Arquivo da Categoria ‘Hotel’

Bom Negócio!

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Acabo de ler que o Hotel Maksoud Plaza foi arrematado no leilão de hoje por R$70 milhões, que era o valor do lance mínimo. O imóvel está avaliado em R$140 milhões mas a justiça determina que o comprador só poderá tomar posse após a conclusão do imbroglio fudicial entre acionistas, justiça do trabalho e demais credores.

Ou seja, comprou mas não levou. Ainda assim o comprador (anônimo) fez um belíssimo negócio, isso na minha humilde e pouco modesta opinião. Vamos aos números? Supondo que o investidor tenha os R$70 milhões aplicados num fundo que renda 105% do CDI (grandes aplicações recebem um prêmio maior) pela taxa de hoje, ele levará aproximadamente 7 anos  com o dinheiro aplicado para conseguir chegar ao valor presente de avaliação do imóvel. Se considerarmos que o imóvel tenha uma valorização anual da ordem de 5% (mais ou menos a meta de inflação anual), nestes 7 anos o valor do imóvel saltará para quase R$200 milhões.

Somada à valorização “inercial” do imóvel ainda teremos uma variável muito forte: bem em frente ao Maksoud (onde era a mansão Matarazzo) está sendo construído o maior complexo de escritórios e lojas da região da Av. Paulista, uma obra de tamanho monstruoso e que canalizará em torno de R$300 milhões em investimentos. Assim que ficar pronta no fim de 2013 ela vai fazer o valor do seu entorno subir consideravelmente, dando ainda mais vida a esta região que vinha em baixa e agora começa a ser “redescoberta”.

Moral da história: algum investidor com recursos líquidos está fazendo uma aposta de longo prazo. Se nada for resolvido nos próximos 10 anos a possibilidade de perder dinheiro ainda é pequena. É uma aposta arriscada e que presume que a justiça vá andar mais rápido do que rastejou até agora, mas quem aposta desse jeito também possui grandes lobbies e gente forte trabalhando para viabilizar seus interesses em outras esferas. Imaginem um Maksoud totalmente reconstruído, com toda aquela área de eventos e gastronomia “retrofitada”, bem ao lado de um novo centro comercial e empresarial. Fico curioso para saber quem foram os apostadores que colocaram as fichas, mas deixo aqui meus parabéns pela coragem, iniciativa e rapidez.

Resta agora esperarmos alguns anos para assistir o desfecho da novela.

Dormir em NYC?

domingo, 2 de outubro de 2011

Apesar do lema “city that never sleeps”, chega uma hora que a única coisa que queremos em NYC é esticar o esqueleto depois de um bom banho e recuperar as energias para o dia seguinte. Existem várias maneiras de se hospedar na cidade, quase todas as opções são velhas conhecidas dos brasileiros e estão nas agendas do pessoal mais descolado e frequente. Aqui vai minha lista com 5 hotéis que considero “super value”, ou seja, entregam uma experiência excelente pelo preço que cobram, mesmo não sendo baratos. Espero que gostem:

1) The Kitano http://kitano.com/ – quando vi o nome pela 1ª vez veio logo a imagem dos temperos, mas esqueçam isso. Já fiquei lá duas vezes e é um dos meus lugares preeferidos na cidade. Os apartamentos são amplos com janelões para a Park Avenue, grandes tvs de led e muito conforto. Um hotel despretensioso, classudo e numa região totalmente “low profile” (Murray Hill). Do Kitano dá prá ir a pé aos melhores restaurantes e galerias do East Village ou subir a Park South e tomar um delicioso brunch na Grand Central. Os preços variam muito, mas já consegui diárias de U$250 nos “upper rooms” de esquina, que são espetaculares.

2) W Hotel Hoboken http://www.starwoodhotels.com/whotels/property/overview/index.html?propertyID=1785 – Você adoraria ficar num “W Hotel”? Adora as vistas cinematográficas de NYC? Que tal juntar as duas coisas? Este W é um enorme sucesso da rede Starwood e o segredo é sua localização, fora de Manhattan. De Hoboken temos as vistas mais impressionantes do Rio Hudson e de todo o skyline de NYC, e os apartamentos do W estão ali, de cara pro crime. Bares, restaurantes, todas as amenidades “cool” de um W e um preço bem mais acessível que ficar em NYC. Tá bom, prá ir de Hoboken a Manhattan tem que pegar trem até a Penn Station. Mas qual a diferença entre o metrô do lado de lá e de cá do rio? Uma opção prá quem já conhece a cidade e quer explorar novas alternativas.

