TURISMO CRESCE O DOBRO DA ECONOMIA

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Mais uma vez os dados sobre o turismo no Brasil e no mundo comprovam sua importância econômica, seu impacto na chegada de divisas e na geração de empregos. No Brasil, o turismo cresceu o dobro da economia nacional em 2018.

O World Travel & Tourism Council – WTTC, divulgou os dados globais sobre o impacto da indústria de viagens e turismo na economia global (Fonte: Portal Panrotas). Em 2018 o crescimento foi de 3,9% contra 3,1% da economia do planeta. A geração de novos empregos também é destaque, segundo estudo da Oxford Economics 1 em cada 5 novos empregos que serão gerados no mundo nos próximos 5 anos virão da nossa atividade econômica de turismo.

Os dados divulgados sobre o Brasil, assim como da maioria dos países mostram também a resiliência do turismo em tempos de crise e sua rápida recuperação econômica, crescendo mais do que a economia. Em nosso país foi registrado um dos maiores crescimentos da América Latina, 3,1%, com impactos diretos e indiretos sobre nosso PIB, que representam 8,1% (US$ 152,5 bilhões). Sobre os empregos também há registro de forte influência: 6,9 milhões entre diretos, indiretos e induzidos pela atividade. Em 2018, as receitas diretas dos gastos dos estrangeiros no Brasil cresceram 1,56%, somando US$ 5.917 bilhões.

Todos esses e ainda outros dados colocam mais uma vez o turismo em evidência no cenário econômico nacional e global. Somente no carnaval de 2019, segundo estudo da CNC, as receitas do turismo somaram R$ 6,78 bilhões. Muitos dados né, sim. As lideranças e entidades que representam o setor devem divulgar, falar e compartilhar de forma incansável esses dados, mostrando a importância para nossa economia, principalmente para a geração de empregos. Investimentos em políticas públicas de incentivos às viagens dentro do país, de promoção internacional, em segurança, competitividade, infraestrutra e qualificação são alguns dos pilares que devemos insistir para que sejam desenvolvidos.


Um destino à partir de um hub aéreo

O WTTC – World Travel & Tourism Council publicou um relatório sobre a importância da aviação para o sucesso de um destino turístico.

O turismo, nos últimos sete anos, vem crescendo acima da economia global. Países e destinos que buscam desenvolver suas economias e criar empregos vêem o turismo como uma das principais fontes para seu crescimento. O turismo é responsável por 10,4% do PIB mundial, e no Brasil por 7,9% (Fonte: WTTC).

Então quais os fatores fazem um hub de aviação um fator-chave para o sucesso da indústria de viagens e lazer? Estamos aqui falando de hubs que permitem a permanência no destino, ou daqueles que conseguiram transformar rotas de conexão em permanência na cidade.
Os destinos que tiveram maior sucesso em fazer essa transição se beneficiaram de uma combinação de:
• Uma companhia aérea nacional forte que seja financeiramente estável e tenha forte credibilidade;
• Recursos turísticos diferenciais no destino, com um receptivo robusto;
• Excelente conectividade de companhias aéreas, infra-estrutura suficiente e
marcos regulatórios desenvolvidos por meio de parcerias;
• Integração vertical ou central e visão de longo prazo da aviação e
do destino.

“O potencial para estender o turismo para além de um hub de aeroporto requer uma estratégia de destino coordenada, reunindo não apenas os parceiros naturais da companhia aérea e do aeroporto, mas também os atores mais amplos da indústria de viagens e turismo”, diz o relatório.
A forte conectividade das companhias aéreas nacionais, com saúde financeira e boa reputação; um marco regulatório favorável à aviação (veja as demandas da ABEAR); a facilitação de vistos e a prestação de todos os tipos de serviços são essenciais para a competitividade do destino.
É fundamental ter algo além do hub, possibilitando uma experiência positiva às pessoas, desde atrações turísticas até uma infraestrutura adequada.

Planos de marketing conjuntos e pacotes turísticos para oferecer em escalas podem ser atrativos para atender a um mercado de viajantes que procuram novos destinos para experimentar. Ou seja, na minha opinião voltamos a pontos importantes sempre em debate: a parceria entre o setor público e privado; uma atuação conjunta no mercado; a elaboração de planos de marketing de longo prazo, aonde os objetivos e metas são claros e compartilhados; a qualidade e o diferencial dos destinos; e a solidez da experiência do turista, que busca algo novo e atrativo.

A ABEAR traz aqui um panorama do impacto da aviação nos estados brasileiros em 2016.