Arquivo de junho de 2011

Portos travados na burocracia

terça-feira, 28 de junho de 2011

Não estamos a sós quando dizemos que a burocracia brasileira emperra o progresso do transporte marítimo. Empresas de transporte de cargas estão com R$ 25 bilhões no bolso aguardando a aprovação de algum dos 30 projetos de ampliação de terminais privados, que estão parados. Muito dinheiro para o Brasil desperdiçar…

É inacreditável que mesmo neste setor, que é a grande força motriz da economia brasileira, as coisas tenham de caminhar a passos lentos. O problema é que a liberação de um projeto, às vezes, se arrasta por anos e quando sai do papel, já está desatualizado, tamanha velocidade de crescimento do setor. Aí vira uma bola de neve e as necessidades dos portos nunca são supridas, de fato.

Na área do turismo marítimo, acontece da mesma forma. Alguns projetos de ampliação de píeres e terminais de passageiro, para atracação de Cruzeiros Marítimos, estão fazendo aniversário em diferentes instâncias do governo. Dependendo apenas de um aval.

São 40 portos brasileiros com potencial de recebimento de navio de Cruzeiro, mas pouco mais de 20 consegue recebê-los, e nem sempre de forma satisfatória. Há muitos projetos de ampliação, inclusive, inspirados na realização da Copa 2014 que, pela velocidade do trâmite, estão mais fáceis de sair do papel para a Copa da Rússia!

Gastronomia e notícias

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Quando os Jornais estavam sob censura após 1964, eles acabavam trocando a noticia bombástica, ao menos na opinião do censor, por receitas. Dessa forma todos sabiam que ali naquele espaço a lei da mordaça imperou e algum assunto relevante ficou fora do jornal naquele dia.

Sempre que vejo uma receita lembro disso, mas atualmente depois de tantos grampos e escândalos, ouvi dizer por várias vezes que pelo telefone hoje em dia só se pode falar se o assunto for receita.

Será que isso chegou aos blogs? Na verdade não sei, só sei que no sábado a noite estava no supermercado (pois minha vida não tem só cruzeiros) e encontrei a Mariana, do Blog www.frescurizese.com.br, que fazia compras para um fondue. O encontro rápido na correria de SP, só deu tempo de dizer o que cada um estava comprando para cozinhar.

Eu fazia compras para um tagliatelle de camarão com limão siciliano. Mal educado nem dei a receita, como esse blog fala com amantes dos cruzeiros, e portanto gastronomia, aqui vai:

Ingredientes:
– Tagliatelle, Artigiano Pastaio Giuseppe Cocco de Abruzzi Italia, 500 g .
– Pimenta Branca (Sabor d’Chef) já vem na embalagem para moer na hora, mais fresco e aroma acentuado, sem falar no charme.
– Camarão (grande, mas pode ser médio) 500 g, já limpo. Sugestão: Compre fresco no Mercado Municipal, no Rei do Camarão – Rua B, box 30 com Hugo, mas pode comprar em qualquer lugar.
– Manteiga Aviação sem sal, 200 g.
– Azeite extra Virgem.
– Limão siciliano (3 limões espremidos e um pouco da casca ralada).
– Cebolinha, Alho picado, um pouco de manjericão quebra, os puristas condenam.

Como preparar:
Coloque o camarão em uma cuba com a cebolinha picada, alho picado, limão siciliano espremido e deixe na geladeira temperado e repousando por uma hora. Prepare a água que quando ferver pode receber o Tagliatelle por exatos 8 minutos, nunca mais que isso.

Ao mesmo tempo coloque o camarão e todo o caldo que estava junto em uma panela já com azeite ou Manteiga (como preferir) por 4 minutos em fogo baixo ate o camarão corar, não passe desse tempo ou vira borracha, coloque um cálice de vinho branco, nesse momento coloque um pouco de manjericão se quiser.

Massa pronta, camarão pronto salpique as raspas de limão siciliano por cima da massa já misturada com o camarão.

Tome com um bom vinho Branco Pouilly Fuisse, Chardonay Dufouleur Freres (Expand), ou meu preferido para o prato, o chileno Sauvignon Blanc Ventisquero Queulat Gran Reserva.

Eu fiz e ficou ótimo, receita nem sempre usamos na hora, assim como noticias, mas quando precisa e encaixa, fica perfeito, ou melhor, harmonizado.

Vejam o próximo post sobre Buzios. Foi o que  troquei pela receita, pois o que eu queria escrever foi censurado, por mim mesmo.