principais, privilegiando ingredientes leves, ideais para o almoço tardio – até porque, com aquele visual, a melhor hora da visita é durante o dia, de preferência, em um formato day-use, com direito ao uso da piscina e de um quarto. Fomos na sugestão do chef: uma honesta burrata de entrada, seguida por por um prato recém-chegado ao cardápio: linguine com camarões ao molho bisque, com gengibre, coentro e pimenta-dedo-de-moça. São todos ingredientes da vez, diga-se de passagem, mas bastante equilibrados na composição. Permita-se uma sobremesa, também novidade: o suflê de chocolate com raspas de limão e flor de sal. E permita-se também um drinque, como um grand finale, agradecendo ao Cristo por estar na Cidade Maravilhosa. Anote: a carta é assinada por Alex Mesquita, da cachaça Leblon.

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Hôtel Lutetia, em Paris, e um ‘grand tour’ pela Europa

São 11 os hotéis em Paris com a designação oficial de palácio. O Rosewood Hôtel de Crillon, reaberto há um ano, acaba de receber a distinção. O Ritz Paris, renovado e reaberto há dois anos, ainda está na fila. Além dele, a cidade pode vir a ter mais um em breve, o primeiro na margem esquerda do Rio Sena. O Hôtel Lutetia, reinaugurado em 12 de julho de 2018, depois de quatro anos de obras e vários adiamentos, também já se candidatou à distinção, concedida pelo Ministério do Turismo francês para hotéis que vão além das cinco estrelas.

Pelas fotos e os relatos de quem se hospedou lá nestes primeiros meses, a espera valeu a pena. Vamos conferir a reforma em breve. Enquanto isso, durante a ILTM North America, feira de viagens de luxo realizada há um mês na Riviera Maya, no México, conversamos com Marie-Christine Bittencourt, brasileira que faz parte do departamento de Vendas, e James Baker, diretor de Vendas e Marketing para as Américas da Set Hotels.

A reabertura (e a abertura) do Hôtel Lutetia, em Paris

Os dois representantes do hotel fizeram questão de destacar que o Lutetia é aberto para a cidade. Para seus moradores, que sempre frequentaram o elegante hotel no Boulevard Raspail, em Saint-Germain-des-Prés, e também para visitantes que não necessariamente estão hospedados ali. Este princípio orientou o perfil do restaurante principal do hotel, que optou por manter a Brasserie Lutetia. O menu será assinado pelo chef Gérald Passedat, com três estrelas Michelin em seu restaurante Le Petit Nice, em Marselha.

Bar Josephine Hotel Lutetia Paris
O Bar Josephine no Hotel Lutetia, em Paris, projetado pelo arquiteto Jean-Michel Wilmotte  / Foto de divulgação

Outra aposta no mesmo sentido é o Bar Josephine, em homenagem a Josephine Baker, frequentadora do Lutetia no passado. O bar já foi inaugurado (a brasserie ainda não tem data de reabertura marcada) e o novo design tem a assinatura do francês Jean-Michel Wilmotte, mesmo arquiteto do Mandarin Oriental Paris. Além de uma interessante carta de drinques, tendência que alcançou Paris e seus bares de vinho, o Josephine tem jazz ao vivo sete noites por semana.

Piscina Spa Hotel Lutetia Paris
A piscina do novo spa do Lutetia fica no subsolo, mas recebe luz natural através de uma claraboia / Foto de divulgação

Os brasileiros já redescobriram o hotel nestes três primeiros meses e estão entre os três maiores públicos, junto com os americanos e os próprios franceses.

“Esperamos ainda mais brasileiros, inclusive no bar e no restaurante, que oferecem uma experiência local, por mais clichê que pareça a frase. A ideia é fazer uma releitura da efervescência etílica-cultural que marcou o passado do Lutetia. E hoje o hotel está bem mais aberto para a cidade, mais iluminado. Até o spa, que não existia e foi instalado no subsolo, também recebe luz natural vinda da rua”, conta Marie-Christine.

Banheiro suíte Hotel Lutetia Paris
Banheiro com banheira em mármore e vista em uma das suítes do hotel na Rive Gauche / Foto de divulgação

Se dinheiro não for problema, vale esperar até 2019 para se hospedar no Lutetia, que faz parte da Leading Hotels of the World. As suítes que ficam nos andares mais altos do prédio do início do século 20 estão com a inauguração prevista para dezembro. Durantes as obras, as 230 acomodações originais foram reduzidas para 184. São os maiores quartos da Rive Gauche, com dimensões a partir de 28 metros quadrados e piso em madeira. Alguns dos banheiros têm banheiras em mármores que foram esculpidas no próprio hotel: a pedra veio em blocos direto de Carrara, na Itália. E 95% dos banheiros têm janela com vista.

