Arquivo da Categoria ‘Associação’

Bloqueado

sábado, 24 de março de 2012

Lembro que há quase 2 anos passei por uma fase de bloqueio. Não, não era um bloqueio mental grave ou um bloqueio físico que me impedisse de caminhar, falar ou pensar. Foi o pior dos bloqueios que um blogueiro, escritor ou colunista podem ter, o tão famoso bloqueio entre o que a mente recita e a mão não escreve.

Nos últimos 15 dias voltei a sofrer de tal mal. Não consigo me sentar à frente do computador e produzir um post decente sequer, nem que seja uma crítica sobre destinos, uma avaliação de hotéis ou um comentário sobre alguma notícia que já esteja circulando. É como se a desconexão entre meu cérebro e meu teclado tenha atingido um alto nível de degeneração, como se a sinapse esteja entorpecida por alguma droga poderosa ou por um trauma obscuro.

Venho tentando analisar o que pode ter provocado esta súbita parada, este amortecimento que provoca minha ira e que não me deixa seguir adiante. Depois de muito matutar estou concluindo que o melhor que posso fazer é escrever livremente e colocar prá fora as idéias mais corriqueiras que me vierem à cabeça, talvez assim eu consiga limpá-la daquilo que a congestiona. Então, vou deixar esta página aberta e vou colocar algumas idéias que forem surgindo aos borbotões, por favor tenham paciência e compaixão!

1) Minha DMC da Jordânia pregou um susto enorme na gente hoje. Eu tenho um novo funcionário que se chama Jéverson, mas também é conhecido por “Pato Branco”, “White Duck”, “JZ”, “Jay-Z” e por aí vai. Pois a Ghada mandou uma mensagem hoje que começava assim: “dear Jarvis”. Cara, “Jarvis” já é demais pro moleque, ele não merece a imensa lista de apelidos que tem e agora ganhou outro que não faz o menor sentido! Por falar no Pato Branco, ele está em Dubai recebendo um grupo de agentes de incentivo neste momento, como parte de seu treinamento para se tornar uma peça valiosa de nosso time.

2) Ainda falando da juventude, o JZ tá maravilhado com os hotéis de Dubai e Doha, só fala nisso em seus relatórios diários. Depois de um tempinho de estrada ele vai descobrir que hotéis são peças importantes, mas não são essenciais para garantir o sucesso de uma viagem. Com todo seu conforto, sofisticação e mimos os hotéis devem ser vistos como o local de repouso, o oásis de tranquilidade e bem-estar que recarrega nossas energias para seguirmos adiante no dia seguinte. O que faz um destino é sua gente, sua cultura, sua comida, suas belezas e, por fim, seus hotéis. A diferença entre saber disso ou buscar a satisfação através o número de “estrelas” é o que separa os viajantes rodados da turma que está apenas começando, mas ele ainda tem muito tempo prá aprender isso.

3) Eventos esportivos vendem muito. Temos uma quantidade impressionante de solicitações de grupos para grandes-prêmios de Fórmula 1, jogos de futebol na Europa, campeonatos regionais de golfe ou torneios de Grand Slam. Eu, que não tinha dimensão dos números e das possiblidades até pouco tempo atrás, vejo que a tendência de crescimento é irreversível, mas há uma evidente exploração monetária nestas ocasiões. Hotéis que valem U$200 sendo vendidos a U$500 por noite, preços de ingressos e passeios inflados, enfim, é lá e cá que os problemas de administração dos eventos acontece.

4) Esta semana tivemos uma reunião da MPI com líderes de empresas do segmento de eventos e incentivos. Foi uma reunião para falar mais da associação e também para pontuar a necessidade de nos unirmos em torno de causas comuns que pautam nosso trabalho, principalmente no longo-prazo. Educação, formação profissional, relações com fornecedores, práticas gerenciais, posicionamento estratégico…a lista é extensa e complexa, mas temos que começar a atacar estes problemas de frente, não dá mais para ignorar que além de beneficiários devemos ser fiadores de um sistema melhor, mais justo e moderno.

