Arquivo de janeiro de 2012

Ex-Blogueiro?

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

O homem (e a mulher) nasce, cresce, estuda, começa a trabalhar, passa a vida na labuta, um dia aposenta e depois de terminar seu ciclo retorna ao pó de onde surgiu. Em todo este processo nos tornamos ex-bebês, ex-crianças, ex-adolescentes, ex-universitários, ex-maridos (e mulheres) em vários casos, enfim, colecionamos uma boa quantidade de experiências passadas que, em teoria, não voltarão mais.

Ser chamado de “ex” possui um certo tom depreciativo, na minha controversa e contestada opinião. É como se já tivéssemos sido algo melhor ou vivido situação mais favorável e de repente perdessemos um determinado status ou condição. É como se a pulseirinha colorida que te deram prá entrar na festa foi quebrada e não existe mais nenhuma disponível, então você vai ficar do lado de fora, ou, até pior, vai entrar no salão principal mas não vai subir no camarote vip.

É assim em qualquer lugar, talvez seja por este motivo que muitas pseudo-celebridades se agarrem com tanto afinco a seus 2 minutos de fama (15 é muito) e tentem esgotar de maneira voraz todas as possibilidades ao seu redor, sendo que isso também vale para ex-ricos, ex-bonitos, ex-cabeludos e todos que se encaixem em passado mais glorioso.

No turismo o pior que pode acontecer é ser chamado de “ex-empresa-xis”. Quando leio isso no Portal Panrotas ou em qualquer outro lugar tenho calafrios. Acho a expressão medonha, como se o cara não tivesse sobrenome (ou seu sobrenome é irrelevante), como se a única conquista de sua carreira tenha sido esquentar assento e dar expediente em determinada empresa e sua próxima parada é o ostracismo ou o rebaixamento para uma liga inferior. Ser chamado de “ex-empresa-xis” deve doer, ou, se não dói, deveria levantar sérios questionamentos sobre o rumo que o profissional deu à sua carreira até aquele momento.

Por melhor, maior e mais exposta na mídia seja sua antiga empregadora, cabe ao profissional que está levando seu conhecimento a outras paragens criar sua própria marca, sua reputação e fazer notar suas qualidades pessoais, com nome e sobrenome. Lógico que a conquista de uma reputação demora tempo, é resultado de vários sucessos diretos e indiretos, mas precisa ser algo melhor trabalhado pela grande maioria dos profissionais. O primeiro passo deve ser na própria forma como o profissional se apresenta, que geralmente é equivocada: “oi, muito prazer. Meu nome é José Carlos da Ambev”.

Vamos lá: quantos “José Carlos” tem na Ambev? Como vou saber com qual deles estou falando? O José Carlos era um tremendo profissional, mas agora não está mais na Ambev, como encontro o cara? Pior: Oi Sidney, tudo bem? Lembra de mim? Eu sou o José Carlos, ex-Ambev!” Péra aí! Se você é ex-Ambev então em que empresa você está? Porquê você não se apresenta como “José Carlos Silva, gerente no Pão-de-Açucar. Te conheci quando era supervisor na Ambev!” Ahhhh….agora melhorou muito! Pequenas ações, marcações sutís de cargo e treino são fundamentais para evitar ser chamado de “ex” um dia desses, portanto, minha sugestão é que as pessoas se valorizem mais, se exponham de maneira mais profissional e entendam que nossa carreira passa por mais de uma empresa (em geral), então é muito bom termos nossa própria marca bem gravada nas cabeças de colegas, clientes e fornecedores. Bom fim-de-semana!

Srs. Homens

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Uma das habilidades mais ensinadas, exploradas, trabalhadas e valorizadas na sociedade capitalista é a capacidade de contar histórias que vendam uma idéia. Existem milhares e milhares de livros abordando o assunto, associações muitas vezes grotescas que ligam Jesus ao maior vendedor de todos os tempos e outras que usam analogias complexas e ininteligíveis. O poder de persuasão, a força de convencimento, a capacidade de dominar platéias, magnetizar consumidores e formar clientes parece estar no topo da lista de qualidades imprescindíveis aos homens e mulheres de sucesso.

