Sex Appeal vende?

7 de fevereiro de 2012

Bem, tudo começou em uma conversa de bar. Apesar de algumas garrafas de Brahma já estarem espalhadas pela mesa, o calor daquele início de noite seguia insuportável. Lá pelas tantas alguém se vira pra mim e pergunta:

- Por que ninguém investe em viagens para jovens?
- Como Assim? Muita gente investe neste público, retruquei.
- Investe nada. Basta abrir as páginas de qualquer jornal ou revista e você verá publicidades com os mesmos temas. Monumentos históricos, personagens de desenhos animados, praias, fotos de navios… as mesmices de sempre. As publicidades de viagens atingem apenas crianças, casais em lua de mel, famílias, terceira idade e, quanto muito, o público GLS. Nunca vi ninguém chamando a atenção deste público entre 18 e 24 anos e que está com grana sobrando pra viajar.
- E como você queria chamar a atenção deles? Perguntei.

E aí veio a resposta que eu não esperava.

- Com sexo!

Fiquei meio desnorteado.

- Sexo? Como assim, sexo? Questionei.

Como o cara é um gênio da publicidade e como toda conversa de bar, por mais inútil que seja, sempre tem um momento de seriedade, veio a explicação.

- Você sabia que “twitter” foi a palavra chave mais buscada no Google em 2009? E você sabia que quando comparamos no Google Trends “twitter” com “sexo”, a busca por “sexo” foi quatro vezes maior que “twitter”? Para quem analisa tendências é fácil perceber o que as pessoas estão procurando.

E continuou:
- Veja a estratégia da AXE. Eles estão focados neste público entre 18 e 24 anos. Os comerciais mostram fantásticas mulheres de biquíni correndo na direção de garotos que acabaram de passar o desodorante. A mensagem subliminar é óbvia: use o produto e se transforme em objeto de desejo. É exatamente o que o público nesta faixa etária está buscando. A AXE sabe explorar o “sex appeal” como ninguém.

O cara engatou a quinta marcha e não parou:
- Sabia que existem hotéis na Jamaica especializados em festas para solteiros? Eles nem aceitam reservas de crianças.

E para piorar a situação ele se vira pra mim e dispara:
- Meu amigo, um dia sua filha vai crescer e vai tentar te convencer a deixa-la viajar com o namorado. Quando isto acontecer é porque a casa já caiu. A decisão de onde ela vai desabar é tua. Se você jogar duro ela vai pra Santos com o namorado, escondida de você e ainda por cima com a ajuda da tua esposa. Quando chegar esta hora, relaxa e manda ela pro Tahiti e deixa o barraco desabar com estilo. E você ainda vai se transformar no grande herói dela.

Conversa de bar é um perigo. Chega uma hora que você até começa a dar razão para algumas bobagens. Confesso que cheguei a pensar na possibilidade do cara estar certo. Se estamos falando que o mercado caminha para nichos, por mais indesejável que seja para algumas pessoas (como eu) encarar esta “visão de mercado”, ela é real e sempre terá consumidores para isto. Mas aquela história da minha filha viajar com o namorado foi demais. Já risquei o Tahiti do meu caderninho.

Mas fiel aos meus princípios tradicionalistas, resolvi apagar da memória toda aquela conversa. Como se estivesse tentando me convencer que este lance de “sex appeal” não é lá uma ferramenta tão forte assim, comecei olhar ao meu redor, os posters nas paredes retratavam uma São Paulo antiga, com bondes, no bar uma discreta luz de neon fazendo publicidade de uma cerveja, guardanapos e apoios para os pratos totalmente discretos, sem mensagens apelativas ou fotos ousadas. Tá vendo, pensei, não é em todo lugar que somos massacrados por mensagens sublimares sobre sexo. Resolvi relaxar, levantei o braço e chamei o garçom:

- Traz outra Brahma!

O cara gritou lá do fundo.

- Acabou, agora só tem DEVASSA!

