Salve Salvador

Visitar Salvador uma semana antes do carnaval é muito bom. A rede Tropical e a Azul convidaram um seleto grupo de jornalistas para conhecer o Tropical da Bahia, o voo Campinas-Salvador e muitas outras atrações do destino. O voo foi na quinta-feira à noite, logo depois do término do 15º Workshop CVC (eita, dia corrido!), mas darei mais detalhes sobre o trecho voado na próxima edição do Jornal PANROTAS. Chegamos no hotel por volta das 23h e fomos recebidos com a apresentação de um grupo de axé music, coquetel de sucos da região e muito calor humano dos representantes da rede. Como já era tarde e tínhamos que acordar cedo no dia seguinte, as conversas foram poucas e o sono predominou na preferência do grupo. Os olhos quase pregados e os bocejos não deixaram espaços para perguntas como: “Vamos pegar um táxi e dar uma volta pela noite baiana?”, “Que tal um encontro na piscina?” ou “Tem algum bar próximo do hotel para ouvirmos uma música?”. Depois de uma noite de febre e dor de garganta (sim, amigos, eu passei mal, mas nada que alguns comprimidos de Amoxilina não resolvessem meu problema), fomos conhecer duas ilhas na Baia de todos os Santos: Ilha de Itaparica e Ilha dos Frades.

Todo o receptivo foi feito pela Adval Turismo, com o guia Luciano – muito inteligente –, e contou com o apoio da Saltur. O trajeto é feito de escuna e animado com muito samba do grupo Sambahia. Os turistas logo pela manhã aproveitavam o balanço do mar e algumas caipirinhas para chegar ao destino superanimados. A primeira parada foi na Ilha dos Frades. Durante as duas horas que ficamos por lá, foi possível ver muito artesanato, aproveitar o sol de mais de 30º, um mar calmo e limpo, subir nas rochas e aproveitar um visual encantador do local e se divertir com os cachorrinhos das ilhas. Pra quem gosta de animais, ver aqueles dois vira-latas brincando ao nosso lado animou ainda mais o roteiro. Um deles, quando comia o camarão dado pelo grupo, desfrutava apenas da boa parte da iguaria e deixava a cabeça de lado na areia. Espertinho, não?! O outro se ganhasse fritas, peixe ou camarão, pegava com a boca e corria para enterrar em algum canto da praia. Não entendemos o propósito, mas tudo bem.

Na sequência fomos para Ilha de Itaparica, novamente o trajeto foi ao som do samba. Por lá, tivemos tempo de almoçar pratos regionais e fazer um city tour pela região, que teve como ápice as bicas da juventude, dinheiro e do amor. Teve gringo que até levou algumas garrafinhas para casa. Os mais idosos eram os mais empolgados. Um casal da melhor idade voltou na escuna dançando agarradinho. O efeito psicológico da fonte da juventude ajudou o parzinho.

No dia seguinte, nós fomos conhecer o Pelourinho. Com uma arquitetura encantadora, as pequenas casas misturam artesanato e muita cultura. Tivemos a sorte de passar por lá quando o Olodum fazia um dos seus últimos ensaios para o carnaval. Pois é, consegui ter uma leve sensação do que vou encontrar na semana que vem na Bahia. Para quem gosta de música como eu é difícil não se sentir à vontade. Tem uma cadência bem diferente das músicas ouvidas nas escolas de samba de São Paulo. No entanto, me aprofundarei mais sobre este tema quando voltar do carnaval da Bahia.

Por último conhecemos a Igreja do Nosso Senhor do Bonfim. Fiquei impressionado com a quantidade de fitas amarradas no portão da igreja. Dá uma olhada na foto abaixo.
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Por hoje é só. Amanhã eu darei algumas dicas de A&B em Salvador. Não percam!

Gabriel Guirão

NÃO PERCA VIK MUNIZ, NO MAM RIO

O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro é um dos locais mais bonitos (por sua arquitetura, por seu entorno, pelas vistas que proporciona e pelo conteúdo de suas exposições) e interessantes da Cidade Maravilhosa. Até o dia 8 de março, não perca a exposição com 131 obras do artista plático, desenhista, fotógrafo, escritor e multitarefas Vik Muniz.

É a primeira grande exposição do artista paulista, que mora em Nova York e merece ser descoberto por quem não o conhece. A mostra agrada a crianças e adultos porque Vik força o público a mudar o seu olhar sobre os mais diversos temas. No início apenas artista plático, Vik começou a fotografar suas obras e descobriu que com as fotos ele tinha o ângulo, a luz e as tonalidades que gostaria para causar o impacto inicialmente desejado. Assim, vemos fotos de trabalhos feitos com sucata, diamantes, chocolate, arame, açúcar, terra, alimentos, linha, algodão, entre outros materiais, além de desenhos e pinturas. Versão X fato, ilusão X realidade, impressão X lembrança são alguns dos contrastes propostos na bela exposição.

As crianças querem tocar tudo, de tão interessante que são os trabalhos. É claro que não podem e as mães ficam sempre de olho. Mas os adultos também olham bem de perto, o que muda a primeira impressão, pois querem saber como foi feito aquilo. A beleza de algumas peças é impressionante. Em outras, o que chama a atenção é olhar que o artista propõe. Dá para ficar horas apreciando e descobrindo não apenas as obras, mas também como se vê o mundo ao nosso redor. Segundo Vik, uma exposição é feita 50% pelo artista e 50% pelo público. Daí a importância dessa interatividade. Provocada magistralmente por Vik Muniz.

