O Brasil por Ricardo Freire

Se você ainda não conhece o Ricardo Freire e trabalha com turismo, clique ali no nome dele, passe a seguir no twitter, favorite o ViajenaViagem e pode esquecer esse meu blog aqui.

Mas de qualquer forma vou continuar escrevendo.

Acabou ontem o Salão do Turismo, passei por lá na quinta e na sexta. Achei bem mais organizado que o do ano passado, e me passou pela cabeça o seguinte pensamento.

Porque tem a Feira da ABAV se poderíamos ter o Salão aberto para o trade e os agentes nos primeiros dias, e depois para o público final.

Em uma semana ocorreria o grande encontro do turismo, assim como o Salão do Automóvel, e os demais seriam eventos locais, enxutos e dinâmicos como o de Gramado (que é o que eu conheço) mas meu tema aqui é outro, nem vou me meter nessa briga.

Visitei por dois dias o Salão porque não queria perder a palestra do Ricardo Freire, o turista profissional, ex-publicitário (foi ele quem criou o famoso “Não é uma Brastemp”), escritor, e eu defino ele como um Luis Fernando Verissimo que viaja mais do que toca jazz.

 

Foto do Márcio do blog AJanelaLaranja

 

Vou fazer um resumo aqui, pois vi a melhor definição do Brasil como produto.

Ele começou sua palestra que tinha como tema, “Por que vale a pena viajar pelo Brasil, mesmo com o dólar barato” falando do triste fato que mesmo merecendo, o Brasil NÃO TEM O MAR DO CARIBE.

Mas que depois de dois dias, aquele mar verde perde a graça pela falta da CAIPIRINHA e do QUEIJO COALHO, exclusividades nacionais e que fazem toda a diferença.

E nessa pegada de comparação, ele destacou nossos principais destinos:

Lençóis Maranhenses

Que não tem concorrente nenhum no mundo, ecossistema único.

Rio de Janeiro

Que embora esteja tão caro quanto Nova York, NÃO TEM PROBLEMA ALGUM, POIS PODE COBRAR MESMO, afinal na sua definição, “viajo o mundo inteiro, para encontrar algum lugar tão encantador, quanto o Rio de Janeiro”

Cataratas do Iguaçu

Quando comparadas as Cataratas do Niágara, nas palavras do Riq viram um CHAFARIZ DE SHOPPING CENTER, ganham de goleada, e um motivo de tristeza para ele é saber que muitas pessoas foram a Foz, apenas para trazer muamba do Paraguai, como se precisasse de algum motivo além desta MARAVILHA DO MUNDO.

Niagara Falls vira um chafariz de Shopping Center comparada a Foz do Iguaçu

Inhotim

Que caso você não conheça, clique ali no nome e sinta a mesma vergonha que eu senti ao descobrir, COMO EU NÃO CONHEÇO INHOTIM. E o Riq adiantou que eles vão construir um complexo hoteleiro multi-categoria lá. =)

Ai que vontade de ir conhecer Inhotim

 

Chapada Diamantina

Ao invés de viajar dias até a Nova Zelândia, é possível encontrar cenários tão maravilhosos, ou mais, aqui no Brasil.

Belém do Pará

Deixa Puerto Madero com inveja, e tem a gastronomia que vai suceder a Tailandesa no mundo. Destaque para o TACACA, que o Riq comparou da seguinte forma “O Tacaca é como a mistura do Mizushiro com o Santo Daime”

Fernando de Noronha

Aqui vale colocar uma frase ótima “Conheço pessoas que não vão a Noronha porque acham muito caro, mas jamais conheci alguém que foi e se arrependeu”. O Riq aproveitou e criticou os cruzeiros que aportam no Arquipélago, pois considera uma maneira não eficiente de conhecer e preservar o local, pois até algumas são fechadas quando chegam os cruzeiristas.

Sul da Bahia

Um lugar preservado por estar justamente longe das capitais, a exceção de Porto Seguro, e que oferece cenários e experiências únicas no Brasil, e nesse tópico Riq comentou sobre a melhor viagem que fez nos últimos tempos, leia ela aqui.

