Por dentro da Fonte Nova

No Brasil a prática ainda é pouco usual, mas visitar estádios de futebol fora dos dias de jogos, apenas para ‘contemplá-los’ e tentar sentir um pouco da história deles, é algo bem comum em outros países. A minha primeira vez foi há três anos, no México: fui conhecer o tradicional estádio Azteca, na Cidade do México, um gigante que recebeu mais de 100 mil pessoas na final da Copa de 70, quando o Brasil do Pelé ganhou da Itália por 4×1.

Tem um video daquela época que mostra essa visita, veja aqui.

No Azteca, em 2010
No Azteca, em 2010

Na semana passada, uma segunda experiência: fui conhecer a nova Fonte Nova, em Salvador, que foi demolida e reconstruída para a Copa de 2014. Embora seja possível que muita gente aqui no Sul e Sudeste sequer tenha ouvido falar dela, a Fonte Nova é um estádio bem tradicional no Brasil. Até então, curiosamente, já que sou corintiano, a primeira imagem que me vinha à cabeça quando pensava nesse estádio era o gol do Edílson (Capetinha), jogando pelo Palmeiras, na final do Campeonato Brasileiro de 93. Naquele jogo, contra o Vitória, que na semi-final tinha eliminado o Corinthians com um golaço de falta de uma lenda chamada Roberto Cavalo, tinham 77 mil pessoas na arquibancada. Hoje, após a reforma, a capacidade foi reduzida pra cerca de 55 mil.

A capacidade mudou, mas o formato em ‘ferradura’ do estádio permanece: a assessora de imprensa me explicou que eles não quiseram alterar o formato original, que proporciona uma ventilação natural ao campo e dá vista ao Dique do Tororó, um dos pontos turísticos de Salvador.

A partir de agora, com estádios novos ou reformados pelo Brasil todo, a prática de se visitar campos de futebol com certeza vai se tornar bem mais comum. Eu, se for a Recife, vou querer conhecer o estádio de lá. O Maracanã nem se fale. O Itaquerão então, o maior e mais moderno estádio da história mundial do mundo contemporâneo global….. Tá bom, tá bom!

Fotos:

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Lounge de um dos camarotes
Lounge de um dos camarotes

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Parte do vestiário, onde se os jogadores se preparam, tipo onde o Hulk tirou aquela foto com o Cavalieri no fundo
Parte do vestiário onde os jogadores se preparam, tipo onde o Hulk tirou aquela foto com o Cavalieri no fundo
Sala de aquecimento
Sala de aquecimento

Hidromassagens

chuveiros
chuveiros

Área das entrevistas coletivas

Túnel que leva os jogadores ao gramado
Túnel que leva os jogadores ao gramado

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ALEX SOUZA

Viagem a convite da Nascimento Turismo

A Bahia fez o “Ziriguidum”

Quando resolvi tirar férias em fevereiro, eu só tinha uma coisa na cabeça: o meu 11º carnaval em Salvador. Cheguei na capital baiana no dia 5 de fevereiro e permaneci até o dia 12. Meus amigos e eu alugamos um apartamento para o período inteiro em um dos circuitos da folia. Para quem vai em grupo, assim como nós, o valor do aluguel de um apartamento é mais barato do que um pacote de hospedagem em algum hotel.

Edu, Allison, Eu, Débora, Carol e Jackie. A turma do apê mais badalado do carnaval
O Camaleão, puxado pela Banda Chiclete com Banana, teve o patrocínio da CVC esse ano

Nos meus primeiros dias em Salvador, a rotina se resumia a ir pegar os abadás. Para quem não sabe, o abadá é o “ingresso” do folião no bloco. O valor dos abadás variam de acordo com o artista, o bloco e o circuito. Por exemplo, sair com Ivete Sangalo no circuito tradicional, o Campo Grande, custa aproximadamente R$ 650 por dia. Já com o Chiclete com Banana, no mesmo local, o valor do abadá pode chegar a R$ 900. Para os foliões que não querem gastar tudo isso, existem outras opções de bloco. Claudia Leitte, Cheiro de Amor, Jammil, Daniela Mercury, entre outros, custam de R$ 200 a R$ 350 por dia. Também é possível comprar pacotes de blocos e conseguir um desconto no preço final. Duas empresas comercializam abadás, são elas: Central do Carnaval e Axé Mix.

