Promessa é dívida

1 de maio de 2010

Mal cheguei ao Brasil (desembarquei em Guarulhos por volta das 5h40) e já estou aqui, postando mais um momento da minha viagem. Na verdade, este post é simples e direto. Fiz um pequeno suspense com relação à inglesa que me recebeu em sua casa, mas é que foi uma negociação complicada. Thelma é low profile, prefere fazer o seu trabalho de maneira silenciosa, e por este motivo foi tão complicado conseguir um click com ela. Mas seria muita falta de respeito com os leitores deste blog se não conseguisse a tão sonhada foto de Thelma. Enfim, está aí. Matem a curiosidade enquanto eu aproveito para matar a saudade. Bye, bye!

Ela relutou bastante, mas sabia que era por uma boa causa

A despedida

30 de abril de 2010

Bastou uma ligação para organizar a minha despedida. Como a maioria dos amigos que fiz em Londres estuda na Burlington School, foi fácil reunir a galera para o(s) último(s) pint(s). O local escolhido foi o Elk Bar, próximo à Fulham Broadway Station. O lugar é um dos points da região, e segue o itinerário padrão: jogo de futebol no começo da noite e, logo após o apito final, música alta e agitada. O mais interessante do pub é que algumas partidas são transmitidas em 3D. Essa moda logo chega ao Brasil, pode esperar.

A noite foi bem engraçada, principalmente quando o vinho fez efeito em algumas pessoas. Como não sou muito chegado neste tipo de bebida, peguei mais um copo de cerveja e só observei o pessoal dançar. Um dia ainda aprendo a balançar o esqueleto de uma forma não tão bizarra quanto a que mostrei no post sobre o British Music Experience.

Erick, Mariela e Daniel (Brasil), Nihan e Misrim (Turquia), Daniela (Venezuela), Behlul (Turquia), Matheus (Brasil), Pinar (Turquia), Muhammed (Arábia Saudita), Anacleto (Itália) e eu

Porém, mas que mostrar gingado, esse pessoal da foto acima mostrou qual o verdadeiro espírito do intercambista. As dificuldades são diversas, mas bom humor e vontade de conquistar espaço não faltam. Cada um com a sua história, seu objetivo, mas dividindo os mesmos sentimentos, alguns alegres, outros nem tanto. Essa é a experiência que muitos procuram. Quem consegue realizar não se arrepende, pelo contrário, pede bis.

Não poderia deixar de citar a Maria Camilla, outra super amiga que fiz em Londres. Ela mora por aqui há cerca de três anos, já virou expert na cidade

A hora da despedida geralmente não é boa, mas desta vez foi diferente, afinal, ninguém sabe o que o destino reserva. O mundo ficou pequeno demais de uns tempos para cá. Dizer “adeus” é coisa do passado.

Enfim, hoje é sexta-feira, 30 de abril de 2010. Confesso que tenho pensado bastante neste dia na última semana. Não que minha passagem por Londres tenha sido ruim, aliás, foi ótima, mas é que tem horas que dá uma saudade de casa, não é? Enfim, o momento chegou. Daqui a algumas horas estarei no Boeing 777 da Tam, que me levará para São Paulo (sem escalas), cidade onde moro. Estava pensando em ir de táxi para o aeroporto, mas já que a companhia brasileira mudou suas operações em Heathrow para o Terminal 1, vou de tube mesmo. Rápido, fácil e barato.

Compartilho parte das minhas últimas horas em Londres com você, leitor, que acompanhou toda a saga do Intercambiando. Mas não pense que acabou, ainda tem aquele famoso “chorinho”, sabe? See you!

