VALOR

16 de maio de 2012

Veja este carro lançado recentemente:

Agora leia as frases abaixo:
1)Este carro é caro.
2)Este carro é muito caro!
3)Este carro é o mais caro!!

Se a gente interpretar as frases como estão, talvez o entendimento ficaria assim :

1)Será que o carro é caro para aquilo que eu posso pagar? Ou para um carro desta categoria? Ou não vale o que custa pela qualidade?

2)Com certeza está havendo uma comparação entre os benefícios e características dele dentro de sua categoria e com seus concorrentes. Certo?

3) Definitivamente eu comparei todos os atributos com seus concorrentes e cheguei a esta conclusão depois de refletir e consultar outras pessoas…

Eu inventei esse preço, já que não faço idéia do valor de mercado de um carro desses (talvez meu amigo Paulo Gustavo, mentor do excelente blog sobre carros “Carro e Etc” e de onde tirei a foto, saiba).
Peraí: eu falei VALOR. O que um carro pode me proporcionar?

- Status
- Retorno de investimento
- Prazer de dirigir a mais alta tecnologia
- Economia

São muitas as possibilidades de atributos.

E qual o preço do seu negócio – distribuidor, fornecedor, intermediário, prestador de serviços… Seu produto ou serviço é caro?
Não deixe de se posicionar, informar, encantar… mas principalmente não deixe de entregar suas promessas e fazer valer cada centavo do que recebeu.

O valor está na percepção do ganho pelo que se pagou. Quanto maior esta diferença (percepção de valor menos o preço pago) mais seu cliente vai gostar de você e vai te “recomprar”.

Se não souber o resultado desta equação, recomendo sair para a rua pesquisar seus concorrentes e perguntar para a única pessoa que pode te responder sem dúvidas: SEU CLIENTE.
Mesmo porque ele já deve ter feito a comparação com os seus concorrentes, não é?

Um abraço,

NÃO VENDA NADA…

9 de maio de 2012

….quando estiver no palco, por favor!

Eu fico muito bravo quando vou assistir a uma conferência, workshop ou palestra e o sujeito que está lá na frente começa a vender.

Qualquer coisa ligada à propaganda ou a típica apresentação de produtos ( daquelas feitas em PowerPoint que especifica os Features & Benefits , com uns 20 slides) me deixam angustiado. Principalmente se eu tiver pago pra estar ali !!

“Ninguém vende nada, os outros é que compram da gente.”

E acredito que respeitar a audiência e sua inteligência é uma forma de conquista para que ela compre de você.

Quando estiver na frente da platéia, prepare uma apresentação que fale sobre uma idéia, um conceito, uma tese ou uma situação.

Crie uma situação onde fique claro que existe um problema ou oportunidade e a solução onde sua empresa, produto ou serviço possa ser a chave de tudo – sem fazer “propaganda” disso.
Se o seu produto ou serviço for realmente a super resolução, as pessoas irão te procurar ou procurar o stand da sua empresa no final ou durante o intervalo.

Sim, use o logo e a sua assinatura com contatos ao final para facilitar contatos futuros.

Mas não use o discurso de vendedor quando estiver no palco. Promete? :-)

Abraços

LEGADO

26 de abril de 2012

O que você vai deixar para os que vem depois de você?
Seus filhos, seus empregados, a sociedade em que mora…

Nós vivemos para o trabalho. Fala sério: 10 ou mais horas no escritório ou na rua buscando negócios na ânsia de fechar contratos, emitir bilhetes, confirmar reservas… Isso sem contar o tempo no trânsito!

Tudo para garantir o dinheiro para nos sustentar e quem sabe pagar por alguma indulgência (uma roupa, um carro, uma viagem) da qual somos merecedores depois de tanto sacrifício.

Mas analise tudo o que você está fazendo e responda, com sinceridade: O que vai ficar no final?

Quando penso no mais precioso dos bens que temos, o nosso tempo, quanto dele estamos dedicando a fazer dinheiro e quanto dedicamos a quem a gente ama?
Não vale dizer “ estou me matando de trabalhar pra minha família “ ou “ quero que minha empresa sobreviva a muitas gerações depois de mim e para meus empregados que trabalho tanto”…

Quanto tempo você tem dedicado pra sentar com sua namorada (o), esposa (o) filhos ou até mesmo com seus empregados para bater um papo, falar sobre um filme ou uma novela… até mesmo falar mal do seu time?

