Posts com a Tag ‘mercado’

Maré chinesa

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Falei do Chile e, continuando na categoria c-h, falo da China…Uma das civilizações mais antigas do mundo, que já está se rendendo à opção moderna de turismo de lazer, os Cruzeiros Marítimos. A China parece ter decidido abrir, além do mercado, também seus portos – para o turismo – e já investe mais de US$ 150 milhões no terceiro terminal de cruzeiros, em Qingdao.

Aos poucos, a classe média chinesa está provando a experiência de viajar de navio; e as armadoras, claro, cada vez mais interessadas em conquistar um público singelo de aproximadamente 1,3 bilhão de habitantes.

O interesse chinês pelo setor de Cruzeiros cresce na mesma proporção que o número de passageiros. Resta-nos torcer para que não siga o mesmo ritmo de sua economia, com riscos de faltar navio para atender tanto turista e, obviamente, de o Brasil perder mercado!

Cruzeiros: o filão do profissional do Turismo

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Achei interessante a matéria divulgada pela Folha de S. Paulo que mostrou que, no primeiro trimestre deste ano, o Ministério do Trabalho concedeu 13 mil vistos temporários a estrangeiros. No ano passado, foram 56 mil. Pode parecer ruim aos olhos do mercado de trabalho nacional, mas é reflexo da crise de qualificação profissional no Brasil. Exemplo disso é que grande parte destes vistos foi concedida a tripulantes estrangeiros de Cruzeiros Marítimos.

Na última temporada, as companhias requereram 12.800 vistos para a tripulação estrangeira, e gastaram US$ 6 milhões e vários meses para consegui-los. Burocracia e gastos inacreditáveis, mas necessários, pois a mão de obra brasileira ainda é escassa nos navios de Cruzeiros que navegam pelo País. O principal empecilho: a língua estrangeira.

E os brasileiros qualificados, adivinhem? Grande parte vai trabalhar nos Cruzeiros internacionais, para desespero das companhias que precisam cumprir a cota de 25% de brasileiros nos navios que vêm para o nosso país. Sabemos que este tipo de trabalho é fundamental, pois contribui para a empregabilidade e qualificação da mão de obra, principalmente dos mais jovens que buscam o primeiro emprego. O trabalho nos Cruzeiros Marítimos é com certeza uma oportunidade incrível para aqueles que desejam seguir carreira no Turismo.

Por isso, reforço a importância dos Cruzeiros como filão de emprego para o profissional do Turismo e reitero a necessidade de se investir em outra língua. Afinal de contas, receberemos uma enxurrada de turistas estrangeiros daqui a três anos, para os Jogos Olímpicos. Ainda dá tempo de aprender um idioma!

E o Rio de Janeiro continua lindo…

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Rio e Búzios sempre foram destinos muito procurados por quem viaja de Cruzeiro Marítimo, brasileiro ou estrangeiro. Seja pela beleza das praias como Leblon e Ipanema ou pelos famosos pontos turísticos, como o Cristo Redentor, a Orla Bardot e a Rua das Pedras.

Tal preferência refletiu de forma positiva, por meio dos gastos gerados pelos cruzeiristas em ambas as cidades. A cidade do Rio de Janeiro que o diga! Foi a que mais ganhou com a última temporada de Cruzeiros, recebendo mais de R$ 102 milhões.

Passeios turísticos, comércio, transportes e o setor de alimentos e bebidas lucraram com a passagem dos navios. Isso reafirma aquilo que dizemos sempre: os Cruzeiros levam fomento e progresso aos locais por onde passam, transformando a rotina dos municípios que vivem do turismo.

Outro grande exemplo é Búzios, que recebeu sozinho R$ 57 milhões. Ou seja, só o estado do Rio abocanhou mais de 30% dos gastos destes turistas. Isso sem contar com os demais destinos, como Angra dos Reis, Cabo Frio, Ilha Grande e Ilha de Jaguanum, que recebem uma parcela menor, mas contribuem com a receita do estado. Na última temporada de Cruzeiros, os gastos dos turistas nos destinos brasileiros totalizaram R$ 522,5 milhões.

Cruzeiro é dinheiro!

quinta-feira, 9 de junho de 2011

O resultado da pesquisa da FGV sobre o impacto econômico dos Cruzeiros nos ajuda a entender de que maneira o setor contribui no desenvolvimento turístico nacional, como está constituído e qual o perfil de quem consome este produto desmistificando, inclusive, algumas ideias ultrapassadas.

Na última temporada, os Cruzeiros Marítimos foram responsáveis pela geração de R$ 1,3 bilhão na economia nacional. Só de gastos para operar no Brasil, as armadoras tiveram mais de R$ 790 milhões com compras de suprimentos, custos portuários e combustíveis.

Apenas de taxas portuárias e impostos, as empresas deixaram um montante de R$ 215,2 milhões, valor que corresponde a quase um terço dos investimentos anunciados pelo Ministério do Turismo nos portos brasileiros. Se formos levar em conta que os impostos servem para financiar as despesas de interesse geral, a cargo do Estado, acredito que nossa cobrança por uma infraestrutura mais adequada para o turismo marítimo nacional esteja bem fundamentada!

Dentre outros gastos, estão os combustíveis (R$ 291,7 mi – o maior deles), os alimentos e bebidas (R$133,5 mi) e a água e o lixo (R$ 28,1 mi). Nesta temporada, damos destaque ao recorde dos gastos em comissões: R$ 122,9 milhões, o que comprova que os Cruzeiros têm trazido rentabilidade para quem investe neste produto.

Este, sem dúvida, é um impacto que só tende a crescer com a progressão dos Cruzeiros Marítimos e, claro, a gente espera que continue sendo positivo nas próximas temporadas.