Cruise Day

16 de maio de 2012

Já disse aqui algumas vezes que a capacitação do agente de viagem é fundamental para garantir uma venda de qualidade e fidelizar um cliente em potencial. O consumidor está cada vez mais exigente e vende bem quem conhece o produto que oferece!

E, quando se trata de cruzeiros, o conhecimento é ainda mais importante, pois é um produto que, embora já tenha caído no gosto do brasileiro, possui detalhes fundamentais.

Por isso, gostaria de aproveitar este espaço para lembrá-los que, no próximo dia 5 de junho, a capital paulista irá receber, no Renaissance Hotel, o maior evento de Cruzeiros Marítimos da América Latina, direcionado à qualificação dos agentes de viagens: o Cruise Day 2012. Este é um evento de sucesso, bem aceito pelo mercado, desde seu início, e que a Abremar faz questão de manter anualmente, pela sua importância e pelo interesse do setor em qualificar seus agentes.

Você que trabalha com cruzeiros, ou que pretende trabalhar com um dos nichos mais rentáveis do mercado, tem o dever de participar deste evento para se aproximar das armadoras, fazer negócios, conferir as novidades do setor e conhecer e entender mais sobre os navios e os roteiros da próxima temporada.

Marque na sua agenda. Para inscrições e programação, acesse o site: www.cruiseday.com.br. Espero todos lá!

Veja e o Rio

10 de maio de 2012

Alguém leu a última edição da revista Veja? Mais precisamente a matéria ‘Falta hotel? Fique em uma mansão‘? Penso que é muito improviso recorrer a motéis ou às casas dos cariocas para hospedar príncipes, chefes de estado ou embaixadores. Parece mais uma solução “puxadinho”.

Sabemos que o Brasil tem restrições de hospedagem para eventos grandes, mas a Rio + 20 já estava marcada há tempos. Alguma coisa dava para ser feita com antecedência, até mesmo recorrer aos navios. Mas também temos a noção de que ninguém quer construir hotéis só para atender a um fluxo específico e depois termos um novo problema. Entretanto, a questão onde quero chegar é que não precisamos improvisar e temo que isso aconteça com a Copa do Mundo 2014.

Precisamos passar por isso? Considero este um assunto a ser pensado com atenção e urgência. Aliás, não só quem é do turismo se preocupa com isto. Que o diga o apresentador Luciano Huck, no facebook: “Um aeroporto internacional em uma metrópole é como hall de entrada da sua casa. Esta foto é do aeroporto de Madrid. Se apropriando da máxima popular que diz que a primeira impressão é a que fica…chegar ao Brasil pelo Rio ou SP é como ser recebido pelo depósito da garagem. Arquitetura feia e funcionalidade zero. Qdo é a Copa mesmo?“.

Quem chega de fora do País parece ter esta impressão mesmo, que está entrando pelos fundos da casa, como quem procura pela porta de entrada, esperando por algo que lhe dê uma melhor impressão.

Agora um ponto é fundamental que se reflita: vamos perder a exposição planetária que esses eventos darão ao Brasil de mostrá-lo como destino de negócios, turismo, feiras e exposições?

 

Chega ao fim mais uma temporada

30 de abril de 2012

Mais uma temporada de Cruzeiros Marítimos chega em sua fase final no Brasil e, mais uma vez, comemoramos o sucesso das viagens entre os brasileiros e estrangeiros que querem conhecer nosso país.

Ainda não temos os números finais, mesmo porque ainda há roteiros acontecendo até meados de maio, mas nossas estimativas são as melhores possíveis. É gratificante perceber que esta opção de lazer está cada vez mais presente nas férias do brasileiro. Está tão comum ao cotidiano que eles até passaram a fazer parte nos roteiros de novelas e seriados.

Me parece que o brasileiro está entendendo a vantagem de curtir suas férias a bordo de navios, principalmente pela relação custo-benefício. Não é para menos! Nosso país tem lugares fascinantes – que os turistas adorariam conhecer, mas ainda não tiveram a oportunidade -, e certamente temos capacidade para gerar novos destinos e roteiros.

Se a nossa estimativa se confirmar, teremos uma temporada com mais de 800 mil cruzeiristas. Temo, no entanto, já termos alcançado o limite para a atual estrutura. Mas, isso, apenas os números da próxima temporada podem confirmar. Vamos aguardar.