Brasília

Nossa capital tem atrativos únicos, e pode ser visitada em um fim de semana, usando milhas e no contra fluxo do turismo de negócios que lota os hotéis de lá durante a semana.

Salvador

Acho que essa dispensa comentários, pela mistura única que Salvador oferece.

São Paulo

Aí está a grande aposta de Riq para a Copa, pois São Paulo é a cidade mais desconhecida do Brasil, tamanho o seu potencial. E depois que o mundo todo vier para cá, é só dela que irão falar.

Depois o Riq falou das nossas festas, e ao invés de começar com o Carnaval, falou do Réveillon, nossa maior e exclusiva festa, pois por mais que o mundo comemore, é só aqui que milhões de pessoas de branco vão ao mar pular sete ondas, e assim enterrar os erros do ano que passou, e começar um novo ano cheio de promessas e esperanças.

Sobre o carnaval, a mudança do Rio, que de cidade calma (fora do sambódromo é claro)  durante a folia, virou a cidade mais agitada depois de Salvador, que dos trios, virou o carnaval dos camarotes, mas destacou Parintins que é impossível de se entender pela TV, só ao vivo.

Ricardo terminou pedindo mais apoio ao turista independente e quando as perguntas começaram, para a alegria do ausente Artur Andrade, os gaúchos (nesse caso não eu) presentes EXIGIRAM a presença de algum destino nosso na lista, o que motivou até a ida da Secretária de Turismo ao encontro do Riq, fazendo seríssimas cobranças ao gaúcho, que inclua seu estado natal nos próximos roteiros. Realmente não temos jeito.

Enfim, uma aula de diferencial competitivo do Brasil de encher os olhos, dezenas de tweets sobre viagens que não foram feitas ainda, e várias idéias na mente depois dessa apresentação.

O Artur lançou uma pergunta que está movimentando muitas cabeças pensantes do trade lá no seu blog, e eu deixo aqui meu recado.

Se você não está falando do Brasil na internet, saiba que tem gente muito boa fazendo isso, e fazendo há anos, pelo menos acompanhe.

Os blogueiros de turismo do Brasil, em breve serão tema de post por aqui.

Sou fã assumido do trabalho e da carreira deste TURISTA PROFISSIONAL e só posso agradecer por dividir essa visão sobre o Brasil.

Agora vamos lá. Se os gringos não vierem que nós mesmos possamos conhecer nosso país.

OBS: A exceção da própria foto do Riq, as demais são dele.

33 comentários para “O Brasil por Ricardo Freire”

  1. Artur Andrade disse:

    Guto, as belezas naturais e do povo brasileiro (que recebe bem, é simpático, bem humorado e vira amigo mesmo) são mesmo únicas e não se discute isso. Fui às Niagara Falls e realmente nem chegam perto do esplendor de Foz. Mas o brasileiros não viaja mais pelo Brasil por conta da infraestrutura, dos aeroportos ruins, voos focados nas viagens corporativas, preços não altos mas exploradores mesmo, estradas ruins (Heloisa que adora cruzar Europa e EUA de carro sabe disso), hotéis velhos e mal cuidados (praças como Recife são uma vergonha em termos hoteleiros) e uma série de outros impeditivos… Quanto à imagem de cara de alguns destinos, tudo depende muito do conhecimento do mesmo. Acho Gramado uma cidade cara, os restaurantes andaram aumentando demais os preços. Não tem muita solução, pois as opções são limitadas. Mas adoro a cidade. Já no Rio, conhecendo bem a cidade, se come bem e sem gastar muito, há boas opções de hospedagem por preços menores que os da avenida Atlântica, o táxi é bem mais barato que São Paulo…enfim. Os cartões-postais brasileiros melhoraram, continuam imbatíveis mas como produtos ainda deixam a desejar ao Caribe, Niagara Falls e tantos outros concorrentes nossos. E os cânions do Sul com certeza merecem estar na lista do Ricardo. Além da Serra e quem sabe o estádio do Internacional…ou seria o do Grêmio? Abs e parabéns ao MTur pelo Salão do Turismo, bem melhor que em anos anteriores. Talvez pela ambição e altivez em menores escala.