Eu e Tylla, no Coruja, de Ivete Sangalo. Sem comentários sobre o que foi esse bloco no domingo de carnaval, muito bom

Na capital baiana, são dois os circuitos de desfiles de trio elétricos: Barra-Ondina e Campo Grande (na avenida Sete de Setembro). Gosto muito de ambos, cada um com suas características. No primeiro, o percurso é menor (por volta de seis horas de bloco) e acontece na orla. Portanto, você desfila com a brisa do mar no seu rosto. Já no Campo Grande, o circuito pode chegar a 12 horas. Sim, 12 horas atrás de um trio elétrico. Lá, foi onde tudo começou. Hoje, muito se discute a existência desses dois roteiros e até uma possível criação de um terceiro. Falam que o Campo Grande perdeu a essência do carnaval porque os artistas não querem mais desfilar ali. Preferem a Barra, porque é mais comercial. Há câmeras e camarotes de veículos de rádio e televisão espalhados do começo ao fim. Pelo que soube, já há uma discusssão para que, em 2014, o circuito do Campo Grande tenha o seu percurso modificado e reduzido.

A chegada na Praça Castro Alves, no circuito do Campo Grande, é algo emocionante

 

A "presidenta" da Bahia, Ivete Sangalo

 A MÚSICA DO CARNAVAL

Nem Dançando, de Ivete Sangalo, nem Largadinho, de Claudia Leitte. A música do carnaval de Salvador em 2013 foi Ziriguidum, da banda Filhos de Jorge. Confesso que não esperava ouvir essa música tantas vezes durante os doze dias que fiquei em Salvador. Afinal, quem era essa banda que ameaçava o reinado de Ivete, “eleita” a presidente da Bahia, ou de Claudinha? Com quatro anos de estrada, a banda possui uma sonoridade autêntica e que contagia qualquer pessoa, unindo o axé music à tradicional percussão baiana. Todos os cantores e bandas, sem exceção, incluiram Ziriguidum em seus repertórios. Muitos deles tocavam mais de uma vez durante os desfiles. Assim como Ivete e Claudia, outros artistas como Cheiro de Amor, Tuca Fernandes, Jammil, Daniela Mercury, Asa de Águia e Chiclete com Banana tiveram suas músicas ofuscadas pelo hit da banda Filhos de Jorge.

Asa de Águia, especialmente para Biaphra e Schapo. Adivinhem qual música ele tocou? Dança da Manivela

 

A turma do apê, desta vez no bloco Cerveja e Cia, de Ivete

 

Claudinha Leitte botou o povo para dançar o seu "Largadinho"

 

O bloco de Daniela Mercury, que esse ano contou com a participação de ex-participantes do The Voice, tem a fama de ser o maior bloco gay do carnaval soteropolitano

 

Meu ídolo sertanejo, Gusttavo Lima, puxou o bloco Pirraça. Eu assisti o finalzinho de sua apresentação na pipoca

 

A banda Jammil, liderada desde o ano passado, por Levi Lima

 

CONSIDERAÇÕES PESSOAIS:

– Ivete Sangalo é a maior artista da Bahia e sabe comandar o carnaval como ninguém.

– Alinne Rosa fez o seu melhor carnaval, desde que assumiu o vocal do Cheiro de Amor, em 2004. Especula-se que uma carreira solo está por vir. Estou com ela e não abro mão.

– O momento mais emocionante da festa foi a despedida de Saulo Fernandes da Banda Eva. Chorou como uma criança. Eu também chorei.

– Claudia Leitte fez um bom carnaval. Pecou por repetir em excesso “Largadinho”. No dia que eu fui, ela cantou nove vezes a canção.

– O carnaval estava mais seguro do que o ano passado. Muitos policiais faziam ronda nos dois circuitos.

– Parabéns ao governo pela iniciativa de aumentar o número de trios independentes, dando oportunidade para o folião que não tem dinheiro para comprar bloco e para os artistas que não tem bloco para puxar.

– Camarote Salvador e camarote da revista Quem, parabéns pela estrutura e atendimento. Recomendo o primeiro para quem for a Salvador durante o carnaval, já que o segundo é apenas para convidados.

– O dono do imóvel que alugamos gostou tanto da gente, que já deixou reservado para nós em 2014. Ou seja, ano que vem, lá vamos nós de novo.

Eu e Alinne Rosa. Meus olhos não negam o quanto eu chorei no final do bloco, rs

DICAS

– Se você chegar durante os dias de carnaval, quando já há bloco na rua, procure chegar na cidade sempre no período da manhã. Após as 15h, o tráfego de carros nas regiões próximas aos circuitos é suspenso.

– Utilize sempre táxi comum. É muito mais barato.

