3 top trends PARA 2019

Nos dias iniciais de 2019 tenho lido muito sobre as tendências e temas que devem impactar a indústria do turismo nesse ano. Alguns temas são comuns a todas as análises, outros são novidades (parece que surgem cada vez mais tipos ou segmentos de turismo).

Mais tecnologia: as prospecções que pareciam futuristas estão cada vez mais próximas de nossa indústria. O uso de big data para antecipar demanda ou entender os desejos dos consumidores; a inteligência artificial como forma de melhorar o atendimento e o conteúdo das empresas ou o uso de robôs são algumas mudanças que prometem mexer tanto com as empresas como com os turistas. A identificação biométrica é um exemplo de avanço que promete reduzir custos imigratórios, das empresas aéreas, e facilitar a vida dos viajantes. Embora ainda existam muitos temas relativos à integração de modelos entre os países há um grande esforço de tornar isso uma realidade na maioria dos aeroportos.

Turismo sustentável: Já não é mais uma preocupação somente de governos (ou deveria ser), mas também dos turistas. Os novos viajantes estão deixando de ir a destinos em que sua viagem pode impactar os moradores locais, disse o booking.com. Também as empresas estão de olho no comportamento dos fornecedores de serviços que apresentam grandes impactos ambientas, deixando de comprar seus serviços e optando por empresas preocupadas com o planeta.

Viagens personalizadas: De acordo com a Amadeus, essa deve ser a prioridade da indústria de viagens e turismo. As pessoas querem, cada vez mais, ter uma experiência personalizada, serem tratadas como especiais e que suas expectativas sejam mais do que atendidas, sejam superadas e inesquecíveis. Esse desafio traz para as empresas a necessidade de antecipar os desejos dos consumidores, como falamos aqui sobre a Accor; já para os destinos, mostrar seus diferenciais como nunca.


Vamos voltar mais ao tema nos próximos dias, pois muitos temas ainda podem ser comentados e avaliados, como o dark tourism ou as micro-trips.

A tecnologia e o humano na aviação

 

Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) anunciou os resultados da sua Pesquisa Global de Passageiros (GPS) de 2018. Foram 145 países envolvidos e mais de dez mil respostas fornecidas, para reafirmar a percepção de que, atualmente, os passageiros buscam novas tecnologias a fim de melhorar a eficiência das suas viagens.

A pesquisa revelou que os passageiros desejam se informar sobre as viagens em tempo real, através de seus dispositivos pessoais. Assim como apreciam “recursos facilitadores”, como é o caso da identificação biométrica, e “recursos de controle”, como o rastreamento de bagagens.

Receber informações sobre o status do voo (82%), bagagem (49%) e tempo de espera na segurança / imigração (46%) foram identificadas como as três principais prioridades dos viajantes após a reserva de um voo. Sendo essas informações preferencialmente recebidas através de um dispositivo pessoal. 73% dos passageiros, por exemplo, gostam de receber informações via SMS ou aplicativo de smartphone.

Outro dado mostrado pela pesquisa é que a maioria deles valorizam serviços que possam ser feitos de maneira autônoma. Como é o caso check-in de bagagem self-service, preferido por 70% dos entrevistados, e do check-in automatizado, preferido por 84%.

No entanto, é importante ressaltar que, embora as empresas devam ficar atentas e trabalhar para suprir o desejo dessa maioria, a minoria não deve ser ignorada. Embora seja menor, existe a parcela que ainda opta pelo “toque humano”. Cerca de 43% dos viajantes, por exemplo, preferem usar uma agência de viagens para reservar seus voos. E quando há algum tipo de problema, durante a viagem, uma parte considerável tende a resolver a situação por telefone ou interação presencial. Como já falamos aqui, em um texto sobre o papel do agente de viagens, o “toque humano” ainda é bastante valorizado.

Diante desse cenário fica posto o desafio dos aeroportos e companhias aéreas atenderem as expectativas dos seus clientes respeitando a pluralidade. Focar nos desejos em comum e trabalhar para oferecer uma diversidade de opções pode ser a melhor estratégia. Cada vez mais me convenço que as tecnologias estão avançando e tendem à melhorar a vida das pessoas, no entanto, nada substitui o contato humano. Não quero falar só com robôs.