    • Augusto Rocha disse:

      Artur,

      o Ricardo não conhece os cânions, acho que é por isso que não estão presentes, e que ninguém aqui me ouça, mas o tempo muitas vezes atrapalha a vista, e na Chapada Diamantina não. Quanto ao Beira Rio, esse sim, é simbolo nacional, ainda mais com o mais incrível museu de clube do mundo, que você é meu convidado a conhecer. Quanto as dificuldades para viajar, concordo, sofro junto, vivo nessa cruz, mas temos as mesmas ou piores, para empreender e nem por isso deixamos de fazer. Tem muita coisa boa a ser explorada.
      Mas o tema do meu post Chefe, é que há centenas de blogs, que avaliam, comentam, sugerem roteiros, enfim, que informam o turista, e nós do mercado devemos estar atentos. Devemos acompanhar e saber o que nosso cliente consome de informação.
      E obrigado pela presença aqui no blog.

  2. Heloisa Prass disse:

    Augusto querido,

    Como destino turístico somos como um tobogã, altíssimos e baixíssimos itens num mesmo lugar. Gostei do RiqFreire falar só dos pontos altos.

    Mas que não “somos uma Brastemp”, isto também é verdade. Principalmente para o turista independente, aquele que se informa muito antes de viajar. E que durante e depois da viagem compartilha sua experiência na web.

    Limpeza urbana,pixações até em igrejas…segurança, estradas, a lista é longa. Não dá né ?

    Prá puxar o assado pro nosso lado, os Caminhos de Pedra lá em Bento Gonçalves, São Francisco de Paula e Itaimbezinho devem constar da lista urgentemente.

    bjs e sempre alerta !

    • Augusto Rocha disse:

      Helô,

      como sempre você foi exata, o Riq destacou exatamente isso. A falta de infra para o turista independente. Não somos a Brastemp, realmente, mas temos muitas coisas únicas e que valem a pena serem conhecidas.
      E claro, temos que levar o Riq a conhecer nosso estado por inteiro. Como tu bens sabes, é só aqui que podemos “Fazer versos cantando as belezas dessa natureza sem par; E mostrar para quem quiser ver um lugar pra viver sem chorar”

      Abraços de Porto Alegre

      • Heloisa Prass disse:

        Sabia que o Ponta dos Ganchos é o melhor hotel do Brasil segundo Riq Freire ? Assisti o video no teu post anterior (tu anda rápido demais com os posts e não dá tempo de ver tudo…) e morra de inveja: eu estive lá para comemorar nosso aniversário de casamento há dois anos.

        Não tem como falar, é só olhar as fotos e viver o lugar….Vou te mandar algumas por e-mail…

        Beijo

  3. Oi Guto,

    Achei importante o Riq ressaltar o Brasil. Eu tenho feito muito post daqui e o resultado é surpreendente. Muito mais gente conhece e comenta. Atualmente estou postando sobre Urubici em Santa Catarina.

    Estou devendo uma rodada completa pelo Rio Gande do Sul.

    Um abração!

    Marcio

  4. Mari Campos disse:

    Oba, que legal!!! Acabei perdendo a palestra por N motivos de uma semana muito corrida (comento aqui agorinha do aeroporto ;) ) e foi uma delícia acompanhar um tico da palestra pelos teus tuites e agora, melhor ainda, com essa síntese bacanuda aqui no blog. E ainda com esse baita incentivo pra gente falar mais e viajar mais pelo Brasil. Tks!

  5. Oi Guto,

    Excelente postagem! O Riq é O cara!
    Todos que trabalham com turismo tentam se espelhar no ótimo trabalho executado por ele.
    O post ficou otimo! Infelizmente nao consegui chegar no sabado, mas ainda pude curtir um pouco do Salão no domingo.

    O Brasil é um pais riquissimo e tem mto a ser explorado ainda relacionado ao turismo. Tantos lugares belíssimos, mas pouco falados.
    Acho bacana os blogueiros fazendo esse papel de “jornalista/fotografo”.
    Todos so temos a ganhar.