As joias da coroa

29 de abril de 2010

Ladies and Gentlemen, preparem-se. Hoje o assunto é de segurança nacional. Para que o tudo ocorra conforme o planejado, recomenda-se o máximo de atenção às orientações iniciais:

1 – coloque a armadura e equipe seu cavalo
2 – cavalgue em grupo
3 – permaneça alerta todo o tempo
4 – consulte o mapa sempre que precisar

A missão não é simples, mas possível, caso algum nobre cavaleiro consiga adquirir ingressos para entrar nesta cidade, chamada Tower of London. Para alcançar tal feito, é preciso respeito ao horário de venda dos tickets, permitida até 17h, quando a última entrada é emitida. Ao ingressar na fortificação, demonstre serenidade ao ser revistado por um dos guardas. Qualquer deslize pode ser fatal.

Os responsáveis por guarnecer a torre são também uma atração à parte

Uma ação de reconhecimento exige cautela, coragem e, principalmente, preparo físico. Os caminhos da fortaleza real podem levar a locais obscuros, alguns deles utilizados para aprisionar inimigos.

Saiba o momento certo para entrar nestes calabouços, mas não perca de vista seus companheiros. As paredes do espaço contém histórias fantásticas, mas, muitas vezes, não muito felizes para os que foram contra os ideais britânicos.

Segunda diz a lenda, se os corvos deixarem de habitar a torre é sinal que o reino cairá em desgraça

Escape ileso da prisão e corra para a torre mais importante do palácio, nomeada Jewel House. Estas peças repletas de preciosidades são guardadas na torre desde 1303. São coroas, braceletes, espadas, roupas folheadas em ouro, e muitas outras relíquias utilizadas pelos reis e rainhas britânicos. Objeto de desejo de muitos, as joias já sofreram ataques de ladrões, logo depois capturados. Hoje, guardas armados fazem a vigilância do local. Para os forasteiros de plantão, um aviso: este prédio deve ser preservado na sua memória, não da sua câmera fotográfica. Mas, como eu sei que a curiosidade de muitos de vocês é maior que tudo isso, posto abaixo uma foto divulgação de uma das coroas que podem ser encontradas no espaço.

Não se dê por vencido após apreciar toda a riqueza real. Busque fôlego extra e saia em busca de mais histórias. Quem sabe uma visita à exposição de armaduras e armas, ou talvez uma passada no museu dos fuzileiros?

Se não conseguir visitar as 21 torres do complexo, o que é bem provável, não fique desanimado. Sente em um banco e aprecie a vista. É o resultado final de uma missão inesquecível. Ao voltar para casa, fica difícil saber qual joia vale mais: as feitas de diamantes ou as de pedra, erguidas há centenas de anos, e que até hoje resistem ao tempo.

Tower Bridge: a recompensa final

Bebendo com Churchill

28 de abril de 2010

Sei que prometi escrever hoje sobre a Tower of London e a Tower Bridge, mas vou ter de deixar para amanhã. Isso porque fui a um pub bem legal ontem, chamado The Churchill Arms (foto acima). Ele fica bem próximo da minha homestay (High Street Kensington Station) e é totalmente dedicado ao ex-primeiro ministro britânico, Winston Churchill, lembrado, principalmente, por sua atuação durante a Segunda Guerra Mundial.

O local chama a atenção pela quantidade de objetos pendurados no teto, muitos fazendo referência ao dia a dia do político. Nas paredes, discursos, posters e quadros resumem a vida do estadista, frequentador assíduo do local, segundo conta a história do estabelecimento.

No balcão, cervejas, drinks e porções legitimam o espaço como um tradicional pub inglês. Mas não é só isso. Como diferencial, o The Churchill Arms oferece comida tailandesa. O restaurante é concorridíssimo, e para apreciar o cardápio é preciso ligar alguns dias antes e reservar uma mesa.

Cardápio do pub é exposto de maneira tradicional

Até a porta do banheiro é dedicada a Churchill

Se a ideia for só tomar alguns pints da coleção Fullers e bater papo com os amigos, basta chegar e fazer o pedido. O difícil vai ser arrumar um lugar para sentar, mas quem se importa, não é mesmo?

