Imagine um mundo sem viagens

Esse foi o tema de uma campanha feita pelo Airbnb em 2018 que pode ser considerada ousada e ao mesmo tempo simples. A empresa foi ágil ao responder ao travel ban de Donald Trump. O material, que pode ser visto aqui, mostra imagens de como seria o cenário de vida das pessoas sem as viagens.

Com o lema “to limit travel is to turn back progress” (limitar as viagens é virar as costas ao progresso), o material chama a atenção ao fato geo-político, mas ao mesmo tempo reforça sua presença de marca e se posiciona firmemente a favor do livre viajar das pessoas. Dizem eles: imagine um mundo sem viagens aonde as pessoas constroem muros e ninguém sai de casa”. Parece assustador, mas pode ser uma opção de alguns países com políticas restritivas e xenófobas.

Já imaginou proibir as pessoas de viajarem? Isso fere frontalmente a liberdade dos povos, da amizade e da pluralidade de culturas e do valor à paz. Muitas vezes pensamos em nossos negócios na área de turismo sem sequer imaginar que eles podem acabar ou serem prejudicados por atos de guerra política. A luta pelo fim dos vistos ou de taxações pode parecer pequena diante de um cenário que não é impossível. A ousadia do Airbnb combina com sua inovação e marca seu posicionamento. Campanhas de turismo não são mais paisagens e pessoas em cenários maravilhosos, são posições firmes que definem as marcas e reforçam seu posicionamento. Você teria coragem de fazer algo assim em sua empresa ?

menos para as mídias sociais na busca de informações em viagens?

Uma surpresa a ser mais explorada a afirmação do IPK essa semana sobre a menor relevância das mídias sociais na escolha de destinos turísticos. Além de ser uma opção de menor escolha para os pesquisadores de viagens, também mostra que ainda permanece relevante a pesquisa em sites de operadores.

Há 10 anos, em todo o mundo, 46% das pessoas recorriam à internet como fonte de informação na decisão e organização de sua viagem. Sabe quanto é hoje? 82%, quase unanimidade. Mas que internet? Aonde? Muito se fala sobre o papel do marketing digital, ótimo, e das mídias sociais como grandes impulsionadores das buscas para viagens. Será que isso não é bem assim?

O informe do World Travel Monitor 2018, feito pelo IPK, diz alguns meios tradicionais e os intermediárias ainda são relevantes. Em pesquisa realizada em cerca de 90% dos mercados emissores pelo mundo, foram identificados os locais na internet em que as pessoas mais fazem buscas de informações para viagens, e os sites ganham. Os mais usados, em múltiplas escolhas, são de hospedagem (45%); destinos (37%); cias aéreas (32%); reservas on-line como Booking e Expedia (26%); opiniões como TripAdvisor (20%), operadores de turismo (19%) e redes sociais (19%).

Ok, mas quais são essas mídias sociais? Importante saber para ver aonde vamos apostar nosso conteúdo e nosso dinheiro: blogs de viagens, fóruns de viagens e redes sociais como Facebook e Instagram. Também o relatório aponta quais seriam os outros lugares, além da internet, que as pessoas buscam informações, e permanecem fontes que conhecemos há tempo: 33% nas agências de viagens; 27% com amigos e parentes; 13% em guias de viagens e 8% na imprensa, TV e rádio.

Opa! Ainda precisamos então levar em consideração duas coisas que parecem ainda ser relevantes em nossa indústria quando se trata de conteúdo, de informação, de subsídios para vendas e promoção de destinos. Primeiro são os intermediários, operadores e agentes de viagens continuam como meios importantes na informação, e claro, na venda; o segundo são as pessoas, guias de turismo e a tradicional mídia (com menos importância do que as demais fontes). Quais os canais usados por sua empresa? Você concorda que o marketing é on-line, mas também off-line no que diria Kotler para o marketing 4.0?