Na minha vida passada de executivo fui catequizado, talhado e polido para vender. Não reclamo disso. Foi esta habilidade (e umas poucas outras) que ajudaram a escrever minha história, que abriram a facão minha trilha profissional e me construiram pontes a abrigos em dias de necessidade. O que me espanta é descobrir que a maturidade não pede venda, a maturidade pede duas coisas que só conseguimos entender após muito camelar: conhecimento e reconhecimento.

Há uns 3 anos eu estava em Dubai na casa do meu parceiro de negócios, amigo e conselheiro Gamal Fathy e fumava um habano à beira da piscina quando eu disse prá ele que precisava abrir um novo DMC num país europeu. O Gamal olhou prá mim e disse: “eu conheço o melhor naquele mercado, eu fecho esse negócio prá você”. Não sei porque cargas d’água fiquei ofendido ou melindrado com a oferta e disse “pode deixar, Gamal! Eu posso falar com ele, só preciso do contato!” O Gamal deu uma de suas enigmáticas e suaves risadas, pegou no meu braço com aquele jeito de pai atencioso, chegou mais perto de mim e disse baixinho: “e quem você acha que tem mais chance de trazer esse negócio? Você ou eu?”. Olhei fixo nos olhos dele e não respondi, sabia que minha atitude tinha sido intempestiva e errada.

Ele deu um longo gole no seu vinho, olhou pro jardim e disparou: “ah vocês jovens! Por que vocês não entendem nada? Por que eu não entendia nada quando também tinha sua idade? Sidney, nunca se esqueça de uma coisa: a empresa e o homem de valor não precisam falar de sí para se venderem! A melhor propaganda do mundo é aquela que fazem de nós!”

Voltando a 2012 e ao Brasil, hoje me reuni com o Rêgo, um bem humorado e disposto jovem senhor na casa dos seus 60 anos (aparentando menos) que é meu vizinho de escritório e também é o senhorio deste blogueiro. Nos reunimos para acertar alguns detalhes em sua sala ampla e tranquila e descobri que ele é representante de produtos químicos utilizados na indústria de processamento de óleos vegetais. Trocando em miúdos, descobri que não entendo patavinas do que ele faz, mas ele faz muito bem exatamente aquilo que o Gamal me falou naquela noite em Dubai. Com um escritório bem montado e trabalhando sozinho o Rêgo tem uma bela casa na praia do Engenho, uma vida confortável e tempo e disposição para curtir suas Harley-Davidsons, seu hobby de coração. Lá pelo meio da nossa conversa ele disparou: “Sidney, nosso trabalho é saber deixar as pessoas felizes! De um lado eu tenho indústrias querendo vender cada vez mais, do outro eu tenho empresas querendo pagar cada vez menos, por que esses gigantes ainda querem um anão entre eles? Porque eles precisam de felicidade! Eles precisam de mim para fazer acordos que seus egos não permitem, eles querem alguém para blasfemar ao telefone e disparar seus tiros quando algo sai errado. Eu sou o viaduto entre dois oceanos, eu sei o nome dos filhos e dos netos deles, eu não quero ver nenhum lado sair ganhando às custas de perdas para o outro!” Esta última frase caiu no meu ouvido como uma bigorna! Tudo aquilo que eu aprendi como vendedor, todo aquele malho e aquela marra de ter o melhor produto, ter o melhor valor, ser a melhor opção, tudo isso caiu por terra.

