Paridade tarifária? Who cares?

Não estou falando de turismo. Estou falando de coifas ou depurador de ar.

Você pesquisa no Google.

O segundo resultado pago (que eu passei a marca texto) é do Buscapé, principal site de comparação de preços da américa latina.

O primeiro resultado orgânico (também com marca texto) é da Americanas.com, empresa da B2W (que para nós do turismo é o Submarino Viagens e a Americanas Viagens).

Clicando no Buscapé eu achei a seguinte oferta:

Bom aí depois de achar o melhor preço, que nesta comparação foi entre seis lojas, resolvi ir direto para o site da Americanas na minha outra aba aberta. Não quis clicar ali.

E aí a minha surpresa.

Não entendi  como no site da Americanas, clicando a partir do Google o preço do mesmo produto era mais caro.

Então voltei ao site do Buscapé e cliquei em Ir à Loja.

E a mesma coifa, do mesmo site, custava menos.

Mas como?

Olhei o endereço do site, na página onde o preço era maior e estava lá detalhado o caminho que fiz. Então comparei com o endereço que estava com o preço menor:

Tinha uma pequena diferença, quem chegava no mesmo produto, só que através do comparador é direcionado para um parâmetro específico, que dá um descontão.

Aí eu lembrei de tanta coisa, de oferta de aéreo no fim de semana, lembrei de promoção em compra coletiva, lembrei de site opaco, lembrei do Kayak e do Mundi, lembrei das discussões da LACTE.

E lembrei que o consumidor tem comportamento diferente. Mas lembrei também de quando comecei a trabalhar e vendia celulares, nossos preços sempre eram tabelados pela operadora, mas se um cliente chegava com uma oferta de outra operadora, querendo pagar a vista, e pedia um desconto para fechar o negócio, nós jamais perdíamos o cliente.

E vocês, lembraram de algo?

Boa semana =)

9 comentários para “Paridade tarifária? Who cares?”

  1. Gustavo Syllos disse:

    Guto,

    O controle do preço final no caso das coifas acima é do revendedor.
    Com certeza o produtor quando negocia com seus canais tem preços baseados em volume de vendas, época de compra etc.

    Paridade tarifária aqui não dá prá ser comparada com o mercado de turismo ou mais especificamente com hotelaria: os valores disponíveis nos diferentes canais são controlados pelo fornecedor (exceto as operadoras, que não publicam o valor negociado).
    Existem as diferenças de REMUNERAÇÃO do canal, não do preço vendido.
    Além disso, no site do proprio fornecedor pode haver preços diferentes, onde as condições de restrição de tarifa são dadas por limites de prazo, forma de pagamento etc para que não choquem com os distribuidores.

    Abs,

    • Augusto Rocha disse:

      Professor,

      entendi a explicação, mas como falei no post, estava falando de coifas e apenas me lembrei do turismo. A prática de preços diferentes por canais de aquisição em portais de ecommerce é praticada há bastante tempo.
      Meu objetivo foi quebrar paradigmas de percepção do cliente. Todos os dias nos deparamos com produtos iguais por preços diferentes.
      O comprador da coifa, adorou o preço, mas odiou saber que vai levar 15 dias para recebê-la e não os dez dias prometidos.

      Abraços do Sul e na contagem regressiva para o HTR12.

  2. Leonardo Secundo disse:

    E adicionando ao que o Tio Guta (Mestre Yoda do Turismo) falou, quando falamos de coifas estamos falando sobre produtos e não sobre serviços….Só por esse fator a gente ja pode trazer inúmeros outros pontos que fazem com que essa comparação aí fique esquisita…

    PS: testei o Bill Board Effect e realmente o Cris Anderson tinha razão. Quanto tirei a verdinha das OTA’s (travei o trademark) o B2C caiu consideravelmente….ou seja, pelo menos em se tratanto de aviação, o Bill Board funciona/existe, em hotelaria não sei se posso dizer o mesmo.

    • Augusto Rocha disse:

      Caro Léo (Porque abandonaste o turismo?),

      não comparei nada, vocês que compararam. Eu apenas lembrei.

      Acho que o post funcionou. Ele provocou.

      O efeito Billboard funciona.

      Agora que curioso é estudar esse mercado e entender que no próprio site eles vendem mais caro do que quando anunciam e tem custo maior de venda. O estoque deles não é perecível, e eles com mais venda e mais volume, alcançam menor preço na compra, o que impulsiona o resultado.

      Espero que mesmo fora do trade, não abandone este blog.

      Abs

  3. Gabriela disse:

    Oi Guto,

    Se a hotelaria se preocupasse e entendesse realmente seus custos de distribuição, o assunto paridade fluiria muito mais naturalmente. Existe paradigma de falar sobre esse assunto sim, você está certo.

    Talvez o exemplo poderia ser mais próximo do nosso modelo de negócio, mas o assunto foi válido!

    No turismo de hoje, com esse mundo multicanal e distribuidores (com os mais diferentes modelos de negócios) “brotando do chão” todos os dias, o relacionamento entre fornecedores e intermediários virou pura “arte”…longe, muuuuito longe, da ciência (ou da lógica).

    Parabéns a todos os excepcionais ARTISTAS fazem esse malabarismo no dia a dia!!

    Bjs,

  4. Luís Vabo Jr disse:

    Olá Guto, tudo bem?

    Cada vez mais no e-commerce brasileiro, os preços serão diferentes de acordo com a origem da qual você chegou à URL do produto:

    - Digitando direto o site da loja
    - Pelo Google ou outro buscador (busca orgânica ou link patrocinado)
    - Pelo Google Shopping, Buscapé ou outro comparador de preço
    - Por um email marketing que você (ou um grupo de pessoas com perfil parecido com o seu) recebeu
    - Pelo Facebook, Twitter ou outra mídia social

    Exatamente pela distinção na URL que você destacou (utm_source) é feito o controle de qual canal trouxe o consumidor e consequentemente qual será a remuneração dele.

    Como consumidor, é importante conhecer as diferentes possibilidades (uns têm mais desconto, outros prazo de entrega menor, outro você vai encontrar o preço desatualizado e assim por diante).

    Aproveito para te convidar a conhecer o Caiu de Preço (www.caiudepreco.com.br), que tem o objetivo de alertar em tempo real quando o preço de um produto cai para que o consumidor possa fazer uma melhor compra.

    Grande abraço
    Luís Vabo Jr

  5. Olá Augusto, que post bacana, inteligente e provocativo!
    Nós brasileiros, enquanto consumidores, já saímos do estágio compras online e passamos a nos perguntar, o quê comprar online, como e quando.
    Então, acredito não haver dúvidas que, este reflexo também chegará rápido na distribuição e vendas online na indústria do Turismo no Brasil, fato que já podemos comprovar em outros mercados.
    E a escolha do produto ou serviço seja no online, offline direto ou indireto, cada vez mais será uma decisão do cliente, que melhor conhece seus desejos e necessidades. Parafraseando o visionário Sr. Rolim.
    E ao fornecedor caberá a análise de receita e risco para decidir entrar ou não em quaisquer dos jogos acima. Lição básica: qual o meu tamanho (empresa e mercado consumidor), força de distribuição, previsão de ROI e linha do tempo bem marcada no quesito fôlego financeiro….Não necessáriamente na ordem apresentada hehehe
    Abs,

Deixe um comentário