Sala Living Room Suite Hotel Lutetia Paris
Sala de estar de uma das novas suítes do Lutetia. Todos os quartos têm piso em madeira / Foto de divulgação

O ‘Grand tour’ pela Europa organizado pelo Hôtel Lutetia, em Paris

O Lutetia agora faz parte do grupo The Set Hotels, junto com o Hotel Café Royal, em Londres, e o Conservatorium Hotel, em Amsterdã. Assim como a propriedade francesa, os outros dois hotéis ficam em belíssimos prédios históricos cheios de histórias para contar e com ambientes contemporâneos. Para promovê-los, a Set lançou uma versão século 21 do clássico “Grand tour” pela Europa, com hospedagem nos três hotéis e experiências exclusivas.

“O hóspede faz os percursos entre as três cidades de trem, como era originalmente. E os concierges cuidam de toda a bagagem”, conta James.

O “Grand tour” em sua versão na África

Fairmont Kenya The Norfolk Bar
O bar do Norfolk, na cosmopolita Nairóbi: primeira escala de um “grand tour” pelo Quênia / Foto de divulgação

A ideia de um “Grand tour” contemporâneo inspirou também outra rede de hotel presente na ILTM North America, a francesa AccorHotels, em outro continente, a África. Um roteiro pelo Quênia sugere um itinerário de oito dias com hospedagem nos três hotéis da marca Fairmont no país: o tradicional The Norfolk, na capital, Nairóbi; o Mount Kenya Safari Club, e o Mara Safari Club.

Fairmont Mount Kenya Safari Club - pool with mountain background
Piscina com vista para as montanhas no Fairmont Mount Kenya / Foto de divulgação

Aqui não há ligação de trem entre as cidades, mas a Fairmont cuida das passagens aéreas internas, dos transfers de ida e volta para o aeroporto e de organizar alguns programas, como visitas a orfanatos de animais selvagens.

Mount Kenya animal orphanage bongo
Visita a um orfanato de antílopes na região do Mount Kenya / Foto de divulgação

“Com este nosso roteiro, o hóspede tem experiências diferentes: lifestyle, com arte e gastronomia, em Nairóbi, uma cidade cosmopolita; a paisagem da região montanhosa do Monte Quênia, e, claro, safári na reserva de Maasai Mara”, diz Guillaume Durand, diretor de Vendas e Marketing da Fairmont no Quênia.

Fairmont Mara Safari Club tent
Uma das tendas do Fairmont Mara Safari Club / Foto de divulgação

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O novo Four Seasons São Paulo

O bar aberto para o lobby. Foto: Mari Campos

O mercado hoteleiro de luxo no Brasil anda de vento em popa. Depois da abertura do esperado Fasano BH, a contagem regressiva para a abertura do primeiro hotel da rede Four Seasons no Brasil (parte do crescente portfólio do grupo na América Latina) está finalmente terminando: no próximo dia 15 de outubro, segunda-feira, a esperada propriedade brasileira do grupo abrirá oficialmente suas portas, quase às margens do rio Pinheiros. Mas nós já fomos conhecer em primeira mão o que o Four Seasons Hotel São Paulo at Nações Unidas tem de especial.

Parte do Parque da Cidade, o hotel conta com 258 quartos e suítes e 84 residências distribuídos em um edifício de 29 andares em plena Avenida das Nações Unidas.  Por fora, o imponente arranha-céus parece apenas mais um do emaranhado de edifícios da zona financeira em que se encontra. Mas basta cruzar a discreta porta de entrada para ver que o grupo conseguiu, e com esmero, dar uma alma brasileiríssima ao hotel. Projetado pelo escritório norte americano HKS Architects em parceria com os brasileiros Afalo e Gasperini Arquitetos, e com design do norte-americano BAMO, o novo hotel do grupo Four Seasons tem sotaque definitivamente paulistano. 

Linhas curvas por toda parte. Foto: Mari Campos
Elegância nos banheiros. Foto: Mari Campos

O projeto logrou conciliar harmonicamente a estética internacional do luxo contemporâneo com os estilos de grandes nomes brasileiros das artes e da arquitetura, incluindo obras de Francisco Brennand, Burle Marx e Paulo Mendes da Rocha espalhadas pela propriedade. Matérias-primas brasileiras estão também por toda parte, do mármore das áreas comuns aos revestimentos e móveis dos quartos – com direito a muita madeira, janelas que isolam completamente os ruídos externos, linhas sinuosas que lembram Niemeyer e até carpetes cujo design homenageia o vizinho rio Pinheiros. O Brasil só não aparece nas amenidades dos quartos, que utilizam produtos Christian Lacroix. 

