Arquivo de 16 de fevereiro de 2009

Salve Salvador

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Visitar Salvador uma semana antes do carnaval é muito bom. A rede Tropical e a Azul convidaram um seleto grupo de jornalistas para conhecer o Tropical da Bahia, o voo Campinas-Salvador e muitas outras atrações do destino. O voo foi na quinta-feira à noite, logo depois do término do 15º Workshop CVC (eita, dia corrido!), mas darei mais detalhes sobre o trecho voado na próxima edição do Jornal PANROTAS. Chegamos no hotel por volta das 23h e fomos recebidos com a apresentação de um grupo de axé music, coquetel de sucos da região e muito calor humano dos representantes da rede. Como já era tarde e tínhamos que acordar cedo no dia seguinte, as conversas foram poucas e o sono predominou na preferência do grupo. Os olhos quase pregados e os bocejos não deixaram espaços para perguntas como: “Vamos pegar um táxi e dar uma volta pela noite baiana?”, “Que tal um encontro na piscina?” ou “Tem algum bar próximo do hotel para ouvirmos uma música?”. Depois de uma noite de febre e dor de garganta (sim, amigos, eu passei mal, mas nada que alguns comprimidos de Amoxilina não resolvessem meu problema), fomos conhecer duas ilhas na Baia de todos os Santos: Ilha de Itaparica e Ilha dos Frades.

Todo o receptivo foi feito pela Adval Turismo, com o guia Luciano – muito inteligente –, e contou com o apoio da Saltur. O trajeto é feito de escuna e animado com muito samba do grupo Sambahia. Os turistas logo pela manhã aproveitavam o balanço do mar e algumas caipirinhas para chegar ao destino superanimados. A primeira parada foi na Ilha dos Frades. Durante as duas horas que ficamos por lá, foi possível ver muito artesanato, aproveitar o sol de mais de 30º, um mar calmo e limpo, subir nas rochas e aproveitar um visual encantador do local e se divertir com os cachorrinhos das ilhas. Pra quem gosta de animais, ver aqueles dois vira-latas brincando ao nosso lado animou ainda mais o roteiro. Um deles, quando comia o camarão dado pelo grupo, desfrutava apenas da boa parte da iguaria e deixava a cabeça de lado na areia. Espertinho, não?! O outro se ganhasse fritas, peixe ou camarão, pegava com a boca e corria para enterrar em algum canto da praia. Não entendemos o propósito, mas tudo bem.

Na sequência fomos para Ilha de Itaparica, novamente o trajeto foi ao som do samba. Por lá, tivemos tempo de almoçar pratos regionais e fazer um city tour pela região, que teve como ápice as bicas da juventude, dinheiro e do amor. Teve gringo que até levou algumas garrafinhas para casa. Os mais idosos eram os mais empolgados. Um casal da melhor idade voltou na escuna dançando agarradinho. O efeito psicológico da fonte da juventude ajudou o parzinho.

No dia seguinte, nós fomos conhecer o Pelourinho. Com uma arquitetura encantadora, as pequenas casas misturam artesanato e muita cultura. Tivemos a sorte de passar por lá quando o Olodum fazia um dos seus últimos ensaios para o carnaval. Pois é, consegui ter uma leve sensação do que vou encontrar na semana que vem na Bahia. Para quem gosta de música como eu é difícil não se sentir à vontade. Tem uma cadência bem diferente das músicas ouvidas nas escolas de samba de São Paulo. No entanto, me aprofundarei mais sobre este tema quando voltar do carnaval da Bahia.

Por último conhecemos a Igreja do Nosso Senhor do Bonfim. Fiquei impressionado com a quantidade de fitas amarradas no portão da igreja. Dá uma olhada na foto abaixo.
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Por hoje é só. Amanhã eu darei algumas dicas de A&B em Salvador. Não percam!

Gabriel Guirão

NÃO PERCA VIK MUNIZ, NO MAM RIO

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro é um dos locais mais bonitos (por sua arquitetura, por seu entorno, pelas vistas que proporciona e pelo conteúdo de suas exposições) e interessantes da Cidade Maravilhosa. Até o dia 8 de março, não perca a exposição com 131 obras do artista plático, desenhista, fotógrafo, escritor e multitarefas Vik Muniz.

É a primeira grande exposição do artista paulista, que mora em Nova York e merece ser descoberto por quem não o conhece. A mostra agrada a crianças e adultos porque Vik força o público a mudar o seu olhar sobre os mais diversos temas. No início apenas artista plático, Vik começou a fotografar suas obras e descobriu que com as fotos ele tinha o ângulo, a luz e as tonalidades que gostaria para causar o impacto inicialmente desejado. Assim, vemos fotos de trabalhos feitos com sucata, diamantes, chocolate, arame, açúcar, terra, alimentos, linha, algodão, entre outros materiais, além de desenhos e pinturas. Versão X fato, ilusão X realidade, impressão X lembrança são alguns dos contrastes propostos na bela exposição.

As crianças querem tocar tudo, de tão interessante que são os trabalhos. É claro que não podem e as mães ficam sempre de olho. Mas os adultos também olham bem de perto, o que muda a primeira impressão, pois querem saber como foi feito aquilo. A beleza de algumas peças é impressionante. Em outras, o que chama a atenção é olhar que o artista propõe. Dá para ficar horas apreciando e descobrindo não apenas as obras, mas também como se vê o mundo ao nosso redor. Segundo Vik, uma exposição é feita 50% pelo artista e 50% pelo público. Daí a importância dessa interatividade. Provocada magistralmente por Vik Muniz.

O ingresso custa apenas R$ 8 e é uma pena que o Mam do Rio funcione em horário de repartição pública e não de atração turística. De terça a sexta-feira das 12h às 18h, e sábados, domingos e feriados das 12h às 19h. No carnaval, pasmem, não abrirá. Quem for curtir o carnaval no Rio tem de se contentar com samba, suor e cerveja. Uma pena.

Aproveite e visite a loja Novo Desenho, que tem desde as belíssimas e caras (o que é subjetivo) cadeiras e poltronas de Sérgio Rodrigues, até luminárias e bloquinhos feitos com embalagens pop, como Maizena. Os jardins do Mam também são muito bonitos e dependendo da programação pode-se assistir a concertos musicais gratuitos ou esticar e assistir aos shows do Vivo Rio.

Não perca Vik Muniz. Se seu horário coincidir com o expediente de luxo do Mam Rio.

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Esse entorno não é qualquer museu que tem não…

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Site do Mam Rio. Poucas informações

Artur Luiz Andrade