5) Recebi esta semana a confirmação de minha próxima viagem a trabalho em Abril, desta vez para a India. A novidade é que finalmente vou sair da zona de conforto (triângulo dourado, Varanasi, Rajastão) e partirei para uma expedição que anda fazendo falta no meu currículo: Kerala, Cochin, Kumarakon, Calcutá, Bangalore…agora é viagem de gente grande, sensações definitivamente reais, não tem essa de Sadú de turbante posando prá foto. Mal posso esperar!

6) Falando em viagem, o calendário do 1º semestre promete: Índia, Turquia, Rússia, Jordânia e Alemanha. Na 2ª metade do ano vamos mais “mansos”: Estados Unidos (2 vezes), Peru, Canada, Egito e Omã. Muitas fotos a caminho, muitas boas histórias prá contar…

Pronto, já soltei um pouco a mão no teclado e me sinto mais tranquilo. Semana que vem me dedicarei a entregar posts melhores, mais relevantes e interessantes. Bom domingo a todos!

Resposta BRAZTOA

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Este espaço é absolutamente democrático e em 13 meses foram 777 comentários e apenas 2 bloqueados (por linguagem totalmente imprópria). Posto abaixo a transcrição da resposta enviada pela BRAZTOA ao meu post de 9/9 (sexta feira) intitulado “36ª Braztoa”:

Caro Sidney Alonso,

Como vai? Gostaria de fazer algumas observações sobre o post publicado no blog Sem Fronteira, de sua autoria, no Portal PANROTAS. Gostaria também que você publicasse a resposta por favor.

Como todos sabem iniciei recentemente o mandato para presidente da BRAZTOA, pelos próximos dois anos, o que tem me proporcionado muito aprendizado.

Falar em nome de um grupo, identificar necessidades comuns, antecipar o que vem pela frente, priorizar, agir pelo coletivo, buscar convergência entre diferentes…tudo isso tem sido um desafio estimulante.

A Braztoa é uma entidade com 87 associados, sendo 78 operadores. Somos poucos, mas representativos e nos sentamos regularmente para conversar. O diálogo é aberto e não há nada de draconiano na entidade. Mas regras existem sim, o que é muito bom para o setor, para que todos saibam o que esperar da entidade, que tem história e vem se mostrando flexível e dinâmica ao longo das várias gestões. Cada presidente e diretores têm se empenhado em aprimorar o que foi desenvolvido pelas gestões anteriores.

Estranho quando diz ter ouvido de alguns associados que a obrigatoriedade em participar dos eventos (só 1 por ano é obrigatório) é algo negativo. Qualquer sugestão ou mudança de regras pode ser sugerida nas reuniões e assembléias, sem a necessidade de estarem buscando terceiros para comentários estranhos e um tanto maldosos.

Para facilitar, responderei em itens, como você colocou em seu blog. Confesso que não entendi qual o objetivo exato das críticas, mas tentarei responder ao que acho ser seu questionamento e se estiver equivocado continuamos o diálogo.

1)    Os Encontros Comerciais Braztoa pretendem ser espaços para se fazer negócios. Não são um ambiente para exposição exclusiva dos associados, ao contrário. Temos espaço para outras empresas do setor e destinos turísticos. Se o profissional que você cita fazia parte de algum estande, ele estava apto a abordá-lo. Temos um regulamento (que estabelece regras para participação), assinado por todos os expositores e se tomarmos ciência de que alguém o está infringindo, podemos adotar os procedimentos cabíveis a cada caso.

Claro que cada caso deve ser analisado isoladamente, mas sabemos que alguns integrantes do trade comparecem ao evento para aproveitar oportunidade e conversar com fornecedores e agentes de viagens, mesmo não tendo estande. Como disse, práticas abusivas têm sido inibidas.

2)   Hoje a BRAZTOA tem 87 associados: 78 operadores, 6 representantes e 3 colaboradores. Para ingressar na BRAZTOA, cada categoria tem que comprovar sua atuação e atender requisitos técnicos, éticos e financeiros. A análise é feita pelo Conselho de Admissão e Ética e se a empresa atende aos requisitos, a filiação é levada para votação, pela Assembléia, que tem poder de veto.

O que caracteriza o trabalho da “Agência de Turismo” está estabelecido na Lei Geral, no Art. 27:

“Compreende-se por agência de turismo a pessoa jurídica que exerce a atividade econômica de intermediação remunerada entre fornecedores e consumidores de serviços turísticos ou os fornece diretamente.