Apreço pela matéria-prima brasileira em cada detalhe. Foto: Mari Campos
Os carpetes que homenageiam o Pinheiros. Foto: Mari Campos

Embora a localização seja afastada das principais atrações turísticas da cidade, é visível a tentativa de criar uma importante conexão com o público local nas áreas comuns. Além disso, o hotel criou uma série de experiências exclusivas para hóspedes que queiram ir a fundo no destino – e diversas opções de compras, gastronomia e entretenimento estão a curta distância.

O segundo andar do hotel foi projetado para ser um oásis em meio à selva de pedra, com direito a jardins internos, spa BAMO, fitness center e uma piscina inovadora entre os hotéis paulistanos, com áreas interna e externa divididas por um vidro retrátil. 

Detalhe da piscina do spa. Foto: Mari Campos

Mas a melhor sacada do hotel parece ser sua investida gastronômica, com o botequim-chic CajuSP e o restaurante Neto, ambos colados ao lobby – e separados por uma escadaria que sem dúvidas será uma das imagens mais icônicas da propriedade. Ambos testados e aprovados! 

O CajuSP seguramente movimentará a cena local na happy hour, incluindo no cardápio versões gourmet de clássicos paulistanos como bolinho de bacalhau, asa de frango etc e, é claro, uma série de signature drinks exclusivos. O design sinuoso bar foge do modelo tradicional dos bares de lobby e cria bons espaços de circulação e interação, sem intimidar de forma nenhuma o visitante que não esteja hospedado no hotel. 

Gastronomia ítalo-brasileira no restaurante Neto. Foto: Mari Campos

A cozinha do restaurante Neto (cujo nome homenageia os descendentes de imigrantes italianos em São Paulo) ficou a cargo do sempre excelente Paolo Lavezzini, ex- Fasano Rio, que supervisionará também o botequim e o room service. Para o Neto, ele criou um menu tradicional italiano cheio de toques e releituras brasileiros, utilizando somente produtos locais – e em um ambiente que, apesar do serviço impecável do padrão Four Seasons, é absolutamente informal, incluindo grandes mesas comunais e alguns pratos do cardápio propositalmente criados para serem compartilhados. 

Aproveitar a época de abertura para conhecer o hotel pode ter suas vantagens, já que eles estão anunciando diversas ofertas de inauguração. Para paulistanos que buscam uma staycation ou breve escapada, o Summer Love Romance Package pode ser boa pedida para um final de semana romântico.  A conferir. 

 

 

 

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Estreamos a cama do novíssimo Fasano BH!

Com ou sem crise, o Brasil está no radar do alto luxo hoteleiro. E não apenas na lista de investidores estrangeiros, como a rede canadense Four Seasons, que, finalmente, irá quebrar o jejum tupiniquim no dia 15 de outubro, com o Four Seasons São Paulo. O zum-zum-zum da vez é o grupo brasileiro Fasano: ao mesmo tempo em que debuta o aniversário de 15 anos do hotel em São Paulo, a marca inaugurou, no dia 28 de setembro, o Fasano Belo Horizonte, o sexto empreendimento no setor. Isso menos de um ano depois de abrir uma unidade em Angra dos Reis e já na contagem regressiva para a estreia do Fasano Salvador, marcada para dezembro.

Fachada do hotel tem tijolos de terracota e revestimento de chapas de alumínio | Foto: Fernando Torres

A chegada à capital mineira é o capítulo final de uma novela. Planejado para antes da Copa de 2014, o Fasano BH, inicialmente, se instalaria na praça da Liberdade, epicentro cultural da cidade. Não deu certo, devido a questões ligadas à licitação do imóvel. O grupo, então, decidiu investir em Lourdes, o bairro mais nobre de Belo Horizonte, onde ergueu um prédio de 12 andares praticamente do zero. A abertura levou quase dois anos além do previsto. Mas valeu a pena esperar, como pudemos comprovar em nosso check-in, logo na primeira semana, com direito a “batismo” de cama.

Legitimada pelo serviço discreto e elegante, a marca mantém o alto padrão em Belo Horizonte. O tom atemporal – clássico e, ao mesmo tempo, contemporâneo – se insinua já na fachada, que mescla tijolos de terracota ao revestimento de chapas de alumínio. Na sequência, o lobby se revela sem meias palavras. A decoração sóbria e refinada tem muita madeira, piso em mármore travertino bruto, luminosidade natural sobre jabuticabeiras indoor e um toque de mineiridade, a exemplo das gamelas de fazenda, que acolhem arranjos de flores.

