Viaje com seguro

16 de abril de 2010

Quando você for comprar a sua viagem de intercâmbio, peça para o agente de viagens providenciar o seguro viagem. Por mais que achemos que nada acontecerá, otimismo não cura doença e nem devolve dinheiro. Falo isso com conhecimento de causa. No ano passado, fui para o México cobrir um evento de turismo, a convite do órgão de promoção daquele país. Viajei despreocupado, afinal, o destino tem clima parecido com o do Brasil, a comida não é tão diferente, enfim… estaria “em casa”. Nem me preocupei se havia seguro viagem incluído, e esse foi um dos maiores sustos que tive na vida. Todos se lembram do surto de Gripe A (H1N1) que assolou várias cidades mexicanas, certo? Eu estava lá. Para piorar, passei ileso por um terremoto de 6,5 graus em Acapulco. Azar? Talvez, mas são coisas que não se pode prever. Para resumir, soube que aquela viagem estava assegurada por um plano de assistência, mas e se não estivesse? Ainda bem que nada aconteceu…

OPINIÃO DO ESPECIALISTA
Antes de embarcar para Londres, conversei com o presidente das Empresas Schultz, Aroldo Schultz, criador do Vital Card, seguro que está acompanhando o Intercambiando durante estes 34 dias no Reino Unido. Fizemos um plano bem especial, que me assegura em qualquer lugar do mundo. Por exemplo, hoje vou para Liverpool e na semana que vem para Glasgow, na Escócia. Sei que se eu precisar de alguma coisa é só ligar para a seguradora que eles me atendem. Ter um seguro é importantíssimo, ainda mais quando se está na Europa, onde fazer viagens sai muito mais barato que um fim de semana em algum destino do Nordeste brasileiro, por exemplo. Leia abaixo um pequeno trecho da conversa que tive com Schultz.

INTERCAMBIANDO – É realmente importante ter um seguro viagem?
AROLDO SCHULTZ – “Claro! Neste mundo globalizado, em que os jovens viajam cada vez mais e para mais longe, a lazer, a estudos e a trabalho, a segurança se torna uma preocupação constante. Não gostaria que um filho meu passasse mal ou vivesse uma situação difícil em outro país sem ter ninguém para ajudar, e ainda por cima sem dominar o idioma. Sou viajante experiente. Sei o que é viver imprevistos em uma viagem, e eles acontecem mesmo.”

INTERCAMBIANDO – O seguro serve apenas para o atendimento de doenças?
SCHULTZ – Negativo. Você pode contar com o seguro se for assaltado, se perder os documentos ou a bagagem, ou se precisar de atendimento emergencial. A assistência em viagem providencia e paga o atendimento, leva até o local do atendimento, caso o jovem não estiver em condições de se locomover, dá orientação sobre como proceder e com quem falar, avisa a família e a agência de viagens, transmite mensagens urgentes, trata da papelada toda, e o mais importante: atende com qualidade, dando conforto.

Tenho vários amigos aqui em Londres que não fizeram seguro, leram na internet que a rede pública de saúde é muito boa. Deve ser, realmente, mas e se você precisar tirar um dente, por exemplo? Não se faz isso no hospital, e sim em um consultório dentário. E olha que este é apenas um dos imprevistos que podem ocorrer quando se viaja por um longo período. Melhor prevenir do que remediar. O ditado é velho, mas funciona bem neste caso. Pense nisso. Bye, bye!

Vida de artista

15 de abril de 2010

Ontem, logo depois da aula, fui me encontrar com um pessoal pra lá de especial. Marcamos próximo à estação de metrô Baker Street (perceberam que eu só ando de tube por aqui? É que é muito fácil e rápido. Perfeito para quem quer conhecer vários lugares), em um lugar chamado Madame Tussauds. Logo na entrada, encontrei meu amigo de infância, Zac Efron. Cumprimentei-o e em seguinda fui bater um papo com o Will. Sim, o Smith. No meio da conversa, John Travolta me chamou para tirar uma foto de recordação. Eu, muito receptivo, fui lá fazer a alegria do rapaz.