§ 1o São considerados serviços de operação de viagens, excursões e passeios turísticos, a organização, contratação e execução de programas, roteiros, itinerários, bem como recepção, transferência e a assistência ao turista.

§ 2o O preço do serviço de intermediação é a comissão recebida dos fornecedores ou o valor que agregar ao preço de custo desses fornecedores, facultando-se à agência de turismo cobrar taxa de serviço do consumidor pelos serviços prestados.”

As operadoras são de fato intermediárias na prestação de serviços turísticos e isso é legítimo. O trabalho que desenvolvem não deve ser avaliado pela forma como se relacionam com seus fornecedores, como compõem seus preços ou como fazem sua divulgação, mas pela idoneidade e qualidade dos serviços que prestam – se contribuem de fato com a sua atuação para uma oferta de produtos diversificados, competitivos e que atendam aos anseios do consumidor.

Se nossas associadas têm junto aos seus fornecedores uma relação saudável a ponto de receberem apoio/materiais para distribuição no Brasil, isso deve ser um sinal de que há confiança e capacidade de comercialização.

A operadora responde solidariamente, como intermediária que é, por problemas nos serviços oferecidos ao passageiro. Isso está estabelecido no Código de Defesa do Consumidor e no monitoramento que temos feito junto ao PROCON. Nossos associados são responsáveis, proporcionalmente ao volume de vendas, por um número bastante pequeno de reclamações. Isso foi um tema de um debate que realizamos em julho, no 6º Salão do Turismo.

3)      A BRAZTOA tem um estatuto que rege suas atividades e que ao mesmo tempo deve espelhar a vontade da maioria dos seus associados. A forma de participação nos Encontros Comerciais já teve modificações ao longo dos anos e está aberta a novas mudanças. O estatuto assegura total direito aos associados de colocar em pauta quaisquer assuntos que queiram ver discutidos.

4)    Aqui temos um tema repleto de desdobramentos, no qual não cabem respostas superficiais, sob pena de se cometermos graves equívocos. Não existe uma resposta pronta, pois as variáveis são inúmeras e soluções básicas não atendem à totalidade das situações.

Qual a esfera legal de atuação de uma entidade? Qual o papel de uma associação? Como ela deve atuar para atender os diferentes públicos com os quais se relaciona (próprios associados, ao trade e ao consumidor final)?

Seria arriscado demais dizer que mesmo empresas de “muita reputação e tradição” vivenciarão crises financeiras durante sua existência? Que mesmo contra a própria vontade, poderão ser consideradas inadimplentes? Como separar e julgar? Com que parâmetros se não lhe cabe auditar suas atividades?

Nesse caso, elucubrações não ajudam muito. Precisamos estar atentos às especificidades de cada caso, quando eles se apresentam e usar nossas expertises para agir com bom senso e responsabilidade. Independente disso, atuar para que suas associadas tenham informação, conhecimento, qualidade e competitividade, o que sempre buscamos.

5) Temos orgulho de ter colocado em pauta a questão da Sustentabilidade no Turismo (antes que o assunto se transformasse numa ferramenta de marketing para muitos), no 27ºECB, em março de 2007. Em novembro de 2008, no 30ºECB, realizamos o evento de tecnologia – sem papel, no qual todos (expositores e visitantes) foram convidados a rever a forma de negociar, buscando para isso novas ferramentas. Deixamos de entregar as malas de viagem (repletas de material) e passamos a estimular a distribuição/consumo consciente dos materiais impressos – “pegue apenas o que vai usar” (pesquisas feitas indicaram que as empresas estão em estágios tecnológicos diversos e que o impresso ainda é uma ferramenta importante no nosso setor).

A BRAZTOA tem se esforçado para que suas convicções sobre sustentabilidade se transformem em ações. Isso se dá na relação com fornecedores (para seleção de produtos e reciclagem de materiais) e nas suas atividades próprias, intensificando os serviços de caravanas (que incentiva os visitantes a utilizar o transporte coletivo), compensando o carbono produzido pelo transporte dos agentes (parceria com a Travelport). No 36ºECB lançará a primeira fase do PROGRAMA BRAZTOA DE SUSTENTABILIDADE, que contempla requisitos de sustentabilidade para a gestão responsável das empresas associadas (com Travelife, patrocinado pela Travelport e pelo Planeta Sustentável), um projeto que foi plantado há mais de um ano pela diretoria Socioambiental da Braztoa e que agora dá um passo importante para nosso setor.