Para os que amam o que fazem no trabalho (así como yo), vale lembrar que é preciso dedicação às pessoas também.

Entre uma blusa, uma jóia, uma viagem ou o que for, tenho certeza que uma conversa dedicada sem um celular interferindo e com toda atenção do mundo para seu interlocutor irá deixar uma marca indelével.

Vamos trabalhar, vamos nos dedicar à carreira e ao dinheiro, mas não vamos esquecer o motivo maior de tanta luta: deixar um legado para a família que pacientemente nos aguarda voltar pra casa com os braços abertos e um beijo nos lábios ou a turma que espera um momento para poder falar com o chefe e ouvir uma avaliação do seu trabalho, talvez um simples tapinha nas costas e um sorriso sincero.

Um abraço,

O PODER É UM LUGAR SOLITÁRIO

10 de abril de 2012


Mesmo procurando bastante não consegui encontrar a fonte, mas acho que a frase é de Lee Iacocca, ex CEO da Chrysler Motors.

Decidir o caminho de uma empresa que foi construída com trabalho e perseverança não deve ser fácil. Pensar que centenas e às vezes milhares de famílias que dependem desta empresa sofrerão o impacto de suas decisões deve ser um grande fardo e pesar muito nas decisões de empresários de vários setores.

Poucas empresas sobreviveram a seus fundadores, como por exemplo, a GE que foi fundada por Thomas Alva Edison em 1890 (Edson foi o inventor da lâmpada, pra quem faltou na aula de história…).

No turismo brasileiro (incluo aí a indústria de eventos), podemos contar as poucas empresas que continuaram em plena atividade após a passagem de seu fundador e as muitas que desapareceram ou foram vendidas após a morte ou afastamento de seus mentores. O motivo é quase sempre o mesmo: seus proprietários eram homens (sim, infelizmente a maioria de homens) corajosos e enérgicos, mas centralizadores e invariavelmente solitários.

Este é o perfil daqueles gênios que têm dificuldade de dividir seus pesados fardos e preparar seus sucessores, na maioria dos casos porque isso poderia deixar “suas fraquezas” à mostra – ou porque não acreditam que alguém possa fazer igual ou melhor que eles (ou talvez pensem que são imortais).

Agora pense comigo: com quem este sujeito pode dividir suas angústias e dúvidas? Será que os CEOs, Presidentes ou simplesmente “donos” precisam pagar uma pequena fortuna para estar num clube de “iguais” e assim poder compartilhar seus anseios? Mas será que conseguem mesmo trocar ou acabam por falar dos tamanhos de seus barcos ou das últimas viagens?

Não quero dizer que ser poderoso é ser fútil ou superficial. Ser poderoso nos padrões brasileiros é estar cercado de pessoas em que nem sempre se pode confiar. Afinal, quanto mais no “topo da cadeia” ele está, menos verdades ouve.

Atualmente o número assustador de empresas familiares sendo absorvidas por grupos estrangeiros ou abrindo ações na bolsa está aumentando. E pasmem, a maioria por conta da falta de sucessores que possam dar continuidade ao seu trabalho.

Talvez se nossos grandes, competentes e solitários líderes pudessem abaixar sua guarda e contar com mais gente que pudessem preparar para sua sucessão finalmente não estariam mais sozinhos.

Mas ainda que você seja um Gerente ou Diretor acha que não precisa preparar alguém para ficar no seu lugar? Talvez deixe de receber uma proposta de subir de posição porque não há quem o substitua… Fique de olho naquele antigo colaborador, que veste a camisa e tem verdadeiro amor pelo que faz, mas não deixe de dar oportunidade para o novato cheio de idéias e energia. Pode ser que ele ou ela seja a pessoa certa, afinal. Assim também terá mais gente com quem contar quando for o dono, CEO, Presidente….

Um abraço,

PROTECIONISMO

30 de março de 2012

Sou a favor do associativismo, mas acima de tudo sou a favor da competência e da livre concorrência.

Afirmo isso convictamente porque nos últimos tempos tenho observado um movimento intenso de associações de vários segmentos diferentes buscando proteção aos seus mercados. Até aí tudo bem. Quando o teor desta busca por proteção abrange restrições à entrada de produtos e serviços vindos de fora do país través de restrições de cotas ou sobretaxas de impostos. Leiam-se IPI sobre carros e equipamentos, imposição de cotas para importação de vinho ou limitação na participação acionária de empresas aéreas eu fico constrangido.