3) The Cooper Square http://www.thecoopersquarehotel.com/category/the-hotel – Outro endereço no “Baixo East Village”, um dos lugares que mais curto em NYC. Pequeno, moderno, sem grandes oba-obas, o Cooper Square se tornou a casa de muitos habitués da cidade, principalmente pessoas ligadas à cultura e às artes. O preço ao redor de U$350 não é baixo, mas é um lugar que cativou uma legião de seguidores mesmo com seus apartamentos pequenos (nada anormal em NYC).

4) The Blakely http://www.blakelynewyork.com/index.html – Nem só de hotéis-boutique vive o homem. Já escrevi antes que certos hotéis que me caem bem jamais seriam escolhidos por pessoas como meus pais, e não podemos taxar o gosto dos outros. O Blakely é um hotel pequeno, confortável e localizado na melhor área de “midtown”. Decoração sóbria, sem modismos e muito clássica, parece uma volta à casa da vovó, com um serviço de primeira. Não é barato, mas também não é tão caro quanto hotéis empolados que não oferecem o mesmo nível de conforto e serviço

5) Club Quarters http://www.clubquarters.com/ – Tenho um amigo que diz não dar dicas de lugares que ele adora, só pelo medo de perder suas “boquinhas”. Minha sensação em relação aos Club Quarters é parecida, pois sou hóspede deles há mais de 15 anos. São 12 hotéis espalhados em NYC, apartamentos pequenos, pouco espaço prá bagagem, mas é barato, confortável e prático. Perfeito para viajantes a negócio, o check-in e o check-out podem ser feitos eletronicamente, o wifi tá incluído no preço e funciona muito bem para “long-stays. Não recomendo para quem vai a passeio ou com muita bagagem, mas é uma de minhas escolhas preferidas na cidade.

Eu podia estender o post com mais 20 ou 30 hotéis interessantes, mas o importante é mostrar aqueles que realmente conheço. Se vocês quiserem mais opções descoladas e diferentes, façam sempre uma varredura nos sites da Tablet Hotels, Conde Nast Concierge, Taste – Portal de Estilo, New York Magazine e nas dicas do Huffington Post. Até a próxima!

 

Claro e Justo

terça-feira, 7 de junho de 2011

Quando é prá criticar não perco viagem, mas se o elogio se faz necessário vamos a ele com rapidez: Parabéns ao MTur pelo novo sistema de classificação de hospedagem no país!

Li atentamente o hotsite criado para explicar as diferenças (muito bonito e simples) e creio que a adoção de regras claras e objetivas é a maior conquista desta iniciativa. A composição da classificação a partir de aspectos estruturais (tamanho das habitações, banheiros, áreas de eventos, etc) combinada a serviços (disponibilidade de internet, mensageiros, café-da-manhã no apartamento, etc.) e ao propósito (hotel, resort, hotel-fazenda, flat) vão propiciar um julgamento imparcial e amplo sobre a qual categoria cada empreendimento pertence.

Sem dúvida teremos imperfeições, mas como sempre disse o exímio hoteleiro Klaus Peters “o pior inimigo do bom é o ótimo”. Caberá aos certificadores o trabalho “pós-estelar” (licença poética que inventei agora) de aferir ítens como a qualidade na execução dos serviços propostos, manutenção de programas de reciclagem, economia e educação e a constante renovação e ampliação dos requisitos, sempre de acordo com os avanços nacionais e internacionais que forem feitos em termos de infraestrutura, serviços e parâmetros sócio-ambientais.

Novamente deixo meus parabéns pela iniciativa e agora vamos torcer para que a adesão dos hotéis já existentes seja ampla, assim como todos os novos empreendimentos que venham a ser lançados no Brasil adotem as diretrizes em questão como “gabarito” para suas construções e operações.

Meu Número

sábado, 28 de maio de 2011

Todo mundo tem um lugar, hotel, restaurante ou praia favorita. Conforme o tempo vai passando e as experiências vão se acumulando temos a tendência a ficar cada vez mais saudosistas com aquelas coisas inesquecíveis, mas também ficamos muito mais exigentes antes de “adotar” um novo lugar querido em nossa lista de favoritos.

Depois de muito tempo posso dizer que estou colocando o Edition Hotel de Istanbul em minha lista, da qual fazem parte apenas 5 outros hotéis no mundo: Meurice (Paris), Parrot Cay (Turks&Caicos), Mandarin Oriental (Miami), Park Hyatt (Dubai) e Imperial (Nova Delhi). Sei que minha lista é controversa e pode ser rechaçada ou contestada por vários leitores experientes, mas acima de tudo, é uma lista sentimental.

