Orlando ainda surpreende?

Há muitos anos vou a Orlando. Nem vou contar quantos para não me entregar… Afinal, trabalhei para os parques da Disney no Brasil e ia quase todos os meses. Por isso, penso sempre que uma passagem pela cidade não tem muito como me surpreender. Mas, ainda bem, isso não é verdade.

Tive boas surpresas dessa última vez, como em quase todas, algumas bem positivas. Fiz novas descobertas, vi novidades. Estive lá, muito rapidamente, para o congresso mundial da MPI, o WEC – World Congress Education, do qual nunca tinha participado e que aconteceu no Orlando Orange County Convention Center.

Compartilho com vocês 14 aprendizados, novidades, descobertas, surpresas, dessa viagem.

1 – MINHA MELHOR AMIGA – Até quando você conhece muito bem uma cidade, pode achar que aquela voz do GPS é sua melhor amiga em alguns momentos, principalmente quando você está com pressa e descobre novos caminhos, bem mais rápidos. Dá até para achar que o GPS é gente, conversar com ele – ou melhor, ela, já que a voz que dá as direções é feminina.

Ah, se São Paulo já tivesse o serviço quando mudei do Rio para a cidade, em 1998… Provavelmente teria pedido um GPS com uma voz bem máscula e sofrido muito menos. O risco é que, do jeito que foi difícil me achar pela capital paulista nos primeiros tempos, poderia ter me apaixonado pelo GPS, já que não seriam poucas as vezes que ele salvaria a minha vida.

Pensando bem, melhor não…

2 – MILLENIA – Aquela região de Millenia, em Orlando, onde está o The Mall at Millenia, o shopping de grifes sem outlet, cresceu uma barbaridade. Tem, além do mall, uma Best Buy e uma Super Target novinha nas redondezas. Fica um pouco longe da área dos brasileiros. Mas vale uma passada. Siga as placas para a saída 78 da I-4 e depois para The Mall at Millenia. Procure a Millenia Boulevard e a Millenia Plaza, tudo na mesma avenida. Tem bons bares e restaurantes também.

A Super Target, em Millenia

3 – DE MANAUS AO ALASCA EM SEGUNDOS – Isso também não me surpreende, mas o ar-condicionado nas diversas locações de Orlando parece estar ficando mais forte a cada dia. Você quase morre de calor quando está ao ar livre, muito quente, clima de deserto. Me sentia praticamente em Manaus, que de deserto não tem nada, mas de calor sim. Daí você adentra um lugar com ar-condicionado. Em um segundo tudo muda, em minutos o alívio passa e rapidinho você se sente quase no Alasca. Se não tiver um casaquinho, então, congela. Impossível não pegar uma gripe. Quando vier em julho não esqueça o biquíni, a bermuda, o chinelo de dedo… e o casaco.

4 – ÁRABES – Impressionante a quantidade de árabes circulando por Orlando. Se for horário de rezar, não é raro encontrar muçulmanos parando pelo shopping, estendendo aquele pequeno tapete (alguns já trazem até bússola com a agulha magnética apontando para Meca) e rezando.

5 – BURCA PRETA – Mas mais impressionante é, no meio daquele calor, encontrar pela rua com mulheres vestidas de burcas pretas, grossas, tampando tudo, menos os olhos. Não sei como elas sobrevivem. Por outro lado, elas não sofrem com o frio do ar condicionado na porção Alasca.

Mas o André Webber, agora da Alatur, me lembrou que por lá elas passam calor ainda pior. É verdade, deserto, Saara, calor é o que não falta por lá. OK. Mas é impossível não se incomodar na hora, mesmo respeitando a cultura. Porque deve ficar muuuuito quente ali dentro.

6 – PORQUE NINGUÉM É DE FERRO – Uma piadinha, não tão politicamente correta, mas que circulou por lá por autoria de uma jornalista muito divertida que viajou conosco é que se tudo tem dois lados, o da mulher da burca preta é que ela não precisa sofrer com regimes…

Já faz sauna quase 24 horas por dia. E com a boca tampada é mais difícil de comer. Além disso, no verão, não temos muita fome. Logo, elas estão muito mais em forma que as americanas. E que muitas de nós, tenho de admitir.

Feio. OK. Mas causou boas risadas. E comentários, durante vários dias, com novas descobertas sobre as vantagens da burca preta para a silhueta he he.

7 – AMY WHINEHOUSE – Os jornais dos EUA não destacaram tanto a morte de Amy Whinehouse. Na CNN, falaram bastante, mas nos jornais impressos, pouco. Já a tragédia da Noruega tomou a primeira página dos jornais por vários dias. Muito triste…

8 – CONSTRUÇÃO – Não é a música do Chico. Mas ainda me surpreendo com o crescimento de Orlando. Toda vez que venho vejo inúmeras construções, coisas que não existiam erguidas onde não havia nada. E o que é pior, muito espaço para continuar crescendo. Impressionante.