    Grande Abraço.

  6. Oi Guto,

    Valeu pelos tuits e por esse post completíssimo para os que não puderam assistir à palestra do Riq, nosso guru do turismo brasileiro. Como sempre ele conseguiu positivar as belezas deste país e nos fazer esquecer, por um segundo, as dificuldades que um turista encontra por aqui, a péssima infraestrutura dos aeroportos, o preço altíssimo, a insegurança (hoje mesmo, o Hotel Santa Teresa teve 15 turistas assaltados), o mau serviço e falta de treinamento… Falta tanta coisa para nos tornarmos um destino competitivo, que não vou nem falar da falta de estrutura para viagens em família!
    Apesar de tudo, o país é fantástico, tanto pela variedade de suas paisagens, pelo seu povo alegre e caloroso, pela sua música, diversidade cultural…temos um enorme potencial ainda à ser explorado. E isso é positivo: mostra que temos muito à fazer, muitas oportunidades, áreas inteiras à serem desenvolvidas.
    Um abraço,
    @viagempimpolhos

    • Augusto Rocha disse:

      Sut-Mie,

      obrigado pela visita, e concordo com tudo o que você comentou. Nosso papel como indústria, é tirar o “apesar de tudo” e fornecer todas as condições para sermos um grande destino, tanto interno, quanto para o mundo.

      Abraços

  7. Como é bom ouvir isso! Adoro viajar pelo Brasil!
    E eu concordo com você, Guto: os canyons do RS tem que entrar na lista do Ricardo. O lugar é fantástico!
    Parabéns pelo post!

  8. Alex Melo disse:

    Sou leitor do Riq há trocentos anos, então muito obrigado pelo super-completo post da palestra prá gente que não conseguiu ver.

    Sobre o Brasil: o caso é que viajar independente no Brasil é mais caro do que todos os países da América do Sul (ok, ainda não fui prá Guianas, Equador e Venezuela). Assim, para quem tem pouco dinheiro fica quase mais barato ir até a Patagônia ou Machu Picchu do que ficar no Brasil… e é mais ‘exótico’, o que acaba contando pontos.

    Quem é da área tem muito trabalho para mudar esta mentalidade de cobrarmos caro por estrutura mais ou menos. O bom é ver que as mudanças começam a ocorrer, basta vermos o boom de albergues em São Paulo, por exemplo.

    Como vantagem principal: em que outro país eu teria como fazer uma viagem como fiz no ano passado, onde ao término de 1 semana em Noronha, emendei com outra em Bonito – naturezas em seu máximo de beleza.. realmente, só por aqui.

  9. Também sou fã incondicional de Ricardo Freire e adorei o post, por ele imagino o fascínio da plateia que assitiu à palestrar. Vou linkar no meu blog, ok!?

  10. Lúcia disse:

    O Rique foi nos cannyons quando tinha 11 anos, está na hora de voltar!!!
    A infra-estrutura ainda não é nenhuma Brastemp mas há pousadas bem gostosas!!! E como ele disse no Salão: estava falando de coisas únicas e acrescednto que no RS tem várias coisas que são únicas: Bioma Pampa é único mas dividido com Argentina e Uruguai. O ideal é unir o Rio Grande do Sul a uma viagem ao Uruguai e Argentina. No mês de maio fui de Porto Alegre a Montevideo/Colonia de automóvel. Deixei o carro em Colônia e atravessamos para Buenos Aires de Buque Bus ( olhei as indicações do Ricardo sobre Colônia). Já conhecia o trajeto pela BR471 ( Rio Grande/Chui) mas fomos brindados por vôos de inúmeros bandos de pássaros quando passavamos perto da Estação Ecologica do Taim, espetáculo lindo que nos emocionou. Na ida, fomos via BR 116 por Jaguarão e voltamos por Chui. Em época de dolar baixo, uma paradinha nos free shops uruguaios, localizados nas cidades fronteira de Chuy ou Rio Branco é bom para repor o estoque de perfumes, bebidas e até roupas de grifes famosas. Camisa Tommy sai por 68 dolares.