John só sossegou quando fui tirar a tal foto com ele

Parece brincadeira, mas essa é a sensação que se tem quando se esta nesta exposição repleta de celebridades. Está certo que elas são de cera, mas, cá entre nós, as esculturas são tão realistas que ninguém vai ligar se você soltar a imaginação e simular algumas ações. É sério. Chega um momento em que você só sabe quem é humano quando vê algum movimento, caso contrário, fica difícil adivinhar. Estava tão confuso uma hora que pedi desculpas por ter esbarrado em uma estátua. Jurava que era um turista. Estava com máquina fotográfica e tudo…


Meu amigo Zac topou fazer uma foto especial para os leitores do Intercambiando

OS MAIS PROCURADOS

É difícil caminhar com liberdade no Madame Tussauds. Se você está perto da figura de Robert Pattinson (foto acima), protagonista do longa Crepúsculo, fixe bem os pés no chão e espere pelas trombadas. As meninas saem do controle quando avistam o “clone” do ator. Outra celebridade disputada é Julia Roberts, lembrada até hoje pela atuação no sucesso Pretty Woman (Uma Linda Mulher). No universo esportivo, o jogador do Milan (time de futebol da Itália), David Beckham, e o piloto de Fórmula 1, Lewis Hamilton (atualmente correndo pela McLaren) são os mais assediados. Entre os astros da música, destaque, claro, para The Beatles, colocados em várias posições em um sofá. Já entre os principais nomes da política, a realeza inglesa e a família Obama dividem as atenções. Veja abaixo alguns cliques que fiz durante a minha visita. O pessoal realmente se diverte quando está perto das suas celebridades prediletas. Tem cada uma… Dá uma olhada!


Vai lá garotinho! O Will é gente boa, pode confiar


Vovô safado. Ainda bem que a Nicole Kidman já está acostumada com este assédio

Essa é a cadeira mais disputada do Madame Tussauds. Quem não quer ter uma foto com a Julia Roberts?


Homenagem ao rei do pop

Lewis Hamilton, piloto da McLaren


Justin Timberlake só observa a movimentação do visitantes


Esses japoneses aí são terríveis


Madame Tussauds também é um espaço para protesto

“Não viva para que a sua presença seja notada, mas para que a sua falta seja sentida…” (Bob Marley)

Desculpe, Beckham, mas esse ano vai dar Brasil lá na África do Sul!

Visão privilegiada

14 de abril de 2010

Conhecer Londres já é um sonho para muitas pessoas. Imagine chegar bem pertinho do imponente e exato Big Ben, acompanhado de perto pelas Houses of Parliament; entrar na St. Paul’s Cathedral e seus mais de 300 anos de história; tirar uma foto em frente ao Gherkin Building (o prédio-pepino), símbolo do centro comercial da cidade; assistir a uma travessia de barcos pelo River Thames. Essas e muitas outras atrações são obrigatórias quando se conhece a capital do Reino do Unido, mas tem uma delas que é realmente especial, e proporciona uma visão geral de todos estes destinos. Isso mesmo, estou falando da London Eye. Essa roda gigante de 135 metros de altura já é um show por si só, mas quem “voa” com ela, como dizem os ingleses, não esquece.

EXIBIÇÃO EM 4D
Desde a sua inauguração, em 1999, turistas de todas as partes do mundo disputam um lugar em uma das bolhas de observação. Entendi o por quê dessa admiração logo depois que peguei o bilhete de entrada, e isso, aliás, serve como dica. Segure a afobação e passe na sala de exibição em 4D, localizada no prédio em frente à London Eye. O filme é pequeno, tem cerca de cinco minutos, mas é muito legal, principalmente para você sentir o quão especial é este roda-gigante para a cidade. Durante o filme, tome cuidado apenas com os pássaros virtuais, eles passam muito perto de você.

SEGURANÇA
Quando estiver na fila da London Eye, observe, em primeiro lugar, a organização. As filas são grandes, mas não há tumulto, muito menos nervosismo. No momento em que chegar a sua vez de entrar na bolha, confira a movimentação dos funcionários. Enquanto uns fazem a limpeza do espaço, outros verificam se está tudo funcionando. Caso o observatório não seja aprovado, ninguém entra, e ele acaba voando sozinho. Tudo realizado com muito critério e profissionalismo. Os mais atentos comprovarão o que estou dizendo.

O VOO
Melhor não escrever nada, não é? Deixo vocês apenas com essas fotos. Neste caso, as imagens valem mais que mil palavras.