9 – WEC / MPI – Saí do Brasil sem saber muito o que esperar do World Education Congress, da MPI. O evento é ótimo, há várias boas palestras, o difícil é escolher, já que há várias delas simultâneas. O bom é que algumas se repetem…

10 – REDESIGN – Fiquei também impressionada com o profissionalismo da MPI. A entidade foi toda redesenhada, para atender seus sócios, 23 mil em todo o mundo. É também uma ótima oportunidade para networking. Depois vou falar mais sobre isso, especialmente no Jornal PANROTAS. Mas se puderem e estiverem interessados na área de eventos ou mesmo de viagens corporativas, programem-se para o ano que vem.

O The Knowledge Hub, uma das áreas mais agradáveis, do WEC/MPI

11 – OOCCC – Quando olho o Orlando Orange County Convention Center, babo. Não temos sequer 1/10 do que vemos por lá no Brasil. Enorme, bonito, espaçoso, pé direito altíssimo, todo climatizado, com várias asas (norte, sul, oeste…), cada uma com seu estacionamento exclusivo, elevadores, escadas rolantes. E bancos confortáveis e tomadas para todos os lados. E wi-fi de graça… Dá até “raiva”.

12 – MUITA COMIDA – Não me surpreendo mais com o tamanho das porções de comida nos EUA. Nem quando o meio prato serve cinco pessoas e a porção completa, oito, como acontece no Buca di Peppo, italiano tradicional do Florida Mall. E vamos combinar que, se servem oito de acordo com o padrão deles, então deve servir, na verdade, 12 pessoas…rs.

Mas gostei que, ao sentar para comer sozinha, me avisaram que até a meia porção era muito grande para mim. E que tinha um lunch size para uma pessoa. Já tinha achado os US$ 15 da meia porção razoável, mas achei ainda melhor os US$ 8,99 da tal porção single. O tamanho é bem razoável, sem desperdício. E tava uma delícia.

13 – MORDOMIA – Já é a terceira vez, em um curto período te tempo, que me hospedei no Orlando World Center Marriott, hotel enorme, com quatro alas, e mais de dois mil apartamentos, próximo da Disney. Também achava que não teria mais surpresa. Principalmente quando, pela terceira vez seguida, caio no meio de um encontro de Igreja Gospel.

Mas não é que ontem chego do evento da MPI e encontro um bilhete carinhoso da executiva sênior de Vendas, Giovanna Subiry, com toda aquela mordomia de vinho, frutas, queijos, nuts etc? Foi a primeira vez aqui neste hotel que me senti uma hóspede diferenciada no meio da multidão… Inesperado.

O apartamento do World Center Marriott

A piscina e área de lazer vistas da janela do meu quarto

Surpresinha agradável…

14 – AMERICAN GALLERY COLLECTION – Um ponto alto não foi exatamente em Orlando, mas a caminho. Na business da American, de GRU para MIA, o cardápio tinha na capa uma foto linda, assinada por Pat Estes que, admito, nunca tinha ouvido falar. Fui me informar e vi em outra parte do cardápio que Pat Estes é comissário da American desde 1992 e tem a fotografia como um hobby que leva muito a sério.

Sua foto é parte da American Gallery Collection, uma forma de a American homenagear seus colaboradores destacando seus talentos. As fotos do cardápio, por exemplo, mudarão todos os meses. Achei bem criativo.

Deem uma olhada. Essa foi feita na fronteira do Brasil com o Uruguai, a partir do rio Jaguarão, olhando a cidade de Rio Branco, no Uruguai. Um canto que nem nós brasileiros conhecemos.

FABIOLA BEMFEITO

Viagem a convite da MPI e Alatur, voando American Airlines

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6 thoughts on “Orlando ainda surpreende?

  1. Lindo post Fabis ! Os centros de convenções nos Estados Unidos são de causar inveja mesmo.

    A pergunta é – porque ao fazerem novos por aqui ou reformarem os mais que caquéticos que temos, não simplesmente copiam ?

    É só copiar ! Amei a historinha das fotos. É no detalhe que está a surpresa não é mesmo ?
    bjcas

    1. Helô, vou não sabe como lembrei de vc vendo certos detalhes nesse evento da MPI. Vc sabe que detalhes são a sua cara, né? Os crachás, até bem simples, vinham todos com um alfinete. Se vc não quisesse o crachá tradicional, pendurado no pescoço, porque enrolam no colar, prejudicam o visual, tampam o lenço, a gravata, sei lá, era só sacar mão da versão alfinete e prender onde quisesse. Trouxe várias coisas que acho que vc vai gostar. Espero não esquecer… Bjs e até segunda.

  2. O que e mais bacana e que Orlando e de todos,ne Fabiola ?
    Tem de tudo :Uma verdadeira torre de Babel ,no que diz respeito a todas as etnias ,povos ,linguas que voce ve ! Realmente no quesito divertimento desta maneira nao tem para mais ninguem: Os americanos dao baile ! Crianças ,jovens ,velhos nao tem como nao se divertir !

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