Afinal de contas, os produtos e serviços que vêm de fora são mais apenas mais baratos? Ou são mais eficientes e competitivos ?

Proteger o mercado sem mudar as regras de impostos, sem alterar o custo da mão de obra e sem revisar os índices de qualidade de serviços e produtos brasileiros é como a igreja faz: fazer caridade não acaba com a pobreza, mas a perpetua.

Novamente focando no nosso mercado, passamos pela mesma questão quando as agências de viagem reagem de forma agressiva contra a ausência de cobrança das taxas de serviço para compras de passagem pela internet. Afinal, se o cliente compra diretamente no site da cia e não na agência é porque não precisa ou não vê valor no serviço em questão.

Duvido, contudo, que a nova classe média se sinta totalmente segura para comprar diretamente na internet um pacote que custe mais de mil reais e faça parcelamentos que vão comprometer 30 a 40% de sua renda pelo site de uma empresa. Este cliente vai até a loja, com certeza.

Mas voltando ao tema do post, as associações que tentam barrar produtos e serviços internacionais sem buscar maior competitividade são como os velhos senhores militares que festejaram o golpe de 64 ontem no Rio.
Gente que prefere se fechar em mundo “controlado” por medo de não conseguir ser tão competente quanto o que vem de fora.

O papel do Governo é o de promover um ambiente onde os melhores do Brasil possam brigar em condições de igualdade com os estrangeiros. Não de proteger sistemas antiquados e antigos Coronéis de Engenho.
E o papel das Associações é o de cobrar o Governo através de pressão econômica. E isso só é possível com entendimento e concessões para atingir um benefício maior: do mercado que representam, não dos seus acionistas apenas…

Viva o Associativismo, mas acima de tudo, VIVA A COMPETÊNCIA!

Um abraço,

GRAVATA OU NÃO GRAVATA?

22 de março de 2012

Provavelmente, a primeira utilização de objetos de forma semelhantes às gravatas hoje conhecidas foram identificadas entre os egípcios. Esse objeto em ouro ou cerâmica possuía a forma de um cordão arrematado com um nó, cuja a função seria de proteger o finado dos “perigos da eternidade”.
Outra possível origem da gravata remonta há milhares de anos, quando os guerreiros do imperador chinês Shih Huang Ti’s usavam uma cachecol com um nó em volta do pescoço como símbolo de status e de elite entre as tropas, de forma semelhante à gravata hoje conhecida.¹

Confesso que apesar de achar bastante elegante durante uma cerimônia ou evento formal, o uso cotidiano da gravata me incomoda.

Voltando para o seu significado de “símbolo de status” de tropas, seu simbolismo na vida corporativa serve exatamente para isso: deixar uma distancia entre os interlocutores e criar uma aura de seriedade na conversa.

Algo que sempre debati nas empresas onde trabalhei foi: se eu não usar a gravata eu serei menos profissional, menos cordial ou menos importante?

A indumentária faz parte do arsenal que compõe a Evidência Física e auxilia na criação e posicionamento da imagem do profissional e da empresa que ele representa. Mas assim como a tecnologia, a moda também evolui e nossos costumes se adequam.

Nas imagens abaixo, qual dos senhores passa mais credibilidade?

Portanto, acho que mais importante que o uso da gravata é o uso das boas maneiras, da ética, bom senso e honestidade nas relações profissionais.

Um abraço,

¹ http://pt.wikipedia.org/wiki/Gravata

SUSTENTABILIDADE

15 de março de 2012

O tema foi discutido no Forum Panrotas e nesta 5ª feira no encontro do Skäl.
Prá quem acha que esse assunto é coisa para “eco-chato” ou somente para grandes empresas, vale recordar alguns pontos.

ESCOPO
Sustentabilidade é um conceito sistêmico, relacionado com a continuidade dos aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais da sociedade humana.
Seu enfoque basicamente está em áreas:

Questão SOCIAL
Questão ENERGETICA
Questão AMBIENTAL

Segundo Michael Porter, “normalmente as companhias têm uma estratégia económica e um estratégia de responsabilidade social, e o que elas devem ter é uma estratégia só″. Uma consciência sustentável, por parte das organizações, pode significar uma vantagem competitiva, se for encarada integrar uma estratégia única da organização, tal como defende Porter, e não como algo que concorre, à parte, com “a” estratégia da organização, apenas como parte da política de imagem ou de comunicação.¹

Durante o encontro RIO + 20, a se realizar no final deste ano, teremos uma oportunidade única de ver os assuntos pertinentes ao Turismo sendo discutidos. O Instituto Humanitare, que fará a interface entre a sociedade civil e a ONU deu uma oportunidade ímpar ao mercado de Turismo ao deixar aberta ao Skäl representar os anseios e disposições do setor.