SERVIÇO
London Eye
Westminster Station
Funcionamento: todos os dias das 10h às 9h (o horário pode variar de acordo com o mês)
Entrada:
Adultos – 17,88 pounds
Crianças – 9,50 pounds
Acima de 60 anos – 14,30

Como ser um astro da música

13 de abril de 2010

Dando sequência ao assunto museus, darei agora uma boa dica para quem gosta de música. Quando você estiver em Londres, vá até a estação North Greenwich e siga para a O2 Arena, aquela mesma que o Michael Jackson estava planejando fazer seus últimos shows antes da aposentaria. Pois bem, chegando lá, procure pelo British Music Experience. Este espaço, totalmente dedicado à história musical, é fantástico. A entrada é paga (15 pounds para adultos e 12 pounds para crianças), mas vale o investimento, pode acreditar. O atrativo é pequeno, mas não pense que você gastará poucos minutos para conhecer tudo. O British Music Experience é um daqueles lugares que você entra sem pensar em que horas vai embora.

Vista geral do salão principal do museu

DÉCADAS MARCANTES
No espaço principal, as décadas de 1940 a 1990 estão separadas por salas totalmente interativas. Quer saber tudo sobre os Beatles e o impacto da música do grupo na comunidade mundial? E o movimento Punk, iniciado pelos Sex Pistols? Aproveite e confira também os objetos de bandas que fizeram história, como, por exemplo, o Queen, que possui um acervo no museu que inclui até um dos baixos utilizados pelo baixista John Deacon.

The Beatles, considerada a melhor banda da história, possui um acervo importante no British Music Experience

Painel com objetos da banda Sex Pistols, símbolo do movimento punk

ESTÚDIO INTERATIVO
Aprenda a tocar um instrumento no estúdio interativo criado pela marca Gibson. Lá pode ser o primeiro passo para você se interessar pelo universo musical. Pegue uma guitarra, coloque o fone de ouvido e siga as instruções. Um profissional te passará algumas lições para você treinar. Se essa não for a sua praia, tente o baixo, a bateria ou até mesmo o microfone. A regra neste espaço é curtir o universo da música. Quem sabe não é a oportunidade que você estava esperando para seguir uma carreira nesta área?

Visitantes podem conferir entrevistas com artistas que representam os principais movimentos musicais

BILHETE VIRTUAL
A ferramenta mais legal do British Music Experience é o ticket de entrada. Com ele você pode conferir novamente todas as atrações que mais te interessaram. Para isso, basta aproximar o bilhete nos sensores localizados em cada painel que você visitar. Depois é só acessar o www.britishmusicexperience.com, se cadastrar e utilizar o número do ticket na área destinada do site. Tudo o que você selecionou estará lá, inclusive, tem uma atração muito legal no museu, a Dance The Decades. É um mini estúdio de dança, onde você seleciona um ritmo e segue os passos. Sou péssimo para dança, mas gravei este vídeo para vocês terem uma noção de como é legal esta história de resgatar na web a experiência que você teve no museu. Enjoy!

É tudo free!

12 de abril de 2010

Londres respira cultura, definitivamente. Cheguei a esta conclusão depois de visitar alguns atrativos por aqui, ou melhor, alguns museus. Abertos todos os dias da semana, estes lugares reúnem acervos de dar inveja a qualquer um. Só no British Museum, considerado o mais importante da cidade, são cerca de dois milhões de itens. São peças da Grécia antiga, do Egito, sobre as particularidades dos povos asiáticos, da era industrial na Europa… É um espaço dedicado à história do mundo. Para quem quer uma visita rápida, a dica é visitar a galeria que conta tudo isso bem resumido, na verdade, em exatamente 100 objetos.

Quanto custa a visita? Nada, é free! O ruim da história é que é impossível conhecer toda a coleção de um museu em um só dia. O negócio é pegar um mapa logo na entrada, escolher duas ou três salas e se concentrar em não sair delas. Vai por mim. O tempo passa voando lá dentro. Você está lendo sobre a história de algumas múmias, passa a observar algumas esculturas e quando olha no relógio já se passaram duas, três horas. Ter o foco pré-definido é a melhor opção para quem visita os museus londrinos.
Se você é um apaixonado por história, chegue bem cedo e tente a sorte. Só não esqueça de parar para comer algo no meio do dia, ok?