SERVIÇO
The Churchill Arms
119 Kensington Church Street
London
W8 7LN
Tel: 020 7727-4242
E-mail: churchillarms@fullers.co.uk

Momento de reflexão

27 de abril de 2010

Hoje vou falar (ou melhor, escrever) sobre a St. Paul’s Cathedral, considerada o coração de Londres. Poderia citar aqui toda a complexidade da obra, datada de 1677 (quinta e última construção), com todos os seus detalhes e mensagens, mas não farei nada disso. Deixarei esta tarefa para você, leitor, quando visitar a catedral. Prefiro comentar sobre a mistura de sentimentos que surgem quando se dá o primeiro passo – o direito primeiro, para dar sorte – dentro deste imenso templo barroco.

Se você for sozinho, como foi o meu caso, certifique-se como está o seu estado emocional. Após cerca de 90 minutos de Audio Tour, sua mente estará mais leve, renovada, pode acreditar. Engraçado como esta imponente construção tem a capacidade de transformar o astral das pessoas. Grupos de estudantes, saltitantes e sorridentes, interrompem as piadas no exato momento em que olham para cima e constatam a importância do local. Alguns parecem pedir licença para entrar, colocando as mãos na frente do corpo, tirando o boné. Já outros observam algumas esculturas de maneira tímida, como se estivessem encarando um ser real.

Depois de permanecer intacta à Segunda Guerra Mundial, esta catedral anglicana tornou-se um símbolo de coragem para os ingleses, que a visitam em busca de ajuda para os problemas do dia a dia. Eles acendem velas, fazem orações, beijam colares e retornam às ruas, com a esperança de alcançar a graça desejada. Para conhecer o interior da igreja são necessários £ 11, cobrados logo no hall de entrada. Estudantes e pessoas acima dos 60 anos têm desconto.

Como não é permitido tirar fotos do interior, posto aqui apenas um clique que fiz de uma das partes do edifício, que, aliás, ocupa um quarteirão inteiro. A cúpula possui cerca de 135 metros de altura, e pode ser vista de várias partes da cidade, inclusive da London Eye.

Todo este esplendor credenciou o local a ser palco de importantes acontecimentos, como o funeral de Winston Churchill, em 1965, e o casamento do príncipe Charles com a princesa Diana, em 1981.

Amanhã pretendo escrever sobre a Tower of London e a Tower Bridge. Não percam!

O estilo de Glasgow

26 de abril de 2010

A maior cidade da Escócia é o destino certo para quem está à procura de lugares interessantes. Depois de ser nomeada, em 1990, a Capital Europeia da Cultura, Glasgow abandonou o fardo de região industrial e começou uma renovação por meio da arte. Este árduo trabalho foi recompensado 18 anos mais tarde, com o título de Cidade da Música, reconhecido pela Unesco. Nas ruas, monumentos históricos se dividem com prédios modernos na missão de encantar o turista. O diferencial, porém, está na inspiração musical de seu povo. Enquanto alguns visitantes correm para o centro compras da cidade (considerado um dos melhores do Reino Unido), outros são guiados pela música de grupos regionais, que utilizam a calçada como palco. Se apresentar em troca de algumas – ou muitas – moedas parece ser uma das atividades mais prazerosas para os artistas locais.

Os garotos do vídeo acima misturam a tradição escocesa com uma batida moderna

Já este grupo de mulheres apresenta uma música com estilo bem brasileiro. Nem é preciso dizer que foi um sucesso entre os espectadores

INSPIRADOR

Este movimento alternativo tem uma razão: Glasgow é o começo da carreira de alguns dos principais músicos da atualidade, entre eles os ingleses do Oasis. O responsável por lançar tantas bandas é o pub King Tut’s Wah Wah Hut. Este local abriga aproximadamente 200 pessoas, mas tem a inexplicável capacidade de ser o divisor de águas para muitos grupos musicais.