A pergunta reside apenas num ponto:

Será que teremos tempo e conseguiremos deixar os egos de lado e marcar uma presença que seja de relevância? Será um desafio para nossos presidentes Walter Teixeira e Ana Carolina Medeiros.

Boa sorte e espero que tenhamos uma representatividade melhor que a do Ministro do Turismo durante o 10º Forum Panrotas.

Abraços,

Referência:
¹ http://pt.wikipedia.org/wiki/Sustentabilidade

MULHERES

7 de março de 2012

ELAS ESTAO NO PODER!

E faz tempo.
As mulheres são capazes de fazer várias coisas simultaneamente:

São elas quem geram, carregam e dão à luz.
As mulheres possuem senso de estética muito mais apurado que os homens.
Elas são mais sensíveis mas ao mesmo tempo suportam muito mais a dor.
Mulheres são o símbolo máximo da fertilidade mas também o maior símbolo da tentação e da perdição para algumas culturas.
As mulheres demoram mais para tomar uma decisão, mas normalmente têm muito mais certeza que os homens.

Elas fazem mais fofoca, fuxico, malidicências e não são tão unidas quanto os homens. Mas elas são capazes de mudar a realidade de muitas comunidades carentes e conseguir o direito ao voto, ao acesso ao trabalho e à anticoncepcionais.

As mulheres sofrem em silêncio pelos homens: seus maridos e seus filhos (“mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas”). Elas também empunham armas e lutam pela terra em que querem plantar.

Eu sou fã delas: sou filho, marido, pai, irmão,amigo de mulher.
Eu prefiro trabalhar com mulheres pelo grande senso de organização e justiça que elas têm. E também respeito muito: Vc viu o que elas fizeram com o tal do Adão e o paraíso!

Mas acima de tudo, eu admiro as mulheres pelo que elas fizeram, estão fazendo e ainda farão por este país.

Por favor, assumam logo TODO o poder!

Um beijo de admiração para vocês, mulheres.

LEALDADE OU FIDELIDADE

28 de fevereiro de 2012

FIDELIDADE
■ substantivo feminino
1    característica, atributo do que é fiel, do que demonstra zelo, respeito quase venerável por alguém ou algo; lealdade
2    constância nos compromissos assumidos com outrem
2.1    compromisso que pressupõe dedicação amorosa à pessoa com quem se estabeleceu um vínculo afetivo de alguma natureza
3   característica de um sentimento que não esmorece com o decorrer do tempo

LEALDADE
■ substantivo feminino
1    respeito aos princípios e regras que norteiam a honra e a probidade
2    fidelidade aos compromissos assumidos
3    caráter do que é inspirado por este respeito ou fidelidade

(Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa)

Nem mesmo o dicionário consegue distinguir direito as duas coisas – afinal são sinônimas!

Mas o fato é que estava cozinhando este texto desde o LACTE e a discussão das diferenças entre as gerações BB, X, Y, Z…

Este assunto me veio quando o Guto Rocha reagiu categórico a uma pergunta vinda da platéia:

“ FIEL EU SOU `A MINHA NAMORADA. `A MINHA EMPRESA EU SOU LEAL”

Fidelidade ou lealdade não importa. O que eu interpretei da afirmação dele, que naquele momento representava a Geração Y, foi:

“Eu sou fiel ao que me envolve emocionalmente.”

A emoção é estar com a namorada e a razão é estar com a empresa.

Mas será que sempre é assim? Se a gente considerar :

A comoção do Blog do Cassio falando sobre a VARIG
A legião de seguidores da Harley
A quantidade de “destatuamentos” de nomes de namorados (as) dos braços ou partes escondidas do corpo
O número incrível de pessoas que passam 20 anos trabalhando na mesma empresa
O número de pessoas que ficam 2 anos ou menos naquelas mesmas empresas…

Continuo a achar que a questão de lealdade ou fidelidade tem tudo a haver com emoção, mas acima de tudo com “projeção”.

Eu posso ser fiel a uma marca caso me identifique com ela e acredite que ela representa meus valores e por isso só comprar produtos dela.
Eu posso ser fiel à minha namorada ou esposa e passar anos e anos casado com uma pessoa com a qual eu compartilhe os gostos, interesses ou sinta que os gostos dela me complementam.
Eu posso ser fiel à uma empresa em que perceba nela uma extensão dos meus valores. E passar muitos anos trabalhando ali.

