E como come-se bem na Bahia!

Comer, comer e comer. Estes são três dos principais programas que se têm pra fazer na Bahia. E como se come bem na Terra de Todos os Santos, não? Meu Deus, Oxalá, Saravá, rei! Nesta minha última ida pra lá eu fui levado a um restaurante que, olha, você tem de conhecer. Quer dizer, eu recomendo e vou dizer porquê, aí você vê o que faz, combinado?

Então vamos lá. O restaurante se chama Paraíso Tropical, fica no bairro Cabula, em Salvador, e é comandado por uma figura simpaticíssima: o chef Beto Pimentel. O cara é um show à parte, super bem-humorado, empolgante, aquele tipo de pessoa que parece que você conhece já de outros carnavais, embora o estejam te apresentando naquele momento, sabe? Um grande anfitrião que, se deixar, passa o tempo todo ali com você, explicando cada pequeno detalhe dos pratos que ele cria e serve. 

E já que toquei no assunto pratos, eu tenho que chamar a atenção para aquilo que, na minha opinião, é o maior charme da casa: a existência de um pomar envolto por Mata Atlântica, nos fundos do restaurante, onde estão plantados seis mil pés de mais de 200 tipos de frutas. Até pé de amarula o homem tem lá, acredita? E eu que achava que amarula nascia na prateleira do supermercado, dentro daquelas garrafas marrom-claro que têm uns elefantes desenhados…. Outra característica interessante do Paraíso Tropical é que os itens nascidos nesses seis mil pés – como você, audaz que só você, já deve ter feito a ligação – são usados na composição dos pratos, em substituição aos produtos industrializados, o que deixa tudo muito mais leve. Dá pra imaginar leveza na gastronomia baiana? Aí sim fomos surpreendidos novamente, Zagallo!

De entrada, eu provei uma casquinha de aratu – o aratu, segundo o Beto, “é o primo rico do siri”. É tipo uma casquinha de siri mesmo, mas, obviamente, com um outro sabor, tão gostoso quanto. Ainda no quesito casquinha eles tem uma série de opções: atapu, calapolvo, camarão, lagosta, polvo, preguari e siri. Agora respirem fundo para os pratos principais: Sertanejo Tropical (carne de sol, carne de fumeiro, linguiça de fumeiro, manga, caju, banana, maçã, kiwi, pêra e mangalô, tudo grelhado e banhado ao caldo de achachairu, cacau, biribiri, mel de abelha nativa, limão e ervas aromáticas) e Moqueca de Peixe ao Paraíso (peixe cozido com coco de olicuri, palmito de coqueiro fresco, lâmina de coco verde, pitanga, biribiri, amora, pimenta de biquinho, folha e flor de vinagreira, temperos especiais e aromáticos, fruto de dendê e azeite de oliva extra virgem). Ufa! Essa fartura toda regada a um suquinho frozen de acelora – se você for mais curioso, pode pedir um suco de sapoti, de seriguela, mangaba, umbu cajá…

E não se surpreenda se, enquanto estiver se deliciando com as receitas que só são encontradas lá, você vir alguns macaquinhos deslizando de árvore em árvore no pomar. Bom apetite!

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Casquinha de aratu com uma farofinha esperta

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Suco frozen de acerola

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Moqueca de Peixe ao Paraíso

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Sertanejo Tropical

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O pomar ao fundo

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Chef Beto Pimentel com a filha, Carla

ALEX SOUZA

Viagem a convite da Bahiatursa

3 comentários para “E como come-se bem na Bahia!”

  1. Dani Del Colli disse:

    Que delícia de texto! Me fez ficar com vontade de conhecer o local!!!Adorei!

  2. Sheila Claro disse:

    Hum, que fome a esta hora da manhã.

    Amei o texto e as fotos. Este fim de semana, terei que comer uma moqueca.

    Bjs

  3. Magú disse:

    Também fiquei com água na boca!
    e as fotos mostram que o chef Pimentel capricha na produção e não deixa por menos a reprodução..

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