A escada que dá para o palco exibe os principais grupos que passaram pelo pub

A movimentação por lá é intensa, principalmente por conta da programação, repleta de boas opções para os amantes dos mais diferentes ritmos.

A atração da noite passa o som antes do show

HOSPEDAGEM
Explicando com detalhes a minha chegada, desembarquei na estação de trem Glasgow Central por volta das 20h e logo fui procurar um táxi. Meu destino era o hotel Fraser Suites. Acho que não fiquei cinco minutos dentro do carro e o motorista já encostou e travou o taximetro: £ 3,80. Se considerarmos que a corrida começa em £ 2,20, creio que não andei nem one mile. Quando desci do carro, tive vontade de xingar o motorista. Tinha certeza que estava no lugar errado. Fui para a esquina para me certificar se estava na rua certa, e realmente era ali o endereço do hotel. Olhei em volta e não vi nenhum prédio que parecesse um meio de hospedagm. Caminhando com mais atenção, identifiquei, finalmente, a pequena entrada do Fraser Suites. Que alívio! Imediatamente fiz o check-in na recepção e subi para conhecer o quarto. A ideia era voltar para a rua depois e encontrar algum lugar para jantar. Quando abri a porta do apartamento, percebi que só sairia dali no dia seguinte. Cama king size, sala de televisão com uma copa, banheiro com banheira. Não há como desfrutar de tudo isso. E eu julgando o hotel pela entrada pequena…

ALIMENTAÇÃO
A gastronomia é um dos pontos fortes de Glasgow. Há ruas no centro da cidade que abrigam restaurantes maravilhosos, e um deles é o Cafe Gandolfi. O local tem decoração simples, bem informal, mas quando o assunto é o cardápio… Depois de perder alguns minutos escolhendo qual a melhor opção para jantar, escolhi uma seleção de carnes acompanhada de uma peça (derretida) de um queijo dos alpes franceses. Para completar, red wine. Quer coisa melhor?

GALERIA DE ARTE

Não posso terminar este post sem dar uma pitada da atmosfera do Kelvingrove Art Gallery and Museum. Este imenso edifício abriga coleções diversas, de quadros de Salvador Dalí à animais empalhados. A impressão que passa é que a galeria traça uma vida. A visita começa com um espaço repleto de peças que retratam o surgimento dos seres. Ao passar pelos corredores, obras surrealistas e clássicas dividem à atenção dos visitantes. Já no final do passeio, esculturas discutem qual é o verdadeiro sentido das coisas. Como não poderia deixar de ser, este museu é mais uma daquelas atrações onde perder a noção do tempo é mais que natural.

Artista escocês espalha cabeças pelo museu

Balanço geral

23 de abril de 2010

Contagem regressiva, pessoal. Se a natureza deixar, retorno para o Brasil no próximo dia 30 (sexta-feira), levando na bagagem inúmeras experiências inesquecíveis vividas em Londres. Na Burlington School, o adeus aconteceu há pouco. Hoje foi meu último dia de aula. Foram apenas quatro semanas de aprendizado, mas, por outro lado, as 15h semanais que tive foram intensas. Fora isso, viver em uma homestay ajuda bastante a pensar em inglês, uma das tarefas mais difíceis para quem é estrangeiro. Volto para casa (desta vez, a verdadeira) com a certeza do dever cumprido, tanto na missão de informá-los quanto no desafio de melhorar o meu inglês.

Não quero me antecipar, afinal minha viagem ainda não acabou (estou embarcando para Glasgow, na Escócia, para passar o fim de semana). Posto este texto hoje com o objetivo de tirar algumas dúvidas dos leitores, principalmente com relação à efetividade do curso. Antes de dar a minha visão, gostaria que vocês assistissem a esta entrevista que eu fiz com o meu professor de inglês, o Martin. Se alguém precisar de alguma ajuda é só falar que eu posto a tradução, ok?