Quem precisa se vender constantemente não tem substância para entregar. O valor das coisas e das pessoas não é a gente que decide, são os outros. O sentido de ganho ou perda é relativo e muda de pessoa para pessoa, mas o bom negócio é aquele que não deixa gosto amargo na boca de ninguém! Hoje eu tive mais um encontro com a sabedoria, hoje irei dormir com um pouco menos de ansiedade por saber que as fantásticas coisas que os jovens aprendem são assustadoras e implacáveis, mas só o tempo tem o poder de forjar as mais belas histórias.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Com quase todo mundo emitindo opinião sobre quase tudo e um certo mau humor provocado pelo deja vu das águas e deslizamentos de janeiro, fiquei preocupado em não começar o ano trilhando o caminho embarreado e tortuoso que nos atrai com facilidade e que é quase impossível de nos desgrudarmos.

No último mês passei muito tempo lendo artigos e acompanhando colunas de pensadores da administração, economia e sociedade. A linha comum entre o pensamento de todos é que passou da hora de remodelarmos os modelos empresariais que aprendemos e cultuamos durante o século XX, um período em que exaurimos a natureza, buscamos a produtividade no trabalho de forma incessante e evoluimos pouco em temas importantes para a humanidade.

Uma das idéias mais legais veio de Otto Scharmer, pesquisador do MIT, pensador e fundador do Instituto Sensing. Para ele chegou a hora de abandonarmos o “egossistema” (modelo de vida, economia e comportamento baseado no “eu”) e adotarmos o modelo “ecossistêmico”, apoiado em uma “conscientização compartilhada”. Otto descreve de forma lúcida, simples e muito racional esse novo modelo, vale a pena ler o artigo todo aqui:  http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,a-vez-do-ecoismo,820011,0.htm

Outra excelente fonte de inspiração para homens de negócios, investidores e administradores é a revista Fast Company. Assino há algum tempo e o nível dos textos e idéias é muito bom, com excelentes dicas para quem está começando seu negócio ou pretende fazer mais e melhor com recursos limitados. A edição deste mês pode ser encontrada aqui: http://www.fastcompany.com/

Ao fazer uma avaliação de todas estas leituras de fim/começo de ano estabeleci uma série de objetivos para o meu negócio, já tentando balizar estes objetivos numa filosofia menos dura (ROI, EBTDA, vendas) e mais ampla, levando em consideração a satisfação profissional, relacionamento com clientes, parcerias de longo-prazo, posicionamento estratégico de marca, etc.. Este exercício muitas vezes maçante e repetitivo é fundamental para renovarmos crenças e, mais importante, educarmos nossas cabeças a não temer o novo e enfrentar desafios como grandes janelas para oportunidades. E você, começou o ano com novas idéias?

 

James Bond Travel

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Esse post é para os super-viajantes planetários e todas aquelas pessoas que não conseguem viver muito tempo sem carregar a última novidade tecnológica na mala. Já pensou em ter um purificador de água para momentos de extrema necessidade? E que tal um conjunto de lentes para a câmera do seu I-Phone (essa vai deixar o Guto com água na boca), e que tal um óculos de ski com GPS e marcador de altitude, velocidade, etc?

Estas e outras parafernálias estão no link anexo produzido pela CNN para esta temporada. São os “10 Melhores Produtos Para Viajantes de 2012″. Entrem no link e divirtam-se, quem sabe logo-logo o que hoje parece loucura não passa a ser parte do nosso cotidiano?

http://www.cnngo.com/explorations/shop/10-holiday-gifts-every-traveler-802497?hpt=hp_bn7

Não é TV!

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Durante décadas ouvi e li que o cinema é a “7ª arte”. A expressividade artística em imagens, sons e um roteiro bem alinhavado sempre me fez viajar na grande tela, me levou inúmeras vezes ao sonho e ilusão. Na última década o cinema veio minguando em criatividade, boas histórias e enredos sólidos. Restaram as produções que se promovem por seus orçamentos estratosféricos e os filmes de autor, em que o nome do diretor já apresenta boa parte do roteiro que veremos desfilar aos nossos olhos. Com isso reconheço que ando mais distante da telona do que gostaria, mas creio que seja uma fase.