Jabuticabeiras sob a luz natural na antessala do restaurante Gero, que estreia em hotéis | Foto: Fernando Torres

O DNA mineiro continua elevador acima, nos 77 apartamentos, com diárias que saem a partir de R$ 975 e áreas a partir de 27 m². Fiquei hospedado no confortável apartamento deluxe (35 m²), abraçado por lençóis Trussardi de 300 fios e uma infinidade de travesseiros de plumas de ganso. A atmosfera é clean, puxada para o bege, com cortinas e tapetes de linho, calçadeiras e poltronas de couro, peças de decoração em pedra-sabão. Senti falta de obras de arte e de flores, especialmente nas suítes, que poderiam “esquentar” e personalizar o ambiente monocromático. Nos banheiros, o acabamento é impecável, totalmente recoberto em mármore travertino e box de vidro até o teto, em todas as categorias. Somente as suítes têm banheiras – no caso da Penthouse, de 110 m², há ainda uma jacuzzi na varanda. As amenidades são de marca própria, com óleo de Argan.

Suíte Penthouse: inspiração mineira com escala monocromática | Foto: Fernando Torres

O spa fica na cobertura, no 12º andar, integrado à piscina de mármore, climatizada e aberta (é claro que fiz uso desta belezura!). O menu de tratamentos segue a linha dos outros hotéis Fasano, com produtos de aromaterapia da linha By Samia. Escolhi a massagem Deep Tissue, a quatro mãos e, voilá!, entrou para o segundo lugar do ranking de melhor terapia do meu mundo. Nos pacotes de day spa e alguns tratamentos, o cliente pode utilizar a sauna e a piscina, ao contrário do Fasano de Ipanema, onde o acesso é apenas para hóspedes. Esta, aliás, é uma decisão acertada da rede para se adequar ao mercado de Belo Horizonte, uma cidade que, ao contrário do Rio, tem uma demanda turística reprimida, dependendo, portanto, da aderência dos próprios moradores.

Piscina na cobertura: integrada ao spa, é aberta ao público de clientes | Foto: Fernando Torres

A estratégia se repete no lobby, concebido para ser ocupado pela cidade, seja para um drinque de negócios no bar ou o jantar no restaurante Gero, o primeiro do portfólio Fasano acoplado a um hotel. A cozinha, de pegada italiana clássica, é comandada pelo chef Fábio Aiello, que serve pratos como ravióli de vitelo, penne com pecorino, filé com trufas negras e foie gras, tiramisù. Tudo muito saboroso e elegante, sem afetações. E também uma mineiridade: a carta de cachaças, harmonizada com os pratos (o frigobar também tem um exemplar da cachaça Vale Verde). No primeiro andar, o Fasano traz de São Paulo a marca Baretto, com agenda de jazz, pop rock e discotecagem, de quinta a sábado. A expectativa é que vire point da turma que gosta de ver e ser vista.

Lobby bar, ao fundo: expectativa é ter aderência dos moradores | Foto: Fernando Torres

Walking distance – o que fazer na região
O novo Fasano está localizado a duas quadras do principal centro gastronômico de BH. Os restaurantes em destaque são o contemporâneo Glouton, do chef Leo Paixão; Alma Chef, do francês Emmanuel Ruz (uma estrela Michelin); Trindade, de comida brasileira, e Taste-Vin, uma entidade da cozinha francesa. Para fazer compras, não precisa nem sair do quarteirão: o hotel está ao lado da loja da Animale. As redondezas do bairro arborizado também abrigam as butiques das grifes mineiras Vivaz, Barbara Bela e Zak e uma unidade da Le Lis Blanc. Entre uma compra e outra, vale se esbaldar nas receitas argentinas da sorveteria Alessa. E, claro, fazer uma corrida curta de táxi até a praça da Liberdade para conferir as atrações do circuito cultural.

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Mais hotéis de luxo na Geórgia, EUA

No meu post mais recente, que você pode ler aqui, falei sobre alguns hotéis no estado da Geórgia, nos Estados Unidos, relacionados ao filme “E o Vento Levou”, um de meus preferidos na vida – “Frankly, my dear, I don’t give a damn“. Porém, é evidente que a hotelaria da região não se restringe ao tema e à volta ao passado. Na mesma viagem, também fiquei hospedado em dois hotéis de luxo, que renderam experiências incríveis: o Four Seasons Atlanta, na região de Midtown; e o Château Élan, em Braselton, a 40 minutos de carro de Atlanta.

A torre GLG Grand, onde fica o Four Seasons, nos melhores arredores de Atlanta | Foto: divulgação

Não é segredo que a rede Four Seasons escolhe as melhores localizações para se instalar. E, de fato, Midtown Atlanta tem o best of the best da cidade: gastronomia e vida noturna, o pulmão verde Piedmont Park, o Fox Theatre, com musicais da Broadway, e também o centro cultural Woodruff Arts Center, sede do High Museum of Arts, um dos melhores acervos de arte americana no país. A torre art déco do Four Seasons, a GLG Grand, é a mais alta dos arredores, com 186 m e 53 andares, dos quais um terço pertence ao hotel. O átrio não deixa dúvidas sobre a elegância da escolha: uma grande escadaria de mármore espanhol vermelho, lustres de cristal, grandes colunas e mobiliário em estilo europeu.