Voltando ao Edition, esta semana estive pela 5ª vez em Istanbul nos últimos 4 anos e tive o prazer de me hospedar nesta jóia encantadora. Com apenas 75 apartamentos, é o típico caso de um lugar que não pretende chamar atenção, pois não ostenta uma fachada imponente ou um lobby arrebatador, mas o conjunto da obra é surpreendente! Começando pela área social, tem um spa (ESPA) lindo, novo e equipadíssimo, academia de última geração e piscina com iluminação relaxante; o restaurante principal é um Cipriani (!!!) com aquela decoração italiana em madeira clássica e atmosfera classuda; o bar do lobby tem uma parede-aquário que emoldura uma linda coleção de bebidas e o som lounge-house come solto com uma iluminação bem discreta e sexy; para completar tem o Billionaire’s Club, uma disco lindíssima com pé-direito triplo, lustres de cristal, iluminação de led e sofás confortáveis. Indo para o apartamento, é ali que o coração acelera e bate mais forte: não é enorme nem opulento, mas é simplesmente mágico: enormes armários com portas de madeira maciça, piso de madeira e mármore, uma enorme e deliciosa cama com lençóis e travesseiros que convidam a dormir muitas horas; sofá, mesa de centro e uma área de trabalho clean e ergonômica. A tv é Bang&Olufsen, todo o sistema de luzes e cortinas é operado por controles eletrônicos e no banheiro há uma enorme banheira, pia com cuba ultra moderna, espelho anti-embaçante e um box com chuveiro “rain forest” de tamanho descomunal. Tudo bonito, elegante e despretensioso, realmente a combinação ideal entre luxo, conforto e modernidade.

Se em sua próxima estada em Constantinopla o caixa estiver bom e você já tiver matado a vontade de ficar em frente ao Bósforo, esta é a melhor opção. Aqui vão umas fotos para abrir o apetite!

9 Bravos!

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Sou fã do site Concierge (www.concierge.com), publicação online da famosa e sempre bacana revista Conde Nast Traveler. Curto a publicação por olhar sem preconceitos para o turismo de uma forma global, indicando lugares e coisas interessantes independente de seus preços, localizações e público-alvo, sem dúvidas uma visão ampla e desprovida de estereótipos (ah, preciso escrever um post sobre estereótipos!).

Na edição 2011 da “Conde Nast Traveler GOLD LIST” 504 hotéis de todo o mundo foram eleitos, sempre escolhidos por voto direto dos leitores e também por opiniões de editores de turismo. A lista traz os campeões mais óbvios e também várias preciosidades que ficam escondidas da maioria dos turistas e profissionais do ramo, mas continua apontando a força da hotelaria asiática, a solidificação dos hotéis do Oriente Médio neste seleto clube e a dificuldade de redes tradicionais em manter-se no topo.

Dentre as surpresas, fiquei chocado ao ver que 9 hotéis americanos que estão na lista possuem diárias abaixo de U$250 (R$417 ao câmbio de hoje)! Parei tudo e fui conferir as resenhas sobre cada um deles. São bonitos, muito bem decorados, possuem charme e serviços superiores….e são baratos! O que me espanta é saber que mesmo que tentarmos com muito esforço, provavelmente não encontraremos um hotel de primeiríssima linha com estes preços no Brasil, independente de sua localização. Como os americanos conseguem e nós, não? Não pode ser a batida e cansativa desculpa dos impostos, do custo de mão-de-obra e da falta de incentivos, pois contra eles os americanos enfrentam uma enorme crise de consumo interno e aperto de crédito; e estes hotéis não estão localizados em cidades com grande apelo turístico para estrangeiros. Onde será, realmente, que a porca torce o rabo?

Não tenho respostas certeiras, mas suspeito que no núcleo do sucesso destes 9 hotéis está a paixão pela hotelaria, o investimento de longo-prazo sem fins especulativos, excelentes estudos de viabilidade e posicionamento dos produtos e, finalmente, um investimento maciço e constante em capacitação e reciclagem de seus funcionários. Fiquei feliz de saber que ainda existem produtos de excelência com preços atraentes e acessíveis, pois também é a partir daí que se constrói um turismo mais democrático.

