Arquivo de fevereiro de 2013

TODOS EVOLUÍMOS

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Essa semana, a Revista Viagem e Turismo, da editora Abril, me pediu para entrar em contato com um de seus leitores que, após ler a matéria Imagina: a Copa chegou, publicada na edição de janeiro, enviou um email à redação com considerações sobre o que eu disse na reportagem.

Minha fala continha o que venho repetindo há tempos: os custos de cabotagem têm se elevado muito, assim como o preço do combustível e os impostos pagos pelas armadoras.

E o leitor enviou o seguinte email: “Sr. Redator, Assinante há muitos anos leio atentamente todas as seções, catalogando algumas reportagens. Permita-me fazer uma consideração sobre o que diz o Sr. Ricardo Amaral da ABREMAR sobre os cruzeiros marítimos na temporada 2012/2013 (pág. 121):

-Os custos são realmente altos no Brasil, mas sempre foram e as temporadas batiam recordes.

O que não esta sendo levado em conta é:

-A qualidade dos serviços a bordo que caíram vertiginosamente a medida que o número de passageiros aumentava.
-Refeições com cardápio digno de qualquer self service a quilo de 2ª categoria.
-Passageiros se alimentando na borda das piscinas sem que qualquer pessoa da tripulação impeça tal prática.
-Grupos mal educados praticando atos de vandalismo durante as madrugadas nos corredores, também sem qualquer repreensão por parte da segurança.
Resumindo: A facilidade de financiamento dos cruzeiros possibilitou a pessoas ávidas por férias em grande estilo a realização deste sonho mas também colocou a bordo pessoas representantes do infeliz grupo do ” to pagando ” e que se julga no direito de afrontar a todos os demais. Infelizmente as empresas não perceberam, ou não quiseram perceber, que estavam embarcando desordeiros e que a segurança e fiscalização a bordo teria que ser intensificada. Não vamos atribuir só ao custo Brasil a diminuição dos roteiros, mas também a fuga de passageiros habituais que como eu e minha senhora não aceitamos o nível dos cruzeiros atuais. Esperando que estas colocações cheguem ao Sr. Ricardo Amaral despeço-me”.

De forma geral, respeito a opinião das pessoas e, portanto, entendo suas colocações. Mas aproveito para citar um caso verídico.

Logo no início da minha carreira, enquanto realizava apresentações sobre cruzeiros marítimos, uma senhora levantou a mão e deu sua opinião: “Ainda bem que surgiram os cruzeiros. Fui 4 vezes para Cancun e não aguento mais. O nível caiu muito, perdeu a graça e, dessa forma, agora tenho uma opção muito bacana na Costa Brasileira”.

Nem retruquei, mas já tinha ido para Cancun e gostei muito. Depois dessa afirmativa, voltei mais uma vez e tentei buscar os argumentos que a senhora comentou. Resultado: não concordei. Ainda mais recentemente, viajei para Cancun e pude perceber que o destino evoluiu, e muito, nos últimos anos.

Pois então, aí está a questão. Os destinos mudam? Sim. Alguns para melhor e outros para pior. Mas quem mais muda é o turista que, ao viajar, expande seus horizontes, refina seu gosto, perde preconceitos e se torna outra pessoa após a experiência da viagem – esperamos que melhor também.

Viajo muito por força de meu trabalho, mas também em férias, seja pelo Brasil ou exterior, de avião ou navio, e devo confessar que tenho visto o setor de cruzeiros melhorar de forma exponencial nos últimos anos.

Hoje temos navios mais modernos, maiores e, portanto, com mais atrações. A gastronomia, que antes se dividia em primeiro e segundo turno, apresenta restaurantes variados e opções que antes não existiam, inclusive de turno livre – onde o horário das refeições não ocorre mais com divisão e sim com escolha por parte dos hóspedes.

Por isso, pelo que entendi do email deste leitor, quem mudou não foram os navios, mas o turista – que antes viajava pela costa brasileira e achava o “máximo” e hoje viaja para o exterior. Ou seja, os turistas evoluíram, podem usufruir dessa modalidade moderna e em constante atualização, e passaram a buscar essas viagens pelo Caribe, Europa e todo o mundo.

Os navios mudaram, sim, e para melhor. Me desculpe se não concordo com tais afirmações, pois sou um otimista que sempre vê o copo meio cheio e não meio vazio. Inclusive, viajei no Réveillon do ano passado em um cruzeiro de Santos a Buenos Aires com toda minha família, depois passei as férias em um cruzeiro pelo Caribe e entendi a diferença entre as duas viagens.

De qualquer maneira, é sempre bom poder ler outras interpretações e eu agradeço o email deste leitor… Mas espero que suas viagens em navios pelo mundo sejam sempre ótimas.

CARNAVAL

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

 

Pelo título parece tema ultrapassado, pois o Carnaval já passou… Mas era esse ou Feliz Ano Novo, já que dizem que o ano só começa mesmo após o Carnaval.

Na sexta-feira fui assistir pela primeira vez, no Sambódromo de São Paulo, o desfile das campeãs. Adorei! A experiência foi muito boa, tudo organizado, limpo, seguro. Enfim, um show de organização.

Fiquei contagiado pela felicidade de todos, a beleza da festa, a paixão dos integrantes das escolas nesse espetáculo único e de classe mundial. Tenho certeza que é desejo de muitos turistas, de todo o mundo, ter o privilégio de assistir aos desfiles.

A energia e o comprometimento são impressionantes. E uma das cenas que mais me chamou atenção foi dos integrantes da es

cola empurrando os enormes carros alegóricos, literalmente “no braço”, com um grande sorriso no rosto e sabedores de que a “força” que estavam fazendo era o que realmente empurrava a escola pra frente e em direção a um desfile bem sucedido.

Tudo isso me lembrou que trabalho de equipe é fundamental. E isso pode ser visto nos navios com o pessoal dos bastidores – que não aparecem, mas fazem o sucesso da viagem.