Aí já é demais. Pedi a conta e fui embora!

Meia palavra bas! Tá?

30 de janeiro de 2012

Estes dias parei por alguns momentos para escrever minha coluna mensal na revista Segue Viagem. Aliás – diga-se de passagem – mais uma excelente ferramenta gratuita para os agentes de viagens de todo o Brasil. Mas voltando à minha coluna, enquanto escrevia ia me questionando: será que alguma coisa está se transformando tanto e tão rapidamente quanto a comunicação?

Por muitos anos, áreas de marketing gastaram milhões de reais e dólares para fazer com que seus produtos e marcas ocupassem um lugar único na mente de seus clientes. E para isto usavam e abusavam de grandes textos, frases longas e vantagens intermináveis. Muitas empresas se especializaram em criar editoriais publicitários, disfarçando propaganda em forma de notícias que ocupavam duas páginas inteiras em jornais diários.

E aí, do dia pra noite surge o Twitter e o mundo passa a se comunicar em 140 caracteres.

Parágrafos como os que escrevi acima começam a ser condensados em menos de 140 letras. Como este aqui.

Os publicitários e profissionais de comunicação descobrem que a nova geração exige que as mensagens sejam diretas.

Mas como a mente humana é uma máquina fabulosa, todos se adaptaram facilmente aos 140 caracteres. Até eu!

Até que surge o Google e muda tudo novamente.

Agora a publicidade deve ter 2 linhas
com um máximo de 35 caracteres.

Pior o título. Só 25 letras.

Surge então uma nova escrita.

Fazer negócios c/ 35 caracteres
parece imposs.

Mas qdo temos 1 mente humana
tão brilhante, nos adaptamos.

E melhor, todos tbém respondem
em 35 caracteres. E são diretos.

Incrível. P/ serem diretos dizem
logo o q querem.

P/ incrível q pareça c/ pcas letras
vendemos. Fechamos negócios!

Q mundo louco. C/ 2 de 35 já
sabemos perfil nossos clientes.

Formatar prodtos, promover marcas
e descobrir tendências now é easy.

É friend, como diz Mariana Aydar
da new geração cantores Brasil:

Pra bom entendedor meia palavra bas.
Tá?

Vida “inteligente”

24 de janeiro de 2012

Há algumas semanas o Brasil parou para discutir assuntos extremamente  importantes para o futuro da Nação. O primeiro tema em pauta foi a expulsão de um dos participantes do BBB por supostamente ter abusado de uma pobre e indefesa jovem que deitou bêbada e semi nua com dois homens na cama. 

Logo em seguida, espantado com o tamanho da barriga, o país parou para discutir se a mulher que dizia esperar quadrigemeos realmente estava grávida ou se a barriga era falsa.

Quando tudo parecia caminhar para o caos total, eis que o Brasil descobre que Luiza estava no Canadá. Pronto, por uma destas ações inexplicáveis da Internet, Luiza se transforma em hit nacional.

Confesso que descobrir que Luiza estava no Canadá acabou sendo um alivio para o bom senso. Melhor ouvir isto do que continuar ouvindo os shows de horrores que vínhamos escutando.

Mas horror mesmo aconteceu depois, com o naufrágio do navio da Costa na Itália. Só não sei o que foi mais horrível: ver o desespero das pessoas tentando se salvar ou o capitão do navio tentando explicar porque foi um dos primeiros a abandonar a embarcação. 

Diante de tantos absurdos, fico imaginando o que um ET pensaria de nós chegando à Terra e lendo estas notícias todas: “um homem abusou de uma mulher, a moça ficou grávida de quadrigemeos, foi para o Canadá, mas por sorte não voltou no navio que afundou”.

Que bom que ETs não existem, afinal de contas vida “inteligente” só existe na Terra, não é mesmo?

O diferencial do Pestana!

