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COM O PE DIREITO

domingo, 5 de julho de 2015

right-foot

 

Longe de ser supersticioso (tá bom, talvez um pouquinho) a todo início desejo que seja com o pé direito.

Pra quem não sabe, essa expressão remete à Roma antiga e era usada pelos anfitriões de festas que pediam para que os convidados entrassem com o pé direito para afastar o mau agouro e azar. Em latim (e italiano) a palavra “esquerda” é “sinistra”, o que explica porque os romanos achavam que os lados direito e esquerdo significavam o bem o e mal. Coitados dos canhotos, que apanhavam muito para escrever com a mão direita até pouco tempo…

Mas o motivo de escrever sobre o tema é simples: toda vez que se inicia um projeto novo, numa casa nova, desejamos sorte ao neófito (o cara que está iniciando).  Porém, mais que entrar com o pé direito é preciso estar com a cabeça arejada, preparando não as suas defesas para o novo mas as portas da mente sem nenhum obstáculo para absorver e entender a cultura da casa.

Respeitar e aceitar o que já existe de bom é a melhor maneira de iniciar algum novo trabalho e assim quando mais tarde propor inovação o profissional tenha mais argumentos e possa diminuir a rejeição.

Não obstante é preciso lembrar que nenhuma mudança ocorre sem ruptura e esperar que seja bem aceito e “querido” por todos não é sempre uma realidade.

Entrar com humildade, mas com confiança é a melhor forma de entrar com o pé direito.

Abraços,

BODE EXPIATÓRIO OU O EXECUTIVO DESCARTÁVEL

segunda-feira, 25 de maio de 2015

BODE1

 

 

Nos últimos meses, coincidência ou não, a “crise mundial do Brasil” provocou algumas baixas entre executivos do nosso Trade.

Em todos os segmentos (cias aéreas, locadoras e hotéis) executivos antigos de casa e alguns que sequer tiveram tempo de esquentar as suas cadeiras foram desligados de seus cargos.

Jack Welch, aquele famoso CEO da GE, dizia que com relação aos funcionários de todos os níveis era preciso incentivar com prêmios e bônus os 10% melhores, capacitar os 80% medianos para que almejem estar entre os top e demitir os 10% com pior performance para renovar o quadro e dar um certo desconforto à turma do meio.

Se este conselho for seguido, imagino que as empresas devem ter instrumentos de indicadores de performance, planejamento bem estruturado e comunicação aberta e direta. Desta forma, nenhum desligamento será surpresa, assim como nenhuma promoção também.

Por outro lado, o que tenho acompanhado em nosso mercado é uma série de atropelos e um verdadeiro massacre de executivos – ou melhor dizendo, bodes expiatórios que de alguma forma foram responsabilizados pelos maus resultados das empresas onde trabalhavam. Não estava nessas empresas, mas algumas delas – grandes players – dão a impressão de que tem suas lideranças despreparadas e que cedem à menor pressão dos acionistas.

Contratar bem significa selecionar o candidato pelas suas competências mas também pelos seus valores e alinhamento com a empresa. Gerir bem seus funcionários significa estabelecer metas plausíveis e fazer acompanhamento ao longo do tempo.

Demitir deveria acontecer apenas depois de tentar recuperar o “ímpeto” do colaborador e não ser usado para diminuir o custo fixo ou fazer algum sacrifício para os deuses investidores se acalmarem.

O custo de uma nova contratação pode ser demora na recuperação de resultados e desmotivação da equipe que respondia àquele executivo. E uma contratação feita de forma atropelada ou incorreta pode piorar ainda mais o quadro.

Um abraço,

 

Gustavo