A elegante escadaria em mármore espanhol vermelho do Four Seasons Atlanta | Foto: divulgação

Em seus 19 andares, o Four Seasons concentra 226 apartamentos e 18 suítes, com vistas panorâmicas para Midtown. Fiquei hospedado na Luxury Suite, decorada em tons pastel e dourado, com sala de estar, camas king size e salas de banho em mármore e banheira. Além dos mimos cinco-estrelas já conhecidos da marca – amenidades assinadas pela Bulgari, vinho, frutas  de boas-vindas, etc. –, a hospitalidade e o atendimento personalizado impressionam. No desjejum, manifestei ao garçom a curiosidade de saber se o carrot cake, bastante comum em outras partes dos Estados Unidos, também era servido na Geórgia. Mais tarde, a surpresa: quatro cupcakes do sabor mencionado estavam à minha espera em cima da mesinha do living.

Luxury Suite e carrot cakes: seu desejo é uma ordem | Fotos: Fernando Torres

Localizado no térreo, o spa foi outro suprassumo. Fiz uma das melhores tratamentos de que tenho lembrança, o The Midtown Massage, que inclui esfoliação, reflexologia e massagem corporal e no couro cabeludo, seguida de uma taça de prosseco. A área ainda abriga o fitness center, com piscina olímpica coberta e aquecida, banheira de hidromassagem, sauna seca e úmida, academia e um terraço.

Château Élan, em Braselton, inspirado nas construções rurais da França| Foto: Fernando Torres

O resort Château Élan, por sua vez, é a opção para quem quer fugir da cidade. O complexo, em uma área verde de 3,5 mil acres, compreende campo de golfe, piscina, jacuzzi, quadra de tênis, vinhedos, adega e sete restaurantes, dos quais o carro-chefe é o Versailles, especializado na tradicional cozinha americana. A atmosfera das construções remete aos castelos rurais da França do século 16, especialmente o prédio principal, com 250 apartamentos e 25 suítes, todos com decoração ao estilo provençal, nos tons dourado e azul-mediterrâneo. Outra opção de pernoite são as vilas, indicadas para grupos maiores, já que têm de dois a três quartos, cozinha equipada e sala com lareira de LED.

Vocês já sentiram que eu gosto de spa, né?! Pois bem, o do Château Élan fica em um prédio reservado, em estilo mansão de campo francesa, e também pode servir de hospedagem. No caso, sai a mesa para laptop, entra a sala de banho, com banheira e velas aromáticas. O compacto restaurante Fleur-de-Lis dá vida para o lago e a floresta que cercam a área, com pratos de calorias controladas, como a salada de camarão asiático em infusão de chá-verde. O fitness center, por sua vez, oferece aulas de ioga, pilates e hidroginástica na piscina aquecida. É pra desligar o celular e se perder em si mesmo…

No Château Élan, apenas desligue o celular e relaxe | Foto: Fernando Torres

Por ser uma vinícola, a exemplo do Vik Chile, que já falei aqui, o Château Élan também promove diariamente degustações de vinhos locais e realiza tours pelos vinhedos e adegas. A casa detém, atualmente, 29 rótulos e se anuncia como a adega mais premiada da costa Leste nos últimos três anos, com mais de 300 prêmios. Entre os destaques, o elegante e premium Nancy, blend branco das uvas Viognier, Trebbiano, Albarino e Chardonnay; o Les Petits, uma mistura de Petit Verdot e Petit Syrah; e o rosé Summer Wine, produzido a partir da uva Muscadine + essência do néctar de pêssego, a fruta ícone da Geórgia. And the livin’ is easy…

Summer Wine, and the livin’ is easy… | Foto: Fernando Torres
Restaurante de hotel no Rio de Janeiro

Três novidades em restaurantes de hotéis no Rio de Janeiro

Com um céu azul profundo e baixa umidade relativa que fazem com que as silhuetas de prédios e montanhas pareçam traçadas a bico de pena, o Rio de Janeiro de inverno nos oferece sua versão mais gentil, calorosa sem ser calorenta. Se no verão o que você quer são bares e restaurantes climatizados, agora é hora de apreciar o Rio onde ele é mais Rio, na rua. Agora reserve tempo para conferir três boas novidades gastronômicas na categoria restaurante de hotel no Rio de Janeiro.

