Essa semana fui inspirado por dois amigos a abordar este tema.
Um deles, o Cesar Nunes, foi até um pouco colérico ao dizer que “é muito tranquila a posição dos RMs. Quanto a ocupação está boa, por eles até se pode demitir a força de vendas. Quando a ocupação cai, eles saem à caça de vendedores para salvar o dia !”
De fato, é mais fácil fazer Revenue Management quando a ocupação está boa. Fechar vendas e canais, negar contratos, aplicar “dias tipo” e todos os recursos desta disciplina ajuda a melhorar muito os resultados.
O problema é que quando a ocupação cai, normalmente é a equipe de vendas a ser responsabilizada. E arca com o “ônus” de ter negado contratos e grupos, ao buscar negócios em seus clientes e Distribuidores e ser recebida com um dedo em riste…
Eu sou, como o Cesar (talvez um pouco menos colérico), a favor de que os RM também sejam remunerados por performance. Se os indicadores de hotelaria precisam ir além da Diária Média – aprendi com o Roland de Bonadona que o que importa mesmo é o REVPAR – então nada mais justo que compartilhar com ambas as equipes os bônus e ônus do negócio!
Além desta questão, Cesar e eu também concordamos que os Heads de Vendas e RM precisam ter um mesmo Gestor. Deixar que pares dessas áreas tenham o mesmo poder de decisão sem alguém que sirva como mediador pode ser ruim para a organização.
Por fim, acredito que os práticos (Vendas) e os teóricos (RM) podem e devem ter autonomia, mas pender para apenas um dos lados prejudicará aos clientes e aos investidores do negócio. E por isso um líder acima dos dois poderá ser a melhor solução.
Um abraço,








