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FELICIDADE NO TRABALHO

terça-feira, 1 de abril de 2014

 

 

 

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Hoje no Fórum Panrotas assisti a um painel muito interessante com os jovens Presidentes da TAM e Gol (Claudia Semler e Paulo Kakinoff) e o veterano da CVC, o Luiz Eduardo Falco.

No interessante painel liderado por um Head Hunter experiente, uma das coisas que ficou na minha cabeça foi a resposta do Kakinoff sobre se eles conseguiam desligar e relaxar aos finais de semana.

Sua resposta foi deveras interessante: “é difícil ter a noção de descansar ou aproveitar um momento de lazer quando se ama o que faz”.

Talvez numa feliz coincidência, nesta semana eu estudei no Mestrado de Administração a Escola Comportamental.

Essa Escola tem uma divertida (para não dizer outra coisa) análise sobre o trabalho como “o sentido da vida” do trabalhador.

Sim, eu acho que é possível gostar tanto do que se faz que uma pessoa não fala sobre outra coisa e não consegue pensar sobre outra coisa. Não por uma falta de “conteúdo”, mas por conta de realmente amar o que faz.

Conheço poucas pessoas assim.

Há outras pessoas que conheço que passam quase que o mesmo tempo falando e pensando no trabalho… só que reclamando dele!

Eu imagino o martírio que deve ser para essa pessoa levantar de manhã, se arrumar e seguir em direção ao seu calvário diário…  Me dá pena só de pensar nesse pobre infeliz.

Não acredito que uma pessoa só faz o que gosta. Mas eu acredito que seja plenamente possível gostar do que se faz!

Mesmo um artista, que precisa ter uma ocupação em uma empresa formal, batendo cartão e tudo, é capaz de gostar de sua atividade que o sustenta e possibilita que compre instrumentos, vá a shows e pague por um aluguel de estúdio.

É possível gostar do que se faz para viver e amar seu hobby ou sua atividade paralela, mas que não o remuneraria de forma satisfatória.

Mas será que conseguimos gostar de uma coisa apenas? Quem foi da operação pode experimentar a área comercial ou finanças. Quem foi da manutenção pode gostar do Desenvolvimento e assim por diante.

O grande negócio é ter coragem de sair da sua zona de conforto. E este exercício pode ser muito prazeroso.

Agora, se sua zona de conforto é na reclamação e insatisfação, bom… isso pra mim é preguiça mesmo.

Se você gosta do que faz ou faz o que gosta, você já é um sujeito felizardo. Se você não ama o que faz, mas está ok com isso porque lhe dá condições de fazer o que ama, você é um sujeito rico!

Agora, se você não suporta o que faz e continua lá porque “não consegue arrumar outra coisa” está na hora de fazer uma autoavaliação e responder: o que eu posso fazer para satisfazer minhas necessidades e ser produtivo pra quem me contrata?

Se você não tem a resposta não se desespere: peça ajuda a seus amigos, colegas de trabalho ou alguém que você admire. Um bom conselho pode ser o que te separa de uma qualidade de vida bem melhor.

Um abraço,

 

POR UMA NOVA ORDEM

sexta-feira, 14 de março de 2014

tempos modernos

Voltei pra escola pra finalmente ver se aprendo algo e percebi que quanto mais aprendo entendo que nada sei (adaptado de Sócrates – o filósofo, não o médico/jogador).

A organização das empresas é um reflexo da organização da própria sociedade, com suas manias, tradições, cultos (sim, porque tem personagens que são praticamente enviados divinos) e burocracias.

Se uma nação é evoluída em sua sociedade, suas empresas tendem a também sê-las. Se uma nação é corrupta, suas organizações serão? Será que é assim por questão de sobrevivência ou comodidade?

Estive conversando com alguns amigos empresários e empregados e a coisa funciona mais ou menos assim: O dinheiro que se ganha dentro da lei, com trabalho e prestação de serviços de qualidade são taxados pelo governo de um jeito que muitas empresas não sobrevivem por muito tempo. Algumas empresas encontram “brechas” dentro da lei para escapar do Leão: incentivos à cultura e ao meio ambiente, descontos e recuperação de ISS por doações e outras iniciativas que merecem aplausos. O problema é que são ações plásticas, longe de ser uma prática dentro do valor real das empresas.

Capacitar e treinar as equipes também proporcionam desconto nos impostos, mas acabam por ser um monte de “ações pirotécnicas  de RH”, como diria uma amiga.

As hierarquias dentro das empresas também seguem os padrões da sociedade: um líder, alguns intermediários e um monte de subordinados ligados por trabalhos específicos e consequentes um do outro, como numa linha de produção.

Os donos definem o que querem, os diretores determinam as estratégias, os gerentes direcionam e os supervisores verificam o que os empregados fazem.

Mas será que as empresas, principalmente as de serviços, conseguem seguir cegamente esse preceito? Será que o melhor caminho é cada um fazer “só sua parte”?

Assim como as formigas num formigueiro se dispersam quando alguém pisa nele, mas voltam ao seu caminho após a calma retornar, as nossas empresas fazem um grande barulho na entrada de novas taxas das cias aéreas, novos canais de distribuição, novos concorrentes entrantes… para depois retornar à sua rotina pré-estabelecida. Pelo menos até que o dono do negócio – ou o CEO ou o Conselho – determinem alguma alteração.

Acredito que essa ordem precise ser alterada. Que as mudanças possam vir “de baixo”, que as decisões sobre os novos produtos ou serviços partam de quem produz e não apenas de quem criou o negócio.

A “nova ordem” é a auto-gestão, a criação cooperativa e inovação motivada pelo cliente.

Espero fazer parte dessa revolução e, quem sabe assim, conseguir mudar a nossa indústria e nossa sociedade,  com mais humanidade e menos mecanização do comportamento das pessoas. Vamos juntos?

 

Um grande abraço,