Arquivo de dezembro de 2011

MINHA MENSAGEM DE FIM DE ANO

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Caros amigos,

No último post do ano quero aproveitar a oportunidade para dizer que 2011 foi excepcional não apenas para mim, já que passei a assumir uma responsabilidade ainda maior à frente da Royal Caribbean, além da Abremar, mas também para nosso setor de cruzeiros.

Trabalhamos muito. Não há dúvidas. A produção da pesquisa da Fundação Getúlio Vargas, necessária há muito tempo, reafirmou a grandeza do nosso setor perante a economia e a sociedade. A realização do Seatrade South America nos projetou mundialmente e nos aproximou ainda mais das entidades internacionais, o que é ótimo para o fortalecimento da atividade aqui no Brasil. A nossa parceria com o Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB) significou a primeira martelada na derrubada do muro entre os setores, que surpreendeu a todos.

Muitos foram os progressos mas, infelizmente, também presenciamos retrocessos e desajustes que ainda precisam de um esforço mútuo para solucioná-los. Embora as audiências públicas tenham estreitado nossa conversa com o governo, sentimos que ainda é preciso muita conversa. Prova disso, é a nossa tímida previsão de crescimento e a diminuição do número de navios na temporada brasileira.

Mas, vocês sabem como prefiro ter uma visão positiva das coisas. Sabemos bem como a estrada é longa e o caminho deserto, mas enxergamos lá longe um oásis de oportunidades, e é por isso que não desistimos e temos a esperança de que o ano que entra seja ainda mais surpreendente.

Portanto, para todos os meus leitores e companheiros de jornada, deixo os meus sinceros agradecimentos, um final de ano de muita paz e um 2012 de muitas realizações, prosperidade e sucesso. Para todos nós do Turismo! Que venha 2012!

Paradoxo em Búzios

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Nosso País tem mesmo muitos paradoxos. O Brasil se torna auto-suficiente energeticamente com o aumento das reservas de petróleo, mas o preço da gasolina continua firme. Os níveis de desemprego estão cada vez menores, mas as empresas reclamam cada vez mais da falta mão de obra. Com 10 reais, era possível fazer muito mais coisas há dez anos do que hoje em dia, mesmo com o salário mínimo maior e os juros menores…Quem consegue explicar? É difícil de entender.

E o que Búzios tem com isso? Bom, é que encontrei mais um paradoxo que não consigo entender e está relacionado ao Turismo.

Semana passada, a FIRJAN (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro) premiou as melhores empresas do Estado e, como melhor companhia em Qualidade de Serviços de Turismo, ganhou a do meu amigo Cesar Fernandes, de Búzios, de quem me orgulho pela dedicação e competência. O Turismo precisa de pessoas comprometidas dessa maneira… ou de guerreiros assim. Mas, mais do que isso, precisa de um governo interessado na causa.

O fato é que a mesma cidade de Búzios que ganhou ainda mais visibilidade por conta deste prêmio reduziu, por uma decisão questionável, a chegada de 30 mil turistas por meio dos cruzeiros marítimos ao diminuir o número de pontos de atracação de navios. Ou seja, são menos turistas para o meu amigo Cesar levar para passear, infelizmente.

E então, quem é que me explica mais este paradoxo? Alguém se habilita?