Arquivo de março de 2015

Observando a evolução

sexta-feira, 27 de março de 2015

Em recente conversa com o amigo Andre, recém chegado a Braztoa, compartilhamos nossas observações sobre evoluções e mudanças que o aumento dos navios na costa brasileira geraram no mercado de cruzeiros. Compartilho a seguir também.

Até os anos 1980 a navegação de cruzeiros no verão brasileiro era bastante tímida. Um estilo de férias que ainda parecia  acessível a um reduzido número de passageiros já que alguns poucos navios nos visitavam a cada verão.  Vimos desde então os cruzeiros  pela costa brasileira crescer não apenas em número de navios visitantes mas também na duração da temporada que agora se estende de novembro ao final de março.

Mais do que proporcionar uma oportunidade especial de férias aos brasileiros e de para aqui trazerem turistas de outros países e todas as vantagens que isto significa, os cruzeiros no Brasil serviram como a melhor forma de  convencimento para viagens marítimas fora do nosso país.

O resultado fica evidente no crescente número de brasileiros que opta por experiências internacionais. No Caribe, tendo Miami como porto de embarque, a cada dia mais e mais brasileiros desejam combinar as férias nos Estados Unidos  com uma semana pelas ilhas caribenhas. Muitos deles  trazem na bagagem a experiência dos prazeres possíveis num navio de cruzeiro, adquirida em temporadas brasileiras. O mesmo se vê, agora, na Europa. Percorrer três ou quatro países em plena temporada sem ter que se submeter a filas de aeroportos, a estradas congestionadas sem abre-e-fecha de malas já aparece como valor inestimável a esse mesmo passageiro que foi “iniciado” nas viagens pela costa brasileira.

Há centenas de opções em cruzeiros pelo mundo. Viagens que podem ser feitas aos mais remotos portos  – do Alasca ao Havaí, das Américas à África e a exóticos portos da Ásia. Mas, tanto o passageiro como, principalmente o agente de viagens tem que ter a consciência de que existem sim, algumas importantes diferenças nos cruzeiros internacionais.

Um cruzeiro fora do Brasil implica, inicialmente, na menor presença de brasileiros , no idioma (inglês) falado a bordo e nas diferentes propostas de cada navio, de cada companhia. E o agente de viagem não deve perder de vista essas diferenças. É dele a responsabilidade pelo sucesso da nova experiência de seu cliente.

Existem opções de cruzeiros para todo tipo de passageiro e navios perfeitos para cada um. Mas é preciso ter conhecimento do que está disponível. Perguntar exaustivamente ao passageiro o que ele está procurando não apenas em matéria de destino mas especialmente no estilo de viagem e buscar conhecimento com as diversas companhias- este é o ponto de partida para a venda perfeita, para a satisfação do cliente. E aí é só esperar pelo seu retorno para a descoberta do mundo em novos cruzeiros. Que certamente acontecerá.