Viagens dentro da América latina devem crescer em 2019

Viagens dentro da América Latina devem crescer em 2019 segundo relatório do IPK International para a ITB Berlim.

Foto Hector Martinez

O relatório mostra o crescimento mundial do turismo em 6% em 2018 e diz que 2019 também será um ano positivo para o turismo. Especialmente dentro da América Latina que cresceu 13% em 2018, com tendência de continuar em 2019. Ainda em 2018, a motivação de viagens que mais cresceu foi de lazer para as cidades. Aliás, o turismo de cidades (city trips) vem aparecendo em vários estudos como uma motivação em crescimento; busca por entretenimento, gastronomia, cultura e um ambiente urbano atrativo (Nova York é a cidade mais visitada no mundo). Millennials são grandes consumidores de viagens à cidades depois das viagens de sol e praia.

Em 2018, na América Latina, as viagens para férias cresceram 10%; as de negócios em torno de 9% e a visita a amigos e parentes 3%. Destacam-se o Chile com +8% de visitantes e o México com +2% de turistas estrangeiros.

O relatório do IPK também mostra as perspectivas de crescimento de alguns segmentos de turismo que devemos observar em 2019. São eles:

  • turismo de cidades
  • cruzeiros
  • turismo halal ( de muçulmanos)
  • millennials (nascidos entre 1980 e 2000)

Os dados mostram um cenário positivo para nosso continente, e destacam as viagens intra-regionais. Mais um motivo para que os empresários de turismo sigam investindo na atração de sul-americanos para o Brasil, entendendo mais seu perfil, seus desejos de viagens e as motivações e destinos que mais atraem esse grupo bastante heterogênio. O investimento na imagem do Brasil pelo mundo e as ações de comunicação e marketing com os mercados se tornam fatores decisivos para o aumento de nosso fluxo de estrangeiros. Vamos aproveitar a oferta de assentos em voos internacionais ao Brasil, que em janeiro de 2019 está na ordem de 1.392.000; com 46% dessa oferta oriunda da América Latina.

Vamos continuar a explorar o tema mais à frente.

World Travel Monitor 2014

A ITB Berlim publicou essa semana o World Travel Monitor Trends 2014, esse relatório, preparado pelo IPK Internacional, apresenta os principais resultados do turismo mundial em 2014 e fala de algumas tendências para o próximo ano. Os dados fazem parte do maior banco de dados sobre turismo coletados em 63 países com representatividade global e cobertura de quase 100% dos principais mercados turísticos. São 63 institutos de pesquisa em diversos países que coletam os dados e transformam em análises e inteligência comercial sob demanda para empresas e destinos turísticos em todos o mundo. O IPK International é representado na América Latina pela Pires & Associados.

Os destaques de maior interesse global e para o Brasil são:

– baixo desempenho das economias russa, brasileira e da zona do euro;

– as tendências verificadas em alguns novos destinos emissores como Brasil, Chile, México, Peru e Colômbia são colocadas em dúvida;

– o turismo está melhor que a economia mundial, deve crescer cerca de 4,5% em 2014

– os gastos dos turistas em viagens internacionais devem fechar o ano em +6%

– a permanência média global está mais curta

– a América do Sul deve fechar o ano com +5% de chegadas sob forte impacto dos números de chegadas da Copa do Mundo

– as viagens de férias (+31% de crescimento nos últimos 5 anos) que mais crescem são as de visita a cidades (+58%) e de touring (+32%); sol e praia está em declínio mas ainda representa quase 30% do market share desse segmento

– os principais destinos de viagens de long haul no mundo são: EUA, Reino Unido, Tailândia, Itália, China e Alemanha

– os principais emissores de long haul são: EUA, Reino Unido, China, Canadá, Japão e Alemanha

– grande crescimento da hospedagem em meios “para hoteleiros” como segunda residência, casa de amigos e parentes e das “sharing firms” como AirBNB, HomeAway, FlipKey e outras

–  o segmento MICE, que representam 54% do segmento de turismo de negócios, aumentou seu market share com tendências de mais escolhas individuais para as viagens, preços menores, maior acesso, flexibilidade, transparência e o uso de comunicações integradas

– as reservas feitas pela internet já representam 66% do mercado, mas crescem a níveis mais baixos; já as reservas feitas pelas agências de viagens representam 24% do mercado e devem se consolidar nesse patamar de market share

– as reservas por telefone aumentam com destaque na China, EUA, Japão e Europa

– o uso de mídias sociais ocorre com grande parte dos viajantes, com destaque para 95% dos chineses, 84% dos brasileiros, 65% dos norte-americanos, 61% dos europeus e 51% dos japoneses.

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