Pediram para ficar

Uma das cenas de que mais gosto do filme “Tropa de Elite” reforça a importância de persistir. Afinal, missão dada deve ser missão cumprida e, dessa forma, “pedir para sair” no meio da missão não dá.

É a soma de todas as batalhas que pode ganhar a guerra, mas o melhor é vencer sem guerrear, usando a diplomacia combativa, articulada e focada.

E, nas batalhas dos últimos três anos, a ABREMAR tem sido muito bem sucedida.

Neste contexto, apesar de acreditarem que o rodízio na liderança seja a melhor forma de inovar e buscar os resultados que o setor de cruzeiros necessita, as empresas do setor, através dos vice-presidentes da ABREMAR (certamente em reconhecimento aos resultados positivos alcançados), “me pediram para ficar”.

Concordei. Mas com a condição de que o estatuto fosse alterado, proibindo a reeleição e criando um sistema de rodízio claro entre os integrantes do conselho da associação.

Fui reeleito à presidência da ABREMAR por mais dois anos e ficarei na presidência até 2014, ano a partir do qual haverá este sistema de rodízio para eleger os presidentes.

Ocupo este cargo desde 2009 e tenho dedicado boa parte do meu tempo a fim de consolidar o setor brasileiro de Cruzeiro Marítimos no País e no mundo, juntamente com os diretores e demais colaboradores. Não há dúvidas sobre o avanço da atividade no Brasil nesse período do primeiro mandato. Estreitamos os laços com as autoridades governamentais e com outros segmentos na área do turismo. Além disso, conseguimos nos aproximar mais das principais instituições internacionais, como a CLIA (Cruise Lines International Association), o ECC (European Cruise Council) e a PSA (Passenger Shipping Association).

Evoluímos a discussão em alguns assuntos importantes, como os vistos para tripulantes, a modernização dos terminais marítimos de passageiros e portos e a adequação do custo da operação e tributos, mas até 2014 teremos grandes desafios pelo caminho e muita coisa ainda para melhorar.

Inauguramos a nossa sede independente e profissionalizamos nossa gestão com a contratação do Vice-presidente Executivo, André Pousada, que agora deixa o cargo que ocupa há quase três anos para retomar a carreira na iniciativa privada. Aurélio Maduro, formado em Ciências Políticas – tendo já ocupado cargos executivos em diversas companhias – é quem vai substituí-lo.

Aliás, aproveito para fazer uma menção especial ao trabalho bem executado pelo André. Depois de ser também diretor executivo do FOHB, André completa seis anos à frente de associações e, por isso, decidiu retornar à iniciativa privada.

Nos próximos dois anos, vamos focar ações e projetos para proporcionar a modernização dos portos e terminais marítimos de passageiros e a adequação dos custos de operação no País. Algo fundamental para transformar o Brasil, de vez, em um destino turístico competitivo no mercado internacional. Após 2014, aí sim, eu peço para sair, e com a certeza de que a missão ainda não estará cumprida, mas certamente encaminhada.

3 comentários para “Pediram para ficar”

  1. Parabéns Ricardo. Isto nada mais é do que fruto de um trabalho que começou há taaaaannnnntos anos….

    Com certeza ainda levará muitos anos para estarmos no nível que deveríamos, mas o trabalho destes ultimos anos já nos coloca em um novo patamar. Que sejamos, e logo, realmente, “O” destino marítimo internacional.

  2. Ricardo Amaral disse:

    Obrigado pelo email e apoio.

  3. Rhaony Rocha disse:

    Parabéns Ricardo!

    Nada mais coerente que você esteja a frente dessa importante entidade até 2014. Esperamos que a ABREMAR continue acumulando conquistas para que o setor de cruzeiros marítimos no Brasil alcance o volume, crescimento e a qualidade por todos nós tão desejados.

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