Ou posso ter a coragem de mudar – coragem essa tão facilmente encontrada na Geração Y.

Simplesmente porque mudar (com bom senso, claro) não é ser infiel ou desleal.
E ser fiel e leal não é sempre ser um acomodado (também com bom senso).

É ser fiel e leal a você mesmo.

Um abraço,

GERAÇÕES

8 de fevereiro de 2012


Nesta semana eu pude ter contato com gerações durante o Lacte e o Workshop da CVC.

Nos dois eventos (por sinal extremamente bem produzidos ) tive a oportunidade de ver alguns extremos que fazem parte da nossa vida corporativa neste festivo mercado de Viagens.

Vamos lá:Nos dois eventos encontrei os diferentes tipos de geração:

Nossos queridos Baby Boomers (os grandes exploradores do setor, nascidos entre 1945 e 1960). Invariavelmente são elegantes, de terno e gravata ou tailleur, não deixam de dar demorados abraços e alguns beijos – ainda que os cavalheiros e seus amigos de muitos anos. Eles costuram negócios entre uma brincadeira e outra, normalmente deixando para bater o martelo quando estiverem a sós em seus escritórios. Prestam toda atenção em você durante uma conversa mas ainda se atrapalham com o bendito celular novo, que exige colocar os óculos antes de atender. Sua conversa normalmente fala de como era mais fácil fazer negócios antes e que na sua época a palavra dada valia mais que qualquer contrato.

A Geração X (os realizadores nascidos entre 1960 e 1980, na qual me incluo) são os inquietos, normalmente barulhentos e que vivem pendurados nos seus celulares e tablets. Quando encontra seus contemporâneos não deixam de dar estridentes tapas nas costas dos colegas e beijinhos estalados. São dispersos nas conversas, ainda que tentem arrancar novidades ou oportunidades de negócios no menor tempo possível (tanta gente prá falar em tão pouco tempo). Atendem o celular durante a conversa sem a menor cerimônia, interrompendo um raciocínio como se fosse a coisa mais normal do mundo. São rápidos nas contas e ao final da conversa já emendam um “vou te mandar um email confirmando nosso bate-bapo e fechamos o contrato na sequencia”.

A geração Y – nascidos depois de 1980 até início do ano 2000 são os que, apesar de ter pouca vivência no trabalho (ou acabam de sair do estágio pós faculdade ou já entraram direto na Pós) têm uma opinião formada para praticamente tudo. Riem bastante do jeito saudoso dos Baby Boomers (talvez seus avós?), olham para os “Tios” Geração X desconfiados desses executivos quarentões que falam sobre mercado e planos de futuro sem muitos dados e indicadores na mão. Vestem blazer e tênis ou vestidos curtos, consultam o Google em seus aparelhos ultra modernos a cada nome novo ou dado informado numa conversa para ter certeza de que é verdade (ainda que nem sempre checam as fontes dos resultados encontrados). Eles digitam anotações, enviam mensagens pelo SMS ou twitter sem interromper a conversa com você. Querem mostrar que sabem sobre tudo e que não é necessário ter experiência para ser Gerente, Diretor ou até CEO.( Desde que entreguem o resultado, o que importa a idade?). No final da conversa já te mandam a confirmação do acordo pelo blackberry e esperam que você não demore mais que 5 minutos para responder.

Claro que aqui exagerei um bocado na caricatura, mas quis passar a forma com que eu vejo estas diferentes gerações se comportando nos eventos e fechando negócios.
O que me fascina nesta mistura toda, é ver claramente que é possível nossa coexistência pacífica. Basta que não tenhamos preconceitos e pratiquemos um pouco de tolerância.

Como o novo e com o antigo;

Com os que acreditam que somente no olho-no-olho se fecha negócios e os que querem fazer isso através de um click;

Com aqueles que merecem ser ouvidos pelo mundo que fizeram milhões ao longo de anos a fio com serviço dedicado e os que fizeram alguns a mais em poucas semanas após o IPO do seu recém lançado startup;

Com os que preferem escrever um texto longo como esse e os que escreveriam simplesmente…

@gustavosyllos velhinhos e meninos nos eventos corp. Vc é BB Boomer, Gen X ou Y? Qqr que vc seja, seja feliz…