19 de janeiro de 2012

Ao final do meu último blog disse que voltaria ao tema “são as pessoas que fazem a diferença” trazendo exemplos vividos durante minha estadia no Pestana de Natal. Antes porém vamos analisar alguns pontos que, na minha opinião, podem fazer um produto ficar mais ou menos competitivo.

O primeiro deles, obviamente, é a questão “preço”. No mundo atual este é o primeiro item de qualquer pesquisa e no fundo o menos relevante. E por que é tão importante e tão pouco relevante? Porque, a menos que uma determinada empresa tenha perdido o juízo, os preços se igualarão. Ao contrário de alguns anos atrás, hoje em dia ou você tem um preço competitivo ou nem entra no jogo. E neste quesito os preços do Pestana estão em linha com os demais hotéis 5 estrelas de Natal.

O outro fator, na escolha de um hotel, poderia ser a sua “localização”. Assim como outros hotéis excelentes de Natal (como o Sehrs, Ocean, Pirâmide, Rifoles entre outros) o Pestana também está “pé na areia”.

Estrutura, boa alimentação e serviços? Idem aos melhores hotéis 5 estrelas.

Então se nos principais pontos de pesquisa os hotéis se igualam porque fiquei tão admirado com o Pestana?

Primeiro porque tão logo cheguei meu check-in estava praticamente pronto e a simpática  recepcionista me recebeu me chamando pelo nome. Este atendimento, que não demorou nem 5 minutos, já deu um toque individual e pessoal à minha estadia.

E por que este tratamento individual é tão importante? Porque é assim que as pessoas querem ser tratadas hoje em dia. A internet e as redes sociais estão mudando o mundo. AS PESSOAS QUEREM FAZER NEGÓCIOS COM OS AMIGOS, não com as empresas. Você não pode ter um amigo se não souber o nome dele. Estamos vivendo uma grande customização das massas. As áreas de marketing que não estiverem atentas a esta individualização gastarão milhões de dólares com investimentos e estarão simplesmente fora do mercado.

Todavia o tratamento diferenciado não parou aí. No dia seguinte, logo pela manhã, recebemos uma ligação pessoal do Marcelo, gerente geral do hotel, perguntando como estávamos e deixando seu ramal direto para qualquer eventualidade. Pronto, qualquer problema já sabíamos para quem recorrer. Era como se estivéssemos em casa.

Mas o que de fato me cativou, não foi nem a recepcionista e nem o gerente do hotel. Mas o senso de “bem servir” do responsável pela limpeza do Pestana. Eu estava na academia às 7:00 da manhã e o ar condicionado estava desligado. Acho que eu era o único paulista no hotel, pois estava sozinho correndo na esteira. Apesar de tão cedo, o sol já estava alto e o calor insuportável. Quando entrou um senhor para retirar o lixo perguntei onde poderia conseguir o controle remoto. Ele imediatamente deixou seu trabalho de lado, pegou o telefone e ligou para algum lugar. Como não conseguiu contato, saiu da sala, pegou uma cadeira, voltou para a academia, subiu em seu assentou, ligou e ajustou o ar manualmente.

Quando agradeci ele simplesmente respondeu com extrema simpatia: “estamos aqui para lhe servir”.

Foi um belo gol de placa, tanto que estou aqui hoje dedicando um blog ao atendimento deste senhor. Torço para que o Pestana e todos os demais hotéis sigam investindo na contratação, na manutenção e, principalmente, no treinamento destes profissionais que fazem a diferença!

 

Quase transferi minhas milhas do Smiles para o Fidelidade

16 de janeiro de 2012

Em um mercado cada vez mais competitivo, onde preços se igualam a cada segundo e serviços são copiados a cada minuto, as “PESSOAS” são o único diferencial que sobra para as empresas crescerem e prosperarem.

Para entenderem do que estou falando, começo relatando que estou de férias há uma semana. Neste mundo moderno, tirar alguns dias de descanso passou a ser uma das atividades mais importantes para qualquer profissional que trabalha o ano todo sob extrema pressão.

