Balada, balada, balada – em Berlim

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Noite de Berlim (foto de divulgação – DZT/Turismo da Alemanha no Brasil)

Agitadíssima e com atrações para todos os estilos; é, acho que é uma boa definição para a noite de Berlim. Até por ser verão, com o sol se pondo entre oito e nove da noite, a “noite” começa realmente mais tarde, com os clubes abrindo somente à meia-noite e ficando mais agitados entre duas e três da manhã.

A diversidade de opções é enorme, para todos os gostos e públicos, bem como propostas interessantes como o restaurante Frarosa (Zionskirchstr 40, no Mitte), onde se paga € 1 como entrada e se recebe sua taça para beber o vinho que quiser durante a noite. Você vai se servindo das garrafas que ficam à disposição, brancos, tintos e água, e ao final da noite, antes de sair, paga o quanto considerar justo. É um bom lugar para marcar o encontro com os amigos e começar a típica “peregrinação” de clube em clube que se faz na cidade.

A próxima parada pode ser o Maria (Maria um Ufer, An Schillingbrucke (www.clubmaria.de), às margens do rio Spree, um clube com três ambientes – um com palco para música ao vivo (quando estive lá se apresentaram uma banda de pop-rock pesado, com uma estilosa vocalista e uma outra que compararia a um harder New Order), outro com música eletrônica e o terceiro, este bem agradável, ao ar livre e com vista para o rio. Serve para um aquecimento para a próxima parada, o enorme e muito conhecido Panorama Bar.

Cabe um parênteses interessante: esta peregrinação é feita pelos berlinenses de táxi, metrô (que aqui funciona 24 horas), à pé ou de bicicleta. Fecha parênteses.

Não espere que a entrada no Panorama (Berghain & Panorama Bar, Am Wriezener Banhof, perto da estação do S-Bahn Ostbahnhof) seja fácil. Quando cheguei, às quatro da madrugada, enfrentei mais de 45 minutos de uma fila que muitos percorrem para acabar sendo barrados na porta. Sim, um estiloso “leão de chácara”, todo tatuado, cabelos compridos e com piercings, barra as pessoas de acordo com seus próprios critérios, mas algumas dicas ajudam: não há dress code, mas arrumadinhos demais não entram; e nem grupos grandes – se estiver com mais cinco amigos, por exemplo, separem-se em dois grupos de três que fica mais fácil; bagunça na fila é certeza de ser barrado. Isso cria um clima muito louco de tensão e expectativa, que só vai aumentando com a proximidade da entrada. Mas vale o esforço!!

Instalado em um enorme prédio antigo, no lado oriental, o Panorama tem duas grandes pistas com pé-direito altíssimo, vários bares, áreas com sofás no térreo e uma frequência interessante e diversificada. A noite de sábado, que começa à meia-noite e só termina às seis da tarde de domingo, é a com maior concentração de gays, mas pelo tamanho do lugar e como eles se concentram em uma parte da pista inferior, isso pode nem ser notado.

A música eletronica é realmente de primeira, na pista inferior mais “pesada” e na de cima mais house, e mantém todos bastante animados o tempo todo. Tem gente que dorme normalmente na noite de sábado, acorda no domingo, toma café e vai dançar no Panorama, entrando as nove da matina do domingão! Como tive que sair cedo, às oito e meia porque tinha meu voo para Londres ao meio dia (mais uma lição: marque sua saída de Berlim na noite de domingo ou ainda na segunda pela manhã) e, mesmo com a vista ofuscada com o sol já alto e brilhante, vi muita gente entrando.

Enfim, a noite de Berlim é agitadíssima, longa e para todos os gostos e estilos. Os mais “baladeiros” é que realmente vão aproveitar! Se produzam, se jogem e aproveitem!

PS: Ah! Este é um post somente com fotos diurnas da cidade, porque além do fato de carregar a camera numa balada agitada como essa ser bem complicado, para garantir a total privacidade dos presentes, no Panorama sua câmera é retida na entrada e devolvida somente na saída.

De registro somente as lembranças e o carimbo na mão – outra característica da maior parte dos clubes. Aqui vale outra dica: passe no Panorama no início da noitada, entre sem fila, carimbe a mão e volte mais tarde, no auge da balada, com a reentrada garantida e sem fila.

De qualquer forma, vejam abaixo fotos diurnas de Berlim. E duas de divulgação do DZT

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Bode-museum, na Ilha dos Museus

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Torre de TV (Fernsehturm), vista da Alexanderplatz

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Jaime Scatena
Fotógrafo, engenheiro
Especial para o Blog PANROTAS Em Viagem

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