O ingresso custa apenas R$ 8 e é uma pena que o Mam do Rio funcione em horário de repartição pública e não de atração turística. De terça a sexta-feira das 12h às 18h, e sábados, domingos e feriados das 12h às 19h. No carnaval, pasmem, não abrirá. Quem for curtir o carnaval no Rio tem de se contentar com samba, suor e cerveja. Uma pena.

Aproveite e visite a loja Novo Desenho, que tem desde as belíssimas e caras (o que é subjetivo) cadeiras e poltronas de Sérgio Rodrigues, até luminárias e bloquinhos feitos com embalagens pop, como Maizena. Os jardins do Mam também são muito bonitos e dependendo da programação pode-se assistir a concertos musicais gratuitos ou esticar e assistir aos shows do Vivo Rio.

Não perca Vik Muniz. Se seu horário coincidir com o expediente de luxo do Mam Rio.

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Esse entorno não é qualquer museu que tem não…

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Site do Mam Rio. Poucas informações

Artur Luiz Andrade

ATÉ QUEM NÃO É FÃ SE ENCANTA…

ORLANDO – Quando gostamos muito de algo é difícil entender como outra pessoa pode, simplesmente, não ter a mesma opinião. Isso vale para tudo: um filme, uma música, um prato especial e até um destino turístico. Quem nunca se sentiu um tanto quanto embaraçado por não gostar de algo adorado por todos? Às vezes o “embaraço” é tal que para não revelar sua opinião, vale até mudar de assunto. Bom, devo confessar que os parques temáticos não são exatamente a “minha praia”. E “confessar” isso é embaraçoso, quando se trabalha no turismo.

Voltei de uma semana de visita ao Walt Disney World. Foi a segunda vez em que estive no complexo de parques e resorts de Orlando, na Flórida, novamente a trabalho, e devo ressaltar que tive excelentes experiências nas duas visitas. Mas não gosto de aglomerados de pessoas, sou avessa a filas, pensar em ir às compras é algo que já me cansa e não tomo Coca-Cola. Quando penso em férias, penso em natureza, cidades históricas ou reencontro com amigos. Por mais fantástica que tenha sido esta semana nos parques Disney, em Orlando, a Disney ainda não “encaixa” no meu desejo de consumo para as próximas férias.

Mas fui positivamente surpreendida por coisas pitorescas e criativas que pude conhecer e que, definitivamente, me fazem admirar ainda mais a eficiência do mundo criado por Walt Disney. Vamos a elas:

1 – Chef´s Table – Um dos almoços da semana foi na cozinha do restaurante do Disney´s Coronado Springs, um dos resorts do complexo. A mesa do chef ocupa uma sala com decoração colonial dentro da cozinha do resort. O ambiente é agradável, apesar dos ruídos da cozinha. E os pratos… Um banquete perfeito, com sabores memoráveis!

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2 – Festa no parque – Há muitas coisas que a Disney faz bem, mas pelo menos duas delas são feitas com perfeição: marketing e festas! Mas vamos falar apenas da segunda… Participar de uma festa dentro de um dos parques, depois de fechado, é único, mesmo para quem não é fã. Ter com uma certa exclusividade aquela infraestrutura toda ao seu dispor é um privilégio. Embora animação seja algo constante dentro dos parques, nas festas ela ganha naturalidade.

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3 – Espetáculos – O fato do Cirque du Soleil ter escolhido Downtown Disney para um de seus palcos fixos é um ponto alto para o complexo – e para o circo, naturalmente. O segundo espetáculo da última terça-feira, dia 10, não estava lotado, mas a ocupação ultrapassava facilmente os 70%. Prova do sucesso da parceria.

4 – Variedade – Há mais de 20 resorts administrados pela Disney em seu complexo de Orlando. Do luxo aos econômicos, as opções atendem a vários perfis. Há quem goste da decoração do Coronado Springs ou do aglomerado de efeitos visuais dos econômicos All-Star Movies ou Sports e existem os que preferem as linhas clássicas do Floridian ou do Boardwalk. Mas há também o Fort Wilderness, para quem prefere contato mais próximo com a natureza – com suas cabanas de decoração rústica, mas conforto padrão Disney – ou mesmo área para estacionar motorhomes.

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5 – Praticidade – O Fast Pass, uma espécie de “agendamento” de horário para algumas das atrações mais concorridas dos parques, é uma grande idéia para resolver o problema das filas – tão grande quanto elas mesmas! Mas há outras boas idéias, como a fila para quem não faz questão de ir com acompanhante nas atrações. Quem escolhe essa fila, presente em brinquedos como o Test Track, em Epcot, vai “preenchendo” aqueles lugares que sobram nos carrinhos, reduzindo bastante o tempo de espera.
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Depois de visitar a Disneyland, na Califórnia, e Walt Disney World, na Flórida, continuo não incluindo qualquer um deles entre os meus destinos de férias. Mas entendo cada vez melhor quem tem o sonho de visitá-los. Afinal, o que seria do vermelho, se todos gostássemos do amarelo?

PS – Em tempo: visitar a Disney com uma fã, como a Marianna, dá um novo sabor ao destino. Minha empolgação com o que visitei e conheci podia não ser tanta quanto a dela, mas é fato que alegria é contagiante. E confesso que fui contagiada inúmeras vezes nessa semana…

Maria Izabel Reigada – Especial para o PANROTAS