Restaurante de hotel no Rio de Janeiro
O Térèze, restaurante do Hotel Santa Teresa no Rio de Janeiro, tem um novo chef / Foto de Carla Lencastre

Restaurante de hotel no Rio de Janeiro: Santa Teresa, Emiliano e Copacabana Palace

O Térèze, no Hotel Santa Teresa Rio MGallery, tem no comando da cozinha o uruguaio Esteban Mateu, que trabalhou no premiado Pujol, na Cidade do México, e no D.O.M., em São Paulo. Seus sabores passeiam entre as cozinhas brasileira e latino-americana. As louças foram feitas especialmente para o restaurante por artistas dos muitos ateliês do bairro histórico de Santa Teresa. Os pães frescos e quentes do couvert, por exemplo, são servidos em um suporte inspirado nos trilhos do bonde que percorre o bairro. A manteiga acompanhada de flor de sal vem em uma pedra que lembra os paralelepípedos que calçam as ruas. O salão do Térèze tem mesas e cadeiras em madeira e é decorado com materiais de demolição e obras de arte. Amplas janelas dão vista para o Centro do Rio e a Baía de Guanabara.

Restaurante de hotel no Rio de Janeiro
Entrada do Emile, o restaurante do Emiliano Rio aberto ano passado / Foto de Carla Lencastre

Enquanto isso, Damien Montecer, ex-chef do Térèze, assumiu a cozinha do Emile, inaugurado há um ano no Hotel Emiliano Rio, na Praia de Copacabana. O restaurante não tem a vista do terraço (foto no alto do post), aberto somente para hóspedes, mas o design brasileiro moderno é sedutor. O Emile fica no térreo, instalado em um jardim de inverno com pé-direito alto e parede coberta por plantas tropicais. Há um bom e bonito bar no lobby decorado com móveis de designers brasileiros. O menu contemporâneo prioriza ingredientes frescos, principalmente peixes e frutos do mar.

Restaurante de hotel no Rio de Janeiro
Detalhe do novo Pérgula, um dos três restaurantes do Copacabana Palace / Foto de Carla Lencastre

Na outra ponta da praia, o Belmond Copacabana Palace remodelou inteiramente um dos seus três restaurantes no fim do ano passado para as comemorações de seus 95 anos. Cardápio, chef, décor, tudo mudou no Pérgula, ao lado da piscina mais famosa do Brasil. A primeira coisa que chama atenção é a decoração contemporânea e vibrante, com sofás estofados em amarelo e azul, e, ao fundo, um painel colorido com uma paisagem do Rio por Dominique Jardy. O teto espelhado reflete os pratos criados pelo chef Filipe Rizzato, como vieiras grelhadas com salada de feijões e polvo com batatas ao murro. Para encerrar, peça o imbatível chocolate em forma de cacau recheado com sorvete de cupuaçu.

Leia aqui sobre o novo Belmond Cadogan Hotel, em Londres.

Leia aqui sobre o Belmond Grand Hotel Europe, em São Petersburgo.

Leia aqui sobre os melhores bares de hotel do mundo.

E o Rio de Janeiro continua lindo… / Foto de Carla Lencastre

E já é hora de voltar para a rua e aproveitar os bonitos e amenos dias do inverno carioca. Na edição desta semana da Panrotas tem estas dicas de restaurante de hotel no Rio de Janeiro e muitas outras além da hotelaria. O texto começa a página 16 da versão digital.

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New Orleans: hotéis na capital do jazz

Ancorada entre as curvas do Rio Mississippi, New Orleans leva a fama (justíssima!) de epicentro turístico do Velho Sul dos Estados Unidos. Tudo graças à fusão cultural de franceses, espanhóis e africanos, que lhe rendeu arquitetura e gastronomia peculiares e um espírito de diversão à parte na terra do Tio Sam. Em plena efeméride dos 300 anos, a cidade mais populosa do estado da Louisiana também tem sua lista, embora compacta, de hotéis de luxo.

Nola, como é chamada, está na expectativa de o grupo canadense Four Seasons inaugurar um novo empreendimento no ITM Building, onde um bar giratório na cobertura fez história até o furacão Karina, em 2005. Na fotogênica Canal Street, via arterial da Big Easy, a transformação do edifício em hotel tem investimento projetado em US$ 450 milhões, com a proposta de receber 395 suítes e 80 residências. A inauguração, porém, só está prevista para 2020.

Ritz Suite, do Ritz-Carlton: toda a imensidão do Mississippi | Foto: divulgação RC

Até lá, dá para garimpar outras opções. A exemplo do Ritz-Carlton, em um prédio da década de 1910 da Canal Street. A proposta da propriedade é recriar os ambientes dos palacetes e antigas fazendas sulistas, com decoração vitoriana e antebellum e obras de arte nos corredores. Destaque para a vista panorâmica do Mississippi a partir da Suíte Ritz, de 260 m², vista na foto acima.

