Oslo gastando poucas coroas

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Dá pra aproveitar bastante da cidade, sem gastar muito, simplesmente passeando pelo agitado centro de Oslo. Agitado e compacto, aliás!

Os noruegueses aguardam ansiosamente o verão, época em que eles podem aproveitar os poucos meses de sol e calor. Sim, calor, pois neste ano as temperaturas chegaram aos “assustadores” (não para nos brasileiros) 30°C.

Subir a charmosa ‘Karl Johans Gate’ (gate, por mais que pareça com o inglês gate/portão – em norueguês é uma das variações para rua), saindo da estação central de Oslo em direção ao Palacio Real proporciona um agradável passeio por praças e prédios históricos, como o Parlamento, a Universidade e a Catedral, além de lindas praças repletas de esculturas. Se você tiver sorte pode encontrar uma banda tocando, como a das Forças Armadas que vi se apresentando em um coreto. Começou com um ‘big band’ do Benny Goodman, passou pelo ‘Around about midnight’ do Miles Davis e chegou em um surpreendente ‘Chega de Saudade’ dos nossos Tom Jobim e João Gilberto! Bateu a maior saudade da minha terra!!
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Karl Johans Gate, principal rua de Oslo, com o Castelo Real lá no fundo

Falando em esculturas – a cidade está cheia delas e também de diversas fontes – um passeio imperdível é o incrível parque ‘Vigelandsparken’, que tem um paisagismo que não deixa nada a dever em relação a outros jardins do mundo, mas com o diferencial de estar repleto, coalhado, lotado de esculturas de Gustav Vigeland. O parque é uma maravilha para curtir em um bom dia de sol (meu amigo brasileiro, Bruno, de Atibaia, e que agora mora por aqui, disse que no inverno, coberto de neve, também é muito bonito…).

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As esculturas de Vigeland, praticamente todas de formas humanas – algumas sozinhas, outras em duplas, trios e conjuntos – representam as diversas fases da vida – do feto, passando por bebês, crianças, jovens, adultos e idosos – e também diversas relações humanas e sentimentos.

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O auge é um imenso monolito, com pessoas abraçadas, entrelaçadas, empilhadas, cercado de algumas dezenas de estátuas de pedra. Sem contar as demais, ao longo da ponte, perto do rio e uma última ao fundo, um grande círculo humano. Realmente fantástico, único e totalmente gratuito.

E este é realmente um ponto importante, já que a coroa norueguesa é uma moeda muito forte e o custo de vida é bem alto. Atualmente a cotação para o real é de cerca de R$ 3 = Kn 1. Mas um sorvete de casquinha, destes de máquina, custa Kn 30, ou quase R$ 10.

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Alem do Vigelandsparken, outras atrações gratuitas incluem:

– Galeria Nacional: museu de arte norueguesa, principalmente, que apresenta as principais obras de Edvard Münch, pintor conhecido pelo seu quadro “O Grito”, mas que também tem obras dos contemporâneos noruegueses de Münch e de outros pintores como Picasso, Van Gogh, Manet e Monet.

– Ópera Nacional:
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Seu belíssimo e moderno prédio, inaugurado em 2008 é, na verdade, um “monumento social”, como descrito pelo escritório de arquitetura que o projetou, acessível no maior sentido desta palavra, já que o prédio, construído em uma área portuária em processo de revitalização (ainda não entendo porque no Brasil não temos mais destas revitalizações portuárias, tão comuns em tantas cidades do mundo!) e inteiro revestido de mármore carrara, pode ser completamente visitado por fora – o seu telhado é um grande piso em rampa e escadas, permitindo que você ande por cima de todo o prédio, como se fosse uma enorme praça com diversos níveis. E ha até uma praia, já que dá pra ir andando até chegar na água. Vale também a pena conhecer o lobby, com sua enorme parede/escultura de madeira. O acesso se dá por passarelas que partem da estação Central de Oslo; mas ao invés de usar a passarela mais moderna, coberta, vá pela outra, mais antiga e descoberta (a sua direita, se estiver de frente para a Ópera), pois desta o ângulo para fotos do prédio da Ópera é bem mais interessante.

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Parlamento nacional

– Akker Bridge: um empreendimento imobiliário que, como muitos outros no mundo, revitalizou uma área portuária – neste caso as docas de um estaleiro – tornando-a um centro de entretenimento e residencial, com shoppingns, bares e restaurantes. Não deixe de conhecer a parte “de trás”, com lindas fontes e esculturas, além do ‘Beer Palace’ onde se pode provar uma legítima cerveja norueguesa (me disseram que, por lei, a fabricação tem que ser quase artesanal e a cerveja demora seis meses para ficar pronta). Outro item imperdível é provar o Soft Ice, o sorvete de casquinha legítimo da Noruega, uma delícia que vale as kn 10 que se paga.

