Só Madonna mesmo (e U2)

Só mesmo Madonna e U2 para me fazerem enfrentar a maratona que é ir ao Morumbi assistir a um show ou jogo de futebol. Maratona que começou meses antes com a bagunça generalizada para comprar ingressos. Resultado: tinha cambista na porta vendendo a R$ 40, um agente de viagens de Minas, segundo o UOL, levou prejuízo de R$ 30 mil pois comprou 150 ingressos e só vendeu 25 (a preços menores, pois depois a organização colocou mais entradas à venda) e a pista, na quinta-feira, quando fui, estava cheia, mas não lotada. O que até foi bom.
Havia cerca de dez pessoas em nossa Caravana PANROTAS. Tudo pista, comprada a R$ 250 ou R$ 300 (com ou sem taxa, cobrada por telefone), com dois ingressos-convites dados pela operadora New Line, que foram para Heloisa Prass e Izabel Reigada. Como era dia de trabalho, um grupo foi na frente (Heloisa Prass, Marianna Alcorta, Fabíola Bemfeito) e outro chegou em cima da hora (eu incluso). Quer dizer, em cima da hora marcada para o show (20h), mas ele começou mesmo às 22h.
A fila de entrada no portão 4 (por onde entrou Valderez Wallner) praticamente não existia. Já o resto do grupo estava no portão 2, e levou duas horas para entrar. Minto: uma hora e quarenta.
Nas redondezas, havia vagas de estacionamento de R$ 30 a R$ 100. Nós paramos em frente à casa do Caio Luiz de Carvalho, que mora por ali. Aliás, vale a pena morar no Morumbi? Com tantos jogos e shows?
Os seguranças do lado de fora e a políicia não conseguiram intimidar batedores de carteira e as filas eram desorganizadas. Olha, bastam dez turistas estrangeiros assaltados na época da Copa do Mundo para os milhões de dólares gastos pela Embratur e os bilhões a serem investidos no evento irem por água abaixo. Imaginem as manchetes pelo mundo: turistas alemães assaltados na porta do Morumbi. Tragédia. E no show de Madonna esse era o quadro: cuidado, que estão assaltando. No tumulto de um desses assaltos, um amigo acabou entrando no estádio, empurrado pelos seguranças. Ou seja, furou fila e nós ficamos lá atrás.
Lá dentro, a circulação estava boa, mas cadê os banheiros do Morumbi? Fechados? Só banheiro químico? Pela primeira vez vimos venda de bebida alcóolica na própria pista. A maconha também estava liberada, pois a revista, claro, foi fraca. E não dá mesmo para pegar.
Lá dentro, muita desinformação. Um casal perguntava: onde é o camarote da Tam? O segurança respondeu: não faço a menor idéia. Isso porque ele estava na porta da chamada “ala dos camarotes”.
Na pista, a situação estava tranqüila, e deu para nos posicionarmos no meio do campo, de frente para o palco, que parecia mais baixo que o do U2.
O show foi ótimo e Madonna (que o bem humorado Goiaci Guimarães chamou de uma Dercy Gonçalves mais nova) continua uma show woman, com ou sem playback. Pula o tempo todo, encanta, surpreende. Duro é ser uma mulher de 50 e ter Madonna como exemplo. Irreal. Mas valeu o ingresso.
Na saída, mais muvuca. Portões estreitos para tanta gente saindo. Heloisa Prass quase teve um troço. Já Fabíola Bemfeito teve mesmo. Passou mal depois de ter pulado tanto.
O trânsito, claro, estava caótico, mas sabe-se lá como achamos um atalho e quando vimos já estávamos na avenida Morumbi, perto da ponte. Claro que cruzamos a famosa favela das redondezas, mas deu tudo certo.
Resumo da Ópera: show excelente (houve quem reclamasse do som, mas achei ótimo), mas acesso e infra-estrutura do estádio e das redondezas ruins. Dizem que o metrô vai chegar no Morumbi. Que o trem bala vem aí. Que isso que aquilo. Há um ano, quando fui assistir a um jogo sa Seleção Brasileira, os problemas eram os mesmos. Dá para assistir, dá para chegar, mas com sacrifício… Será que sem sacrifício não tem graça?
A Marjori foi ontem, no dia da chuva…depois ela conta suas aventuras. Ela sempre tem uma né?

Artur Luiz Andrade

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