Isso tudo não é para dizer que estamos satisfeitos com o que somos, com o que temos e com o que fazemos. Há muito a ser construído. Não podemos desconsiderar os importantes passos que nos trouxeram até aqui, nem outros tantos que nos cabem dar. Isso é como uma corrida e o bastão está em nossas mãos, para que façamos o nosso melhor.

Espero ter respondido a seus questionamentos, se é que posso chamar assim, veiculados nesse prestigioso veículo que é o Portal PANROTAS.

A Braztoa está à disposição para quem quiser conhecê-la melhor. E eu, atualmente como seu presidente, terei o maior prazer em tirar qualquer outra dúvida sua.

Atenciosamente

Marco Ferraz

 

PS: Não comentarei a resposta acima para evitar contaminar o debate sobre os temas abordados. Minha posição está contida no outro post, cabe aos leitores ler, analisar e formar opinião. Abraços, Sidney Alonso

36ª Braztoa

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Post sem caráter acusatório mas para servir de alerta e reflexão. Caro Marco Ferraz, admiro sua calma, sua suavidade no trato e sua atenção pessoal com todas as pessoas que o cercam, mas às vezes a atuação política faz com que engulamos lagoas cheias de sapos e não atuemos de forma eficiente na correção de desvios, até mesmo porque o dia só tem 24 horas não dá para tomar conta de tudo. Espero que você perdoe minha intrusão e contundência, mas acho importante o que escrevo abaixo.

Nos dias 22 e 23 de Setembro teremos a 36ª edição do Encontro Comercial Braztoa, mais uma vez no espaço de eventos do shopping Frei Caneca, mais uma vez contando com uma enormidade de stands, inscritos e folheteria. Até aí nenhuma novidade, mas bem que poderia haver, não é mesmo? Me explico:

1) No 35º Encontro Comercial fui como visitante e, logo após passar pela porta de entrada da feira, fui abordado por um senhor grego, falando um portunhol mal-ajambrado, que me estendeu um tosco maço de programas para a Grécia, todos “operados” por sua empresa, e me garantiu solenemente: “30% de comissão garantida e você escolhe se quer recebê-la aqui no Brasil ou em qualquer outro lugar do mundo”. Pois é, meus caros…o tal grego se chama George Soultis, é CEO da Ganymedes Tours de Atenas e não encontrei sua empresa como associada Braztoa em nenhum lugar. Perguntinha: como ele entrou, se promoveu e atuou dessa maneira num evento exclusivo para associados?

2) Dentre os quase 100 (já passou de uma centena?) associados da Braztoa que se dizem “operadores”, acho que podemos contar nos dedos das duas mãos aqueles que realmente o são de fato. Pseudo-operadores que publicam folhetos “chupados” em “copy-paste” de grandes consolidadores de tours europeus (principalmente espanhóis), não deveriam ser chamados como tais. Deveriam sim ser chamados de intermediários, prepostos ou representantes de grandes corporações estrangeiras, sem qualquer responsabilidade sobre o produto que ofertam, sem qualquer ingerência sobre mudanças e adições de última hora, ou seja, são operadores “caça-niqueis” e mais nada, recebendo até os folhetos impressos gratuitamente dos seus fornecedores estrangeiros. A distância entre estes e aqueles que dão duro criando departamentos de produtos, contratando profissionais capacitados e operando de forma metódica e responsável é muito grande, não consigo ver como possam ocupar o mesmo espaço e chancela associativa.

3) Acho um pouco (prá não dizer totalmente) constrangedor os associados serem obrigados a participar do Encontro compulsoriamente, segundo me informei com alguns associados. Acredito que a liberdade de atuar em uma ou outra frente promocional é direito de cada empresa, mas abstenho-me de uma crítica mais contundente porque entendo que a participação compulsória faz parte do estatuto (estou equivocado?) da Braztoa, mesmo que o tal seja draconiano.