VISÃO PESSOAL
Alguns leitores já me perguntaram se realmente vale a pena fazer um intercâmbio de um mês. No meu caso, que tinha uma base razoável, adquirida no Brasil e em algumas viagens que faço no trabalho, foi importante para melhorar o listening e, principalmente, ganhar confiança na hora de falar. Às vezes ainda me pego trocando os tempos, esquecendo alguns irregular verbs, mas, no geral, estou me saindo muito bem. Em uma cidade onde se encontra pessoas de todas as partes do mundo, a comunicação se faz, muitas vezes, com poucas palavras, aquelas que já explicam toda uma situação. Claro que o objetivo é se expressar da melhor maneira possível, por isso a batalha continua. Escutar músicas em inglês, assistir filmes e séries sem a legenda em português, ler bastante, tudo é válido e deve ser feito regularmente. Tem pessoas que encontram amigos estrangeiros pela internet e praticam via webcam, por exemplo. Maneiras de exercitar a língua não faltam.

Pessoal da minha sala: Julio, Nut, Apissada, Tatiana, Diana, Cristina, Cindy, Ahmed e Renê (faltou o Alejandro, que não foi para a aula neste dia)

Quanto ao curso, especificamente, creio que ele é a base do intercâmbio, como já comentei em um post anterior. É na escola que você vai simular as situações do dia a dia. Claro que o inglês praticado nas ruas é diferente, repleto de gírias e modos distintos de se dizer a mesma coisa, mas adquirir vocabulário é o primeiro passo para você enfrentar a realidade da cidade.

ÚLTIMA SEMANA
Não pensem que o Intercambiando já está fechando suas portas. Na semana que vem falarei sobre as principais atrações de Glasgow e ainda sobre mais algumas dicas de lugares interessantes em Londres. Não deixem de acompanhar. Estou planejando escrever sobre a Tower of London, St. Paul’s Cathedral, algum pub tipicamente inglês, uma loja legal para fazer compras… nossa, ainda tem muita coisa conhecer. Alguma sugestão? Aliás, vocês estão comigo? Estou vendo poucos comentários de uns tempos para cá. Bom, de qualquer forma, see you!

Musical enfeitiçado

22 de abril de 2010

Não sou crítico teatral, mas se fosse, com certeza faria uma avaliação mais que positiva do espetáculo Wicked, em cartaz no Apollo Victoria Theatre, em Londres. Com uma produção repleta de efeitos especiais, trocas de cenários e atores pra lá de competentes, a peça, considerada uma versão paralela do romance O Mágico de Oz, chega a arrepiar em seus momentos decisivos.

Elphada, a bruxa má do Oeste

A potência da voz dos atores surpreende, assim como a precisão da orquestra responsável pela trilha sonora. O toque de humor em algumas falas e o figurino dão o toque final nesta concorridíssima apresentação. Se tivesse que resumir o musical em uma palavra, acho que escolheria “fantástico”, ou “impecável”. Sim, talvez esta seja a palavra. Talvez falte palavras para você quando sair do teatro…

A HISTÓRIA
O musical é baseado na até então improvável amizade entre a popular fada Glinda e a futura bruxa má do Oeste, Elphada, discriminada desde o nascimento por ser diferente, ou melhor, verde. As garotas se encontram pela primeira vez na escola de bruxaria, lugar onde a história chega a uma encruzilhada, separando Elphada e Glinda. Enquanto a bruxa segue inabalável, buscando seus ideias, a fada é seduzida pela popularidade, escolha que as separam por grande parte da peça. A única ligação das amigas acaba sendo o galã Fiyero, pivô de uma disputa amorosa. O final deste imbróglio é surpreendente.
A única dica que eu dou é que você vá ao teatro com a história do O Mágico de Oz bem fresca na memória. Você vai precisar.

Glinda, a fada popular

Veja o trailer do musical abaixo para ter uma ideia do que eu estou falando.