    • Augusto Rocha disse:

      Lúcia,

      como gaúcho também acho que temos atrativos incríveis, mas considero a lista do Riq sensacional. Claro que deixamos de fora, Ouro Preto, e quase todo nordeste, além de outros destinos, mas o importante é cada vez mais falarmos, e divulgarmos o Brasil. =)

      • Lúcia disse:

        Oi Augusto, eu concordo com a lista do Riq, mas os cannyons são únicos, e o Riq esteve lá quando era escoteiro!!!!

        • Sandra disse:

          Carlota, que me1ximo vocea comee7ar a blogar a VAM. Estou super cusoira sobre muitas coisas, quero sempre acompanhar. Eu sei como e9 difedcil blogar na viagem e principalmente na volta da viagem. Beijos enormes!

  11. Ótimo texto, Guto. Para quem não conseguiu ir ao seminário/palestra do Riq Freire é bom ficar sabendo que nosso Grão-Mestre do Turismo ressaltouas tantas as qualidades do Brasil. Já esstá na hora mesmo de valorizarmos mais e mais os destinos nacionais.
    Abraços!

  12. [...] com unhas e dentes, e ela sabe disso. Não troco minha querida Salvador e suas festas de largo por praia de areia branca e mar verde do Caribe nenhum. Como diz o Riq Freire, e lá no Caribe tem sirigueloska por acaso? Tem [...]

  13. Roberto Andrade disse:

    Jornal Pan Rotas é um veiculo de comunicação direcionado aos profissionais de turismo principalmente Agente de Viagens, não entendi a a reportagem do “Jornalista” Augusto Rocha exaltando o Sr. Ricardo Freire que é uma pessoa que acha que a nossa profissão deveria acabar, que somos atravessadores, que deixamos os produtos mais caros, que o cliente não deve procurar um agente de viagens e sim comprar sempre direto nos sites de cias aéreas, hotéis etc. Exaltar esse cidadão é um direito de qualquer um, mas justamente num veiculo de profissionais de turismo pelo jeito não é só o Ricardo Freire que quer acabar com nossa profissão.

    • Augusto Rocha disse:

      Sr. Roberto,
      é necessário que eu faça alguns esclarecimentos. Primeiro, não sou jornalista, e este blog, pela sua própria natureza, não representa a opinião do Panrotas e sim a minha opinião.
      Além disso, não acredito que o agente de viagens vai acabar, e não é verdade que o Sr. Ricardo Freire defende o fim da profissão de agente de viagens. Tanto não é verdade, que várias agências de viagens apoiam o trabalho dele.
      Por fim gostaria de deixar um recado, o que eu fiz, faço e farei aqui é mostrar o que está acontecendo no mercado de tecnologia e turismo, a mudança do mercado não é decidida por este singelo blog, ou por um único profissional. A mudança é feita pelos consumidores.
      Agradeço seu comentário, e deixo aberto este espaço para que possamos discutir o futuro do mercado de maneira aberta e democrática. Mas lembrando que não adianta combinarmos aqui que vamos manter o mercado como há vinte anos atrás, e não convidarmos os consumidores para esse acordo.

      Abs

    • Andre L. disse:

      Caro Roberto,

      Acho que, para ser bem sucedido, um agente de viagens precisa se reinventar. Com a expansao do comércio eletrônico e das mídias sociais na Internet, é inconcebível pensar que o modelo tradicional do agente que faz seu ganha-pão da venda de passagens comissionadas.

      O que ocorre é que o público que viaja, ou parte dele, mudou muito. Para mim, por exemplo, para viagens mais ou menos convencionais não me importa se o agente tem ou não conhecimento: eu adoro procurar vôos, hoteis, montar meu próprio roteiro, interagir com blogueiros e outras pessoas no Twitter e Facebook sobre o destino, e resolver tudo por conta própria.