De qualquer maneira, prá mim uma boa história não dá prá ser contada em menos de 400 páginas (ou inúmeras horas). É simples assim. Sei que é obtusidade de minha parte, mas eu compro livros por peso, desprezo solenemente as histórias empacotadas numa lombada fina ou com letras grandes. Guerra e Paz, Irmãos Karamázov, O Senhor do Anéis, Pilares da Terra, Por Quem os Sinos Dobram, Queda de Gigantes, Chatô, Os Sertões…todos estes livros têm em comum o peso elevado, o incômodo formato que não nos deixa ler deitados sob o risco de sofrer um acidente sério caso caiam sobre nossos rostos durante um cochilo.

Minha predileção por histórias longas também vale para o cinema, e neste quesito as séries da HBO são absolutamente imbatíveis. Sim, a HBO é cinema, apesar de seus detratores a acusarem de ser uma TV disfarçada. Sua própria chamada publicitária “It’s not TV, it’s HBO” (não é TV, é HBO) dá o claro tom artístico de suas produções. Em matéria hoje no caderno “Ilustrada” a Folha faz referência ao “padrão HBO de séries”, mas só quem acompanha o canal há mais de uma década entende de maneira completa o significado da afirmação. Em tempos de BBB (meu Deus!), Mulheres Ricas (meu Deus! (2)), A Fazenda (meu Deus! (3)) e todo o lixo que trafega pelas telas de LCD e plasma, é um alento saber que existe vida inteligente na telinha. Para quem aceitar as sugestões, aí vai minha lista de séries imperdíveis:

1) Boardwalk Empire: espetacular série sobre a máfia de Atlantic City nos anos 1920. Estrelada por Steve Buscemi e com uma ambientação perfeita da época. Densa, carregada de “plots” paralelos e conflitos adjacentes, é um excelente exercício de maquiavelismo, corrupção política e lucro acima de questões morais.

2) Game of Thrones: Pode parecer um pouco com O Senhor dos anéis, mas não é! Ambientada em um mundo fictício com cara medieval e formado por 7 “reinos” que se digladiam para assumir o poder de reinar sobre os demais; esta série é uma aula de política, conflitos familiares, reviravoltas e traições, além do suspense causado pela iminente chegada do inverno, que pode durar anos e traz consigo os temidos “night walkers”. Segundo sites especializados em política é a série preferida de nossa Presidente Dilma (que não perde um episódio) e de 9 entre 10 políticos do Planalto.

3) Mad Men: outra adaptação belíssima de época, desta vez dos loucos anos 1960. É a história de Don Draper, o diretor de criação de uma agência de publicidade na Madison Avenue (daí o nome Mad) que além de brilhante é um complicado ex-veterano de guerra, mulherengo e cheio de problemas familiares, bem como da Sterling, Cooper & Draper, a agência que é retratada de forma brilhante nos primórdios da propaganda. Executivos tomando uísque e fumando em reuniões, piadas sexistas e máquinas de escrever Remmington dão charme todo especial a esta série. Está entrando em sua 4ª temporada no Estados Unidos.

Todas estas séries já podem ser compradas em DVD ou alugadas em uma locadora, e realmente valem a pena. O único risco que a gente corre é ficar viciado, mas eu garanto que é muito melhor que quase tudo o que temos hoje no cinema e na TV, podem crer!

 

82

domingo, 1 de janeiro de 2012

Número mágico que prega peças e assombra os mais supersticiosos. Ano do século passado marcado por uma profunda crise econômica e pelo naufrágio da seleção mais incensada de todos os tempos. Também responde pelas distintas maneiras de se amarrar um turbante à cabeça na Índia (post de 2010 desde blogueiro). O número não devia combinar com 01 de Janeiro ou com 2012, mas acabou sendo alçado ao posto de grande vilão que ameaçou estragar nossa festa.