SERVIÇO
Wicked – The Musical
Duração: 2h45, com 20 minutos de intervalo
Apresentações de segunda a sábado às 19h30
Horário extra às quartas e sábados: 14h30
Preço: £ 15 a £ 60

Perguntas e respostas

20 de abril de 2010

Olá, pessoal! Desde de 27 de março, dia que desembarquei em Londres, leitores do Intercambiando me enviam perguntas sobre a homestay, o curso, como é viver na capital do Reino Unido, quais empresas são indicadas para gerenciar a viagem, entre outros questionamentos. Muitas das respostas estão nos textos que coloco diariamente aqui no blog, outras estão nas respostas aos comentários. Hoje, proponho fazermos uma espécie de fórum, o que vocês acham? Bom, vamos começar com um perguntas e respostas, ok? Daremos sequencia ao assunto no campo destinado aos comentários.

É melhor viajar por conta ou via agente de viagens?
Fazer um intercâmbio com a ajuda de um agente de viagens é, sem dúvida, a melhor opção. É preciso ter muito tempo livre para elaborar toda a sua viagem, lembrando que, mesmo assim, você pode esquecer de alguma coisa e ter problemas ao desembarcar no Reino Unido. Fora isso, nada supera a expertise do profissional de turismo. Ele é quem te indicará o melhor caminho a seguir.

Quais as empresas que apoiam o Intercambiando?
Aéreo: Tam
Escola: Asia & Europe TCI
Hospedagem: Britannia Student Services (por meio da Asia & Europe TCI, que atua como operadora)
Seguro viagem: Vital Card
O que eu aconselho é você, leitor, buscar uma agência no Brasil que trabalha com estas empresas. Posso afirmar, sem sombra de dúvida, que minha viagem superou – e muito – às minhas expectativas. Tudo está ocorrendo conforme o planejado.

Um intercâmbio de 30 dias é o suficiente para conseguir a fluência no inglês?
Esta é uma pergunta um pouco complicada de responder, e digo por quê: cada um tem um nível de inglês. Muitas pessoas decidem viajar por um mês porque acham que esse período é suficiente, já que possuem um inglês razoável; já outras pessoas preferem ficar mais meses, estudar e trabalhar. Acredito que nenhuma opção esteja errada. Claro que quanto mais tempo você ficar morando fora, mais o seu inglês vai melhorar. No meu caso, por exemplo, um mês não é suficiente para eu adquirir a fluência, mas está sendo bastante válido para, por exemplo, resolver questões do dia a dia. Uma ideia interessante é viajar várias vezes. Se você é uma pessoa que não deseja deixar seu emprego no Brasil, aproveite suas férias para fazer viagens. Muitos brasileiros preferem esta opção.

Quanto custa fazer um intercâmbio?
Prefiro descrever o perfil de um amigo que conheci aqui na escola para responder a esta pergunta. Confira abaixo os gastos dele.

Duração da viagem: nove meses
Visto: R$ 550 (taxa consular e serviços de postagens)
Passagem aérea (ida e volta): R$ 1,7 mil em um voo promocional de meio de semana
Curso de inglês: R$ 4,2 mil por nove meses de curso (livros não estão incluídos)
Hospedagem na própria escola: £ 105 por semana. Café da manhã e almoço (ou janta) incluídos
Hospedagem em uma república: £ 70 por semana
Alimentação: £ 30 por semana
Transporte: £ 25,80 por semana (metrô e ônibus à vontade)
*valores fornecidos pelo próprio estudante, ou seja, são válidos apenas para base de cálculo

Londres é uma cidade cara?
Depende. Os estudantes reclamam bastante do valor da hospedagem, mas valorizam o preço do transporte, das refeições, dos preços praticados pelo comércio. A libra possui câmbio valorizado frente ao real, mas isso não quer dizer que a sua viagem será mais cara, em comparação a outros destinos.

