MUITO FRIO, O MUSEU DO PRADO, A CERVEJA E O CHOCOLATE

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Já estou de volta a São Paulo, mas no meu último dia em Madri posso dizer que o frio intensíssimo que tinha dado uma trégua durante a semana, resolveu voltar. Não que nos outros dias não estivesse frio. Estava, mas dava para agüentar, desde que bem agasalhada. No sábado, “quase morri congelada”. E olha que estava totalmente encapotada. Mesmo assim, não tenho dúvidas de que valeu à pena mais essa rápida inserção madrileña…

Apesar do frio, o sol permaneceu e, como já se espera do inverno, o céu estava ainda mais azul e o dia lindo. Mas confesso que há algo que, para mim, é muito complicado, além de sentir aquele frio todo: essa história de tirar e colocar roupa, à medida que chegamos aos lugares, aquecidos, enche o saco. Sejam eles uma loja, um bar, restaurantes ou mesmo o metrô. Tira o sobretudo, casaco, cachecol… Bota o sobretudo, casaco, cachecol… Toda hora. Não dá.

Bem, em minha última tarde na capital espanhola fiz algumas coisas muito especiais que, naquela correria da Fitur, não tive chance. Experimentei a tortilla espanhola (adorei, como eles lidam bem com os ovos naquela região, seja para tira-gostos, pratos, salgados, ou para as sobremesas), o chocolate quente (uma ótima dica, desde que você tenha tempo e paciência para os garçons muuuuuito calmos, é o tradicional Riofrio, próximo à estação Colón do metrô, com sua decoração antiga que deixa saudades da Confeitaria Colombo carioca), a cerveja draft (ou chope, para nós). E conheci uma loja inacreditável…

O Riofrio, próximo à estação Colón do metrô, serve um ótimo chocolate
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TOLEDO E A TÁVOLA REDONDA
Pois é, ao entrar na tal loja me senti no meio de um filme do rei Artur e seus cavaleiros da Távola Redonda (com a licença poética de estar fora da Inglaterra) ou em um intervalo de luta das Cruzadas. Uma surpresa e tanto. Trata-se de uma casa de artesanato de Toledo (ou toledano), que fica em frente ao Museu do Prado, mas não na direção do Hotel Ritz, e sim do outro lado da avenida Paseo del Prado.
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Lá se encontra todo tipo de armas usadas na Idade Média, mais até do que imaginamos, armaduras, roupas, acessórios, brasões e, o que é ainda melhor, um pequeno museu no segundo andar onde os atendentes dão explicações sobre o período e seus hábitos. “Como, com toda aquela proteção das armaduras, que cada vez cobriam mais, os caras ainda morriam?”, ou “como eles faziam para limpar, e lustrar, aquilo tudo?” foram algumas das muitas questões que vieram a minha mente. Tem também muita coisa legal à venda, alguns artesanatos típicos de várias cidades e regiões espanholas identificadas em plaquinhas em frente aos objetos.
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Depois, fui ao Museu do Prado. Lindo, com algumas obras de arte que são referência no mundo – o local tem nada menos que 50 obras classificadas como masterpieces da humanidade. De Rembrandt, Goya, Velazquez, Tintoretto, El Greco, Raphael, Caravaggio, Fran Angelico. Mas, com poucas exceções, são muito sóbrias, tristes, como foi também a Idade Média – a maior parte delas é do fim deste período e início do Renascimento.

Fachada do Museu do Prado
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Cheguei à conclusão, com todo o respeito, que as artes moderna e contemporânea me encantam muito mais. Mas, claro, é uma visita imperdível. Não apenas do ponto de vista histórico, mas para ter a opção de conhecer suas preferências, digamos assim, artísticas.

FABIOLA BEMFEITO
Viagem a convite da Fitur com assistência internacional Travel Ace

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