ACESSO À INFORMAÇÃO
Uma ferramenta muito bacana para os que ainda não se viram com a língua inglesa são alguns rádios, disponíveis nos balcões de informações. Alugando um deles, você tem acesso a um guia completo de todas as atrações do museu em dez idiomas (um deles, claro, em português).

Para usar é fácil. Vá ao objeto desejado, verifique qual o número da peça e busque este mesmo número no rádio. Pronto! Toda a informação será dita na hora. Não experimentei a tecnologia, mas os brasileiros que utilizaram aprovaram a locução. Reclamaram apenas do sotaque, mas sabe como é, né? Nem tudo é perfeito (e às vezes somos exigentes demais também).

Confira abaixo uma pequena lista de museus e galerias com entrada gratuita em Londres.
The British Museum
Natural History Museum
The Science Museum
National Gallery
National Portrait Gallery
Tate Modern
Imperial War Museum

Acessando o site do Visit Britain é possível conferir outras atrações gratuitas da cidade. Bye!

Um dia no Hyde Park

9 de abril de 2010

A primavera deste ano está sendo atípica em Londres. Temperaturas baixas quase todos os dias, chuvas acompanhadas de ventos fortes, enfim, o período perfeito para se passar dentro de casa, no conforto do sofá ou da cama. Ontem, porém, a previsão do tempo animava. Expectativa de sol firme durante todo o dia. Bom, pela manhã, nada feito. Aquele vento já tradicional, sem novidade.

Imaginando que o tempo continuaria daquele jeito, pensei em passar a tarde em algum museu, afinal, vários têm a entrada gratuita. Mas quando saí da escola e dei de cara com o sol não tive dúvida: vou para o Hyde Park. A meteorologia acertou uma, finalmente.

O PARQUE

São 142 hectares cobertos por cerca de quatro mil árvores e cortados por um lago, o Serpentine. É ele quem faz a divisa entre o Hyde e o Kensington Gardens, outra área reconhecida como um dos Parques Reais de Londres.

Para a maioria de nós, brasileiros, que não temos o costume frequentar parques, entrar no Hyde Park pode ser uma experiência bastante interessante. Para se ter uma ideia, em alguns pontos fica difícil arrumar um espaço para sentar. Os gramados mais iluminados são os mais procurados, claro. Ao andar pelo local, observa-se que algumas pessoas são nômades, acompanham o movimento solar; já outros aproveitam o dia para praticar esportes. Há também as famílias, que utilizam o bom tempo para passear, fazer piqueniques. É uma cultura diferente, realmente. Dá uma olhada por quê.

Crianças adoram alimentar os pombos

O parque é o lugar ideal para os que desejam aprimorar as manobras de patins

Curtir alguns momentos sozinho também não é má ideia, ainda mais quando se tem boas músicas para escutar

Gansos também recebem a atenção da criançada

Que tal uma soneca no meio da tarde?

Nada como curtir o sol com conforto

Que rufem os tambores!

8 de abril de 2010

Interrompemos nossa programação para uma notícia importante: acaba de ser divulgada a primeira foto de Thelma, a pessoa que está hospedando o Intercambiando em sua casa, em Londres. Depois de milhares de e-mails, telefonemas e comentários dos leitores, finalmente aparece a tão desejada imagem da inglesa mais querida do universo dos intercambistas. Aproveitamos a oportunidade para agradecer toda a equipe de investigação envolvida na operação. Os trabalhos ainda não acabaram, mas já se pode dizer que o resultado foi satisfatório. Isso porque Thelma é uma pessoa bastante reservada, totalmente desinteressada nos holofotes da mídia.

Confira abaixo a foto que pode mudar a vida de muitas pessoas.


Thelma foi flagrada enquanto limpava a cozinha, bagunçada todos os dias pelos estudantes que moram no apartamento

Não deixe de acompanhar os próximos capítulos desta intrigante perseguição. See you soon!

Frente a frente com a realeza

7 de abril de 2010

Saí da aula exatamente às 15h, bem ao estilo da tão comentada pontualidade inglesa (hoje, porém, percebo que isso não passa de uma lenda). Olhei para o meu parceiro de todos os dias, o London Map, e busquei por algum atrativo que eu pudesse fazer em poucas horas. Logo lembrei de ter escutado algo sobre o Buckingham Palace, perto da Victoria Station. A residência oficial da monarquia britânica é um daqueles atrativos turísticos que não se pode deixar de visitar.
Definido o tour do dia, corri até a estação para chegar o quanto antes. O motivo era simples: o sol resolveu aparecer. O problema é que ele costuma dar o ar da graça por pouco tempo, o que me forçou a apertar o passo.

