Cidade dos Espetáculos

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A noite ganha outro significado na Las Vegas Strip

Dizem que a França é a cidade-luz, mas olha, pra mim esse título deveria ser dado a Las Vegas. Basta andar na Las Vegas Strip – aquela rua cheia de outdoors e letreiros luminosos que sempre aparece nos filmes – para constatar isso. À noite, todas essas luzes piscam como se estivessem dizendo “ENTRETENIMENTO” e a infinidade de opções de espetáculos, shows, baladas e restaurantes fizeram com que eu sentisse que, por mais que estivesse fazendo alguma coisa legal na cidade, estava perdendo outras tão interessantes quanto.

Dormir? Perda de tempo. Por isso, a convite do Las Vegas Convention & Visitors Authority (LVCVA), fui assistir alguns dos grandes espetáculos que estão em cartaz na cidade. Um deles foi o KÀ, do Cirque du Soleil. Fiquei impressionada com a vibração que o show traz, mesmo que você esteja sentado longe do palco. Afinal, o próprio auditório se transforma em cenário para o show, e de repente você olha pro lado e vê um índio tocando tambor, enquanto uma tribo inimiga corre pelo outro lado da plateia, dando brados tão fortes que você se sente parte da aldeia.

Mas sem dúvida uma das coisas mais interessantes são os efeitos especiais. O nível da tecnologia utilizada é tão alto quanto o profissionalismo dos artistas, e a apresentação me fez acreditar que estava vendo um barco à deriva de verdade, e depois dentro do mar, afundando com o personagem. Mas uma das coisas que mais me chamaram a atenção foi a perfeição com que os personagens de animais são representados no palco.

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Animais ganham vida em palcos interativos
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A cobra gigante é uma das cenas mais impressionantes do KÀ

O caranguejo se move exatamente como um caranguejo, as aves têm movimentos articulados nas asas e até as patas dos insetos têm o mesmo ritmo dos que os da vida real. Não é fácil imitar tais movimentos com tanta precisão, e fiquei imaginando o que eles usam como base para treinar isso.

Quando o KÀ acabou e saí do teatro do MGM Grand, onde foi apresentado, logo me vi imersa em outro espetáculo: andar pelo hotel. Há tanta gente ali dentro que por instantes tive a impressão de estar em outra cidade, com mais zilhões de opções de entretenimento à disposição. É tanta gente que mesmo o imenso espaço do hotel parece pouco, e quando você vira pro lado pra conversar com as pessoas que te acompanham no passeio, de repente vê que as caras mudaram e você está perdido. Mas até se perder ali faz parte do entretenimento.

E já que estava na cidade dos espetáculos, aproveitei para assistir também ao Le Rêve, no Wynn, onde fiquei hospedada, e confesso que bem antes de o show começar fiquei surpresa: a apresentação vai acontecer dentro da água? – pensei, ao ver um lago de verdade no lugar onde deveria estar o palco.

Não só dentro da água, como também ao redor do fogo e suspensos pelo ar, os personagens se moviam e dançavam, mexendo com os cinco sentidos da plateia. Não consegui despregar os olhos das cenas, e ver acrobatas saltando do teto do teatro para afundar no lago (façanha obviamente seguida de aplausos) me fez perceber o quanto os espetáculos – pelo menos os de Vegas – estão avançados em efeitos especiais e qualidade.

É claro que muitas cidades grandes no mundo têm seus shows e espetáculos, mas Vegas tem um modo todo especial de apresentar isso: fazendo com que o próprio turista se sinta parte de um grande show.

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