MADRI É LINDA. MAS…

Dentro de alguns restaurantes cheios de charme aqui em Madri, uma observação – vários fumam tranqüilamente, e ao mesmo tempo, seus cigarros e charutos. E pensei, a despeito do que temos ouvido ultimamente sobre mudanças nos hábitos locais, que fumar ainda é algo bem livre por aqui, ao contrário do Brasil ou dos EUA. A parte ruim disso, além da fumaça inalada pelos não-fumantes (mas vamos combinar que existe um certo charme quase artístico, vanguardista, nostálgico em um bar com charutos e cigarros) é a grande quantidade de papel de maços e filtros largados no chão, o que não permite que, em alguns pontos, predomine o aspecto limpo e totalmente civilizado tão mais condizente com o charme, beleza e qualidade de vida de capital européia.

Aliás, se esse aspecto mostra uma característica “não-esperável” de um país desenvolvido, posso dizer que tive outra surpresa. Acostuma a viajar mais para os EUA e América do Sul e há uns quatro anos sem vir à Europa, a quantidade de escadas longas e sem a opção da alternativa rolante no metrô e no aeroporto, para facilitar a vida de deficientes e idosos, fugiu de qualquer lógica.

Em um aeroporto com a estrutura, movimento e o tamanho de Barajas, por exemplo, na capital de um dos Top 2 destinos mundiais em número de turistas, como seria possível imaginar descer do vôo da Tam na área destinada a empresas regulares estrangeiras e, ao sair do finger, dar de cara, imediatamente e ainda cansados das 11h de vôo, com uma escada fixa? Logo assim, como se nos desse as boas-vindas, e com um tamanho bem razoável para se subir com as malas de mão arrumadas para o frio com pesados casacos. Confesso que não me incomodei, mas posso dizer que os adeptos das malas de rodinhas (o que não era o meu caso) quase se arrependeram de usá-las e xingaram bem quando tiveram de levantar os artefatos para subir as escadas que, como disse, não era rolante.

Por outro lado, na imigração (à exceção de mim) nada parecido com o tratamento que os estrangeiros recebem nos aeroportos brasileiros. Sem filas e onde, aliás, a palavra Fitur parecia mágica. Era só falar para não ter de ouvir qualquer pergunta e já receber o carimbo de autorização. Já disse e volto a repetir: nada como um país onde o turismo é priorizado por todos como uma grande atividade econômica. E, vamos combinar: um contraste com as tais escadas…

POR OUTRO LADO
PS.: Sempre ouvi falar que os espanhóis, com seu estilo direto, falante e a entonação alta, não estavam entre os povos mais educados da Europa. Até aqui, preciso discordar, pois todos foram extremamente gentis comigo – inclusive o funcionário do hotel que teve de voltar três vezes no meu quarto até acertar o adaptador necessário para que “meu” computador da PANROTAS “modelito made in USA” pudesse funcionar. Foram necessários dois adaptadores e muita paciência do rapaz para encaixar o bendito no modelo de tomada madrileña.

A única exceção – sempre tem um senão – foi na imigração, quando a funcionária, a despeito de não me fazer nenhuma pergunta e carimbar rapidamente o meu passaporte – o que é bem agradável – se indignou por encontrar, dentro do mesmo, além do formulário preenchido por solicitação local, dois papéis – o voucher do hotel e o itinerário do e-TKT. O que ela manifestou de pronto, em um tom pouco cordial e bastante alto: “para que você está me dando todos estes papéis, tira daqui!!!”.

Mas mesmo com isso posso dizer que, aqui em Madri, a primeira impressão está longe de ser a que fica…

O VELHO ÊXTASE ARQUITETÔNICO EUROPEU
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Mas que fique claro que nada disso – cigarros, escadas ou a moça da imigração – nem de longe, comprometeu minha boa impressão da cidade de Madri, lindíssima, imponente, organizada. Em uma caminhada para o hotel, o charmoso e antigo Occidental Miguel Angel, a partir da Estação Gran Via e com vários desvios para conhecer aquelas charmosas ruelas européias que apareciam pelo caminho, havia algumas locações extasiantes, como os edifícios Metropolis, do Ajuntamento Municipal e do Instituto Cervantes. Para citar somente alguns, em meio a largas avenidas tendo ao centro uma das maiores referências turísticas da cidade, a fonte com a estátua da deusa da fertilidade.

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FABIOLA BEMFEITO
Viagem a convite da Fitur com assistência internacional Travel Ace

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