Em poucos minutos cheguei ao destino. Olhei em volta e não achei nada que pudesse me guiar até o palácio. Quem me conhece sabe que senso de direção não é meu forte. De qualquer forma, arrisquei, então, seguir a sinalização, presente em todas as esquinas da cidade. Depois de dez minutos de caminhada cheguei ao Buckingham, e o melhor: sem a ajuda de ninguém (vitória pessoal).
Confesso que fiquei assustado quando vi o volume de turistas. Eram dezenas de famílias, jovens e amantes da fotografia, todos apreciando o monumento e observando os guardas, sempre a postos. A curiosidade é geral, afinal, o dia a dia da rainha Elizabeth 2ª é relatada por jornais e pelos canais de notícias quase que todos os dias. Com eleições parlamentares (6 de maio), então…

Como bom turista, também fui dar uma espiada na movimentação do lugar, mas o dia estava tranquilo, sem novidades. Fiz algumas fotos e sentei em um dos degraus do Victoria Memorial para fazer um pouco de fotossíntese. Logo depois peguei minha mochila e voltei para casa. No meio do caminho trombei em uma velhinha. Por um momento pensei ser a própria Elizabeth 2ª. Acho que a radiação solar bagunçou um pouco as minhas ideias.

A noite londrina

6 de abril de 2010

Segunda-feira é dia de estudante em Londres. Descobri isso no fim de semana passado e comprovei a versão ontem, quando fui para um pub/danceteria chamado Walkabout, ao lado da estação Temple. A grande vantagem de sair neste dia é que grande maioria das casas noturnas da cidade vendem o pint da cerveja (550 ml) com desconto superior a 50%. E não é só a cerveja. Se você conversar com o garçom, descobrirá que alguns drinks também entram nesta onda. O resultado desta ação, claro, é muito satisfatório para os estabelecimentos. Dá uma olhada na foto abaixo. Foi tirada ontem (dia 5), por volta das 22h.

WALKABOUT
Com atmosfera inspirada na cultura australiana, o bar é conhecido por oferecer o ambiente ideal para os que procuram boas bebidas, complementadas, é claro, pelos principais hits da música eletrônica. Chegando ao local por volta das 19h, é possível sentar em uma mesa e pedir alguma porção para degustar. Conforme as horas passam, a luz fica cada vez mais baixa e o volume do som aumenta. A mudança é tão sutil que parece acontecer de maneira natural, acompanhando o anoitecer. É neste momento em que as mesas são abandonadas e a pista de dança ganha cada vez mais adeptos. Uma característica do lugar, porém, pode não agradar alguns de vocês: a balada é bastante frequentada por brasileiros. Neste caso, a dica é se disfarçar de estrangeiro. Se falarem em português, finja que não entendeu e tente conversar em inglês – se você conseguir ouvir a o que a outra pessoa está dizendo, é claro.

As luzes voltam a acender por volta das 2h da manhã, servindo de aviso aos mais empolgados. É hora de voltar para casa (de ônibus – algumas linhas funcionam 24h). Para quem começa os estudos logo pela manhã, o mais recomendado é curtir a danceteria até por volta das 23h30. No caso da Walkabout da Temple, a estação de metrô está a poucos passos. Existe também a possibilidade de pegar um táxi, mas é preciso desembolsar uma boa grana. É preferível guardar e gastar com alguns pints na semana que vem.

SERVIÇO
Em Londres há seis Walkabout, confira as regiões: Convent Garden, Shepherds Bush, Temple, Watford, Finchley Road e Wimbledon. Acessando o site do pub você encontra outros pontos, inclusive na Escócia e no País de Gales.