City Hall/Prefeitura: O imponente prédio de tijolos vermelhos, próximo a Akker Bridge criou polêmica quando foi construído, mas já faz parte do skyline da cidade. Seu hall principal é praticamente uma praça coberta, com uma linda decoração de pinturas e murais e até uma fonte. Preste atenção ao toque do relógio da torre, principalmente nas horas cheias. Aliás, há um concerto semanal do carrilhão – busque a programação no local, que também conta com uma visita guiada, gratuita, ao prédio.
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Prefeitura

– Fortaleza Akershus: o antigo castelo medieval da cidade também pode ser bastante explorado sem custo algum. Só se paga para conhecer o interior das edificações principais, mas o resto – muralhas e jardins, que proporcionam vistas bonitas da cidade, ficam abertos ate as 21h no verão.

Um parêntese para falar do sol norueguês. No verão os dias são superlongos e as noites curtíssimas. Chega-se ao ponto de, no extremo norte do país, o sol não se por – o famoso sol da meia-noite. Vi uma montagem fotográfica em um cartão postal e é algo surpreendente. Em Oslo, nestes dias em que estive na cidade, o sol se punha perto das 22h e já voltava às três da manhã. É de deixar qualquer brasileiro confuso! Ver o dia nascer às três da madrugada, quando o sol se foi há apenas quatro horas… tem explicação, claro, mas parece mesmo inexplicável!

Vale a pena pesquisar se a compra do Oslo Pass é interessante para o viajante. Como ele inclui todo o transporte – tram/bonde, metrô e ônibus – e outras atrações com entrada paga – Museu Munch, o do Prêmio Nobel da Paz (único dos prêmios cuja entrega não é de responsabilidade sueca), o dos Barcos Vikings, o das expedições Árticas/Antárticas, as piscinas do Vigelandsparken, entre outras, pode realmente ser um bom negócio. Ah! E também permite passear de barco pelos fiordes ao redor da cidade…
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Visite Oslo – um destino fora da rota da maioria dos turistas, mas muitíssimo bonito e interessante -, principalmente no verão! Agora, no inverno, com a cidade debaixo de neve… esta eu deixo para depois!
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Jaime e os amigos Tone e Bruno

Jaime Scatena é engenheiro e fotógrafo
Especial para o Blog PANROTAS Em Viagem

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6 thoughts on “Oslo gastando poucas coroas

  1. ADOREI AS FOTOS. GOSTARIA DE TER A OPORTUNIDADE QUE VOCÊ TEM,
    DE CONHECER TODOS ESSES LUGARES. EU SIMPLISMENTE AMO VIAJAR.

    PARABÉNS PELAS PUBLICAÇÕES.

  2. Olá Jaime,
    Estive em Oslo em Julho e concordo com vc.Tudo é muito lindo,limpo e as pessoas foram extremamente gentis comigo.Pena que perdi algumas fotos como a da estação central.O Vigeland é impressionante.Amei a estátua do “beliscão” e o semblante triste do menino.Realmente na praça foram tocadas estas músicas mencionadas regidas por um maestro muito gentil.Muito legal esta troca de experiência.Foi minha 1ªviagem internacional e acho que estreei muito bem.
    Abr.
    Solange-São Paulo

  3. Olá!
    Qual o mínimo que um turista brasileiro precisaria levar para passar 30 dias na Noruega, sem contar hospedagem e alimentações principais?
    Grata!

    1. Oi Simone,
      Geralmente eu faço a conta de “1 para 1”, ou seja, você gastar R$ 50,00 é geralmente equivalente a gastar €50,00 ou £50,00 no que quer que seja seu gasto. Só que isso não vale para a Noruega, que deve ser considerada, como mais ou menos, “3 para 1”. Se você planeja gastar R$ 50,00 num dia, deve levar, pelo menos Kr 150,00 (150 coroas norueguesas).
      O gasto médio de um viajante, contando alimentações principais – sem alcool, que é muito caro – gira em torno de 50 dólares ou euros, então, umas Kr 150,00 por dia pode ser considerada uma medida justa.
      Lembre-se sempre de ter um dinheiro extra para imprevistos.
      Fora isso, planeje bem seu orçamento e, com ele em mente, não fique loucamente convertendo tudo antes de gastar: “quem converte não se diverte”.
      Boa viagem!
      Jaime K. Scatena

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