Creio que quase todo produto hoteleiro e turístico possa atingir a excelência (dentro de sua proposta), mesmo que existam erros de concepção e implantação, mas para chegar lá é necessária uma dose enorme de disciplina e paciência, coisa rara hoje em dia. Parabéns a estes 9 bravos!

Top 10 África

sábado, 11 de dezembro de 2010

Mais uma lista de referências com marcação muito pessoal. A ordem é detalhe desnecessário:

1 – Tomar o “Hi Tea” inglês das 5 no salão do Mount Nelson (Cape Town)
2 – Fazer a trilha a pé ao topo de Table Mountain com duração de 3 horas
3 – Ocupar o assento do “trilheiro” no Land Rover do safári e procurar uns leões por conta própria
4 – Descer o Rio Zambezi em canoas infláveis até bem perto de Victoria Falls
5 – Já que chegou até lá, fazer o passeio sobre Victoria Falls de helicóptero e aproveitar para seguir umas manadas de zebras e gnus desde o alto
6 – Jantar com amigos no Blonde Bistrô de Cape Town (como o nome diz, as pratas da casa não são morenas)
7 – Curtir o pôr-do-sol na Baia de Cape Town tomando uma cerveja estupidamente gelada
9 – Curtir a alvorada sentado no capô do Land Rover, vendo os hipopótamos tomarem o 1º banho do dia no Sabi River
10 – Trocar idéia com os nativos sobre a vida (tanto a deles quanto a nossa)

O Dedo Verde

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Neuspruit – ( África do Sul) Com 7 anos de idade li “Meu Pé de Laranja Lima” (José Mauro Vasconcelos), meu 1º livro “sério” (sério demais) e nunca mais parei. Logo na sequência olhei no armário do escritório do meu pai e fiquei fascinado com o título de outro livro, escrito por Maurice Druon, intitulado “O Menino do Dedo Verde”. É a história alegórica deste menino que tem o poder de fazer nascerem plantas, arvores, flores e ervas sempre que coloca seu dedo na terra ou em uma fenda de pedra, de asfalto ou cimento. Uma história ecologista escrita muitos anos atrás que não envelheceu.

Estou no aeroporto de Neuspruit esperando nosso voo para Johanesburgo e esta semana vi o poder da chuva sobre a savana africana. Há 3 semanas não havia muito sinal de vida por aqui, de fato os guias me disseram que os animais estavam inquietos, concentrados em pequenos espaços onde ainda havia alguma poça ou pequeno riacho correndo mirrado. Veio a chuva forte, as nuvens pesadas e com elas um vento úmido e mais frio; também veio o “Menino do Dedo Verde”, talvez montado em alguma girafa sorrateira ou no lombo de uma zebra. Kruger, Mala-Mala, Sabi-Sabi, está tudo viçoso, verde como se jamais tivesse secado e amarelado.

Ficamos 2 noites no Tinga Lodge Narina (irmão do Tinga Legends), muito autêntico com 6 cabanas grandes, com piscina privativa e vista para o Rio Sabie. Os safaris fotográficos começam pontualmente às 05:30 e 16:00 e duas vezes por dia tivemos o privilégio de conversar com os biólogos, ver os animais e conhecer suas histórias. Também inspecionei os resorts de Lion Sands (Ivory e River), que agora fazem parte do mesmo grupo dos Tinga e com isso podem oferecer acomodações para incentivos com até 100 convidados com muito conforto, privacidade e exclusividade.

Os animais estavam felizes e preguiçosos, com a barriga cheia e curtindo um calor morno, tão agradável que até os leões posaram displicentemente para as intermináveis fotos. Vou deixar a savana prá trás e com ela a certeza que o ditado não falha: ‘Depois da tempestade vem a bonança!”. Amanhã tem mais!

A Mesa do Cabo

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Vou ao ponto: a geografia de Capetown deixa qualquer pessoa maluca nos 2 primeiros dias por aqui. Depois de 15 anos sem pisar na cidade havia me esquecido como é complicado me localizar e só hoje comecei a pegar o jeito novamente.

A cidade está linda. O projeto de reurbanização de Green Point, as novas avenidas e rodovias e a reformulação completa da área do Waterfront deixaram a cidade com um ar americano no estilo San Diego, mas com a alma africana e muitas construções históricas misturadas à natureza exuberante.

O congresso anual do SITE foi um grande sucesso. Assisti à apresentação do ex-presidente Frederik de Klerk ontem pela manhã e a presença deste homem é incrível, bem como a história fascinante sobre como ele assumiu a bomba acesa do Apartheid e a desarmou com enorme habilidade. Muitas informações relevantes, muita gente engajada em fazer as coisas acontecerem no segmento de incentivos, fiquei realmente impressionado.