Por hoje é só. Não sei por que mas acordei não muito bem. Estava com uma dor de cabeça daquelas…

Tem de ter jogo de cintura

4 de abril de 2010

Sou um cara de sorte. Dentre as cerca de quatro mil famílias que trabalham para a Britannia Students Services, foi destinada para mim uma homestay que, se não é a melhor da cidade, está entre as primeiras colocadas. Além de bem localizado, próximo ao underground e com pontos de bus espalhados por todos os lados, o apartamento de Thelma é muito aconchegante, sem falar na própria, que é um doce de pessoa. Escrevo sobre este assunto porque percebi que arrumar um bom lugar para se viver é um dos itens mais difícies da lista de um estudante. Das amizades que fiz até agora, creio que apenas uma pessoa está satisfeita com a sua casa. A reclamação dos outros é baseada, principalmente, no fato que dividir o espaço com outras pessoas não é algo tão agradável quanto se pensa. Se são todos brasileiros, é ruim porque acabam falando em português; se são estrangeiros, é porque as culturas são muito diferentes. Vou contar a minha experiência para vocês.

Thelma é uma inglesa aposentada, que gasta todo o seu tempo cuidando do apartamento. Nunca a vi com outra vestimenta que não fosse um pijama coberto por um roupão (abro exceção para o dia que a conheci, quando estava vestida de maneira mais formal). A rotina da casa é fixa, e quem chega por aqui tem de se adaptar. Veja abaixo algumas regras.

1 – Tomar o café da manhã, no máximo, até às 8h30.
Motivo: ela gosta de deixar a cozinha arrumada até às 9h, horário em que começa a pensar no almoço.
OBS: minha aula de inglês começa às 12h, e levo exatos 25 minutos para chegar até a Burlington School. Diante disso, passei a chegar mais cedo na escola. Aproveito o tempo livre para atualizar o blog e ver o que está acontecendo no mundo.

2 – Não andar descalço pela casa
Motivo: por mais que o chão esteja limpo, Thelma acredita não ser higiênico colocar o pé em contato direto com a superfície do carpete.
OBS: eu não gosto de andar de chinelo, mas me acostumei agora. Fazer o quê…

3 – Nunca usar sabonete em pedra; apenas o líquido
Motivo: deixa a pele ressecada, além de ter uma aparência “gosmenta”, segundo ela.
OBS: só utilizo sabonete em pedra no Brasil. Não acho prático tomar banho com sabonete líquido, mas não tive saída, a não ser aderir ao modelo de ensaboamento corporal imposto por ela.

4 – retornar o esguicho (chuveiro) para a altura certa após o uso
Motivo: não sei ao certo, mas acredito que Thelma tenha 1,50 m de altura. Como sou 40 cm mais alto, utilizo o chuveiro no nível máximo.
OBS: sempre esqueço de baixar o esgicho para a altura dela. Quando ela está no banheiro e me chama, já sei que é por causa disso.

5 – sempre avisar onde vai e a que horas pretende voltar
Motivo: como toda boa mãe, Thelma gosta de ter controle sobre sua próle. Já percebi que ela gosta de ir dormir quando os estudantes já estão deitados.
OBS: não tenho o hábito de avisar onde vou ou a que horas retorno, mas essa parte é moleza, já que aproveito para perguntar se tal lugar é bom ou ruim, qual o melhor caminho para se fazer etc.

Para alguns estudantes, essas regras podem soar como impecilho para se morar em uma homestay, mas é preciso ter a consciência que, além de se estar em outro país, se está em uma casa de outra família. Estes lugares possuem suas próprias regras, enquanto seus moradores têm costumes diferenciados e modo distinto de enxerguar as situações. Das pessoas que eu conheci, quem escolheu a independência (morar com outros estudantes) está sofrendo justamente com essa falta de regras. Cada um faz o que quer, quando quer, e o pior: se quiser. O melhor conselho que eu posso dar é que, você, interessado em fazer um intercâmbio, procure uma agência que trabalhe com o British Council. É garantia de boa moradia. A Britannia Student Services, por exemplo, só trabalha desta forma. Eles hospedam, por ano, cerca de nove mil estudantes em casa de famílias, apartamentos, repúblicas e outros tipos de moradia. Vale a pena dar uma pesquisada e conferir qual opção mais te agrada. Bye! See you soon.

Em tempo: respeitar regras, mesmo não concordando com muitas delas, tem lá seus benefícios. Dá uma olhada no meu novo quarto. A estudante italiana que morava comigo na casa acabou de voltar para a Itália, e eu herdei o quarto dela. Legal, não é? Hoje ainda chega outro estudante, desta vez do Japão.