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COMPORTAMENTO E ROCK’N ROLL

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Ontem tive a alegria de fazer uma palestra no evento Hotel 2.0, organizado pela Waléria Fenato da Markup e PriceMatch.

 

Não é novidade no mercado palestrantes que usam música para ajudar a compor a mensagem principal de suas interlocuções, mas para mim foi um “debut”. Entre o nervosismo do início e a expectativa de aceitação do público o que mais me marcou foi o quanto o “novo” incomoda as pessoas… ainda.

 

Com um público formado basicamente de RM’s, Gestores de Vendas e proprietários e operacionais de hotéis independentes, acredito que ninguém esperava que, durante um evento que tinha por objetivo falar sobre tecnologia na hotelaria, um maluco fosse falar sobre comportamento (não foi auto-ajuda, te garanto) enquanto empunhava uma guitarra com distorção acompanhado por um outro doido de terno e gravata tocando bateria…

 

Quando recebi o convite da Waléria ela me pediu que trouxesse algo original, com foco nos relacionamentos e explorando as dificuldades do RM recém entrante na profissão. Ela me deu plena liberdade para criar “sem restrições”.

 

Meu objetivo foi falar sobre como muitas vezes o profissional de uma atividade tão recente (no Brasil, claro) pode sofrer com o despreparo de sua liderança! Não é fácil para um recém saído do depto de reservas ou recepção ter que lidar com planilhas, cálculos estatísticos e a pressão por melhorar o desempenho (seja em Revpar ou receita) sem ter uma preparação psicológica. Ou pior: quando seu líder não lhe dá o apoio esperado para ocupar essa posição durante sua adaptação. E pior ainda, quando seu líder não tem idéia do que ele está fazendo…

 

É mesmo um rock pesado, um refrão de “Missão Impossível”, enfrentar a pressão com pouca idade, pouca experiência e preparo e falta de apoio.

 

Eu utilizei a música como suporte porque acredito que a memória afetiva seja mais duradoura que simplesmente a memória racional (não fui eu, mas pesquisadores da área de educação que afirmam isso). Poderia ter utilizado artes visuais ou até gastronomia: o importante é que eu espero ter causado reflexão e que isso possa levar os RMs e seus líderes a uma ação mais harmonizada e de melhores resultados – dançando conforme o ritmo do mercado.

 

Pense e dance… Sempre!

 

Um abraço,

gustavosyllos-hoteliernewsfilipcalixto-1

 

I AM THE KING OF THE WORLD!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

 

king

 

 

Não estou falando do filme com o Leonardo Di Caprio, mas do comportamento de muitos profissionais.

 

 

 

 

Você deve identificar (ou identificar-se) com a descrição abaixo:

 

O “rei do mundo”:

 

-       sempre tem uma opinião formada sobre tudo

 

-       gosta de decidir e mandar os outros fazerem

 

-       tem (realmente) domínio  sobre o que faz

 

-       é relutante quanto a compartilhar conhecimento

 

-       tem resistência à mudança

 

-       acha que reter informação é uma ferramenta de poder

 

-       se preocupa apenas com a sua parte do orçamento

 

-       é vaidoso

 

-       usa os sistemas da empresa de uma maneira muito peculiar (muda sequencias ou locais de armazenamento de informações)

 

-       e por aí vai…

 

O grande desafio das empresas não é identificar se “se livrar” deste tipo de profissional. Mesmo porque normalmente ele traz bons resultados, pois é obcecado por seu trabalho.

 

O desafio das empresas está justamente em aproveitar esse “fogo nos olhos” e toda essa energia para contaminar positivamente os outros colegas de trabalho! Querer mudar seu jeito pode ser doloroso para ambos os lados, mas usar sua energia e competências a favor da empresa será bastante positivo.

 

Algumas dicas para lidar com esse profissional:

 

1-    Evite deixar que ele seja gestor de uma área. Com certeza haverá alto turn over nela!

2-    Coloque esse profissional como responsável de projetos. Com um começo, meio e fim, sua energia estará focada e os colegas poderão tolerar mais a convivência sabendo que terá um final.

 

3-    Atribua para ele a função de treinador. Pode parecer loucura, mas ao se deparar com pessoas que ele sabe não ter conhecimento prévio, ele será detalhista com as questões importantes (para ele) e irá desenvolver a habilidade de ter paciência com os outros.

 

4-    Não chame sua atenção em público, mas não permita que ele possa a vir a humilhar ou rebaixar alguém em alguma reunião. Fazendo sessões individuais com ele, o seu gestor pode criar “códigos secretos” que podem ser usados toda vez que ele passar da linha, dando oportunidade de consertar as coisas antes de criar um “climão” em alguma reunião.

 

Encontrar bons funcionários está cada vez mais difícil. Além disso, é incrível como as empresas falam tanto em reter e recuperar clientes, quando não fazem isso com seus próprios colaboradores.

 

Um abraço!