Resultado positivo da Audiência Pública no Senado

17 de abril de 2012

Na semana passada, participei, pela Abremar, de uma audiência pública na Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo do Senado (CDR). Requerida pela senadora Ana Amélia (PP-RS), o encontro teve a intenção de verificar o nível de segurança dos cruzeiros marítimos no Brasil e os direitos assegurados aos passageiros em caso de acidentes.

Mostramos que os navios de turismo são altamente regulamentados por órgãos internacionais e também brasileiros. Para se ter uma ideia de que este controle funciona, de acordo com uma pesquisa da consultoria G. P. Wild (International) Limited, 28 fatalidades foram registradas a bordo de navios de cruzeiro entre 2002 e 2011 – período em que 153 milhões de pessoas viajaram ao redor do mundo nesta modalidade turística.

Em sua apresentação na audiência, o Capitão de Mar e Guerra Mauro Guimarães Carvalho Leme Filho, superintendente de segurança do tráfego aquaviário da Marinha, reiterou a confiabilidade dos navios. De acordo com o Capitão, os navios apresentam bom estado operacional e, nos últimos quatro anos, todas as embarcações que realizam cruzeiros marítimos na costa brasileira foram submetidas a 103 inspeções da Marinha. Deste total, apenas quatro navios foram retidos nos portos por apresentarem algum tipo de deficiência.

O representante do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça, Amauri Martins de Souza falou sobre a proteção aos direitos do consumidor. Segundo Amauri, embora o Departamento tenha registrado poucas reclamações de cruzeiristas, os direitos dos consumidores estão assegurados, em cumprimento à legislação nacional, em caso de acidentes.

Essa participação nos ajudou a mostrar ao Poder Público o respeito que temos com nosso passageiro e tripulante e reafirmou o interesse do governo em conhecer melhor nosso segmento. Com certeza, não restaram dúvidas do quanto a vigilância e segurança do setor são englobadas, todos os dias, por toda cadeia de Cruzeiros Marítimos.

Também saímos da audiência com a certeza de termos passado a mensagem da importância do nosso setor para as economias das cidades destino, pois movimenta comércio e serviços, aquece o emprego local e faz propaganda para que o cruzeirista retorne, em outra oportunidade, àquela cidade.

Navios na Copa: a hora é agora!

10 de abril de 2012

Há menos de um mês, o setor de Cruzeiros Marítimos foi procurado pelo Ministério do Turismo, que estava interessado em dispor de navios de cruzeiros para atender a demanda de leitos durante a Rio+20, evento sobre desenvolvimento sustentável que acontece em junho deste ano. Infelizmente, as principais companhias que operam no Brasil não puderam atender a esta demanda – simplesmente porque não há tempo hábil para isso.

Uma pena, pois sabemos que essa quantidade adicional de leitos poderá fazer falta, já que a hotelaria local está quebrando a cabeça, junto com o governo, para providenciar acomodação para as delegações dos 193 países convidados, além de empresas, ONGs e imprensa. Alguns navios chegam a oferecer cerca de 4 mil leitos e sem dúvida contribuiriam para o sucesso deste importante evento global.

No entanto, devo lembrar que a programação das companhias de cruzeiros é complexa e feita com bastante antecedência. Para se ter uma ideia, as temporadas são programadas até dois anos antes de acontecerem. Existe um planejamento de escalas nos portos do mundo todo, por exemplo, que pede esta antecipação. Por isso da dificuldade em retirar um navio do seu roteiro no hemisfério norte e atender um evento que vai acontecer daqui a dois meses. É um procedimento logístico e comercial de difícil arranjo.

Tenho acompanhado as dificuldades e aproveito para alertar às autoridades que, para termos navios como opção de hospedagem na Copa 2014 e nas Olimpíadas, a hora de conversar e programar é agora. As armadoras instaladas no Brasil estão dispostas a envidar esforços junto às autoridades responsáveis para que esses grandes eventos tenham uma organização ímpar.

Brasil em busca do 4° lugar

3 de abril de 2012

O Brasil está mais próximo de alcançar o 4° lugar no ranking mundial do mercado de cruzeiros marítimos, se confirmada a previsão da Abremar, de 894 mil cruzeiristas para a temporada 2011/2012.

