A altitude, as estações e eu

Se você é uma daquelas pessoas que, assim como eu, julgou o time de futebol do coração quando ele perdeu o jogo em estádios a mais de três mil metros de altitude, pare com isso agora. Acredite, respirar nas alturas não é tarefa fácil e o corpo tarda a acostumar.

Cheguei a Cusco, no Peru, na última sexta-feira (25) a convite do Mountain Lodges of Peru e da Sul Hotels. De lá para cá, a quantidade de metros em relação ao nível do mar só aumentou. A cidade peruana está a 3,399 mil metros de altitude, muitos dígitos a mais se comparada aos singelos 760 metros de São Paulo.

Apesar da diferença brusca, meu pulmão deu conta do recado. Algo que não aconteceu quando segui caminhando pelas montanhas até o sítio arqueológico de Ankasmarca, no Valle Sagrado, e ultrapassei os quatro mil metros. Sim, quatro mil metros de altitude. Falta de ar, dor de cabeça e nariz extremamente seco foram alguns dos sintomas durante o trajeto, que conta com mais um obstáculo: a batalha entre frio e sol.
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Em julho, Valle Sagrado, Machu Picchu e outras cidades ao redor de Cusco apresentam temperaturas amenas. Eu, por exemplo, já encarei 1°C no início da manhã. Isso, porém, não significa ausência de sol. Pelo contrário, o astro é um dos privilégios dos descendentes dos incas, basta observar a cor da pele dos peruanos. Cachecol, casaco, blusa de meia estação e camiseta: este é o meu uniforme por aqui.

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Um uniforme que só não está completo porque não tenho (e não me preocupei em comprar) botas de trilha. Pensei que dois bons pares de tênis seriam capazes de me dar segurança durante o trajeto. Quem dera! O engano rendeu até um clássico escorregão.

Mas a dor valeu (está valendo) a pena! Se cada dificuldade, fosse recompensada com um céu estrelado e paisagens como a da foto abaixo, a rotina seria muito mais leve.
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Agora acompanhe algumas dicas para ter uma viagem tranquila nos destinos de montanha do Peru:
1 – Use roupas confortáveis, afinal os roteiros pelos vales de montanha começam cedo e terminam no fim da tarde.
2 – Tome chá de coca. Além de contribuir para a respiração, a bebida dá energia para driblar as atividades mais intensas.
3 – Abuse do protetor solar.
4 – Use boné ou chapéu. Eles também podem ser comprados nos mercados locais ou na entrada de algumas trilhas.
5 – Carregue sempre uma garrafa de água na mochila e consuma o liquido com frequência. Vale destacar que os traslados do circuito The Lares Adventure sempre levam barris de água para completar a garrafa dos viajantes.
6 – Se o cansaço bater durante a trilha, respire fundo e não tenha vergonha de parar no caminho. Respeitar os limites do seu corpo é essencial.
7 – Não abuse no jantar. A altitude torna a digestão mais lenta e, certamente, irá atrapalhar os próximos dias de tour.
8 – Faça tudo o que estiver ao seu alcance para ter uma boa noite de sono. Nos primeiros dias você, provavelmente, vai acordar durante a noite, mas esse desconforto tende a passar rápido.
9 – Se os sintomas relacionados à altitude aumentarem, não se desespere. Os hotéis e lodges da região costumam ter oxigênio, remédios e ervas medicinais para aliviar.
10 – Esteja preparado para se apaixonar por turismo de aventura, aprender com os andinos e deixar estigmas para trás.
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O Portal PANROTAS viaja a convite do Mountains Lodges of Peru e da Sul Hotels, com proteção GTA.

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