A torre do Sheraton contribui para o potencial fotogênico da Canal Street | Foto: divulgação Sheraton

Também na Canal Street, a torre do hotel Sheraton, onde eu me hospedei, se destaca no horizonte. Em 2013, o complexo de 1.100 aposentos, incluindo 53 suítes, passou por uma renovação de US$ 55 milhões, que também incluiu o grandioso lobby, decorado com espelhos e obras de arte americanas, em referências ao pátios do French Quarter, o bairro francês e o mais antigo da cidade. O que mais me chamou a atenção foi a pop art Blue Dog no piano de cauda, do texano George Rodrigue.

Club Lounge views: insira aqui o seu bom drinque | Foto: divulgação Sheraton

Com 116 m², a suíte presidencial Jackson, no 49º andar, tem decoração requintada, banheira de mármore e paredes de vidro com vista panorâmica. Como não sou o Trump (tks, God!), apreciei a paisagem no Club Lounge, com aperitivos e drinques all day long, disponível para hóspedes da categoria Sheraton Club. Pecadinho: o restaurante Roux Bistro, especializado em comida crioula, serve café da manhã e almoço, mas nada de jantar, o que decepciona em um hotel deste porte.

Café Adelaide, no Loews: sopro de renovação da comida crioula | Foto: divulgação Loews

A poucos passos dali, em Downtown, o Loews se posiciona melhor na cena gastrô de Nola, com seu Café Adelaide, aberto ao público. Da mesma família dos tradicionalíssimos Commander’s Palace e Brennan’s, a casa passou a ser comandada recentemente pela chef Meg Bickford, trazendo frescor à cozinha crioula. É o caso, por exemplo, da releitura de gumbo, o famoso guisado de Nola, com camarão-branco selvagem; e do ravióli de caranguejo-azul. Divertido, o ambiente remete à cultura dos coquetéis, com direito a telas pop art. Não visitei os quartos, mas “gradei” bem do lobby e do restaurante.

Também em Downtown, dois outros logradouros se destacam. O Windsor Court já entrou para a lista dos 100 melhores hotéis dos Estados Unidos, da “Condé Nast Traveler”. Tem décor britânico, suítes espaçosas e serviço de mordomo particular, além de uma pequena galeria com obras de arte dos séculos 17, 18 e 19.

Décor elegante no lobby do Windsor Court | Foto: divulgação WC

No mesmo quarteirão, o Le Méridien envereda pelo design moderno e estética atemporal, reinaugurado em 2014 após investimento de US$ 29 milhões. A área pública é o que mais impressiona, pela decoração inventiva, com cores alegres e mobiliário contemporâneo. Contudo, a Luxury Suite, a categoria mais alta, deixa a desejar: tem 53 m², decoração basicona e insossa e não possui banheira.

Lobby descolado do Le Méridien: descompasso com o “assim-assim” dos quartos | Foto: divulgação Le Méridien

Quem preferir se hospedar no French Quarter, o canto mais charmoso de Nola, tem como escolha mais acertada o Royal Sonesta. Em funcionamento desde a década de 1960, o hotel está alojado em um casarão de 1721, com varandas de ferro fundido, característicos da arquitetura francesa, que dão vista para o burburinho da Bourbon Street, principal palco da vida noturna de Nola. As suítes de categoria mais alta não decepcionam: têm piso em mármore, lustres de cristal, tapetes persas e cortinas de seda. Mas lembre-se: a Bourbon Street é a rua do pecado em New Orleans, o que pode ser uma solução ou um problema, a seu critério.

Para ver o pecado de camarote: varanda de uma das suítes do Royal Sonesta | Foto: divulgação Sonesta

Em comemoração aos três séculos de Nola e já que as inspectors Carla Lencastre e Mari Campos também passaram temporadas por lá, vamos dar em breve mais alguns pitacos sobre a hotelaria na cidade. Acompanhe a gente!

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Novo B Hotel revive a Brasília modernista, clean e minimalista

Instalado no Eixo Monumental, em frente ao estádio Mané Garrincha, o prédio do B Hotel não é exatamente novo para quem circula por Brasília. Afinal, a propriedade de 16 andares projetada pelo arquiteto paulistano Isay Weinfield – mesmo autor de vários projetos da marca Fasano – demorou pouco mais de cinco anos e R$ 100 milhões para ficar pronto. A inauguração, porém, só aconteceu em janeiro deste ano e traz boas notícias à Esplanada, pelo menos no que diz respeito à hotelaria.