4) Finalmente: é arcaica, ecologicamente incorreta e absolutamente inútil a distribuição de material impresso nas quantidades que vemos nos estandes no começo da feira, bem como atulhando as latas de lixo (sem contar o estacionamento e até as ruas do entorno) no final da feira. Já passou da hora dos operadores sairem da sombra de suas empresas e atuarem como cidadãos, respeitando o meio-ambiente da mesma forma que quase todos criticam quando vêem meninas distribuindo folhetos de imóveis em sinais de trânsito. Um grande passo para a completa profissionalização seria a adoção de promoções mais limpas e corretas, inclusive mais baratas que as montanhas de papéis.

Peço desculpas novamente por levantar estas questões, mas acredito que trazer estes pontos para reflexão e debate só pode engrandecer o papel da Braztoa no futuro.

MPI Brasil

terça-feira, 14 de junho de 2011

Muita gente já ouviu falar, pouca gente conhece e todos deveriam saber o que ela faz. A MPI (Meeting Professionals International) é a maior associação global reunindo profissionais vinculados aos setores de eventos, convenções, incentivos e reuniões. Hoje são 24.000 associados em todo o mundo, numa entidade muito focada em educação, inovação, valor dos eventos e profissionalização.

No Brasil a MPI é uma entidade ainda pequena, mas que concentra muitas “cabeças pensantes” do nosso setor de eventos; pessoas que se dedicam a planejar, organizar, desenvolver conceitos e executar as complexas operações para os mais diferentes tipos de clientes.

Semana passada foi eleita a diretoria para o periodo 2011/2012 da entidade, que será presidida por mais 1 ano pela estudiosa e super-profissional Beth Wada, acompanhada da Gisele Torrano (Melia Hotels), Maurício de Almeida Prado (Plano 1), Laura Fernandes (Comissair) e Hélio Gianotti (Novartis) nas funções diretivas.

Eu também fiz parte desta chapa na posição de “President Elect” para o período 2012/2013, se o mundo não acabar. Começarei desde já a me envolver de forma ativa em vários projetos e atividades da MPI, tentarei aprender o máximo possível para cometer poucos erros e honrar a oportunidade que me foi dada. Vou procurar também buscar mais pessoas que “fazem a diferença” no setor de eventos no Brasil para juntarem-se a este time e contribuirem com sua experiência e talento para o fortalecimento e crescimento do setor de eventos. Agora é colocar teorias na prática e trabalhar duro para alcançar nossos objetivos.

Se você tem interesse em saber mais ou participar de forma ativa junto com a gente, mande-me uma mensagem e vamos conversar!

Associativismo

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Aproveito uma parada nesse dia maluco para falar um pouco sobre a participação em associações e grêmios profissionais. Há uns meses fui convidado a me juntar a MPI (Meeting Professionals International), a maior associação mundial de pessoas envolvidas com a organização de eventos e reuniões, com mais de 24 mil associados.

O interessante do convite foi a forma como ele foi colocado: “Sidney, não quero te convencer com palavras. Leia sobre a MPI e sobre associações similares, tome seu tempo e depois tome uma decisão baseada em suas próprias convicções”. Foi uma forma muito sagaz e transparente de me colocar no circuito, achei justo e esta semana fui “aceito” como membro.

Agora ao que interessa: por que tão poucas pessoas se envolvem nas associações em nosso país? Por que aqueles que inicialmente se envolvem acabam esmorecendo com o tempo e deixando as associações de lado? Quais “ilusões” ou aspirações levam alguém a se filiar a uma causa?

Não tenho as respostas para estas perguntas, mas acredito que na correria do cotidiano nos esquecemos que a melhor forma de ampliar conhecimento, trocar experiências e até mesmo digerir angústias é na convivência em grupos que compartam os mesmos interesses. No associativismo está a resposta para a tolerância, trabalho em equipe, networking e formação de novas idéias, para dizer o mínimo. Com certeza nem tudo serão flores, muito pelo contrário, mas chega uma hora na vida que a gente precisa começar a pensar mais em salvar florestas, em vez de ficar regando uns poucos vasos, vocês não acham?