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Navegando pelo Mediterraneo

segunda-feira, 8 de junho de 2015

De todos os mares, o Mediterrâneo, é, sem dúvida, o que guarda mais histórias, lendas, e fantásticas culturas. Itália, Espanha, França, Portugal, Grécia são os países que saltam imediatamente à memória quando se fala de Mediterrâneo . Mas ele também abraça a Croácia, Montenegro, Eslovênia, banha a Tunísia, Israel e Egito. Sem falar de ilhas fantásticas como a Sardenha, Córsega, Malta e Sicília. Tantos e tão atraentes lugares que pouca gente poderia conhecer todas estas maravilhas não fossem os cruzeiros.
Circulando por este mar de tantas faces, os navios – e há opções para todo tipo de passageiro – fazem a mágica de , em uma semana, apresentar esse fantástico mundo ao viajante que, por terra e ar não conseguiria fazer nem mesmo em um mês de viagem. E tudo isso sem o menor problema de trânsito engarrafado nos meses de alta temporada, sem filas em aeroportos, sem aborrecimentos com abre- e –fecha de malas, com troca de hotéis, sem preocupação alguma. Apenas pensando em aproveitar o dia, o novo país, o novo porto que se apresenta.
Num dia, estamos em Barcelona, na manhã seguinte na Provença, um dia depois em Monte Carlo, dois dias depois na Córsega e assim por diante. Ou então, saímos da Itália – de Veneza ou Roma, para conhecer ilhas da Grécia, para explorar a cada dia um novo e exótico porto seja Kotor, em Montenegro ou Izmir, na Turquia. Ou num dia estamos em Jerusalém, no dia seguinte no Cairo e depois em Alexandria, terminando em Roma, no roteiro dos Césares.
Tão antigo e ainda tão novo, o Mediterrâneo, berço da nossa civilização, esconde inúmeras e agradáveis surpresas também nas rotas mais tradicionais porque, a cada ano,a indústria se aperfeiçoa e companhias marítimas buscam mais qualidade e rotas diferenciadas, revelando recantos de sonho como Cinque Terre, na Itália ou Bandol, um vilarejo na Costa Azul da França, mas reservando também clássicos portos dos desejos de todo viajante. O Mediterrâneo, eu diria, é um roteiro tanto para iniciantes na arte de navegar para viajantes experientes que podem se banhar na cultura de tantos povos por uma semana ou 10 ou 15 dias. E sempre terá sido a viagem dos sonhos.

Um notinha sobre Cabral, o Pedro Alvares

domingo, 3 de maio de 2015

Como recentemente comemoramos a descoberta do Brasil, que claro, aconteceu pelos mares, gostaria de partilhar o trecho do livro de uma amiga, Paula Autran, que me emocionou e fez com que me identificasse com, quem diria…Cabral. O livro chama-se “Nos países de nomes impronunciáveis” . Aqui vai…

“Mesmo assustada, como Cabral e toda a sua tripulação certamente estariam quando se lançaram ao mar á nossa procura, eu sinto que preciso ir. Sei que eles vieram pelo nosso ouro, sei que é mentira quando nos dizem na escola que eles nos acharam por acaso. Mas não importa, acho que Cabral e a sua tripulação não ligavam para isso, não. Mesmo todo ouro do mundo não faz um homem se lançar ao mar. O que faz um homem se lançar ao mar é a vontade de viver, o desejo de aventura. de fazer valer a vida…”

E continuamos navegando.