Janelas irregulares “descontroem” Athos Bulcão | Foto: Fernando Torres

O grande “wow” do B Hotel começa na fachada, onde as janelas em linhas retas, porém de traçado irregular, conversam com a obra do artista Athos Bulcão e antecipam a estética minimalista. O lobby põe as claras essa proposta: baseada sobre pilotis, em referência aos conjuntos de blocos da capital federal, a estrutura se abre por quase toda a área térrea do edifício e se estende para o bar e o restaurante.

Restaurante do B, no lobby: pilotis fazem referência aos conjuntos de blocos do Plano Piloto | Foto: Fernando Torres

Interior adentro, a abertura dos 306 apartamentos acontece gradualmente. Até o momento da minha hospedagem, em abril, só as categorias Room (o equivalente a Standard), Superior e Executive estavam em funcionamento. “Mas as suítes devem ser inauguradas ainda em maio”, adianta a diretora-executiva Ana Paula Ernesto, responsável pela implantação e gerenciamento. É aqui também que descobrimos o truque de Isay Weinfield para a sensação irregular da fachada: a posição e o tamanho das janelas variam de quarto para quarto.

Acomodação B Superior, com vista para o Mané Garrincha | Foto: Fernando Torres

Ainda sob o conceito minimalista, os aposentos têm mobília assinada pelo designer catarinense Jader Almeida, banheiro em mármore, umidificador de ar com aromatizante, roupas de cama e banho Trousseau e amenidades L’Occitane – só as suítes terão banheira, infelizmente, sem vista. Pequenos detalhes dão um up no frigobar, a exemplo do chocolate orgânico Only4 e a batata frita inglesa Tyrrells. “A palavra aqui não é luxo, mas um ambiente clean e contemporâneo, descomplicado, onde as pessoas possam se sentir em casa”, descreve Ana Paula.

Room minimalista das suítes: inauguração prevista para este mês | Foto: Fernando Torres

Na cobertura, a piscina amarela já vem fazendo carreira em posts do Instagram. De um lado, é emoldurada por cobogós, o cimento com motivos vazados que, embora tenha nascido em Pernambuco, fez história mesmo nos prédios do Plano Piloto. Do outro, a vista para o pôr do sol de Brasília, com o estádio Mané Garrincha e o Memorial JK ao fundo. Seja para fritar de dia ou para o cair da noite, o espaço fica completo com um gim-tônica no Bar 16.

Piscina amarela no rooftop: entre cobogós e vista a perder de vista | Foto: Fernando Torres

Mas voltemos ao lobby, mais especificamente ao restaurante, batizado de Restaurante do B, com cozinha aberta ao salão de refeições. Sob o comando do chef Rodrigo Sato (ex-JW Marriott Rio) e cardápio implantado pelo chef Ramiro Bertassin (ex-Fasano SP, Renaissance SP e JW Marriott Rio), a casa investe em alta gastronomia com toques de sabores do Cerrado. Em minha passagem por lá, provei pratos como stinco de vitelo e ravióli com queijo de cabra e castanha de baru. Aliás, a noz, típica da região, também faz bonito na crosta do robalo e na finalização de sobremesas, como o macaron de chocolate, doce de leite e chantili de café. Outras regionalidades incluem baunilha do Cerrado, pequi, cacau selvagem e cajuzinho.

Stinco de vitelo: alta gastronomia com sabores regionais | Foto: Fernando Torres

Todo trabalhado na hashtag #fitness, o desjejum tem pão de queijo vegano, quefir, suco verde e, em breve, kombucha – e também pain au chocolat e croissants, que ninguém é de ferro. “Temos cuidado  especial com a cozinha. As frutas, as verduras e os legumes vêm de nossa horta orgânica, e os pães, bolos e biscoitos são feitos aqui mesmo. Nada é terceirizado”, conta Ana Paula, que fez questão de me levar para um tour pela cozinha industrial. De fato, nada mal!

Cozinha industrial: tudo é preparado no hotel | Foto: Fernando Torres

Com o público majoritário de políticos e executivos, o B Hotel tem sala de reuniões e de eventos. Mas ainda não possui academia ou spa. O primeiro item já está nos planos; o segundo, não – faz falta. Ainda assim, a propriedade já bate de frente com os tradicionais hotelões de Brasília, o Meliá Brasil 21 e o Royal Tulip Alvorada (ex-Blue Tree), que também testei em minha passagem pela cidade (o Meliá continua se atualizando, com novos andares exclusivos e personalizados para diferentes perfis de hóspedes, mas o Royal Tulip, embora seja imbatível na categoria lazer, com o piscinão de frente para o lago Paranoá, está com os quartos um pouco envelhecidos). A propósito: por que B Hotel? O nome é uma referência discreta, porém perspicaz, à origem dos empreendedores, a tradicional família Bettiol, um dos sobrenomes pioneiros de Brasília. Está explicada a conexão com essa senhora quase sexagenária.

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