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O novo-velho porto de Hamburgo

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

A Folha divulgou, no último domingo, uma matéria sobre a iniciativa da prefeitura de Hamburgo, no norte da Alemanha, de revitalizar a zona portuária. Achei interessante e quis postar este assunto aqui por curiosidade e para dar um exemplo de destino que acredita nos cruzeiros.

Este porto é o segundo maior da Europa, no quesito carga, e tem inacreditáveis 800 anos de operação. Realmente, somos muito novos! Mas, eles também são novos na indústria de cruzeiros, que se destacou lá na última década. Neste ano, eles esperam mais de 300 mil turistas por meio dos navios.

A grande diferença é que Hamburgo tem sua expertise de operação e logística portuária de centenas de anos e ainda conta com um governo que investe anualmente na ampliação e modernização dessa estrutura. Assim fica bem mais fácil…

Tudo isso tem resultado numa grandiosa e eficiente operação de cruzeiros (veja a foto do novo terminal de cruzeiros). Alias, não acho pretensão dizer que esta revitalização esteja influenciada pelo aquecimento do turismo marítimo local. Eles querem mesmo fazer este setor crescer por lá.

Maré chinesa

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Falei do Chile e, continuando na categoria c-h, falo da China…Uma das civilizações mais antigas do mundo, que já está se rendendo à opção moderna de turismo de lazer, os Cruzeiros Marítimos. A China parece ter decidido abrir, além do mercado, também seus portos – para o turismo – e já investe mais de US$ 150 milhões no terceiro terminal de cruzeiros, em Qingdao.

Aos poucos, a classe média chinesa está provando a experiência de viajar de navio; e as armadoras, claro, cada vez mais interessadas em conquistar um público singelo de aproximadamente 1,3 bilhão de habitantes.

O interesse chinês pelo setor de Cruzeiros cresce na mesma proporção que o número de passageiros. Resta-nos torcer para que não siga o mesmo ritmo de sua economia, com riscos de faltar navio para atender tanto turista e, obviamente, de o Brasil perder mercado!

Precisamos aprender com o Chile

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Taí um bom exemplo de um governo interessado em desenvolver a atividade de Cruzeiros no seu país. O Chile decidiu reduzir os impostos para as companhias que atracarem nos portos chilenos e ainda lançou uma promoção, daquelas do tipo leve três e pague dois.

Em quanto mais portos os navios atracarem, maior o desconto. Se a companhia atracar em três portos, terá um desconto de 80%. E, ainda, se consumir produto nacional – como combustível – terá mais um abatimento na contribuição.

Esse é um incentivo que poderia ser aplicado aqui no Brasil, ou pelo menos tomado como exemplo para a implantação de outro tipo de incentivo. Estimula, inclusive, atracações nos mais diversos destinos. Penso que esse deve ser o posicionamento do governo em relação às atividades econômicas! É preciso incentivá-las e não tolhê-las…

Não há dúvidas de que o turismo marítimo vai crescer no Chile, pois é um destino interessante, que oferece boas opções. Enquanto isso, aqui no Brasil… Arrecadação federal bate recorde em junho e vai a R$ 82,72 bilhões.

E o Rio de Janeiro continua lindo…

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Rio e Búzios sempre foram destinos muito procurados por quem viaja de Cruzeiro Marítimo, brasileiro ou estrangeiro. Seja pela beleza das praias como Leblon e Ipanema ou pelos famosos pontos turísticos, como o Cristo Redentor, a Orla Bardot e a Rua das Pedras.

Tal preferência refletiu de forma positiva, por meio dos gastos gerados pelos cruzeiristas em ambas as cidades. A cidade do Rio de Janeiro que o diga! Foi a que mais ganhou com a última temporada de Cruzeiros, recebendo mais de R$ 102 milhões.

Passeios turísticos, comércio, transportes e o setor de alimentos e bebidas lucraram com a passagem dos navios. Isso reafirma aquilo que dizemos sempre: os Cruzeiros levam fomento e progresso aos locais por onde passam, transformando a rotina dos municípios que vivem do turismo.

Outro grande exemplo é Búzios, que recebeu sozinho R$ 57 milhões. Ou seja, só o estado do Rio abocanhou mais de 30% dos gastos destes turistas. Isso sem contar com os demais destinos, como Angra dos Reis, Cabo Frio, Ilha Grande e Ilha de Jaguanum, que recebem uma parcela menor, mas contribuem com a receita do estado. Na última temporada de Cruzeiros, os gastos dos turistas nos destinos brasileiros totalizaram R$ 522,5 milhões.