      O Ricardo Freire acaba agregando uma comunidade de pessoas que viajam com uma filosofia diferente. Ninguém está lá fazendo campanhas contra agente de viagem, várias vezes trocamos informações sobre quando é melhor resolver algo sozinho, quando é melhor recorrer a um agente no destino ou no Brasil, quando é melhor comprar serviços à vista, na hora, ou antecipados e por aí vai.

      Os profissionais do turismo não conseguirão se fazer relevantes ignorando o impacto tremendo de novas formas de comercialização e interação entre público e fornecedores.

  14. PêEsse disse:

    Sou um seguidor devoto do VnV. Passo lá todos os dias. Foi ótimo ter esse resumo da palestra, já que não pude ir. Muito obrigado e parabéns pelo blog.

    O problema do turismo no Brasil é a desorganização, a falta de estrutura, os preços. Os aeroportos são péssimos. Quer piores boas-vindas? As estradas, lastimáveis. Já imaginou um europeu fazendo uma road trip pelo Brasil? O turismo é amador, acomodado e dependente dos governos (“o governo deveria fazer isso”, “enquanto o governo não fizer aquilo…”) e de agências e operadoras (o viajante independente, que no mundo todo gasta menos porque organiza ele próprio sua viagem, no Brasil gasta mais). O povo brasileiro é ambíguo, ao mesmo tempo em que é receptivo, é também malandro e esperto com “os turista”. As próprias atrações não são tão atraentes assim. Já que vocês do Sul falaram nos cânions, já viram o trabalho que dá chegar no Cânion Fortaleza? O acesso não é ruim, ele simplesmente não é. E a conservação das atrações? Quase não existe. As igrejas de MG para mim são apenas um exemplo. Sujas, mal cuidadas. E o preço de tudo? Boa comida é um assalto. Passagens aéreas, salvo uma ou outra promoção (e nem todo mundo consegue aproveitar promoções, principalmente estrangeiros), são inviáveis. O custo da hospedagem é irreal. Qualquer hotel velho quer cobrar duzentos reais. O serviço, como regra, é sofrível (funcionários que não sabem dar informações, que não conhecem os pratos do restaurante, alguns sequer sabem se expressar, e eu não estou nem falando de alguém verdadeiramente fluente em línguas estrangeiras). O governo finge que se preocupa com o turismo, mas nomeia um incapaz para ministro.

    Em um contexto como esse, entendo aqueles que só viajam pelo Brasil quando não têm alternativa. Estrangeiros então…

    Mas essa é minha visão. Não sou da área, sou apenas um viajante amador, consumidor do produto. Espero muito que você, o Ricardo e outros consigam reverter esse quadro já no curto prazo.

    Há dois posts sobre o assunto que merecem ser lidos:

    - http://www.viajenaviagem.com/2011/03/quando-o-brasil-vai-ser-um-bric-do-turismo/

    - http://arquivodeviagens.wordpress.com/2011/05/09/turismo-no-brasil/

    • Augusto Rocha disse:

      PêEsse,

      interessante sua visão, um pouco pessimista mas não muito distante da realidade.

      Só te peço para não depositar sua esperança em mim ou no Ricardo Freire, pois não somos os responsáveis pela evolução ou mudança, somos apenas agentes dela. O Ricardo faz um trabalho sensacional de conteúdo e democratização da informação, mas não é algo institucional. Muito menos eu que faço parte da iniciativa privada.

      Mas acho que não há mudança sem discussão, e que não futuro onde não há potencial, e temos os dois de sobra.

      É hora de todos fazermos um pouco.

      Estás convidado a dar sugestões de como evoluir.

      Abs

  15. Muito bom ver os amigos blogueiros de viagens por aqui no Panrotas.

  16. Aline. disse:

    Hoje em dia podemos ver que os brasileiros estão viajando cada vez mais ao exterior.Um fator que contribui cada vez mais para que isso aconteça é a desvalorização do Dólar perante ao Real.
    Uma solução para que os brasileiros viajem,pelo nosso país é diminuir o valor dos pacotes.Além dessa solução,você consegue ver outra?

    Agradeço desde já,

    Muito obrigada!

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