Arquivo de março de 2013

Beleza não está somente na estética, mas na atitude, na forma, na motivação e no resultado

segunda-feira, 25 de março de 2013

A SPFW ou São Paulo Fashion Week, que faz parte do calendário mundial da moda, aponta tendências e movimenta a economia. Além de belo, é importante.

Estava assistindo sobre a semana de moda na televisão e, no intervalo comercial, assisti ao vídeo de outra sigla: MSF (ou Medecins Sans Frontieres).

Vídeo: www.youtube.com/watch?v=lpYw-MIOlxU
Site: www.msf.org.br
Telefone para doações: (21) 2215-8688

No vídeo, a bela música vem acompanhada de belas imagens e também de casos de sofrimento e necessidade extremos.

A evolução vai da preocupação ao desespero e chega à felicidade nos rostos dos médicos e voluntários, e também no rostinho das crianças que tanto precisam de auxílio por todo o mundo.

Heróis existem? Sim, existem. E esse me parece um exemplo claro de super-homens e super-mulheres que conseguem sair de seus países e de sua zona de conforto para ver o mundo como ele existe e atuar para melhorar, dar conforto para algumas pessoas que tanto precisam (não só os doentes, mas suas famílias e toda sociedade).

Tenho orgulho e prazer de conhecer alguns desses heróis que, de fato, não têm capa vermelha ou super poderes, mas super determinação e abnegação para ajudar o próximo e toda a humanidade.

Tenho dois exemplos em casa: minha mãe, Rosa, e minha irmã, Bia, não são MSF, mas não tiveram limites ao sair de SP. Uma morou em Palmas, no Tocantins, e outra em Uberlândia, MG. Ambas médicas e dedicadas a minimizar o sofrimento e melhorar a qualidade da vida das pessoas.

Mas o que isso tem a ver com cruzeiros marítimos? Segundo minha irmã Onco-pediatra, muito.

Após o colegial, minha intenção era fazer faculdade de medicina, mas acabei no mundo do turismo e, mais especificamente, dos cruzeiros.

Outro dia perguntei para a Bia, que cuida de crianças com câncer, como ela conseguia lidar com tanto sofrimento e ela respondeu que a ideia não era focar nisso, e sim na possibilidade de salvar vidas e dar uma melhor qualidade para a vida de todos.

Eu disse que gostaria muito de atuar profissionalmente com essa relevância humana e ela disse: “o trabalho que você faz com os cruzeiros faz muita gente feliz e isso tem grande importância”.

Pois não somente os cruzeiros fazem muita gente ter “Happy Times”, mas também contribuem com causas sociais relevantes e uma das que conheço e admiro se chama “Make a Wish”.

Desde 1980, a Make-A-Wish Foundation enriqueceu a vida de crianças em tratamento médico através do seu trabalho de conceder desejos. A missão da Fundação reflete o impacto de mudança de vida que a realiazação de um pedido tem nas crianças, famílias, fontes de referência, doadores, patrocinadores e comunidades inteiras.
Site: www.wish.org

Um dos momentos mais importantes da minha carreira com os cruzeiros foi ter levado um grupo de crianças com câncer e seus familiares, um momento em que senti que realmente os sonhos daquelas pessoas se tornaram realidade e a esperança de vida e uma vida boa e feliz surgiu nos olhos de todos.

Não foi só almoço, comida e bye, fizemos um show especial, um tour pelo navio e a tripulação se sentiu orgulhosa, comprometida e feliz de estar contribuindo. Um momento mágico.

Enfim, vamos navegando nesse mundo imperfeito e lindo onde temos fome, mas muita gente querendo ajudar e fazer com que isso acabe…

Make a Wish e Happy Sailing…

Setor de cruzeiros crescerá em 2013, mas não no Brasil

segunda-feira, 18 de março de 2013

Acabo de voltar do Seatrade Miami 2013 – que teve sua 29ª edição na semana passada.

O encontro, um dos mais importantes do mundo no segmento de Cruzeiros Marítimos, recebeu os principais líderes mundiais dessa indústria para debater diversos temas – tendências, questões que moldam o setor, experiência e atrações a bordo, novas construções, e revitalização de navios, saúde e segurança, foram alguns dos assuntos discutidos.

Foi interessante – e triste, ao mesmo tempo – constatar que o mercado de Cruzeiros só cresce no mundo todo, mas recua no Brasil. Os entraves? Os mesmos já debatidos inúmeras vezes: falta de estrutura, altos custos, taxação elevada etc. Infelizmente, o que tem acontecido globalmente não se repete por aqui e nosso país está ficando para trás.

Na minha percepção, um dos tópicos mais prestigiados foi a globalização da indústria, que se consolida com a integração da CLIA (Cruise Lines International Association) e mercados globais, incluindo o Brasil.

O evento foi um sucesso – de público e de debate de idéias. Parabéns, mais uma vez, aos organizadores.