Pelos dados da CLIA (Cruise Lines International Association), hoje o Brasil já está no 5° lugar, perdendo em número de passageiros apenas para EUA (10 mi), Inglaterra (1,5 mi), Alemanha (1,2 mi) e Itália (889 mil).

Dá orgulho de saber que nosso país, apesar de prevermos um crescimento inexpressivo para esta temporada – em função da diminuição de navios na costa brasileira – consegue contribuir com um mercado que vem registrando um crescimento ininterrupto há, pelo menos, 20 anos.

Não me canso de dizer que teríamos potencial para crescer ainda mais, não fossem os custos, os impostos e a infraestrutura, que têm deixado nosso país menos competitivo. Sabemos como as coisas funcionam por aqui, mas enquanto eu puder, farei o possível para transformar esta realidade.

Em 2011, 16,3 milhões de passageiros fizeram viagens de navio, contra os 14,8 milhões de 2010. Para 2012, a CLIA prevê mais 12 novas embarcações, totalizando 222 navios de cruzeiros e 342.012 leitos.

Classificação segundo a CLIA (Cruise Lines International Association):

1° – USA – 10,09 milhões
2° – Inglaterra – 1,56 milhão
3° – Alemanha – 1,22 milhão
4° – Itália – 889 mil
5° – Brasil – 792 mil (temporada 2010/2011)
6° – Espanha – 645 mil
*** A CLIA considera o ano de janeiro a dezembro. No Brasil, a Abremar computa os números por temporada, que tem duração média de seis meses. Em 2010/2011, de outubro a maio, foram registrados mais de 792 mil cruzeiristas. Para a temporada 2011/2012, a estimativa é de 894 mil.

Visa Waiver e Pedro Bial…

26 de março de 2012

O eclético e o intelectual precisam navegar por todos os setores e tendências! Isso é para justificar que eu estava assistindo ao Big Brother, para horror de alguns amigos que dizem que, com nível superior, mestrado e doutorado isso não combina.

Retruco dizendo que o que vale é entender o que acontece na sociedade para poder atuar nesse mundo. Boa desculpa…

Tudo isso para dizer que em uma prova daquelas eliminatórias, o Pedro Bial estava em um game de verdadeiro e falso e cometeu um erro ao dizer que os EUA teriam suspendido o visto para turistas Brasileiros.

Na hora imaginei que isso era um Merchandising organizado pelo Marco Ferraz, que à frente da Braztoa tem feito um grande trabalho sobre o Visa Waiver, com bottom na lapela e tudo mais.

Pois em seguida o Pedro Bial se desculpou e, embaraçado pelo erro, só demonstrou que fazer ao vivo e ser vitrine não era fácil.

Enfim, erro perdoado. Mas, bem que podia ser verdade…

Navios seguros

21 de março de 2012

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária divulgou recentemente o Relatório de Inspeções em Cruzeiros Marítimos, sobre as condições sanitárias dos navios que passam pelo litoral brasileiro, e uma conclusão podemos tirar: todos os navios de cruzeiros das associadas Abremar possuem plenas condições de salubridade e segurança e por esse motivo, viajar em quaisquer deles não representa risco à saúde pública.

O resultado deste relatório prova que as companhias têm respeitado e se adequado às normas e exigências do órgão brasileiro, bem como elevado o padrão de qualidade sanitária das embarcações, algo fundamental para garantir férias seguras e o alto índice de satisfação tão almejado pelas empresas. No mundo todo, as armadoras já adotam procedimentos internacionais rigorosos a fim de proteger o ambiente dentro dos navios. Não seria diferente no Brasil.

É importante lembrar que os navios são inspecionados constantemente, e sempre que se julga necessário, para que sejam garantidas tais condições. Controle certamente incomparável ao que se tem em estabelecimentos em terra firme, que merecem a mesma atenção dos órgãos brasileiros, como por exemplo hospitais, bares e restaurantes.

Não há dúvidas sobre os esforços das companhias e o interesse que cada uma delas tem em proporcionar um ambiente seguro para seus hóspedes e tripulantes no litoral brasileiro!