Ciente da importância deste período, escolhi Natal para recarregar as baterias. Logo no primeiro dia, quando deveria começar a despressurizar, a tensão começou a subir. Comprei minhas passagens aéreas e da minha família pela Gol. E para não ter dissabores, comprei com bastante antecedência. E como viajar com crianças requer atenção em dobro, marquei os assentos com mais de 30 dias de antecedência para garantir que todos viajaríamos juntos.

Na hora do embarque…surpresa! A Gol nos entrega 4 boardings com assentos totalmente separados. Lógico que não aceitei e quis entender o que havia acontecido. Resposta:

  • “Tivemos uma situação e precisamos usar os lugares”.

Ora cara-pálida, que situação é tão extrema que necessita separar as crianças de seus pais? Chama o supervisor!

Antes que o supervisor aparecesse, o rapaz do check-in decide usar a velha e boa tática do “vou empurrar o problema para outro”. Em um passe de mágica apareceram 4 assentos na fileira 13.

Dentro do avião nova surpresa! o vôo G3 1902 de 08JAN não tinha a fileira 13. Isto mesmo, a fileira 13 não existia. Da 12 pulava para a 14. Passageiros embarcados e acomodados, exceto eu meus filhos.

  • “Que belo início de férias”, pensei.

Para resolver a situação, a velha e boa tática de remover os stand-bys da última fileira e todos nós acomodados “confortavelmente” nas poltronas que não reclinam, na porta do banheiro e sem janela para as crianças curtirem a viagem.

Tudo isto porque fiz as reservas e paguei mais de R$ 4.000 pelos bilhetes com bastante antecedência.

Mas aí vem a diferença. As “pessoas”!

Tão logo a aeronave decola a chefe das comissárias se aproxima e diz.

  • “Por normas de segurança as crianças não podem decolar na fileira de emergência. Mas agora que já decolamos gostaria de dizer que reservei toda esta fileira para vocês. Peço desculpas em nome da Gol”.

A viagem foi tão tranquila e aquela atitude me fez tão bem que até desisti de transferir minhas milhas do Smiles para o Fidelidade.

Como disse lá em cima no primeiro parágrafo: as “pessoas” são o único diferencial competitivo que resta às empresas. E por falar em diferencial, no próximo blog contarei sobre o Pestana.

Até lá não pensem duas vezes:

1) Se seu cliente está indo a Natal hospede-o no Pestana.
2) E se você tem um funcionário em sua empresa que “faz a diferença”, não perca-o em hipótese alguma. Este é o seu diferencial competitivo.

 

Quanto Lixo!

8 de janeiro de 2012

Há algum tempo abri uma pasta especial no meu outlook apenas para arquivar informativos que recebo diariamente de várias empresas – 99% empresas ligadas ao turismo como consolidadoras, hotéis, empresas aéreas e locadoras de carros. 

Nesta última semana decidi analisar as mensagens recebidas e entender como as empresas de turismo estão se comunicando com seus clientes. A grande verdade é uma só: poucas empresas sabem fazer marketing direto. A maioria esmagadora apenas envia lixo eletrônico achando que está fazendo marketing. E o pior: envia este lixo eletrônico de duas a três vezes por dia.

Vamos parar para pensar. As mídias tradicionais, de massa, estão derretendo mais rapidamente do que as calotas polares. As pessoas vivem hoje a era da comunicação individual. Faça uma pesquisa rápida com qualquer pessoa que tenha uma conta no Facebook e você descobrirá o seguinte: as pessoas preferem escutar outras pessoas que fazem parte de sua mesma tribo do que buscar informações em publicidades de massa. 

Estes dias lia um livro (MARKETING TRENDS – de Francisco Alberto Madia de Souza) onde o autor chamava a atenção para o momento de transição pela qual deve passar a Rede Globo. Líder absoluta, a Globo chegou em um momento onde sua maior preocupação não são os concorrentes e sim a decisão que terá que tomar nos próximos anos. Com a chegada da TV CONECTADA o ex-telespectador passivo está recuperando o controle sobre o aparelho comprado. Finalmente ele poderá decidir o que ver. E o que ele poderá ver não é apenas outro canal, mas milhões de opções de conteúdos e provedores disponíveis na Internet. O formato de negócio está mudando e isto afeta até a poderosa Rede Globo.