– Há também mototáxis, que cobram preços justos e te transportam com rapidez e segurança

– Leve com você o quanto você acha que vai utilizar durante os dias de festa e mais um pouco. Se como eu, você ficar perto da folia, bancos e caixas eletrônicos podem estar fechados.

– Não saia do bloco para utilizar os banheiros químicos do circuito. Utilize o carro de apoio, é mais seguro.

– Evite o uso de máquinas e celulares no meio da multidão.



Até logo, até 2014

 

DANILO ALVES

Fim de semana na ilha

[photopress:transcamonadatuba_4595.jpg,full,centered]Vista da ilha de Comandatuba a partir de uma embarcação

Exclusividade é a palavra de ordem no Transamérica Ilha de Comandatuba. Pelo menos foi essa a impressão que tive ao desembarcar no Aeroporto de Una (BA), antes de pegar um ônibus e, por fim, entrar na balsa que leva ao “hotel destino”, trajeto que dura aproximadamente 30 minutos. Uso o termo “hotel destino” por causa das dimensões do local, que soma oito milhões de metros quadrados, 21 quilômetros de praia e 25 mil pés de coqueiros, além de 363 acomodações divididas em apartamentos e bangalôs.

[photopress:transcamonadatuba_4561.jpg,full,centered]O bangalô luxo: uma das acomodações mais disputadas do hotel

Dada a ficha técnica, vamos deixar as estatísticas de lado para destacar a verdadeira proposta do empreendimento: entretenimento e bem-estar. Assim, as atividades de lazer agradam tanto aos hóspedes que buscam relaxamento quando àqueles que preferem ocupar o tempo livre com exercícios físicos. Para o primeiro grupo, uma boa opção é tomar diversificado café da manhã (com opções para todos os gostos e fomes) e passar o tempo na piscina, ou até mesmo no convidativo redário, além de cuidar do corpo no health club ou relaxar com uma das terapias do Spa Comandatuba. Já os que optam por exercitar o corpo podem praticar a hidroginástica – realizada diariamente na piscina -, ir ao fitness center, pedalar nas diversas trilhas para bicicleta ou até mesmo praticar esportes como tênis, futebol – de campo, praia, quadra ou society -, golfe e vôlei, entre outras opções.

Com todas essas opções, não seria estranho que o empreendimento tivesse grande procura de famílias – segmento que representou mais de 90% dos hóspedes durante o feriado de Páscoa. Porém, a presença dos pequenos – inclusive de crianças de colo – levanta uma questão: como se divertir e relaxar sem se preocupar em cuidar dos filhos? Com atividades específicas – divididas grupos de faixas etárias que variam de 4 a 17 anos -, a criançada pode se divertir durante todo o dia com passeios, jogos, gincanas e aulas de surfe, entre outras brincadeiras sempre acompanhadas pelos monitores.

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[photopress:transcamonadatuba_4575.jpg,full,centered]Entrada da área de lazer infantil do empreendimento e um dos brinquedos disponíveis

Para manter a disposição durante toda a estada no empreendimento, nada melhor do que uma boa alimentação. E isso não falta nos restaurantes Bamboo, Giardino, Beiju (para crianças), da Praia e a Cozinha do Bebê. Enquanto os dois primeiros oferecem bufês com opções que incluem massas, grelhados e pratos da culinária típica baiana, o restaurante da Praia dispõe de pratos à la carte e uma fornalha para agradar os amantes da pizza, além de oferecer uma linda vista do mar para os que querem ficar mais próximos à natureza.

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[photopress:transcamonadatuba_4585.jpg,full,centered]A fachada e a vista interna do Restaurante da Praia

Falando em natureza, ela se faz presente não apenas nos coqueiros, mangues e na extensa área verde do empreendimento. Além do viveiro com espécies raras de pavões, faisões e outras aves, é possível se deparar com caranguejos na praia, alguns répteis escondidos pelos arbustos e também com muitos pássaros pequenos, que aproveitam o descuido dos humanos para tirar uma “casquinha” das refeições, como flagramos na foto abaixo, durante o café da manhã.

[photopress:transcamonadatuba_4576.jpg,full,centered]O pássaro aproveita a distração do hóspede para experimentar o bolo de chocolate

É impossível desfrutar de todos os atrativos da Transamérica Ilha de Comandatuba em apenas uma viagem de quatro dias, período em que fiquei hospedado no hotel. A experiência no local nos dá a certeza de ter visitado um destino diferenciado, que sempre deixará um gostinho de “quero mais”. Seria um segredo para instigar os hóspedes a retornarem? Se for, funcionou comigo.

Fernando Chirotto