Seatrade Miami

14 de março de 2012

Participei, nesta segunda-feira (12.03), da 28º edição do Seatrade Miami 2012, na Florida, EUA – ao qual fui convidado a fazer uma apresentação, para mostrar o mercado brasileiro. Mas, além disso, tive a oportunidade de participar de uma sessão do conselho da CLIA (Cruise Lines International Association) com todos os CEO’s das empresas de cruzeiro e fiquei impressionado ao ver que o trabalho que fazemos na Abremar não é diferente do que é feito na CLIA.

Aprendemos sem que nos ensinassem. Usamos o bom senso e o conhecimento do mercado para fazer um trabalho altamente profissional, que tem sido reconhecido de forma positiva mundialmente. Fiquei feliz em saber que estamos alinhados. Tive muito orgulho de representar o Brasil e a ABREMAR nessa reunião.

Mas, fiquei ainda mais orgulhoso pelo retorno que tive da minha apresentação, pela manhã. Quantas pessoas me pararam, logo após o término, para perguntar ou parabenizar! Uma delas disse “Congratulations! You served your country well and the local cruise industry on your presentation” (Parabéns! Em sua apresentação, você serviu bem seu País e a indústria de cruzeiros local). Fico feliz em saber que a apresentação funcionou.

Vamos falar mais e falar bem do Brasil. Sabemos das dificuldades e dos desafios, mas somos brasileiros e podemos usar nossa criatividade de forma positiva e nossa vocação hospitaleira para fazer o turismo crescer cada vez mais…

Pediram para ficar

6 de março de 2012

Uma das cenas de que mais gosto do filme “Tropa de Elite” reforça a importância de persistir. Afinal, missão dada deve ser missão cumprida e, dessa forma, “pedir para sair” no meio da missão não dá.

É a soma de todas as batalhas que pode ganhar a guerra, mas o melhor é vencer sem guerrear, usando a diplomacia combativa, articulada e focada.

E, nas batalhas dos últimos três anos, a ABREMAR tem sido muito bem sucedida.

Neste contexto, apesar de acreditarem que o rodízio na liderança seja a melhor forma de inovar e buscar os resultados que o setor de cruzeiros necessita, as empresas do setor, através dos vice-presidentes da ABREMAR (certamente em reconhecimento aos resultados positivos alcançados), “me pediram para ficar”.

Concordei. Mas com a condição de que o estatuto fosse alterado, proibindo a reeleição e criando um sistema de rodízio claro entre os integrantes do conselho da associação.

Fui reeleito à presidência da ABREMAR por mais dois anos e ficarei na presidência até 2014, ano a partir do qual haverá este sistema de rodízio para eleger os presidentes.

Ocupo este cargo desde 2009 e tenho dedicado boa parte do meu tempo a fim de consolidar o setor brasileiro de Cruzeiro Marítimos no País e no mundo, juntamente com os diretores e demais colaboradores. Não há dúvidas sobre o avanço da atividade no Brasil nesse período do primeiro mandato. Estreitamos os laços com as autoridades governamentais e com outros segmentos na área do turismo. Além disso, conseguimos nos aproximar mais das principais instituições internacionais, como a CLIA (Cruise Lines International Association), o ECC (European Cruise Council) e a PSA (Passenger Shipping Association).

Evoluímos a discussão em alguns assuntos importantes, como os vistos para tripulantes, a modernização dos terminais marítimos de passageiros e portos e a adequação do custo da operação e tributos, mas até 2014 teremos grandes desafios pelo caminho e muita coisa ainda para melhorar.

Inauguramos a nossa sede independente e profissionalizamos nossa gestão com a contratação do Vice-presidente Executivo, André Pousada, que agora deixa o cargo que ocupa há quase três anos para retomar a carreira na iniciativa privada. Aurélio Maduro, formado em Ciências Políticas – tendo já ocupado cargos executivos em diversas companhias – é quem vai substituí-lo.

Aliás, aproveito para fazer uma menção especial ao trabalho bem executado pelo André. Depois de ser também diretor executivo do FOHB, André completa seis anos à frente de associações e, por isso, decidiu retornar à iniciativa privada.

Nos próximos dois anos, vamos focar ações e projetos para proporcionar a modernização dos portos e terminais marítimos de passageiros e a adequação dos custos de operação no País. Algo fundamental para transformar o Brasil, de vez, em um destino turístico competitivo no mercado internacional. Após 2014, aí sim, eu peço para sair, e com a certeza de que a missão ainda não estará cumprida, mas certamente encaminhada.