Estava em Jaú (interior de SP) para as comemorações de reveillon junto à familia e amigos. Chegamos na 5ª feira sob um sol escaldante, aquele bafo quente que só o interior produz, digno das lendárias cervejadas que amenizam seu efeito ou que nos entorpecem e nos fazem esquecê-lo por algumas horas. A casa do nosso anfitrião era de uma beleza simples e impactante, com um pé-direito que me lembrou antigos palácios ou casarões coloniais, enormes janelões de vidro e um extenso jardim povoado de àrvores frutíferas, um lindo chorão florido e a piscina de brilhantes ladrilhos azuis, emoldurada por um deck cheio de cadeiras e espeguiçadeiras confortáveis, uma casa moderna e ao mesmo tempo cálida, com uma área externa repleta de brinquedos para adultos e crianças.

Do momento que chegamos até a noite do dia 31 a grande assombração que nos rondou foi o famigerado 82. Este número aparentemente inofensivo traduzia de forma dura e aterrorizadora a quantidade de milímetros de chuva que o Climatempo previa para a noite de reveillon. Se saíamos do Climatempo e entrávamos no Accuweather, lá estava o 82. Numa jogada final de desespero abríamos a janela do Weather.com e nos deparávamos novamente com o danado, como se ele adivinhasse onde estávamos indo e pulasse de site em site, de página em página.

Estivemos a ponto de desistir, mas a festa para 154 pessoas estava armada, buffet, dj, tendas, mesas, bebidas…como cereja no grande bolo também havia sido programada uma enorme queima de fogos, comprada do fiel fornecedor “Pirilampo”, cujo slogan matador é “o céu é o limite!”. Por falar em slogans, Jaú é pródiga em slogans de efeito espetacular, como o do Restaurante Árabe Italiano “um bom restaurante” ou do hotel Realce “sua casa em Jaú”.

Voltando aos preparativos, percebemos ao cair da tarde d0 dia 31 que nenhuma gota dos 82mm tão temidos havia caído, até que o céu escureceu de forma rápida e completa, entrou aquele vento esquisito que gela a espinha e aí a chuva começou a descer das nuvens, ainda de forma branda, mas intermitente. O vaticínio geral era que teríamos uma festa complicada, com mesas apertadas sob o telhado da espaçosa varanda e a grande área ao redor da piscina deserta e molhada, com um dj tristonho isolado no meio daquele lindo jardim ensopado.

Pois às 22:30, faltando apenas 90 minutos para a grande virada, quando uma boa quantidade de convidados já havia chegado, o chuvisqueiro cessou repentinamente, o espelho d’água da piscina parou de acusar os pequenos pingos e, aí sim, fomos surpreendidos novamente! Tudo secou! Mesas, cadeiras externas, deck…era como se a água que havia caído copiosamente por algumas horas houvesse tocado um enorme cenário impermeável, cenário este que depois de 5 minutos de estiagem parecia novo em folha para ser usado e aproveitado. Tivemos uma linda festa da virada, muita música, champagne, comida e os fogos do Pirilampo, um momento mágico de celebração na chegada de 2012. Haviamos ludibriado o 82, pregamos uma peça em sua maldosa intenção de estragar nossos prazeres, podíamos celebrar sem culpa e comedimento depois de tanta tensão e preparativos.

Encurtando uma história que já está bem longa, a chuva voltou com toda sua agressividade às 02:00 da manhã, como que para se vingar de ter sido atrasada no meio do caminho por algum estratagema mirabolante. Saímos de Jaú esta tarde e os 82mm já haviam dado sua cara, mostrando que ele até pode tardar, mas não foram as falhas que construíram sua impactante reputação. Ele já aproveitou para deixar um recado sério, de que vinha acompanhado de muito mais água como pena por nossa conduta desafiadora. Espero que a chuva nos ofereça uma trégua e nos perdoe, que nos brinde com clemência e um pouco de compaixão, afinal nada em excesso é bom demais. Feliz ano-novo a todos os meus leitores!