Aproveitei também para fazer inspeções nos principais hotéis, restaurantes e “venues” da região com meus amigos da Dragonfly. Além de ter me hospedado no belíssimo e classudo Mount Nelson, achei o novo Taj Cape Town muito elegante e o One&Only Capetown o melhor no Waterfront. O Table Bay é ok, mas não se compara aos outros três hotéis. No vale de Stellenbosch almoçamos e passamos a tarde na mais linda vinícola da região, uma preciosidade chamada Delaire. Estou anexando algumas fotos deste pequeno hotel com diárias à partir de U$1.500, um produtaço prá gente muito rica ou muito ligada em vinhos e gastronomia (que de qualquer forma, tem que ser rica mesmo).

Para completar, friso o óbvio: apesar de Cape Point ser a grande atração natural para os visitantes, o que domina a paisagem e vigia com imponência a baia é a lindíssima Table Mountain (Montanha da Mesa), com suas facetas ambíguas e incomparáveis: de um lado uma caixa parecida com um baú ou bigorna, do outro a famosa silhueta dos 12 Apóstolos. Impactante, selvagem e amistosa, Capetown, com seu mar bravio, sua gente doce e sua mesa farta é parada obrigatória na África do Sul.

Bandeira? Prá Que?

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Uma pergunta de um cara que não entende muito bem os mistérios da hotelaria atual: por que raios toda semana uma cadeia hoteleira (cadeia “virgula” pois são meros “administradores”) rompe contrato com um hotel e vice-versa? Na minha santa ignorância acabo formando opiniões que podem estar erradas, portanto, gostaria muito de conhecer a opinião dos experts, senão acabo concluindo que:

1) Muitos hoteleiros são aventureiros: entram numa propriedade sem fazer a pesquisa adequada sobre seu potencial e simplesmente para ocupar um espaço antes de seus concorrentes (e no afã de mostrar números bonitos para seus acionistas).

2) Donos de empreendimentos são mal-informados e mal-preparados: caso contrário, não viveriam às turras com administradores e com os resultados financeiros e operacionais que nunca são os combinados

3) Os contratos poderiam ser usados para embrulhar pão: com todo respeito ao pão, mas tem propriedade que já mudou de bandeira 2 ou 3 vezes em menos de cinco anos, ou seja, os advogados dessa turma são realmente mágicos para fazer essas cláusulas de entrada e saída tão flexíveis

4) As equipes comerciais das administradoras vendem o que não conhecem: com este turnover é natural que muita gente não consiga conhecer seu portfólio, portanto, podem também eximir-se de responder pelos resultados, tanto financeiros como relacionados à operação e qualidade.

5) Não existe consistência de marca, serviço e estratégia: tudo virou marketing e relações públicas. As cadeias (administradoras) vivem de criar uma imagem que não conseguem transportar para o dia-a-dia ou para a execução de seus serviços, pois não possuem a consistência necessária para estabelecer padrões, arraigar métodos e firmar suas tradições

Pois é, sei que escrevi de forma um pouco dura e direta demais, mas é que acho que alguns temas são tratados como tabú: todo mundo sabe que existe mas ninguém comenta, estão sempre varrendo prá debaixo de algum tapete.

Eterna Roma

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Um post rápido antes de descermos para jantar. Estamos em Roma. Onze agentes brasileiros com trabalho focados em grupos e incentivos estão na cidade eterna a nosso convite para um “pre-tour” antes da EIBTM 2010, que começa na próxima 3ª feira em Barcelona.

Chegamos hoje sob chuva fina e frio e tivemos régia recepção no hotal Rome Cavalieri, um hotel da “Waldorf Astoria Collection” (marca de alto luxo da mega-cadeia Hilton). Após um delicioso almoço na suíte presidencial saímos para um tour panorâmico pelas principais atrações históricas da cidade, boa parte dele feito dentro da van por causa da chuva insistente e persistente. Agora à noite somos convidados do Gerente Geral Serge Ethuin para um jantar de boas vindas no maravilhoso “La Pergolla”, único restaurante com 3 estrelas Michelin de Roma.

Vou aproveitar este giro por Roma, Barcelona e logo na sequência pela África do Sul para atualizá-los sobre coisas novas, inusitadas, causos e dicas dos lugares que passarmos. Ciao!