E se até a poderosa Rede Globo precisa repensar a forma de se comunicar com seus clientes, o que dizer de todas as empresas que ainda acreditam que Newsletter é uma poderosa arma de marketing?

Chegou a hora de inovar para não ser deletado!

Um dos meu videos favoritos…

27 de dezembro de 2011

Quem me acompanha aqui no blog sabe que passei o ano procurando trazer cases que contribuam para uma melhor gestão de vendas e marketing, sobretudo para quem trabalha com aviação e turismo. 

Dentro desta linha passei os últimos dias tentando encontrar algo que, além de ser uma bela mensagem de final de ano, ainda pudesse traduzir a essência do que considero realmente importante para o sucesso dos negócios: TRABALHO EM EQUIPE, INOVAÇÃO, PLANEJAMENTO, TALENTO e acima de tudo CRIATIVIDADE, MUITA CRIATIVIDADE.

Aí encontrei este video….um video que além de trazer tudo isto ainda representa o mundo tecnógico em que vivemos. Com ele me despeço deste maravilhoso ano de 2011, desejando a todos vocês um Feliz 2012!

O efeito Barcelona

19 de dezembro de 2011

O jogo de domingo entre Barcelona e Santos foi, sobre vários aspectos, uma obra prima. E como toda obra prima os significados dependem da forma como você a aprecia. Para os olhos dos apaixonados por futebol, o jogo possivelmente fez parte de um momento histórico. Daqui a algumas décadas estas pessoas ainda se lembrarão de onde estavam quando viram o show de Messi e companhia.

Mas eu gostaria de falar desta obra de arte por um outro ponto de vista. Para mim, Barcelona e Santos deixaram muitos exemplos que podemos seguir em nosso disputado mundo corporativo.

O primeiro grande exemplo é o da organização. Como as grandes empresas, o Barcelona é um clube tão bem estruturado que não depende de um dono ou de um presidente. A filosofia de trabalho foi desenhada há 30 anos e independe de quem está no poder. Hoje o clube espanhol se dá ao luxo de não ter patrocinadores em suas camisas. O espaço é usado para causas sociais. Depois de promover a UNICEF, agora o Barcelona promove a Qatar Foundation. O clube é administrado “apenas” como as mensalidades do sócios, com as rendas dos jogos e com os demais recursos que o próprio futebol proporciona.

O outro grande exemplo é que uma equipe vitoriosa se faz investindo na formação de talentos. No fundo, a grande maioria das empresas sabe o quanto é importante investir na formação e treinamento de suas bases. O problema é que nem todas levam isto a sério. Para se ter idéia do quanto o Barcelona acredita neste plano de trabalho basta citar que Messi foi contratado quando tinha apenas 12 anos de idade. O clube levou toda a família do jogador para a Espanha, investiu na formação pessoal e profissional do craque. E faz isto com muitos outros garotos. Quem assiste a um jogo da equipe infantil vê o mesmo estilo de jogo da equipe principal. Houve um momento do jogo de domingo que dos 11 jogadores em campo, 8 haviam se formado nas escolas do clube.

O terceiro ponto que me marcou foi a força do conjunto. Hoje em dia, falar de espírito de equipe parece até clichê. Mas quem reparou bem no jogo percebeu que enquanto o Santos dependia apenas do Neymar, os espanhóis eram realmente um time. Pra falar a verdade, mais pareciam uma orquestra, onde a posição e a movimentação de cada um em campo foi fundamental para dar o tom da música e por consequência, do “baile”.

