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INOVAR NA CARREIRA, OU COMO SE MANTER EMPREGADO NOS PRÓXIMOS ANOS

segunda-feira, 14 de julho de 2014

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O processo de Inovação normalmente está associado a alguma mudança profunda na utilização ou no design de um produto ou na forma de produzir alguma coisa. Em resumo: produto e processo.

Um exemplo de produto onde houve uma inovação desruptiva é o tablet. A partir do Ipod, que servia apenas para tocar música, a Apple desenvolveu um equipamento que toca música, filmes, pode ter softwares instalados (ou aplicativos) e mudou a forma com que nos relacionamentos com a Internet.

Outro exemplo, desta vez com relação a processo, foi a automação da linha de produção.

Cada vez mais robôs estão substituindo as pessoas na execução de tarefas repetitivas e de baixo valor agregado: prender duas partes com parafusos, fazer teste de lâmpadas, instalar componentes… Hoje um robô pode ser 20% mais barato que um funcionário e pelo menos 100 vezes mais produtivo – não tem intervalos para almoçar, não vai ao banheiro e não tem sindicato para fazer paralizações…

No entanto, mesmo para uma linha de produção cheia de robôs ainda haverá a necessidade de humanos que fazem a supervisão, analisam a performance dos equipamentos e podem tomar decisões em casos de emergência.

Acredito que o mesmo fenômeno irá ocorrer com a indústria de viagens: Selfbooking tools substituirão agentes de viagem para realização de reservas simples, auto-atendimento em hotéis, companhias aéreas e até locadoras reduzirão o número de pessoas que realizam as operações de liberação de quartos, embarque ou entrega de chaves de automóvel.

Em outras palavras, onde for possível automatizar processos e reduzir mão de obra assim será feito.

Contudo, operações complexas ainda demandarão pessoas na sua realização.

A área de suporte e atendimento, por exemplo. Pessoas capazes de solucionar problemas de passageiros em trânsito continuarão a ser muito importantes! Mas que saibam falar outras línguas, dominem os sistemas de reservas e que tenham autonomia para tomar decisões.

Em resumo, haverá cada vez menos pessoas fazendo atividades repetitivas e sem valor agregado e se exigirá cada vez mais gente qualificada para atividades complexas.

Ainda paga-se mal na indústria de viagens comparado a outros setores e é cada vez mais difícil reter talentos com competências específicas pelo mesmo motivo. Poucas empresas investem em tecnologia e mantém centenas de pessoas fazendo processamento manual de notas fiscais… Se o objetivo é ter produtividade para manter-se competitivo, as empresas precisam rever seus planos de médio e longo prazo. Seja para que seu custo seja coerente ou para que tenham valor agregado percebido pelo cliente.

O mesmo ocorre com funcionários sem qualificação!

A cada dia que passa, competências como gestão de conflito, trabalho sob pressão e capacidade de gestão de equipes são mais procurados e melhor pagos.

Isso porque ter duas ou mais línguas e saber utilizar ferramentas eletrônicas já não é mais diferencial faz muito tempo.

Pense nisso e invista em você – antes que acabe tendo que procurar trabalho em outro setor, talvez pior…

 

Abs

Usando bem, que mal tem?

terça-feira, 24 de junho de 2014

cords

Na indústria de serviços tem um pouco de tudo, no que diz respeito à tecnologia:

-       tem gente que cria sua própria ferramenta

-       tem gente que copia

-       tem gente que terceiriza uma parte

-       tem gente que terceiriza tudo

-       tem gente que não se atualiza

-       tem gente que reclama que os outros investem muito

-       tem gente que não investe nada

E sabe qual a coisa mais curiosa? Nem sempre quem investe tem mais retorno do que outros que terceirizam sua tecnologia.

Ter uma área de TI significa ter um custo – como qualquer um dentro da empresa. Agora, a decisão de ter uma boa área de TI requer contratar bem, dar condições de trabalho com ferramentas adequadas, investir constantemente (porque a tecnologia evolui rapidamente).

Há que se lembrar que na medida em que a tecnologia se espalha fica mais barata e mais acessível. Antigamente para uma empresa ter qualquer software de controle de operações era preciso comprar um servidor caro. Hoje, esse mesmo programa está “nas nuvens”. (Até a Oracle está investindo pesado no Cloud….).

Mas porque estou escrevendo sobre isso num blog de Relacionamento?

Porque as empresas de serviço de turismo precisam cada vez mais focar no atendimento e na prestação de serviços em si. A concorrência está cada vez mais agressiva e principalmente a que vem de fora traz muitas evoluções tecnológicas.

Uma boa estratégia para empresas médias ou pequenas é usar a tecnologia que seus fornecedores disponibilizam.

Sim, os sites das aéreas e dos hotéis podem ser aliados das agencias de viagem! Basta que possa haver conectividade via webservice ou outro recurso de integração de dados. E essas soluções são bem acessíveis…

Se o seu negócio não tem a tecnologia como foco, procure algum dos muitos especialistas de TI que estão no mercado, às vezes oferecendo consultoria ou terceirização.

Como em qualquer negócio, esteja atento às armadilhas e não crie dependência de um fornecedor. Sim, para isso é necessário que você entenda de tecnologia ou tenha alguém em sua equipe que entenda.

E foque suas atenções no que você sabe fazer de melhor.

Um abraço,