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É o fim do mundo como o conhecemos… e tudo bem!

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Confirmando meu post anterior…

2012_end-of-the-world

E agora?

O filho do melhor cliente da agência, aquele que compra com você há décadas, usa OTA’s para planejar e comprar sua viagem de negócios e de férias. E ele não fica hospedado mais hotéis, mas sim na casa de pessoas comuns!

Caminho sem volta? É o fim dos tempos?

Sim e não. É um caminho sem volta mas não o final dos tempos.

Inovação desruptiva é quando alguma novidade (pode ser um produto novo ou processo novo) alteram radicalmente algum hábito, cultura ou uso eliminando o objeto antigo de uma vez ou extinguindo aos poucos.

A parceria da AirBnB com a Concour é o símbolo mais recente da Inovação desruptiva em serviços de viagem ou agenciamento de turismo e hospedagem.

Integrar um fornecedor de conteúdo de hospedagem que comercializa meios de hospedagem “fora do padrão” com um fornecedor de reservas de viagens que não “agencia viagem” – pois é um selfbooking – comprova que o que antes era tendência hoje é realidade: ALI NÃO É MAIS ALI (parafraseando Tony Sando que parafraseou Paulo Salvador).

E o agente de viagens? E o pessoal de hotelaria? Vão acabar?

Sim. Vão acabar parcialmente na forma em que existem hoje. Mas não totalmente é claro.

Provavelmente alguns agentes de viagens trocarão sua função de atendentes para fornecedores de conteúdo – abastecendo os sites, blogs e criando produtos novos para venda de destinos e roteiros ONLINE. É claro que ainda haverá espaço para atendimento telefônico de suporte, tira-dúvidas e “resolução de pepinos em geral”. Por isso estes profissionais precisarão de novas competências em seu repertório: saber escrever bem, ser objetivo e entender a dinâmica das oportunidades de nichos de estilos de viagem.

Por outro lado, o pessoal de hotelaria tem a oportunidade de trabalhar em novos estabelecimentos  auxiliando os novos empreendedores (os donos das casas que alugam quartos para viajantes) ou mesmo assumindo a “gestão” como preparação, manutenção e – por que não – Revenue Management!

Pode haver uma série de cortes de pessoal no mercado, mas haverá outras tantas oportunidades de trabalho para quem se preparar.

Get ready, relax and enjoy ;-)

It’s the end of the world as we know it…. and I feel fine!

INOVAR NA CARREIRA, OU COMO SE MANTER EMPREGADO NOS PRÓXIMOS ANOS

segunda-feira, 14 de julho de 2014

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O processo de Inovação normalmente está associado a alguma mudança profunda na utilização ou no design de um produto ou na forma de produzir alguma coisa. Em resumo: produto e processo.

Um exemplo de produto onde houve uma inovação desruptiva é o tablet. A partir do Ipod, que servia apenas para tocar música, a Apple desenvolveu um equipamento que toca música, filmes, pode ter softwares instalados (ou aplicativos) e mudou a forma com que nos relacionamentos com a Internet.

Outro exemplo, desta vez com relação a processo, foi a automação da linha de produção.

Cada vez mais robôs estão substituindo as pessoas na execução de tarefas repetitivas e de baixo valor agregado: prender duas partes com parafusos, fazer teste de lâmpadas, instalar componentes… Hoje um robô pode ser 20% mais barato que um funcionário e pelo menos 100 vezes mais produtivo – não tem intervalos para almoçar, não vai ao banheiro e não tem sindicato para fazer paralizações…

No entanto, mesmo para uma linha de produção cheia de robôs ainda haverá a necessidade de humanos que fazem a supervisão, analisam a performance dos equipamentos e podem tomar decisões em casos de emergência.

Acredito que o mesmo fenômeno irá ocorrer com a indústria de viagens: Selfbooking tools substituirão agentes de viagem para realização de reservas simples, auto-atendimento em hotéis, companhias aéreas e até locadoras reduzirão o número de pessoas que realizam as operações de liberação de quartos, embarque ou entrega de chaves de automóvel.

Em outras palavras, onde for possível automatizar processos e reduzir mão de obra assim será feito.

Contudo, operações complexas ainda demandarão pessoas na sua realização.

A área de suporte e atendimento, por exemplo. Pessoas capazes de solucionar problemas de passageiros em trânsito continuarão a ser muito importantes! Mas que saibam falar outras línguas, dominem os sistemas de reservas e que tenham autonomia para tomar decisões.

Em resumo, haverá cada vez menos pessoas fazendo atividades repetitivas e sem valor agregado e se exigirá cada vez mais gente qualificada para atividades complexas.

Ainda paga-se mal na indústria de viagens comparado a outros setores e é cada vez mais difícil reter talentos com competências específicas pelo mesmo motivo. Poucas empresas investem em tecnologia e mantém centenas de pessoas fazendo processamento manual de notas fiscais… Se o objetivo é ter produtividade para manter-se competitivo, as empresas precisam rever seus planos de médio e longo prazo. Seja para que seu custo seja coerente ou para que tenham valor agregado percebido pelo cliente.

O mesmo ocorre com funcionários sem qualificação!

A cada dia que passa, competências como gestão de conflito, trabalho sob pressão e capacidade de gestão de equipes são mais procurados e melhor pagos.

Isso porque ter duas ou mais línguas e saber utilizar ferramentas eletrônicas já não é mais diferencial faz muito tempo.

Pense nisso e invista em você – antes que acabe tendo que procurar trabalho em outro setor, talvez pior…

 

Abs