E por fim, o exemplo mais marcante do jogo de domingo não veio do Barça, mas sim do Santos. Se você vai para uma guerra, por mais que esteja inferiorizado, entre com o espírito de um vencedor. O Santos entrou em campo derrotado, foi um time sem atitude. Perder ou ganhar fazem parte da vida. O que não combina é não lutar.

“Organizar” suas ações e estratégias, “formar talentos”, “atuar como equipe” e ter “espírito vencedor”. Isto se aplica apenas ao futebol?

 

As 3 derrotas do Dr. Sócrates

6 de dezembro de 2011

No domingo, quando fiquei sabendo da morte do Dr. Sócrates, um dos jogadores mais talentosos que o Brasil já viu jogar, ironicamente 3 derrotas vieram a minha mente.

A primeira e mais marcante para todas as pessoas da minha geração, foi a perda da Copa de 1982. Com 12 anos de idade, este foi o primeiro mundial que acompanhei de fato. Aquela seleção que tinha jogadores como Cerezo, Falcão, Sócrates e Zico encantou o mundo com um futebol único e que, de tão maravilhoso, é comentado até hoje. Tenho pra mim que se esta seleção tivesse ganhado aquela Copa teria sido considerada a melhor de todos os tempos, inclusive se comparada à de 1970 – campeã no México. Mas perdemos para a Itália e demos adeus ao título.

A segunda derrota que lembrei foi a de 1986. Com uma seleção ainda talentosa, mas já envelhecida, fomos desclassificados pela França. Ironia do destino, os dois jogadores mais talentosos daquele time, Zico e o próprio Sócrates, perderam pênaltis em momentos decisivos e voltamos mais cedo para casa.

A terceira e mais brutal derrota do Dr. Sócrates foi no domingo passado. E não foi para a Itália ou para a França e sim para o álcool. Este mesmo álcool já havia vitimado outra lenda do futebol brasileiro, Garrincha. Mas na época encontrava-se uma desculpa. Diziam que Garrincha sucumbiu ao vicio por sua origem humilde e por não ter tido a oportunidade de entender os males que esta droga proporcionava ao seu corpo. Mas o que dizer de Sócrates? Uma pessoa elitizada, politicamente engajado e, ainda por cima, médico. Ninguém melhor que ele para saber  para onde o álcool o levaria.

A morte de Sócrates mostra e reforça a necessidade de combatermos com mais veemência o comércio de bebidas. A publicidade contra o cigarro já foi banida. Chegou a hora do Brasil pensar seriamente em tomar ações duras contra o consumo do álcool. E um bom começo seria proibir também a propaganda de bebidas de alcoólicas.

As melhores companhias aéreas de 2011

23 de novembro de 2011

Depois de publicar a relação das empresas aéreas mais seguras do mundo, recebi alguns e-mails pedindo para publicar a relação das melhores companhias aéreas de 2011.

Este levantamento é realizado anualmente pela Skytrax através de pesquisa direta com passageiros de todo o mundo.

Interessante analisar que das empresas aéreas eleitas pelo público como as MELHORES de suas regiões, apenas uma consta na relação das mais SEGURAS: Air New Zealand.

Para que você possa tirar suas próprias conclusões, seguem as duas listas:

A mais SEGURAS segundo a instituição alemã JACDE

1-Qantas Airways
2- Finnair
3- Air New Zealand
4- Tap Portugal
5- Cathay Pacific Airways
6- All Nippon Airways
7- Air Berlin

As MELHORES de 2011 segundo a SkyTrax.

1- Melhor empresa aérea do ano: Qatar Airways
2- Melhor empresa aérea da África: South African Airways
3- Melhor empresa aérea da Ásia: Singapore Airlines
4- Melhor empresa aérea da Oceania: Air New Zealand
5- Melhor empresa aérea da Europa: Turkish Airlines
6- Melhor empresa aérea da América do Norte: Air Canada
7- Melhor empresa aérea do Caribe/América Central: Taca
8- Melhor empresa aérea da América do Sul: Tam

E você, fica com qual lista?