O curso de inglês é realmente efetivo?
Acredito que a base do intercâmbio é o curso. É na escola que você vai simular as situações do dia a dia. Claro que o inglês praticado nas ruas é diferente, repleto de gírias e modos distintos de se dizer a mesma coisa, mas adquirir vocabulário é o primeiro passo para você enfrentar a realidade da cidade.

Para saber mais basta postar sua dúvida no campo “comentários”. Te vejo por lá!

A verdadeira Liverpool

19 de abril de 2010

Nostálgica, misteriosa, intrigante, musical. Assim é Liverpool, herdeira de uma paixão chamada The Beatles. Esse quarteto, formado por John Lennon (guitarra), Paul McCartney (baixo), George Harrison (guitarra) e Ringo Starr (bateria), foi o protagonista de grande parte da história dessa cidade, distante duas horas de trem de Londres. Desde 1957 (ano de formação da banda) Liverpool se tornou o destino ideal para os amantes do Rock n’ Roll. Basta caminhar poucas quadras para encontrar pubs com música ao vivo, muitos deles com palcos montados abaixo do nível da rua. É a famosa cena underground. Assim começou The Beatles. A história do grupo está escrita nas paredes, no chão, nas estátuas… É impossível não associar Liverpool aos The Beatles, mas vale lembrar que a cidade proporciona muito mais ao visitante. Veja algumas atrações que eu visitei e aprovei.

THE BEATLES STORY

Para conhecer um pouco mais da história do grupo musical mais famoso do mundo, vá ao The Beatles Story, no Albert Dock, espécie de centro cultural às margens do rio Mersey. O Audio Tour é repleto de surpresas. Volte ao tempo e confira como foram os primeiros shows da banda, ainda buscando espaço em casas de shows renomadas do Reino Unido.

Caminhe por alguns corredores e veja os primeiros instrumentos dos músicos, ou como foi a gravação dos primeiros discos. A fase psicodélica do quarteto, o movimento pela paz… É um passeio que vale não só para os fãs da banda, mas para quem se interessa pela influência da música na sociedade atual. Veja abaixo um vídeo promocional bem legal sobre o museu.

CATEDRAIS

Tem quem não goste, mas conhecer os principais símbolos religiosos de um destino é importante para saber um pouco mais sobre a história da região. Em Liverpool, dois lugares são interessantes: Liverpool Cathedral e Metropolitan Cathedral of Christ the King. A primeira delas é a maior catedral da Grã-Bretanha. A construção segue o estilo clássico, com vitrais trabalhados e estrutura formada por grandes blocos de pedra. O interessante do local é que você pode almoçar lá dentro, ou até mesmo comprar alguns souvenires. Fora isso, a catedral oferece audio tours, com direito a exibição de um filme em alta definição sobre as particularidades da construção.

Já a Metropolitan Cathedral of Christ the King chama a atenção pela audácia da construção. Além do formato, totalmente inovador, a catedral possui decoração moderna, com esculturas surpreendentes sobre a vida de cristo.
Se der sorte, sua visita poderá ser acompanhada por um canto coral ou até mesmo enriquecida por uma mostra de obras de arte.

COMPRAS
Não será difícil descobrir o point de compras de Liverpool, mas por desencargo de consciência vou falar qual é. Trata-se do Liverpool One, centro comercial formado por mais de 160 lojas e serviços, além de opções de entretenimento. Tem de tudo, das marcas de luxo às mais populares. Prepare-se para caminhar bastante.

PASSEIO

You’ll Never Walk Alone. Esta frase resume o sentimento que a torcida do Liverpool Football Club tem pela equipe. Pode-se comprovar essa paixão em uma visita guiada ao estádio do clube, o Anfield. Antes de iniciar o passeio, saiba que o Liverpool é o maior campeão inglês da história. Este fato será relembrado a todo momento, em todas as salas que você visitará. Ao final do tour, passe na loja oficial da equipe e compre a camisa de jogo. Eu não tive essa sorte, já que o novo modelo chegará apenas em alguns dias. Coisas de patrocinador, sabe como é.